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30 janeiro 2012

CAVACO, OS «SOPRANOS» E A ESTRATÉGIA DO SILÊNCIO

Por: Lucas Carré
Da esqª para a Dtª, Caváco Silva, Dias Loureiro e Duarte Lima
Fustigado coma polémica que tem sido alvo nos últimos dias, depois de referir que as suas duas reformas não chegam para cobrir as despesas que tem, Cavaco Silva vem agora esclarecer que a sua intenção foi ilustrar, com o seu próprio exemplo, que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades. «Apenas quis ilustrar, com o meu exemplo, que acompanho as situações que chegam ao meu conhecimento de cidadãos que atravessam dificuldades e para as quais tenho chamado a atenção em diversas intervenções públicas», refere o Presidente.
 Habituado a gerir silêncios de forma tenaz, o Presidente espalhou-se agora ao comprido, ao tentar mostrar, de forma atabalhoada, que ele também é um homem do povo, de origens humildes ( se bem que o pai fosse dono de uma bomba de gasolina no Algarve, o que indiciava na altura ter rendimentos acima da média), tentando colocar-se à parte de uma classe politica abastada, interesseira e que se aproveitou da sua sombra para projectar as mais variadas negociatas e clientelismo. Foi à custa de Cavaco, e com o seu beneplácito, que personagens dignas de figurar num episódio dos «Sopranos» singraram, enriqueceram e construíram o seu império, como foi o caso de Oliveira e Costa, o antigo dono do BPN, Dias Loureiro, que chegou a sentar-se no palácio de Belém como conselheiro de Estado, ou Duarte Lima, que à pala dos bons cargos que teve no PSD ( chegou a ser líder parlamentar) geriu e «engordou» à custa dos mais variados «lobbies» e negociatas.

 Inúmeras vezes Cavaco fingiu distanciar-se da classe política, colocando-se sempre noutra classe de pessoas, apesar dos mais de 30 anos de participação activa, ao mais elevado nível, na condução dos destinos do país, desde que decidiu pôr-se ao volante da sua viatura e partir rumo à Figueira, para participar num congresso «laranja» onde saiu vencedor. De forma recorrente, recorda as suas origens humildes, a de ser um homem do povo, a de estudante a viver em quartos em Lisboa, e esgrime o seu orgulho pessoal de ter subido na vida a pulso, procurando incentivar o povo com o seu exemplo.

 Cavaco Silva quer mostrar distanciamento da classe política. Não quer ser da classe dos ricos. Mas tem cinco propriedades no Algarve, uma luxuosa vivenda, um apartamento em Lisboa e um rendimento de dez mil euros mensais, segundo consta na sua declaração de rendimentos de 2010, fora um pecúlio amealhado ao longo de anos que ronda os 600 mil euros ( o tal pecúlio que diz agora ter de recorrer por via das suas magras pensões…) Não quer ser da classe dos poderosos, tem horror à burguesia e às festas do «croquete». Mas, entretanto, passou 30 anos a pisar passadeiras vermelhas por todo o Mundo, a lidar com os homens do grande capital, como foi o caso de Oliveira e Costa ou Dias Loureiro, seus antigos acólitos, amigos de casa, colegas de partido, de governo e de lideranças, companheiros de aventuras e lutas partidárias, vizinhos de Verão e sardinhadas e aos quais mantém agora um prudente distanciamento. Cavaco viu ao longo de décadas empresários, poetas, artistas, filósofos, políticos, músicos, nobres, jornalistas, professores, médicos, advogados, estadistas e todos os melhores representantes de todas as classes superiores a desfilar à sua frente, ouvindo-o, curvando-se, bajulando-o, adorando-o. Teria ou não acções no BPN, as quais, ao que parece, estavam em nome de familiares e a data de se descartar das mesmas terá sido uma simples coincidência? Terá ou não amparado o percurso político de Duarte Lima, enredado num crime de fraude de 44 milhões de euros ao BPN e numa acusação de autoria do assassínio da secretária de Tomé Feteira? Ou incentivado o percurso no partido de Dias Loureiro, que entrou na política a ganhar 40 mil escudos mensais como Governador Civil em Coimbra e dela saiu com os bolsos a abarrotar de dinheiro, depois do antigo conselheiro de Estado ter sido envolvido no escândalo BPN por via dos negócios ruinosos com Banco Insular de Cabo Verde?

 O silêncio, o tal silêncio de chumbo que agora gere acerca dos acontecimentos envolvendo estes personagens, outrora pares próximos, foi a melhor estratégia do presidente, como também foi naquele episódio de um seu próximo assessor, Fernando Lima, ter inventado o caso das escutas no Palácio de Belém como arma de arremesso contra o governo de Sócrates em clima pré-eleitoral
 Cavaco Silva fala muitas vezes em nome do povo, das suas misérias, quer ser solidário, tornar-se uma espécie de messias salvador, providencial, esgrimindo também ele, de forma farisaica, as suas próprias necessidades, esquecendo-se que ele foi um dos principais impulsionadores da assinatura do Acordo coma Troika e do recente Acordo de Concertação Social que se traduziu na machadada final ao Estado Social e nos direitos dos trabalhadores, até agora, intocáveis.

