27 dezembro 2014

O MAIOR ATRACTIVO SERÁ A EXPLICAÇÃO DOS RESULTADOS


O artigo «Discurso de Passos marcado por uma palavra até agora proibida: "Optimismo"»  de Susete Francisco, publicado no Ionline, em 25 de Dezembro, pode suscitar reflexões parecidas com as seguintes:

NUM DISCURSO NESTA QUADRA DO ANO E A POUCOS MESES DE ELEIÇÕES, é difícil a um líder partidário, na função de PM e candidato à continuação nas funções, não adornar as suas palavras com ramos floridos de optimismo, esperança e confiança.

Mas, como tais promessas fantasiosas já foram, durante cerca de 4 anos, proferidas em vão e anuladas poucos dias depois, será melhor desistir de fazer promessas e, em contrapartida, falar dos RESULTADOS obtidos durante este mandato na MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO, nos sectores de Saúde, Educação, Justiça, Ordem Pública, Emprego, apoio a crianças, a idosos, reformados e deficientes, etc. O povo sacrificado pela austeridade, que ainda não parou de se agravar, deve ser informado dos dividendos obtidos do investimento de sacrifício que foi obrigado a fazer, ou saber se do seu sofrimento apenas resultou a produção de mais milionários, mais corrupção, etc, para benefício sempre dos mesmos.

Mas essas explicações dos resultados devem despir-se de habilidades de linguagem e ser claras, verdadeiras, para todos os portugueses compreenderem e poderem tirar as suas conclusões. Cada um vive com as conclusões que tira da informação que obtém e já não confia nas conclusões tiradas por pessoas que são parte do processo. Por lei, o arguido está autorizado a mentir e, por isso, a sua palavra não constitui prova da sua inocência.

Por favor, Sr PM mostre os resultados reais, bem visíveis e inequivocamente demonstráveis das medidas que tomou com o dinheiro que nos sacou em cortes diversos, supressão de subsídios e outros apoios, aumentos de impostos, etc, etc. Qual a melhoria da QUALIDADE DE VIDA dos mais pobres e desfavorecidos?

Imagem de arquivo

26 dezembro 2014

CAVACO PRUDENTE OU TEMEROSO


Durante várias décadas de vida, tenho assumido como regra comportamental que as autoridades, principalmente as que foram eleitas pelos cidadãos, devem ser por estes tratadas com o maior respeito e a máxima deferência.

Nesse conceito, enquadra-se o Supremo Magistrado da Nação que, por definição, deve considerar-se apenas limitado pelo texto da Constituição da República, interpretado com o bom senso e a prudência que deve estar sempre no espírito de uma pessoa que ousou candidatar-se ao cargo e obteve a eleição pelos votos da maioria dos cidadãos que votaram de forma útil.
Por isso, pode ficar-se chocado com o título da notícia «Cavaco é um vice-primeiro ministro e não um Presidente da República».

Mas como não há fumo sem fogo, devemos procurar os motivos que levaram a autora, eurodeputada também eleita por eleição legal, a fazer afirmação tão ousada. E deparamos com palavras do PR como as seguintes «Portugal tem ainda à sua frente grandes desafios muito exigentes. Portugal continua a enfrentar fortes restrições e ser-lhe-ão colocadas grandes exigências no futuro. É uma ilusão pensar que os problemas do país estão resolvidos. Tal como é uma ilusão pensar que os problemas podem ser resolvidos num contexto de facilidades»

Declara,assim, que o Governo não resolveu os problemas do país. Nisso, está em concordância com a opinião de Bruxelas: /«Outro problema para a troika é o programa de reformas estruturais. Para Bruxelas, o ímpeto do reformista está a abrandar consideravelmente e mal, porque a economia portuguesa precisa de continuar o seu ajustamento na visão de Bruxelas, e, em alguns casos, estarão mesmo a ser revertidos os resultados de algumas das reformas colocadas em curso.»

E que apesar de vários anos de dura austeridade, repetidamente agravada, afirma claramente que «Portugal continua a enfrentar fortes restrições e ser-lhe-ão colocadas grandes exigências no futuro». Um cidadão medianamente informado perguntará, qual o motivo de o PR não ter decidido eleições antecipadas. Pode ter havido um de dois tipos de raciocínio.

O primeiro, de extrema prudência e sensatez, porque pode ter pensado que as eleições representariam paragem na vida nacional e despesas, sem garantia de que delas resultasse um governo menos mau.
O segundo, de temeridade e falta de ousadia para arriscar essa paragem e despesa, com receio de que resultasse um governo pior, o que parece ser de grande improbabilidade.
Daqui que o artigo inicialmente referido tenha insinuado uma submissão ao Governo, como se fosse um seu vice-PM. Claro que isso não passa de uma forma hiperbólica e irónica como é frequente acontecer na nossa política de discutível qualidade.

Mas Cavaco manifesta-se contra o medo da mudança, a qual é meritória e indispensável para não continuarmos cristalizados numa austeridade por teimosia que já mostrou a sua ineficácia, por não ter efectuado a prometida Reforma Estrutural do Estado, entre outras coisas, com redução da burocracia ao mínimo indispensável, o que evitaria as falhas de um programa que estão na origem da operação Labirinto, que tornaria desnecessário o desbarato do património Nacional, das joias da coroa e a privatização de empresas símbolos de soberania, criado mais milionários e empobrecido maior número de cidadãos desprotegidos. E isso demonstra que o PR, em vez de se mostrar solidário com o Governo, devia tê-lo criticado e ter-lhe dado um puxão de orelhas e colocado de pé voltado para a parede.

Imagem de arquivo

11 junho 2014

Morre Anibal ......... morre já ontem, não fazes cá falta nenhuma ser desprezível ...... quero de volta as 17 toneladas de ouro que foram jogadas fora por ti em 1990 !!!!!!!!!!!!


QUE PENA .......... NÃO FOI DESTA QUE NOS LIVRAMOS DO ANIBAL !!!!!!!!!!!

AINDA ESPERO QUE FAÇAS COMPANHIA AO FALECIDO ANTONIO BORGES, QUE TE ESPERA JUNTAMENTE COM O BELZEBU SATANÁS, PARA TE ENFIAR NUMA POÇA DE MERDA PELA ETERNIDADE, O MAIS BREVE POSSIVEL, DE PREFERENCIA QUE TENHAS UMA MORTE BEM LENTA, E AGONIZANTE, IGUAL AO QUE O ANTONIO BORGES MERECIDAMENTE TEVE .......... AMEM !!!!!!!!!



Foto: QUE PENA .......... NÃO FOI DESTA QUE NOS LIVRAMOS DO ANIBAL !!!!!!!!!!!
AINDA ESPERO QUE FAÇAS COMPANHIA AO FALECIDO ANTONIO BORGES, QUE TE ESPERA JUNTAMENTE COM O BELZEBU SATANÁS, PARA TE ENFIAR NUMA POÇA DE MERDA PELA ETERNIDADE, O MAIS BREVE POSSIVEL, DE PREFERENCIA QUE TENHAS UMA MORTE BEM LENTA, E AGONIZANTE, IGUAL AO QUE O ANTONIO BORGES TEVE  .......... AMEM !!!!!!!!!


QUANDO TE FORES ..... ESTÁ JÁ MARCADO UM CHURRASCO NA FIGUEIRA DA FOZ, CERVEJA / CARNE E SARDINHADA ......... VAI SER UM FESTÃO !!!!!!!!!!!!

http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2013/07/onde-estao-as-reservas-de-ouro-parte-i.html


Em 1990, a Drexel Burnham Lambert, um dos principais bancos comerciais na época, foi à falência envolvida no escândalo dos junk bonds de Michael Milken, homem da grande Finança acusado de extorsão e fraude.
Poucas pessoas sabem que o Banco de Portugal (óbvio...) tinha emprestado 17 toneladas de ouro ao banco.
Ouro que simplesmente evaporou, numa altura em que era cotado a 380 Dólares por onça.



http://resistir.info/rui/imperio_do_dolar.html

10 junho 2014

Cavaco exorta portugueses a não baixarem os braços ....... OLHA AQUI MEU BRAÇO LEVANTADO ANIBAL.


http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=3961706

Cavaco exorta portugueses a não baixarem os braços

Caro amigo Aníbal, meu querido Presidente desta desgraçada República das Bananas Portuguesa.

Permita-me trata-lo por tu, pois me considero teu admirador nº 1 em terras lusitanas.
Fique certo que minha admiração por ti, aumentou consideravelmente, após saber que tinhas comprado ações do falido BPN á 1 euro, e vendido em pouco tempo á 2,40 euros, de certeza um negócio totalmente legal , Ético , e absolutamente dentro da normalidade em Portugal.


Devo lembra-lo, que por muito menos, o Presidente da ALEMANHA, foi corrido, e está a responder em tribunal, por negócios pouco éticos para um Presidente da República Alemã, mas isto, é na ALEMANHA.


Tua sorte ........... é viveres num país feito de gente, que só se interessa por futebol, novelas morangos com merda, religião, e fados.


