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26 outubro 2020

Ignoremos tudo




Ignoremos tudo.

Sepultemos bem fundo

As nossas consciências

As nossas culpas

A paixão pelos que sofrem

O estandarte da solidão

A miséria, a vergonha

A riqueza, a ostentação.


 

Ignoremos tudo.

Com inteligência e minúcia  

Para que tudo desapareça

Até ao mais ínfimo pormenor


Sem deixar rasto.

Uma réstia de olhar

Ficará pairando como um traço indefinido

Sobre o silêncio sepulcral de tudo ausente.

Onde não haverá vivalma

Não restará ninguém

Para vasculhar bem no fundo

E ver que afinal…

Nada está sepultado.



Mário Margaride





19 junho 2009

É TEMPO DE ACORDARES, POVO


Desperta do silêncio
Em que dormes
Na cama onde o barulho
Faz ruído
Sai do silêncio
Do marasmo
Onde estás moribundo
E ferido.
Acorda da penumbra
Do degredo
Grita bem alto
Em bons pulmões!
Está na hora de acordares
E gritares sem medo
Ou nunca calarás
Os aldrabões!

Mário Margaride

01 junho 2009

O MUNDO NAS VOSSAS MÃOS

Neste dia mundial da criança
Dedico este poema a todas as crianças do mundo



O mundo nas vossas mãos

O Sol que com vergonha
Se esconde atrás da Lua
Quanta fome não se esconde
Não querendo sair á rua

A dor que nos atormenta
Por mais que possa doer
Não dói mais que a injustiça
Que os olhos não querem ver

O sorriso das crianças
Com seu doce e terno olhar
São a luz que nos conduz
Para na escuridão caminhar

Com essa luz pela frente
E com a força da razão
O Mundo tem que avançar
E sair da escuridão

Crianças do mundo inteiro
Em vós está a salvação
Sois a esperança do futuro
Neste Mundo, em destruição

Mário Margaride

08 março 2009

DIA MUNDIAL DA MULHER-POEMA "MULHER"



Neste dia mundial da mulher
Dedico este poema a todas as mulheres do mundo
Em especial, aquelas que sofrem...


Mulher
Que carregas no ventre o teu fruto
Que lhe dás o teu pão, o teu amor
A tua vida…
Que lutas, que sofres, que amas…
Que te maltratam, que te escorraçam
Que te matam!
Mulher
Que és mãe, esposa, amante
Companheira
Que labutas, que choras, que ris…
Que não tens pão, não tens dinheiro
Mas tens dor, sofrimento, angústia
Desilusão
Mulher
Que queres vencer, queres amar
Queres aos filhos tudo dar
Mas não tens casa
Não tens pão
Mas tens amargura, dor
E frustração
Mulher pobre
Pobre mulher…
Que angustia por não teres
O pão para aos teus filhos dares!
Sofres a dor…de os ver morrer.

Mário Margaride

09 fevereiro 2009

NAS VEREDAS DO ESQUECIMENTO



Nas veredas do esquecimento
Gritam gargantas sufocadas
Pela dor da indiferença
E abandono
Moram corpos moribundos
Sente-se o cheiro da tristeza
Pairam almas destroçadas.
Nas veredas do esquecimento
Vêm-se rostos perdidos
Corpos vestidos de nada
Despidos de tudo
Esperanças perdidas
Sonhos esquecidos
Vidas cerceadas.
Nas veredas do esquecimento
Morre-se dia-a-dia…lentamente.

Mário Margaride

06 fevereiro 2009

É URGENTE SAIR!



O ar está viciado
Irrespirável
Sente-se o cheiro pestilento
Infestar as paredes
O tecto
Todos os cantos deste cárcere
É um cheiro insustentável
Nauseabundo
É urgente sair! Deste degredo
Respirar ar puro
Oxigenar a alma
Mergulhar nas águas límpidas
Libertadoras, que nos esperam.
Lavar o sarro
O cheiro a bafio
Que fede putrefacto, nesta masmorra
Ah! Liberdade que tardas
Que demoras a chegar
Nos manténs cativos
Dentro destas quatro paredes
Bafientas, sombrias
Que nos castram os sentidos
Atormentam as emoções
É urgente sair! Desta prisão

Mário Margaride

Prémio

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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