 Gerindo no silêncio os mais variados interesses, quase sempre ligados à sua clique partidária e ao seu grupo de amigos partidários, Cavaco pôs a careca à mostra, ao decidir falar, vestindo a farpela do povo. Deveria regressar com a possível brevidade à sua função de sábio da Economia – e mesmo aí temos algumas dúvidas, pois foi durante o seu consulado como primeiro – ministro, e a protecção desmesurada aos grandes interesses económicos ligados ao «betão», que apressou a bancarrota do país…

in Crime Digo Eu em 24/Jan/2012

29 janeiro 2012

Flash Mob, contra o Presidente Cavaco Silva

Manifestação  contra as declarações de Cavaco Silva









PSP recolheu as moedas e os géneros alimentares que cerca de 300 manifestantes pretendiam entregar no Palácio de Belém no protesto simbólico contra as declarações do Presidente da República a propósito das suas reformas. A manifestação tipo ‘flash mob’, convocada através da rede social Facebook começou cerca das 17h30 e terminou 60 minutos depois, após terem sido angariados pacotes de leite, cereais, arroz, pão e algumas moedas. A entrega de bens na Presidência não foi permitida pela PSP até porque a segurança fora reforçada, devido à presença do presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy. A manifestação foi convocada na segunda-feira como uma flash mob e embora a adesão não tenha transmitido os níveis de contestação que têm alastrado ao país, depois de Cavaco Silva ter dito, na sexta-feira, que as pensões de reforma que recebe da Caixa Geral de Aposentações (1300 euros) e do Banco de Portugal, até cerca de 8 mil euros, num total de 10 mil euros, não daria provavelmente para pagar as despesas.

"Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações. Descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns 30 anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”, disse Cavaco, de visita ao Porto, na sexta-feira. “Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República”. Após estas declarações, o Presidente da República foi vaiado, em Guimarães, no sábado, durante a abertura da Capital Europeia da Cultura 2012, ouviu críticas de líderes políticos como Jerónimo de Sousa (PCP) e Francisco Louçã (BE), do lider parlamentar socialista Carlos Zorrinho, mas também de comentadores como Marcelo Rebelo de Sousa (PSD). Quanto à petição online em que se pede a demissão do Presidente, em três dias já congregou mais de 22 mil assinaturas, até às 19h00 de hoje. O vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=paL0FjSopQ8.

Publicado em: Máfia Portuguesa

28 setembro 2008

Mudanças nas últimas três décadas

Texto de autor desconhecido, recebido num anexo em pps de e-mail enviado por pessoa de confiança. Um conjunto de questões muito pertinentes, acerca das alterações na vida dos portugueses, nas últimas três décadas. Uma oportunidade para meditação com o fito de descortinar uma via para melhorar o comportamento de cada um e, em consequência, a sociedade.

30 anos depois...

Fui criada com princípios morais comuns a toda a gente. Sonhei com a liberdade e a justiça social…
Pela mão dos meus pais, professores, avós, tios e vizinhos percebi que a Justiça estava ao serviço das Vítimas e da Comunidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, do “papão”, de filmes de terror e da polícia política.
Hoje temo a Justiça, os pedófilos, os terroristas, os compadrios políticos, os fiscais da repartição de finanças…
Justiça para gáudios processuais de advogados de luxo?
Liberdade ou libertinagem?
Garantias de defesa, ou evitar que se faça Justiça?
Julgamento da Casa Pia em Tribunal, ou decidido nos telejornais e por mensagens de telemóvel a 20 cêntimos?
Negociar com terroristas em nome da paz ou dizer BASTA! Aos cobardes e anafados da política?
Diálogo e tolerância para criminosos e deveres ilimitados para cidadãos pacíficos e honestos?
Amnistiar os que devem ao fisco e suspeitar permanentemente de quem paga os seus impostos, será esse o nosso futuro?

O que aconteceu com Portugal?
Que valores temos nós hoje?
Que eleições temos nós?
Você sabe quem é o 7º candidato da lista do Partido em quem você vai votar nas próximas eleições?
De que me serve um aumento de 3 Euros na minha pensão?
Porque é que as disparidades sociais nunca foram tão gritantes como hoje o são?
Você sabia que em 23 de Abril de 2004 CDS, PSD e PS fizeram uma revisão Constitucional que submete a Constituição Portuguesa A QUALQUER Constituição Europeia que venha a ser aprovada em Bruxelas?
Que eles não foram capazes de alterar as Leis eleitorais só para continuarem a eleger-se a eles próprios?
Que 25 de Abril é este que fomos comemorar?

Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho?
Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado, sem sentir medo?
Quando foi que me fechei?

Quero de volta a minha dignidade, a minha paz, a minha Liberdade.
Quero de volta a Lei e a Ordem.
Quero liberdade com segurança!
Quero tirar as grades da minha janela.
Quero políticas, não quero hipócritas!
Quero sentar-me na calçada e ter a porta aberta nas noites de verão.
Quero a rectidão de carácter, a cara limpa e os olhos nos olhos.
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a esperança, a alegria.

Abaixo o “TER”, viva o “SER”!
Quero discordar do absurdo e da mentira em que vivemos.

Utopia? Não...
...se você e eu fizermos a nossa parte e contaminarmos mais pessoas, e essas pessoas contaminarem mais pessoas…
...se você e eu fizermos a nossa parte e contaminarmos mais pessoas, e essas pessoas contaminarem mais pessoas…
Comece! Divulgue este texto a todos os amigos e conhecidos!

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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