Mas a cereja em cima do bolo, é teres autorizado o Banco de Portugal em 1990, a investir 17 TONELADAS DE OURO num banco americano, que foi a falência, dias depois.


És o maior ANIBAL CAVACO SILVA !!!!!!!
Serei sempre teu maior admirador em terras lusitanas.
Olha aqui em baixo meu braço erguido em tua homenagem ............

Sinceros cumprimentos.

Ramiro Lopes Andrade
refugiado económico no Brasil





Banco de Portugal perdeu 17 toneladas de ouro em 1990, com o amém de Anibal Cavaco Silva, GRANDES NEGÓCIOS !!!!

Mais palavras para que?

É assim que chegamos nesta falência de Portugal.

Fazem falta agora estas 17 toneladas de ouro, 554 milhões de euros ( 32,6 euros/grama, cotação de hoje ), e ninguém é responsabilizado, que memória curta tem o ZÉ POVINHO .............

O Banco de Portugal - BP " emprestou " 17 toneladas de ouro, 554 milhões de euros á um banco falido de Wall Street, o Drexel Burnham Lambert, grandes gestores que tem o BP.

Claro que a múmia paralítica de Belém, o Aníbal, já não se lembra, já está senil e com alzheimer, pobre diabo .........

E ainda se admiram estarmos falidos............. anda Zé Povinho, continuem a ver: 

  • FUTEBOL
  • RELIGIÃO
  • FADOS
  • NOVELAS MORANGOS COM MERDA
Continuem a doar 500 milhões de euros, todos anos, para ( Angola \ Moçambique \ Guiné Bissau \ São Tomé e Príncipe \ Cabo Verde \ Timor ).

Dinheiro que certamente vai para os pobrezinhos africanos e timorenses,  ME ENGANA QUE EU GOSTO ............

Bem merecem o que aí vem .............................

Ramiro Lopes Andrade

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http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2013/07/onde-estao-as-reservas-de-ouro-parte-i.html


Em 1990, a Drexel Burnham Lambert, um dos principais bancos comerciais na época, foi à falência envolvida no escândalo dos junk bonds de Michael Milken, homem da grande Finança acusado de extorsão e fraude.
Poucas pessoas sabem que o Banco de Portugal (óbvio...) tinha emprestado 17 toneladas de ouro ao banco.
Ouro que simplesmente evaporou, numa altura em que era cotado a 380 Dólares por onça.

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A memória é curta.
Já ninguém se lembra se não for recordado.
Mas é verdade que em 1990 o Banco de Portugal foi noticia de caixa alta por uma má razão:
  • 17 toneladas de ouro das suas reservas, entregues a uma então prestigiada instituição financeira de Wall Street, que acabava de declarar falência, estavam mal paradas.

26 maio 2014

Eleições Européias - ainda existem 31,37 % de OTÁRIOS PORTUGUESES que acreditam nesta democracia falida, podre e morta, OTÁRIOS !!!!!!!!!!!


 Os verdadeiros números .

Eleitores inscritos                        9.677.954         -      100,00    %
Abstenção                                    6.396.510         -        66,094  %
Brancos                                           144.832         -          1,50    %
Nulos                                               100.484         -          1,037  %
Votos válidos em partidos            3.036.128         -        31,371  %

Votos por partidos, no universo de 9.677.954 eleitores inscritos.

Partido Socialista                          1.032.143        -         10,665  %
PSD / CDS                                       909.283        -           9,395  %
CDU                                                 416.102        -           4.29    %
MPT                                                 234.516        -           2,423  %
BE                                                    149.546        -           1.545  %
Outros                                              294.538        -            3.043  %

A realidade é que ainda subsistem  3.036.128 de otários que votam, ou seja 31,371  % de eleitores, que ainda acreditam nesta democracia de merda.

No dia que alterarem a constituição, e se puder eleger diretamente os deputados e vereadores, com o voto nominal, para que se possa julgar os eleitos a cada 4 anos, neste dia voltarei a votar.

O que existe neste momento é uma partidocracia inaceitável !!!

Onde os partidos atuais fazem listas, as distribuindo aos corruptos da maçonaria / opus dei / pedófilos / paneleiros / ladrões / etc ........ gente do mais corrupta que existe.

Nós ..... os portugueses que não votaram, ou que votaram nulo e branco, estamos de parabéns, ainda resta uma esperança no horizonte, só resta esperar que estes FILHAS DAS PUTAS que nos representam, TENHAM VERGONHA NA CARA, E MUDEM A CONSTITUIÇÃO PARA ELEIÇÃO NOMINAL DOS POLITICOS, SENDO OS  MAIS VOTADOS ELEITOS, COM A PROPORCIONALIDADE.

Tenho dito !!!!!!!!!

Ramiro Lopes Andrade
refugiado econômico no Brasil


      

24 maio 2014

Abstenção no dia 25 de maio, todos os políticos portugueses são canalhas vendidos á Maçonaria / aos Banqueiros corruptos / á Igreja vendida / Opus Dei, e as minorias de Paneleiros, Lésbicas e restante lixo e escória da sociedade portuguesa .......... ABSTENÇÃO DIA 25 DE MAIO, JÁ ESTÁ PERTO.

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Foto: REPUGNÂNCIA


Foto: TENHO NOJO E VERGONHA DE SER PORTUGUES ....... ATÉ QUANDO VAMOS AGUENTAR ESTES LADRÕES ?????? 

SÓ DIGO ISTO A NÓS PORTUGUESES.

O DIA QUE LIMPAREM O SEBO A APENAS UM FILHA DA PUTA DESTES, COMO FIZERAM AO FILHO DE CHAMPALIMOU, TODOS ESTES CABRÕES FOGEM PARA A AMÉRICA, COM OS MILHÕES QUE ROUBARAM Á PORTUGAL ............. E FICARÃO A SE RIR DE NÓS LÁ.

Se limpassem pelo menos um, punham o rabo entre as pernas, e os restantes ganhavam rumo.

Nosso povo português é COVARDE.

EU RAMIRO LOPES ANDRADE , TENHO NOJO E VERGONHA DE SER PORTUGUES, ENQUANTO ESTE POVO IMBERBE E IGNORANTE CONTINUAR A SER ENRRABADO, E AINDA FOREM VOTAR NESTES FILHAS DAS PUTAS.

TEM FUTEBOL
TEM FÁTIMA
TEM NOVELAS MORANGOS COM MERDA
TEM FADOS

TENHO NOJO E VERGONHA DE SER PORTUGUES.

Tenho dito.

Ramiro Lopes Andrade
refugiado económico no Brasil









ANIBAL + OS AMIGALHAÇOS DIAS E OLIVEIRA, MUITO BOAS COMPANHIAS DO BPN


Foto: O Tribunal Criminal de Lisboa absolveu os dez arguidos do processo das contrapartidas dos submarinos --- HAHAHAHAHAHA, a justiça portuguesa no seu melhor, NÓS PORTUGUESES ESTAMOS FODIDOS COM ESTA CORJA QUE DOMINA PORTUGAL, AGORA PRIVATIZARAM O MAR POR 50 ANOS, LEVA QUEM DER MAIS, POVO IGNORANTE PELO FUTEBOL, FÁTIMA, FADOS E NOVELAS MORANGOS COM MERDA !!!!!!!!! 

Portugal é um país a saque.
A justiça portuguesa é uma fraude.
A Assembleia da República Portuguesa, é uma associação de mafiosos, que subjuga toda uma nação, e agora aprovaram a privatização do mar.
Quando leiloarem blocos ( regiões do mar / áreas ), poderemos ter empresas chinesas, americanas, e multinacionais a explorar todos os recursos naturais do mar, e Portugal não vai se beneficiar de nada, quando tudo estiver destruído:

- minérios
- petróleo
- pesca
- biodiversidade

Estes que compraram direitos de exploração, simplesmente se irão embora, deixando um legado de NADA, compromentendo as futuras gerações, e ainda se admiram que haja emigração em massa, palhaços.
Nossos deputados portugueses não passam de uns LADRÕES , todos sem exceção, e sabem porque eles fazem isto ??????
Porque nós portugueses somos um bando de cornos mansos, tomem em embrulhem .......

Ramiro Lopes Andrade




Presidente  Jorge Sampaio a receber a esmolinha de 90 mil euros do Rei de Espanha, em 2004, a tal esmola que o Cenourinha não dividia com os pobrezinhos de Portugal.


Foto: OS AMIGOS ANGOLANOS DE PORTUGAL, GENTE IMPOLUTA, HONESTA, SÉRIA ....... TEM RAZÃO EM FICAR OFENDIDOS COM PORTUGAL, SIM GENERAIS ... TEM TODA A RAZÃO !!!!!

PERMITAM-SE UMA OBSERVAÇÃO :

HAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ramiro Lopes Andrade 

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Putas, Pretos e Parcerias estratégicas 

A Polícia Federal brasileira desarticulou uma rede de tráfico internacional de mulheres e emitiu um mandado de captura contra o General (dito empresário) angolano Bento dos Santos 'Kangamba', sobrinho por afinidade do Presidente de Angola... acusando-o de chefiar uma rede de tráfico de mulheres brasileiras destinadas a Angola onde eram oferecidas a clientes de alto poder económico, e a outros centros de prostituição no estrangeiro. O General é dirigente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), o mesmo partido do Presidente, e tem influência no governo através da sua mulher, uma filha de Avelino dos Santos, irmão do Presidente". 

