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24 setembro 2007

Um nó na garganta

...

Um domingo de chuva, um nó na garganta...O efeito de uma triste causa, como diz o povo. Neste caso, não o POVO, não o RICO. Ai as diabólicas regras sociais... as negativas, as indesejáveis ... que prejudicam o povo mas nunca o POVO. Está claro que me refiro ao pobre do povo pobre, nunca ao RICO DO POVO RICO. Perdoem-me estas repetições que mais parecem uma brincadeira de mau gosto, um complicado puzzle, com difícil solução... Mas é que, infelizmente, anda por aí tanto nó em gargantas preso, e tantas GARGANTAS despreocupadas por onde correm sem dificuldade as melhores iguarias, as de marca, os mais afamados líquidos generosos, os de marca, (sim, porque o que não tem marca não presta) sem o mais pequeno nó que lhes impeça a passagem. Vejo escrito na minha mente simples o EGOISMO, o RICO, a MARCA... Ah, o egoísmo... o egoísmo a nível planetário... palavra corrente, no momento presente, da geração presente, uma das que está bem na linha da frente! Usada, sim, mas não como os trapos, usada mas sempre nova. Malvado egoísmo humano, porque não acabas como os trapos rotos e deixas que haja mais igualdade, mais oportunidades para todos! Evitava-se assim que muito povo caísse no abismo, num poço sem fundo e sem força para voltar, "achatado" em todos os sentidos, isto é, na mente e no corpo, como um peixe das profundeza!!!

07 setembro 2007

Os olhos de quem vê

De autor desconhecido. Recebido por e-mail em formato pps,

Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres.
O objectivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, o status, o prestígio social; o pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.

Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo.

Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
- E aí, filhão, como foi a viagem para você ?
- Muito boa, papai, respondeu o pequeno.
- Você viu a diferença entre viver com riqueza e viver na pobreza ?
- Sim pai ! Retrucou o filho, pensativamente.
- E o que você aprendeu, com tudo o que viu nesses dias, naquele lugar tão paupérrimo ?
O menino respondeu:
- É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim.
Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu.
Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha.
Nós temos alguns canários em uma gaiola eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!
O filho suspirou e continuou:
- E além do mais papai, observei que eles rezam antes de qualquer refeição, enquanto que nós em casa, sentamos à mesa falando de negócios, dólar, eventos sociais, daí comemos, empurramos o prato e pronto! No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto que ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive a nossa visita na casa deles.
Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos televisão e dormimos.
Outra coisa, papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão, pois não havia uma rede para cada um de nós.
Na nossa casa colocamos a Maristela, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, sem nenhum conforto, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.

Conforme o garoto falava, seu pai ficava estupefacto, sem graça e envergonhado. O filho na sua sábia ingenuidade e no seu brilhante desabafo, levantou-se, abraçou o pai e ainda acrescentou:
- Obrigado papai, por me haver mostrado o quanto nós somos pobres !

MORAL DA HISTÓRIA

Não é o que você é, o que você tem, onde está ou o que faz, que irá determinar a sua felicidade; mas o que você pensa sobre isto !
Tudo o que você tem, depende da maneira como você olha, da maneira como você valoriza.
Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, tem atitudes positivas e partilha com benevolência suas coisas,
então.. Você tem tudo!

01 setembro 2007

Só 30% mantêm poder de compra em 2008

Com este título, o DN lança um balde água fria e suja ao rosto dos portugueses que há mais de dois anos não param de apertar o cinto, embora vejam uns tantos privilegiados, por norma ligados à política, a usufruir de regalias, pensões milionárias acumuladas, etc. que aumentam sem controlo. Os bancos, seguradoras, empresas de serviços essenciais e outras empresas com dinheiros públicos, não se coíbem de publicar lucros crescentes, que demonstram a exploração despudorada dos clientes.

Em 2008, a actualização das pensões deverá rondar os 2,3%, se as previsões do Banco de Portugal quanto à evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação estiverem correctas (é de notar que as previsões do BP, embora com rigor de vários decimais, muito raramente se mantêm sem alteração mais de um mês!), mas apenas 30% dos reformados do Estado têm neste momento garantida a manutenção do seu poder de compra em 2008. Trata-se dos aposentados que recebem pensões inferiores a cerca de 600 euros e que, de acordo com as novas regras publicadas ontem em Diário da República, terão uma actualização salarial idêntica à evolução da inflação. Os outros terão que reduzir a sua alimentação, o que para alguns talvez tenha a vantagem do combate à obesidade!

Entretanto, continuamos a ver passar nas ruas modernos carros de alto preço! O que pretende o Governo fazer para reduzir as injustiças sociais? Como reduzir as desigualdades entre ricos e pobres? Encontrando-se todos os ex-políticos no lote dos mais ricos, estarão os governantes realmente interessados na redução das desigualdades, pondo em risco as suas perspectivas de futuro?

Estes são apenas pontos de reflexão para os intervalos do futebol, das telenovelas e das notícias dos milionários interessados na luta pelo poder dentro do BCP Millenium!!!

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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