 Como noticia 'O Estado de São Paulo', esta não é a primeira vez que o nome do General Kangamba aparece nas páginas dos jornais internacionais, que o dão como envolvido em casos de polícia: em França, a 14 de Junho,  segundo noticiou então o jornal La Provence, a polícia alfandegária francesa apreendeu perto de 3 milhões de euros encontrados no porta-bagagens de dois Mercedes de matrícula portuguesa, e deteve cinco indivíduos, de nacionalidade portuguesa, angolana e cabo-verdiana, acusados de branqueamento de capitais e crime organizado. 
 
Kwanzas are Welcome 
Na sequência, transportados em automóveis saídos de Portugal com destino ao Mónaco quatro indivíduos apresentaram-se  na esquadra de Montpellier para libertar os ocupantes detidos na primeira viatura e recuperar o dinheiro, tendo sido também detidos - "O Bento [Kangamba] explicou-me que as apostas nos casinos do Mónaco são muitos elevadas e podemos chegar a gastar oito mil euros em cinco minutos", justificou-se o angolano José Francisco (conhecido na giria como o "Chico Kamanguista”) pelas elevadas quantias transportadas. A investigação acredita que os criminosos movimentaram cerca de 45 milhões de dólares (14,7 milhões de euros) com o tráfico internacional de mulheres, nos últimos seis anos. Na parte angolana do caso, as mulheres eram aliciadas em casas nocturnas de São Paulo pelos membros da rede, que ofereciam 10 mil dólares (7.290 euros) para que elas se prostituíssem por uma semana em Angola. Nesse mesmo mês o General Bento Kangamba passou quatro dias em Barcelona, Espanha, onde o presidente Eduardo dos Santos também se encontrava em visita privada, iniciada a 26 de Junho.

Após a sua saída precipitada do principado de Mónaco, onde se encontrava com uma corte de 20 amigos, o general e dirigente do MPLA regressou a Portugal. Entre os documentos apreendidos ao Chico Kamanguista, a polícia francesa encontrou documentos pessoais de transacções de diamantes entre Angola, Suiça e Israel. Nessa mesma ocasião, o "General" feito à custa de milhares de estropiados pela guerra em Angola com a qual enriqueceu, foi também noticia por ter comprado uma casa no mesmo condomínio privado do internacional português Ronaldo, em Madrid. Em Portugal o sobrinho de Eduardo dos Santos é o principal patrocinador do clube de futebol Vitória de Guimarães, que aliás tem as iniciais 'B K' estampadas nas camisolas de jogo, havendo um protocolo entre este clube e o Kabuscorp campeão nacional de Angola. Apesar do mandato accionar a Interpol, as autoridades brasileiras dizem não ter a menor esperança que o acusado e um outro comparsa (Carlos Silva, funcionário de Bento Kangamba em Portugal) venham a ser detidos, obviamente, nem no seu país, nem em "paises amigos". Mas será preso caso desembarque no Brasil. Portanto, por esta banda, a Máfia angolana estará também mal de "outras parcerias alternativas" a Portugal.

 (fontes: Jornal brasileiro Estadão, Diário Digital e Maka Angola)

PAÍS DA BANANIA


Foto: Eu dou um doce , a quem identificar corretamente, este PANELEIRO TRAVECO, QUE ESTAVA A DESFILAR NA BOATE GAY ( TRUMP ), EM LISBOA, E ATUALMENTE É MINISTRO EM PORTUGAL ...............




Foto: PORTUGAL SE AFUNDA A CADA DIA, E SÓ SOBRARÃO OS RATOS DO NAVIO ......... AMÉM !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Banco de Portugal perdeu 17 toneladas de ouro em 1990, com o amém de Anibal Cavaco Silva, GRANDES NEGÓCIOS !!!!


http://ramirolopesandrade.blogspot.com.br/2013_07_01_archive.html
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               Os responsáveis pela bancarrota de Portugal





Para não esquecermos ....................


Ramiro Lopes Andrade
refugiado económico no Brasil


      

30 abril 2014

Milhares de estudantes universitários canadianos prostituem-se para pagar estudos

 Esta é uma das consequências das políticas "neoliberais" do mundo ocidental, é este o resultado do descalabro da inexistência ou abandono do Estado Social. A educação, saúde, transportes e energia nunca por nunca deveriam passar para a esfera do privado, o Estado deveria garantir o controlo destas áreas. Em Portugal dentro de pouco tempo, teremos o mesmo problema.


em:Jornal de Noticias on line  29-04-2014

"Milhares de estudantes universitários canadianos prostituem-se para pagar os seus estudos, através de uma página na Internet que emparelha jovens com os 'sugar daddies', denunciou a televisão pública do Canadá, CBC.
 
A expressão 'sugar daddies' é utilizada na América do Norte para designar pessoas de meia-idade, normalmente homens casados, que apoiam economicamente mulheres jovens em troca de relações sexuais.

A CBC identificou uma página na Internet, na qual 130 mil estudantes universitários, na sua maioria mulheres, se emparelham com 'sugar daddies', ou 'sugar mommies', para pagar os seus estudos ou dívidas contraídas durante a sua condição universitária.

Uma jovem de 23 anos revelou, em entrevista à CBC, que um chefe de família, de meia-idade, lhe paga 300 dólares de cada vez que estão juntos.

A jovem acrescentou que os 'sugar daddies' são uma boa opção para os estudantes que têm dificuldade em pagar os estudos, adiantando que, no seu caso, trabalhou quase 16 horas diárias durante o verão para poupar dinheiro e conseguir manter-se na universidade.

Uma porta-voz da empresa proprietária do sítio da internet disse à CBC que a idade média dos 'sugar babbies', o termo usado para os jovens que procuram pessoas que os apoiem economicamente, é de 26 anos e que alguns solicitam 'ajudas' de até 10 mil dólares por mês."

25 abril 2014


Tanto Mar

Chico Buarque

Sei que está em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor no teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

imagem-internet


04 abril 2014

E-mail enviado à srª Ministra das Finanças no Portal do Governo


Conhecimento ao Sr. Primeiro Ministro
Direcção Geral de Finanças
Repartição de Finanças da Maia



Aconteceu nas Finanças da Maia                                                              04-04-2014

 

Ontem mesmo paguei uma coima relativa a um atraso do pagamento do IUC de 2008 (4 dias fora do prazo legal), que só tive conhecimento da sua existência passados 5 anos. A viatura não era minha, mas continuava no meu nome e continuou até 2012, apesar de em 2009 ter pago no IMTT para apreensão de matrícula, serviço nunca executado pelos ciosos trabalhadores desta entidade.

 

Não menos ciosos, os trabalhadores fiscais nunca cobraram a coima em divida à pessoa que subsequentemente foi pagando o imposto de circulação até 2012, embora tenham exigido o pagamento dos atrasos seguintes como consta no cadastro fiscal.

 

Tudo isto é muito estranho, leva -me a pensar que este Governo está apostado em sacar dinheiro aos contribuintes seja de que forma for. Muito estranho também o facto de haver tantos portugueses em incumprimento, quero eu dizer o povo desconfia que isto foi tudo arquitectado para espoliar os mais desatentos e os que não se sabem defender, pois a maioria não tinha documentos de à 5 anos atrás e este governo aproveitou para extorquir as pessoas.

 

Outra agravante é o facto de mesmo provando não ter recursos para pagar determinadas coimas, não permitem que as mesmas sejam pagas em valores acessíveis às possibilidades de cada um, a demonstrá-lo o facto de só depois de ir para contencioso é que é possível acordo, e se e só se o montante já for suficiente para permitir fraccionamento... Ficando quem já está com dificuldades com mais dificuldades ainda.

 

Relativamente a quem ainda tem emprego, o fisco apressa-se a executar penhora salarial, andam atrás de tostões e deixam prescrever milhões dos amigos da elite social, que são quem verdadeiramente pratica evasão fiscal. Voltando ao meu caso, ontem tinha a referida divida alcavalada de 15Euros para 176,27 Euros que paguei, hoje qual meu espanto ao consultar o Portal das Finanças tenho outra de 134 Euros com outro número de processo, mas é o mesmo assunto. Isto é brincar com o cidadão, é um abuso, direi um roubo!

 

A minha esposa fez o abate de uma viatura em Dezembro, e o fisco está a exigir que pague o IUC referente a Janeiro do ano seguinte, porque consta no serviço que carro foi abatido 3 dias depois da data em que o mesmo se vencia. Também esta é uma situação muito estranha incompetência ou aproveitamento para tentar sacar mais dinheiro para os cofres do Estado? Apesar de termos o certificado de abate com a data do efeito... Disseram-lhe para ir ao IMTT para ver se corrige a situação... Simplesmente hilariante, falta-se ao trabalho, para além das despesas e transtorno que se tem, Senhora Ministra ponha cobro a estes abusos.

 

O sítio na web do Portal das Finanças é um fiasco, a informação pessoal não é actualizada em tempo útil, o sistema gera duplicação de processos e os contribuintes são incomodados devido ao mau funcionamento do mesmo. Está na altura de exigir que o Estado que pague pelos erros que comete e pelos transtornos que causa às pessoas. Garanto-lhe senhora Ministra que irei até às últimas instâncias caso o meu problema não seja devidamente solucionado.

Victor Simões

 Contribuinte 156526034

09 março 2014

Os politicos portugueses são todos LADRÕES ( PCP - BE - PS - PSD - CDS ), o Zé Povinho Portugues merece a merda que come todos os dias ..........

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Ainda reclama Zé Povinho ????????????
Olhem ...... nas próximas eleições, NÃO VOTEM, pode ser que eu Ramiro Lopes Andrade mude de opinião, em relação aos imbecis que ainda votam em ladrões ai em PORTUGAL !!!!!!!!!!!!!!!

Vejam o vídeo, pode ser que aprendam alguma coisa com George Carlin, ele fala sobre a América, mas se encaixa como uma luva sobre Portugal.

Abraços.

Ramiro Lopes Andrade
Refugiado Economico no Brasil


















































20 fevereiro 2014

Fernando Tordo

"Em 18 de fevereiro de 2014, partiu para Pernambuco, Brasil. Aos 65 anos, o músico sai do país em busca de trabalho e desencantado com o país. Antes de partir afirmou “É muito provável que aproveite estes últimos anos da minha vida, porque não os quero consumir aqui. Eu não quero, eu não aceito esta gente, não aceito o que estão a fazer ao meu país. Não votei neles, não estou para ser governado por este bando de incompetentes. Vou-me reformar deste país. Não me está a apetecer ficar aqui, de maneira nenhuma. Acho que ainda tenho muita coisa para fazer”.


Seja bem vindo,Fernando! 


12 fevereiro 2014

Crescimento e desenvolvimento


por Daniel Vaz de Carvalho
em resistir.info/  11/02/2014
                                                                                                                    

"Dizer que os interesses do capital e os interesses dos trabalhadores são os mesmos, equivale simplesmente a dizer que o capital e o trabalho assalariado são dois aspetos de uma mesma relação. E um se acha condicionado pelo outro, como o usurário pelo devedor, e vice-versa."
 
C. Marx, Trabalho assalariado e capital
 

Cartoon de Leon Kuhn. 1- A FALÁCIA DO "CRESCIMENTO E EMPREGO"

O governo e os corifeus da tragédia neoliberal exultam apregoando os "bons indicadores" do crescimento e do emprego. Mas a propaganda não passa de uma bela embalagem sem nada lá dentro. O PIB regride relativamente a 2012, cai para níveis de 2000 (há 14 anos!); o desemprego é mascarado com a emigração e o subemprego – trabalho parcial, por exemplo, de 1 a 10 horas semanais.

Em "Utopía 14", Kurt Vonnegut descreveu uma sociedade de alto nível tecnológico, dominada por uma camada desfrutando de elevados padrões de vida, face à grande maioria marginalizada e vivendo nos limites da subsistência. Admitindo por hipótese que alguma estabilidade económica e social fosse possível nesta fase do capitalismo, capitalismo senil, as políticas atuais configuram como objetivo este modelo de sociedade: uma elite tecnocrática, face a um proletariado na condição de "servo da gleba". Diga-se que o livro termina com uma revolução.

No Portugal do salazarismo houve crescimento e emprego associado à repressão, à miséria, a maior atraso relativo.  Na América Latina, em países submetidos aos critérios do FMI e do neoliberalismo, impostos por sangrentas ditaduras, também houve pelo menos de início, crescimento e emprego com aumento da pobreza e da dependência externa.

Nos EUA, em dois anos da dita "recuperação económica", os 7% mais ricos aumentaram em 27% a sua riqueza, mas para os restantes 93% caiu 4%. O ganho acionista de 50% entre 2011 e 2013, à custa dos milhões pagos pelos contribuintes, foi na sua grande maioria para as mãos dos 5% mais ricos.  Porém, o sistema de saúde é para quem pode pagar e segundo a "Feeding America" uma em cada seis pessoas passa fome.

Os instrumentos de gestão do Estado que democraticamente poderiam servir para o desenvolvimento são eliminados e a sociedade entregue aos "estabilizadores automáticos" dos "mercados", isto é, ao domínio da especulação e dos monopólios".

O período pós-guerra constituiu de facto uma fase de desenvolvimento económico nos principais países capitalistas, não se podendo ignorar que muito disto se devia a relações coloniais e neocoloniais com países de capitalismo dependente. Nessa altura o peso do Estado na economia atingia 50% ou mais do PIB e nos países mais avançados quase 60%; a FBCF por parte do Estado e o sector empresarial do Estado eram relevantes e considerados condição do desenvolvimento económico e social.

Tratava-se de mais uma das máscaras do estado capitalista.  A derrota do nazi-fascismo, em que o grande capital tinha abertamente colaborado com os agressores em muitos países e a luta popular, aliada ao prestígio da URSS e das teses marxistas, obrigavam o sector capitalista a cedências para conservarem o essencial do seu poder.

De facto, como dizem Marx e Engels no "Manifesto", em capitalismo "a situação material do operário pode melhorar, mas à custa da sua situação social" e do seu empobrecimento relativo.

O neoliberalismo pode, transitoriamente, entre as crises, permitir algum crescimento, mas sem desenvolvimento. O desenvolvimento visa a máxima satisfação das necessidades sociais e a sustentabilidade ecológica. Necessidades sociais que serão tanto mais e melhor contempladas quanto menor for a desigualdade na repartição do rendimento e o aumento da produtividade social.

Numa economia sem desenvolvimento, como a neoliberal, o social é considerado ineficiente visto que não produz lucro visível a curto prazo e não reverte diretamente para o sector capitalista. As despesas do Estado só são consideradas eficientes se o sector capitalista tiver nelas interesse direto. Os apoios sociais, para além da retórica de propaganda, só não são totalmente retirados com receio das reações da opinião pública.

Numa visão de futuro para o planeta e no interesse de todos os povos, os países mais ricos e de alto nível tecnológico deveriam concentrar os seus esforços não na corrida armamentista e no "crescimento" sobretudo à custa dos mais pobres, mas no desenvolvimento de tecnologias que reduzissem os impactos ambientais e na melhoria das condições económicas e sociais de todos os povos. Mas esta evidência e exigência para a própria sobrevivência da humanidade, mais que uma utopia, trata-se de uma impossibilidade teórica em termos capitalistas, por muito que tal custe a ser reconhecido pela social-democracia/socialismo reformista.

2 -OS MITOS DO CRESCIMENTO

A decadência do sistema capitalista nesta fase neoliberal, derradeiro recurso para a queda da taxa de lucro, torna-se evidente ao verificarmos que apenas se fundamenta em mitos, negados pela realidade objetiva. A existência social destes mitos fica apenas a dever-se a intensa propaganda e à deliquescência ideológica da social-democracia/socialismo reformista. Destacamos alguns, sem a pretensão de análise exaustiva que pode ser encontrada em vários textos deste espaço.

O mito dos "mercados" corresponde à financeirização da economia, à sua entrega à especulação e usura, apoiada em paraísos fiscais, percorrida pela corrupção e pela fraude, suportada pelos bancos centrais (BCE, FED, etc.). Os "mercados" servem de arma de agressão social e opressão contra os povos por eles dominados, concretizada na chantagem dos juros e nos planos de austeridade, com ou sem troikas.

A eficiência capitalista , erroneamente dita privada, é outro mito. As grandes empresas mundiais são monstros burocráticos que só sobrevivem devido ao poder militar do imperialismo, suas agências económicas (FMI, BM, OMC, CE, BCE) e serviços conspirativos (CIA, agencias e ONG sob seu controlo, outros serviços secretos).

As grandes empresas não correm riscos de depender do mercado, por isso deslocam-se para áreas de lucro garantido – na energia, telecomunicações, distribuição alimentar, imobiliário e turismo de luxo. Tudo muito longe dos riscos que teoricamente o capital corre e que servem de argumento para os privilégios obtidos.

O grande capital não vai à falência, as empresas podem desaparecer, deslocalizar-se, serem absorvidas, vendidas por partes no interesse exclusivo dos principais acionistas, com indemnizações milionárias para os gestores Na banca, os governos assumiram a responsabilidade pela irresponsável gestão financeira, e fazem-na pagar aos trabalhadores. Os riscos de mercado estão reservados para as MPME.

Aqui radica a decantada eficiência capitalista, que acarreta despedimentos e degradação do nível de vida dos trabalhadores. O capital permanece intacto, reage à taxa ROE (taxa de lucro das ações) transforma capital produtivo em capital fictício.

Se a economia dita de mercado é tão eficiente, então como explicar as crises, por que não deixam falir os bancos insolventes, porquê a fraude e a corrupção, a promiscuidade com o dinheiro sujo do crime organizado, porquê oferecer rendas monopolistas ao grande capital?

Com o álibi do "crescimento e do emprego" são concedidos perdões fiscais, redução de impostos, benefícios fiscais e "incentivos" ao grande capital, que o PS apoia e a UGT aplaude. A falsa eficiência destes incentivos, resgates financeiros e outros processos de drenar a riqueza criada para os bolsos de uma ínfima minoria, está bem patente nos EUA.

Entre o final de 2007 e meados de 2010 o Fed proporcionou 16 milhões de milhões de dólares para "resgates" ao sistema bancário e grandes empresas nos EUA e na UE. Um roubo de US$16 milhões de milhões. É ingénuo esperar que a minoria responsável por um sistema que para ela funciona bem democratize a economia e a política. Esta é a tarefa central dos 99%.

O investimento externo é outro mito numa economia sem planeamento e com livre transferência de capitais e lucros para paraísos fiscais. Tem sido uma forma das transnacionais absorverem concorrentes (muitas vezes para os fecharem) num processo de concentração e monopolização em que de qualquer forma o país perde o controlo sobre os processos de desenvolvimento. As privatizações têm servido para o grande capital transnacional se alojar em sectores estratégicos da economia e em monopólios naturais exportando lucros, depauperando o país.

Um outro aspeto é a subcontratação a empresas que podem ser ou passar a ser do mesmo grupo, baseada na troca desigual, na sub e sobrefaturação. A estes subcontratos, embora por vezes consistam na fase mais importante do processo produtivo, cabe apenas uma percentagem mínima do preço de venda. Num caso estudado (telemóvel Nokia), esse valor não ia além dos 2%.

A flexibilidade laboral é um argumento a que a social-democracia/socialismo reformista e o sindicalismo colaboracionista se agarram para justificar em nome do crescimento e do emprego a redução de direitos laborais e salários reais. A flexibilidade representa o trabalhador sem direitos, sem autonomia, sem garantias nem no emprego nem no desemprego. O objetivo da flexibilidade é baixar salários, mas baixos salários provocam a estagnação económica. A ausência de "crescimento e emprego" resulta, sim, da falta de investimento produtivo e de desenvolvimento económico e social, consequência de uma sociedade hipertrofiada pelo grande capital monopolista, pela usura e pela especulação.

A ilusão tecnocrática é um outro mito pelo qual os problemas e contradições do capitalismo podem ser resolvidos pela tecnologia. Não é a tecnologia que define ou muda o padrão e o modo de funcionamento de uma sociedade – refira-se por exemplo, o nazismo ou as condições sociais nos EUA – mas sim as leis fundamentais da economia política que vigoram nessa sociedade.

O consumismo é outra ilusão propagandeada, a "modernidade" com precariedade, estagnação ou redução dos salários reais e consequente endividamento. Representa uma das formas mais evidentes das contradições do sistema capitalista, sem dúvida uma das mais perversas, baseada na alienação da consciência social e ambiental das pessoas. A contradição entre um crescimento constante, guiado pela maximização do lucro, num mundo de recursos finitos.

A sociedade espelho desta ideologia são os EUA: com 5% dos habitantes do planeta consome 25% dos recursos mundiais disponibilizados anualmente e polui na mesma proporção. Na realidade, "o capitalismo não tem compromisso com o progresso social, não será capaz de satisfazer as necessidades da população".

O free-trade, o mito da concorrência "livre e não falseada" (com monopólios!) obriga os países à exportação. Aos países tecnologicamente menos avançados resta a competição em nichos de mercado praticamente saturados, na base de baixos salários e trabalho sem direitos. O significado deste processo é exemplarmente definido por Marx em "Teorias da Mais Valia": "O comércio externo determina a forma social das nações atrasadas".

O "exportar mais" não passa de uma comodidade de raciocínio, um simplismo para semear ilusões. No estado de (não) desenvolvimento económico que Portugal atingiu, não se obtém "crescimento e emprego", isto é, aumento do mercado interno, com base nas exportações, mas é a partir do desenvolvimento do mercado interno que se desenvolvem as exportações.

A solidariedade europeia é outro mito, a que se agarrou a social-democracia/socialismo reformista para tentar mascarar a sua decadência ideológica. Mas não passa de uma ilusão, a "solidariedade europeia" está apenas ao serviço dos "mercados", não dos povos.

Maurice Allais criticou as políticas de mercado livre da UE, o tratado de Maastricht, previu a bolha imobiliária, opôs-se ao consenso de Washington e a todas as teses do neoliberalismo e monetarismo. Para M. Allais, contrariando as políticas da UE, "o mercado livre só é benéfico em circunstâncias especiais e os seus efeitos só são favoráveis entre regiões com níveis de desenvolvimento comparáveis". É uma evidência que mostra como na UE "o rei vai nu". Foi, apesar do seu prestígio, silenciado. A então jovem "estrela" do PSF, Jacques Atalli, conselheiro especial de Mitterrand, depois de Sarkozy, e algo parecido com F. Hollande (!); ele próprio se tornou financeiro, considerou estas ideias "estúpidas" e que "todos os obstáculos ao mercado livre são um fator que leva à recessão".  Na realidade, com estes "inteligentes" a UE apenas conheceu recessão ou estagnação, desemprego e pobreza para níveis inqualificáveis.

3 – COMO CONCLUSÃO

Todas estas falácias soçobram perante as várias crises que simultaneamente o sistema traz ao mundo: a económica e financeira, a social, a ambiental, a militarista.

A eficiência capitalista é feita à custa da exploração imperialista e da troca desigual, da insegurança dos trabalhadores e da repressão, conduzindo a um processo de irreversível decadência; depredação ambiental e a expansão parasitária, estreitamente interrelacionadas.

As anémicas recuperações são seguidas de recaídas, a pobreza aumenta, os países capitalistas considerados mais ricos são Estados cada vez mais insolventes.

A social-democracia/socialismo reformista pretende resolver a crise económica e financeira – e apenas esta! – pelo empobrecimento da classe trabalhadora e a opção pelo militarismo (vide recentes resoluções na UE sobre o tema e a sua participação na agressão e desestabilização da Líbia, Síria, Ucrânia, para só mencionar estes).

O conceito de desenvolvimento opõe-se ao crescimento capitalista, baseia-se na maximização da eficiência económica tendo em conta os custos e benefícios sociais e não a maximização do lucro, o que só é possível com uma política não capitalista, visando a construção do socialismo.
 
Notas
1 – Ver De Carmona a Cavaco e à "salvação nacional"
2 – Recuperação para os 7 por cento , Paul Craig Roberts
3 – As máscaras do Estado capitalista, Avelãs Nunes, Ed. Avante, 2013.
4 – Atilio A. Boron, Socialismo para os ricos, mercado para os pobres ,
5 – European Competitiveness Report 2010, Brussels, 28.10.2010, SEC (2010) 1276, p.82.
6 – A crise económica mundial, a globalização e o Brasil, Edmilson Costa, Ed. ICP, 2013, p. 179.
7 – Maurice Allais (1911-2011) foi um liberal que se opôs totalmente ao neoliberalismo, sendo por isso marginalizado. Notável académico, recebeu o prémio (dito) Nobel de economia em 1988. Porém, praticamente, a partir daquela data apenas periódicos progressistas como o L' Humanité, publicaram seus textos. Allais opôs à especulação, à criação monetária pela banca, etc, no geral a todas as políticas económicas que hoje vigoram na UE. Sendo um defensor da comunidade europeia nunca admitiu a supressão sistemática das barreiras alfandegárias, atendendo aos desníveis económicos existentes. Nos seus estudos económicos fez entrar aspetos psicológicos, demonstrando a falsidade dos axiomas neoliberais. Uma das suas ideias interessantes foi a de opor-se ao "custo de oportunidade", mostrando que não se pode falar (em termos macroeconómicos) no custo de um bem ou de um serviço, mas sim do custo de uma decisão. O que nos leva, obviamente à avaliação no cálculo económico dos custos e benefícios sociais das decisões políticas. (ver mais em http://fr.wikipedia.org/wiki/Maurice_Allais#mw-navigation )
8 – The Death of Economics, Paul Ormerod, Faber and Faber, Londres, 1994, p.8

01 fevereiro 2014

"A escadaria e o Estado de Direito fascista"

Por: Coronel Luís Alves Fraga
in AOFA - Associação de Oficiais das Forças Armadas  23-11-2013


(...) Objectivamente a subida da escadaria foi um acto simbólico em toda a sua plenitude. Um acto simbólico num Estado de Direito cada vez menos de Direito e mais fascista. Simbólico, porque foi a ameaça de que a segunda corporação com mais força no país – a primeira é as Forças Armadas – pode rebelar-se contra o Estado e tomar posições de dimensão e consequências inesperadas e incontroladas. Simbólico, porque foi o aviso ao Poder que não conte com a conivência das forças de segurança para reprimir os justos anseios da Nação. Simbólico, porque, ao cederem, os polícias que montaram a segurança, deixaram claro que não querem lutas fratricidas… É bom não esquecer que muitos dos presentes na manifestação estavam, de certeza, armados, pois para isso tem legalmente autorização. Uma resistência por parte da polícia de choque poderia gerar um confronto de dimensões mais largas e mais graves do que o simples subir a escadaria em sinal de aviso. E mais simbolismo poderia encontrar!

A inveja e a estupidez fizeram que logo um dos organizadores das manifestações “Que se Lixe a Troika” – homem sem preparação política, como demonstrou – viesse reivindicar direito igual para a “sua organização”! É uma reivindicação própria de quem não percebe nada de nada e que teve acolhimento e foi secundarizada por certo órgãos de comunicação social e certos jornalistas que têm da democracia a mais primária noção que é possível imaginar. Democracia é mais do que anarquia! É mais do que igualdade! É a percepção das diferenças e a igualdade na diferença! É a oportunidade para poder ser diferente com legitimidade! E, queira-se ou não, as forças de segurança, bem como as Forças Armadas, são diferentes de todas as organizações políticas. São diferentes porque detém um poder que mais ninguém tem: o monopólio da violência organizada e legal. E com isso não se brinca! É necessário treino, conhecimentos e tranquilidade para saber gerir a violência.

É uma lástima que os jornalistas e os seus patrões não percebam esta coisa tão simples que acabei de referir! Os partidos políticos da esquerda mais consequente perceberam o alcance simbólico do acto das forças de segurança e não reivindicaram para si e para as suas manifestações igual tratamento. Eles lá sabem o por quê! Mas os partidos conservadores e fascizantes que hoje governam este país vieram bater na tecla da quebra do princípio do Estado de Direito!

Estado de Direito para cumprimento do que dá jeito! Contudo o Estado de Direito não existe quando se atropelam direitos adquiridos, quando se pratica a desigualdade institucional, quando se avilta quem já se não pode defender por falta de armas legais para o fazer, como é o caso dos reformados e pensionistas.
Que Estado de Direito é este que só exige cumprimento das leis quando quer impor a sua vontade? Este Estado está em vias de se tornar fascista e de mandar às urtigas o Direito! O Governo gostaria de poder exercer o sem mando sem a intervenção dos órgãos reguladores do Direito.

Portugal está a entrar declaradamente na via da desobediência civil. Os reitores das universidades cortaram relações com o Governo, as forças de segurança mostraram que podem ir até onde elas quiserem… Faltam as Forças Armadas para mostrarem o mesmo… Faltam os tribunais deliberarem sobre a ilegalidade das decisões governamentais, porque o povo votante, e só o votante, já nas últimas eleições declarou a ilegitimidade do Governo e da Assembleia da República. Ora, se a maioria votante serve para eleger também serve para mostrar a ilegitimidade de quem diz que governa em nome de uma maioria que já não o é. Mas “fascistoidemente” impõem-se dois pesos e duas medidas!
É tempo de deixarmos a retórica e passarmos à prática da rebelião civil!

20 janeiro 2014

GOVERNO PORTUGUÊS SUBSIDIA CASINOS


As contas da "Estoril Sol" (Casinos do Estoril, de Lisboa-Expo e da Póvoa de Varzim) respeitantes a 30/Set/2013 foram publicadas no sítio web da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Como pouca gente vê esse sítio e como os media "de referência" não as divulgaram, tais contas são praticamente desconhecidas do público. Verifica-se ali que: 1) A empresa fechou o 3º trimestre com lucros de 1.258.281 €; 2) As receitas diminuíram 5% em relação às da mesma data de 2012. E, numa análise mais fina, constata-se que caíram 7% as receitas das slot machines mas subiram 2% aquelas do jogo bancado (bacará, gamão, etc). No total de 137.771.294€ de receitas contabilizadas, 42% respeitam ao Casino de Lisboa-Expo, 37% ao do Estoril e 21% ao da Póvoa. Por sua vez, os benefícios fiscais recebidos ascenderam a 2.736.516 €, ou seja, 2% do total das receitas e mais do dobro do lucro registado! Os referidos benefícios foram atribuídos como apoio do Estado à "renovação de equipamentos" (2.331.516€) e à "animação realizada" (405.000€).
Aqui, mais uma vez, se vê o despudor deste governo. No momento em que corta em pensões de poucas centenas de euros de viúvas e viúvos, assim como nas remunerações dos funcionários públicos, concede benefícios de milhões para a renovação de slot machines e de espectáculos nos casinos!  (http://resistir.info/  19-0102013)
A voz do POVO.

Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Será ?...
Dizem que mais vale um pássaro na mão do que dois voando... Mesmo ?...
Dizem que água mole em pedra dura tanto bate até que fura... Verdade ?...
Dizem tantas coisas. Fazem tão poucas...
Se a voz do povo é a voz de Deus,como há tantos desmandos,tantas desgraças e tanta falácia? Deus é o povo ? O povo é Deus ?
Se o povo fala com voz de Deus, elege representantes políticos corruptos e enganadores?
Mas que povo é esse, Deus ! Que Deus é este que as mentes humanas criam e falam em Seu Nome ? Fala-se do mesmo Deus ou de vários deuses ?
Dizem que  há mais marés que marinheiros...  Jura? ...
Mais vale prevenir que remediar... ?
Dizem que devemos eleger nossos REPRESENTANTES para o CONGRESSO NACIONAL.
É. DIZEM.
Devemos dar pérola aos porcos ? ...
Para o bom entendedor, meia palavra basta. Basta?

Diz tu nas urnas o que é imperativo.
Não digam eles que somos parvos!

Povo- tela de Linda Simões



18 janeiro 2014

Falácias e mentiras sobre pensões

em Jornal Público  13/01/2014
 
 
 
Escreveu Jean Cocteau: "Uma garrafa de vinho meio vazia está meio cheia. Mas uma meia mentira nunca será uma meia verdade". Veio-me à memória esta frase a propósito das meias mentiras e falácias que o tema pensões alimenta. Eis (apenas) algumas:

1. "As pensões e salários pagos pelo Estado ultrapassam os 70% da despesa pública, logo é aí que se tem que cortar".
O número está, desde logo, errado: são 42,2% (OE 2014). Quanto às pensões, quem assim faz as contas esquece-se que ao seu valor bruto há que descontar a parte das contribuições que só existem por causa daquelas. Ou seja, em vez de quase 24.000 M€ de pensões pagas (CGA + SS) há que abater a parte que financia a sua componente contributiva (cerca de 2/3 da TSU). Assim sendo, o valor que sobra representa 8,1% da despesa das Administrações Públicas.

2. Ou seja, nada de diferente do que o Estado faz quando transforma as SCUT em auto-estradas com portagens, ao deduzi-las ao seu custo futuro. Como à despesa bruta das universidades se devem deduzir as propinas. E tantos outros casos.

3. Curiosamente, ninguém fala do que aconteceu antes: quando entravam mais contribuições do que se pagava em pensões. Aí o Estado não se queixava de aproveitar fundos para cobrir outros défices.

4. Outra falácia: "O sistema público de pensões é insustentável".

Verdade seja dita que esse risco é cada vez mais consequência do efeito duplo do desemprego (menos pagadores/mais recebedores) e — muito menos do que se pensa — da demografia, em parte já compensada pelo aumento gradual da idade de reforma (factor de sustentabilidade). Mas por que é que tantos "sábios de ouvido" falam da insustentabilidade das pensões públicas e nada dizem sobre a insustentabilidade da saúde ou da educação também pelas mesmas razões económicas e demográficas? Ou das rodovias? Ou do sistema de justiça? Ou das Forças Armadas? Etc. Será que só para as pensões o pagador dos défices tem que ser o seu "pseudocausador", quase numa generalização do princípio do poluidor/pagador?

5. "A CES não é um imposto", dizem.
Então façam o favor de explicar o que é!... Basta de logro intelectual. E de "inovações" pelas quais a CES (imagine-se!) é considerada em contabilidade nacional como "dedução a prestações sociais" (p. 38 da Síntese de Execução Orçamental de Novembro, DGO).

6. "95% dos pensionistas da SS escapam à CES", diz-se com cândido rubor social.
Nem se dá conta que é pela pior razão, ou seja, por 90% das pensões estarem abaixo dos 500 €. Seria, como num país de 50% de pobres, dizer que muita gente é poupada aos impostos. Os pobres agradecem tal desvelo.

7. A CES, além de um imposto duplo sobre o rendimento, trata de igual modo pensões contributivas e pensões-bónus sem base de descontos, não diferencia carreiras longas e nem sequer distingue idades (diminuindo o agravamento para os mais velhos) como até o fazia a convergência (chumbada) das pensões da CGA.

8. "As pensões podem ser cortadas", sentenciam os mais afoitos.
Então o crédito dos detentores da dívida pública é intocável e os créditos dos reformados podem ser sujeitos a todas as arbitrariedades?

9. "Os pensionistas têm tido menos cortes do que os outros".
Além da CES, ter-se-ão esquecido do seu (maior) aumento do IRS por fortíssima redução da dedução específica?

10. Caminhamos a passos largos para a versão refundida e dissimulada do famigerado aumento de 7% na TSU por troca com a descida da TSU das empresas. Do lado dos custos já está praticamente esgotado o mesmo efeito por via laboral e pensional, do lado dos proveitos o IRC foi já um passo significativo.

11. Com os dados com que o Governo informou o país sobre a "calibrada" CES, as contas são simples de fazer. O buraco era de 388 M€. Descontado o montante previsto para a ADSE, ficam por compensar 228 M€ através da CES. Considerando um valor médio de pensão dos novos atingidos (1175€ brutos), chegamos a um valor de 63 M€ tendo em conta o número — 140.000 pessoas — que o Governo indicou (parece-me inflacionado...). Mesmo juntando mais alguns milhões de receitas por via do agravamento dos escalões para as pensões mais elevadas, dificilmente se ultrapassam os 80 M€. Faltam 148 M, quase 0,1% do PIB (dos 0,25% que o Governo entendeu não renegociar com a troika, (lembram-se?). Milagre? "Descalibração"? Só para troika ver?

12. A apelidada "TSU dos pensionistas" prevista na carta que o PM enviou a Barroso, Draghi e Lagarde em 3/5/13 e que tinha o nome de "contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões" valia 436 M€. Ora a CES terá rendido no ano que acabou cerca de 530 M€. Se acrescentarmos o que ora foi anunciado, chegaremos, em 2014, a mais de 600 M€ de CES. Afinal não nos estamos a aproximar da "TSU dos pensionistas", mas a... afastar-nos. Já vai em mais 40%!

13. A ideologia punitiva sobre os mais velhos prossegue entre um muro de indiferença, um biombo de manipulação, uma ausência de reflexão colectiva e uma tecnocracia gélida. Neste momento, comparo o fácies da ministra das Finanças a anunciar estes agravamentos e as lágrimas incontidas da ministra dos Assuntos Sociais do Governo Monti em Itália quando se viu forçada a anunciar cortes sociais. A política, mesmo que dolorosa, também precisa de ter uma perspectiva afectiva para os atingidos. Já agora, onde pára o ministro das pensões?

P.S.: Uma nota de ironia simbólica (admito que demagógica): no Governo há "assessores de aviário", jovens promissores de 20 e poucos anos a vencer 3000€ mensais. Expliquem-nos a razão por que um pensionista paga CES e IRS e estes jovens só pagam IRS! Ética social da austeridade?

09 janeiro 2014

Doente terminal apto para trabalhar - Chocante, revoltante!

       Este é o Portugal de hoje, pior que uma selva, levado pela mão de políticos, que se governam a si mesmos, levando o país para a bancarrota, este é também um país onde há médicos que nunca o seriam, se a vocação para o exercicio da medicina fosse um critério no acesso à profissão, são bem exemplo alguns dos que prestam serviço nas juntas médicas, nomeadamente na cidade do Porto. É por isso um país que continua a sustentar funcionários públicos incompetentes e irresponsáveis, pagos com o dinheiro de quem mal tratam. Outro exemplo negativo é a Segurança Social da Maia que tem alguns funcionários bem conhecidos dos utentes, que são uns incompetentes ( que me desculpem os que são competentes, que felizmente os há).
       A história de prestarem informações incompletas e erradas é por demais conhecida, assim como a má educação no atendimento.
 
       Esta reportagem que vemos no video é mais uma prova da incompetência e insensibilidade,
revolta-me e entristece-me, os individuos envolvidos nesta triste história, médicos e funcionários da segurança social, deveriam ser alvo de processos disciplinares e colocados no olho da rua, estão a ser pagos pelo erário público. Se por acaso são ordens dos senhores governantes, para limitação de despesas, estes deveriam responder por essas mesmas decisões.
 
        É triste, muito triste mesmo!
 

"

08 janeiro 2014

Barbárie no horizonte

 
 István Mészáros *
 transcrição de um trecho da entrevista de Eleonora Lucena
 
 
Prof. István Mészáros
 
"(...)Quando a União Soviética acabou, muitos previram o fracasso do marxismo. Depois, com a crise de 2008, muitos previram o fim do neoliberalismo e a volta das ideias de Marx. Do seu ponto de vista, o marxismo está em expansão ou não?
Você está certa. É preciso ser cuidadoso sobre conclusões apressadas e definitivas em qualquer direção. Geralmente elas são geradas mais por desejos do que por evidências históricas. O colapso do governo Gorbachev não resolveu nenhum dos problemas em questão na URSS. A fantasiosa tese sem sentido do "fim da história" de Fukuyama não faz a menor diferença.

 
Também não é possível descartar o neoliberalismo simplesmente pelo fato de que suas ideias e políticas, promovidas com agressivo triunfalismo, não são apenas perigosamente irracionais (haja visto sua atitude sobre a guerra), mas são absurdas as suas defesas do devaneio do imperialismo liberal. Sob certas condições, mesmo absurdos perigosos podem obter apoio massivo, como sabemos pela história.

 
A verdadeira questão principal é quais são as forças subjacentes e determinações que fazem o povo ir a becos sem saída em diferentes direções. A mudança de humor que colocou "O Capital", de Marx, nas mesas de café da moda (não para estudo, mas para mostrar tema de conversa) não significa que as ideias marxistas estão agora avançando por todo o mundo. É inegável que o aprofundamento da crise que vivenciamos hoje está gerando protestos por todo o mundo.

 
Mas encontrar soluções sustentáveis para as causas que tendem a surgir em todos os lugares requer a elaboração de estratégias apropriadas e também correspondentes formas de organização que possam coincidir com a magnitude dos problemas em jogo.

 
E o que dizer sobre as ideias conservadoras? Elas estão ganhando mais adeptos?
Em certo sentido, elas estão inegavelmente ganhando mais adeptos, mesmo que não seja no terreno das ideias conservadoras sustentáveis. "Não mudar" é quase sempre muito mais fácil do que "mudar" uma forma estabelecida de comportamento. É a situação histórica real que induz as pessoas a irem numa direção em vez de outra. Mas a questão permanece: o curso adotado é sustentável? Há uma conhecida lei da física, no terreno da eletricidade, que diz que a corrente elétrica segue a linha da menor resistência.

 
Isso é verdadeiro também sobre a situação de muitos conflitos sociais que decidem, mesmo que temporariamente, em que direção um problema deve ser equacionado naquele momento dependendo da relação de forças (ou seja: a força de resistência à situação atual) e da capacidade de realização de alternativas adequadas. A viabilidade de longo prazo de um curso adotado em relação a outro não é de forma alguma garantia de melhor sucesso. Muitas vezes o oposto é o caso.

 
Na nossa situação histórica, as respostas viáveis de longo prazo podem requerer incomparáveis maiores esforços do que tentar seguir o "curso que deu certo no passado", em vez de encarar o desafio e o fardo de uma mudança estrutural radical. Mas os problemas são enormes, e a interação de forças na sociedade é sempre incomparavelmente mais complexa do que a direção da corrente elétrica. Por isso, é muito duvidoso que o que "deu certo" na linha conservadora da menor resistência pode funcionar no médio prazo, muito menos no longo prazo.

Qual seria uma boa definição para o período histórico atual?
Essa é a questão mais importante em nosso período histórico em que crises se manifestam em diferentes planos da nossa vida social. Se estamos preocupados em enfrentar uma solução historicamente sustentável para nossos graves problemas, entender a verdadeira natureza do debate das contradições é essencial. Conflitos e antagonismos históricos são passíveis somente a soluções do tempo histórico. É muito confuso falar de capitalismo como um sistema mundial.
 
 
 
O capitalismo abarca apenas um período do sistema do capital. Só ultimamente é que constitui um sistema mundial de fato, para além da sustentabilidade do próprio capitalismo. O capitalismo como um modo social de reprodução é caracterizado pela extração predominantemente econômica da mais valia do trabalho. Entretanto, há também outras formas de obter a acumulação do capital, como a já conhecida extração política do trabalho excedente, como foi feito na URSS e em outros lugares no passado.

 
Nesse sentido, é importante notar que a diferença fundamental entre as tradicionais crises cíclicas/conjunturais do passado, pertencendo à normalidade do capitalismo, e a crise estrutural do sistema do capital como um todo - que é o que define o atual período histórico. Por isso tento sempre enfatizar que nossa crise estrutural (que pode ser datada do final dos anos 1960 e se aprofundando desde então) necessita de mudanças estruturais para uma solução duradoura possível. E isso certamente não pode ser atingido com uma "linha de menor resistência".

 
Quais são as figuras mais importantes deste século 21 até agora?
Como sabemos, o século 21 é ainda muito jovem e muitas surpresas ainda estão por vir. Mas a figura política que teve o maior impacto na evolução histórica do século 21 - um impacto que deve perdurar e ser estendido - foi o presidente da Venezuela Hugo Chávez Frias, que morreu em março deste ano.
 
 
 
Claro, Fidel Castro também está muito ativo na primeira metade desta década, mas as raízes de seu grande impacto histórico estão nos anos 1950. Do lado conservador, se ainda estivesse vivo, eu não hesitaria em nomear o general De Gaulle. Ninguém se alinha à sua estatura histórica no lado conservador até agora neste século.

 
E qual o evento mais surpreendente do século 21?
É provavelmente a velocidade com que a China conseguiu se aproximar da economia norte-americana, alcançando agora o ponto em que ultrapassar os EUA como "motor do mundo" (como definem de forma complacente) é considerado factível em apenas alguns anos. Era previsível há muito tempo que isso iria acontecer tendo em vista o tamanho da população chinesa e a taxa de crescimento anual de sua economia. Mas muitos especialistas diziam que isso iria ocorrer daqui a muitas décadas no futuro.

No entanto, seria muito ingênuo imaginar que a China pode permanecer imune à crise estrutural do sistema do capital, simplesmente porque sue balanço financeiro é incomparavelmente mais saudável do que o norte-americano. Mesmo o superávit de trilhões de dólares dos chineses pode evaporar de um dia para outro no meio de uma turbulência não muito distante no futuro. A crise estrutural, por sua própria natureza, obrigatoriamente afeta a humanidade como um todo. Nenhum país pode invocar imunidade a isso, nem mesmo a China.

 
As crises fazem parte do capitalismo. Qual sua avaliação sobre a que eclodiu há cinco anos. Quem ganhou e quem perdeu?
Parte do capitalismo? Sim e não! Sim, no sentido limitado de que a crise eclodiu com intensidade dramática nos países capitalistas mais poderosos do mundo, que se autodenominam "capitalistas avançados". Mas muito do seu "avanço" é construído não apenas sobre privilégios de exploração (no passado e no presente) das suas relações de poder (políticas e econômicas) em relação ao chamado "Terceiro Mundo", mas também sobre o catastrófico endividamento de sua realidade econômica.

 
Escrevi em 1987, num artigo publicado no Brasil em 1987, que o "verdadeiro problema da dívida" não era - como foi apontado na época - a dívida da América Latina, mas a dívida insolúvel dos EUA, que está fadada a acabar com uma colossal quebra, equivalente à magnitude de um terremoto econômico para o mundo todo. Há dois anos, quando dei minha última palestra no Brasil, apontei que a dívida dos EUA somava astronômicos 14,5 trilhões de dólares, antecipando seu inexorável aumento. Hoje nos movemos para os 17 trilhões de dólares, e mais e mais.

 
Qualquer um que imaginar que isso é sustentável no futuro, ou que isso não vai afetar todo o mundo na Terra, quando o processo de crescimento inexorável do endividamento está fadado a levar para a uma situação paralisante, deve viver num planeta diferente.

 
O capitalismo se fortaleceu ou se enfraqueceu com a crise?
As tradicionais crises cíclicas/conjunturais costumavam fortalecer o capitalismo no passado, já que eram eliminadas empresas capitalistas inviáveis. Assim, ocorria o que Schumpeter idealmente chamou de "destruição criativa". Os problemas são muito mais sérios hoje, porque a crise estrutural afeta até dimensão mais fundamental do controle social metabólico da humanidade, incluindo a natureza de forma perigosa. Assim, falar de "destruição criativa" nas condições atuais é totalmente autocomplacente. É muito mais apropriado descrever o que está acontecendo como uma "produção destrutiva".

 
A crise provocou mudanças políticas em muitos países. É possível discernir um movimento geral, mais para a esquerda, ou mais para a direita?

Até agora, mais para a direita do que para a esquerda. Todos os governos dos países capitalisticamente avançados - e não apenas eles - adotaram políticas que tentam resolver os problemas através da "austeridade", com cortes reais em salários, assim como nos padrões de vida já precários daqueles que são geralmente descritos como os "menos privilegiados".

 
E a linha de "menor resistência" ajuda na extensão, ou, ao menos, na tolerância das respostas institucionais conservadoras dominantes para a crise. Mas é muito duvidoso que essas políticas, que agora tendem a favorecer a direita, possam produzir soluções duradouras.
 
 
 
Como o sr. previu, a pobreza aumentou nos últimos anos, mesmo em países do coração do capitalismo. Nos EUA, a desigualdade aumentou. No Reino Unido, há um movimento para dar comida aos pobres, coisa que não ocorria desde a Segundo Guerra. O que está errado no capitalismo? É possível que o sistema não possa mais gerar crescimento suficiente para a humanidade?


Dar cesta básica para os muito pobres não é o único sinal visível desse aspecto da crise, nem essa situação está confinada os países capitalisticamente avançados, como o Reino Unido. Escrevi em "Para Além do Capital" (publicado em inglês em 1995) sobre a volta dos sopões. Nos últimos dois ou três anos podemos vê-los nas telas das TVs em escala maior no mais "avançado" (e privilegiado) país: os EUA. Certamente há algo de profundamente errado - e totalmente insustentável - na maneira pela qual o crescimento é perseguido sob o capitalismo.

 
Algumas formas, pela sua natureza cancerosa de crescimento, são proibitivas mesmo em termos de condições elementares de ecologia sustentável. Porque elas são manifestações flagrantes de "produção destrutiva". Ao mesmo tempo, tanta coisa é desperdiçada como "lixo rentável", enquanto incontáveis milhões, agora mesmo nos mais avançados países capitalisticamente, precisam suportar dificuldades extremas. Há alguns dias o ex-primeiro-ministro britânico John Major estava reclamando que neste inverno muitas pessoas no Reino Unido terão que escolher entre comer e se aquecer. Em 1992, quando ainda era primeiro-ministro, ele disse com máxima autocomplacência: "O socialismo está morto; o capitalismo funciona". Eu disse, então: "Precisamos perguntar: o capitalismo funciona para auem e por quanto tempo?".

 
A escolha entre comer e se aquecer, que ele é agora forçado a reconhecer, não é exatamente a prova de quão bem o "capitalismo funciona". Na realidade, o único crescimento com significado é o que responde à necessidade humana. Crescimento destrutivo, incluindo o vasto complexo industrial militar - chame-o de "destruição criativa" - pode demonstrar apenas fracasso. O único crescimento historicamente sustentável para o futuro é aquele que fornece as mercadorias em resposta à necessidade humana e os recursos para aqueles que delas necessitam.

A crise ampliou o desemprego e muitas regiões e abalou o Estado de bem-estar social na Europa. Multidões foram às ruas protestar na Espanha, em Portugal, na França, na Inglaterra, na Grécia. Nos EUA, o Occupy Wall Street desapareceu. Qual deve ser o resultado desses movimentos? Há conexão entre eles? Os partidos de esquerda estão se beneficiando dessas ações ou não?


Em contraste com a idealização propagandística, o Estado do bem-estar social, na realidade, foi muito limitado a um punhado de países capitalistas. Mesmo lá foi construído sobre fundações frágeis. Não poderia ser nunca expandido ao restante do mundo, apesar da promoção acrítica das teorias do desenvolvimento da modernização, que sempre estruturadas no quadro contraditório do sistema do capital. A verdadeira tendência de longo prazo apontava no sentido oposto ao do idealizado Estado do bem-estar.

 
 
A tendência objetivamente identificável foi caracterizada por mim já nos anos 1970 como a "equalização descendente da taxa de exploração diferencial". Isso inclui as diferenças marcantes nos níveis de ganhos por hora de trabalhadores para exatamente o mesmo trabalho na mesma corporação transnacional (por exemplo, nas linhas de montagem da Ford) na "metrópole" em relação aos países "periféricos".
 
 
 
Essa tendência continua a se aprofundar e ainda está longe da sua necessária amplitude. Os protestos em muitos países capitalistas são compreensíveis e devem se aprofundar no futuro. Eles surgem nesse arcabouço dessa tendência perversa de equalização de longo prazo. Compreensivelmente, os partidos que operam no enquadramento da política parlamentar não podem se beneficiar dos protestos. Isso porque eles tendem a acomodar seus objetivos a limites restritos das consequências negativas decorrentes do Estado do bem-estar.
 
 
 
Lukács dizia que os sindicatos eram a organização social civil mais importante. Isso continua valendo?
A visão de Lukács sobre esse ponto era muito influenciada pelo seu camarada e amigo Jenö Lander, que foi um líder sindical antes de se tornar liderança do mesmo grupo partidário no qual Lukács também desempenhou um papel de liderança.

 
Lukács está certo sobre a contínua importância dos sindicatos, com um acréscimo importante. Não foi ressaltado suficientemente que a potencialidade dos sindicatos foi - e continua sendo - afetada de forma muito ruim pela divisão do movimento da classe trabalhadora organizada entre o chamado "braço industrial" (sindicatos) e o "braço político" (partidos) do trabalho.

 
A potencialidade positiva dos sindicatos não acontecerá até que essa divisão prejudicial, que produz danos para ambos, seja corrigida significativamente. (...)


 
*István Mészáros é filósofo e está entre os mais importantes intelectuais marxistas da actualidade. Professor emérito da Universidade de Sussex, na Inglaterra, foi também professor de filosofia e ciências sociais na Universidade de York. É ligado à chamada Escola de Budapeste, grupo de filósofos húngaros constituído por antigos discípulos Georg Lukács ou por ele influenciados, e que inclui Ágnes Heller e György Márkus. A Boitempo Editorial publicou no Brasil seus títulos A crise estrutural do capital (2009), A Educação para além do capital(2002),O poder da ideologia(2004) e O século XXI – socialismo ou barbárie? (2003)

 
Referências:
 
 

 


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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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