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18 dezembro 2013

Francesinha à moda do Porto - Uma das dez melhores sanduíches do mundo

in (wikipedia site visitado em 12 Novembro de 2013)

Francesinha é um prato típico e originário da cidade do Porto, em Portugal.
A francesinha é constituída por linguiça, salsicha fresca, fiambre, carnes frias e bife de carne de vaca ou, em alternativa, lombo de porco assado e fatiado, coberta com queijo (posteriormente derretido). É normalmente guarnecida com um molho à base de tomate, cerveja e piri-piri. Os acompanhamentos de ovos estrelados (no topo da sanduíche) e batatas fritas são facultativos.

Variedades


Existem variedades de francesinhas com cogumelos, galinha, bacalhau, atum, vegetais, entre outras.
Na Póvoa de Varzim surgiu uma variedade na década de 1960 num snack-bar do Passeio Alegre, a denominada francesinha poveira.


         Fama

Em Abril de 2011 foi considerada pelo Aol Travel , um megasite norte-americano sobre destinos turísticos e lazer, uma das 10 melhores sanduíches do mundo.


História 

Francesinha, com batatas fritas.
Uma das teorias sobre a origem do prato remonta-o ao contexto da Guerra Peninsular, afirmando que as tropas napoleónicas costumavam comer umas sandes de pão de forma, onde colocavam toda a espécie de carnes e muito queijo. À época, no entretanto, não incluía um complemento que os portuenses passaram acrescentar – o molho.
Actualmente parece haver alguma unanimidade em atribuir os créditos da criação do prato a Daniel David Silva, empregado do Restaurante A Regaleira na década de 50. Tendo trabalhado em França, ao retornar a Portugal Daniel Silva criou a francesinha com base na tosta francesa, o "croque-monsieur", e daí o nome.
 



      Referências

      Jornal Público (26 de Abril de 2011). EUA: Francesinha entre as dez melhores sanduíches do mundo. Página visitada em 27 de Abril de 2011.
    
    História da Francesinha Câmara Municipal da Póvoa do Varzim
 
    Apreciação da Aol Travel: 'Francesinha' - está entre as melhores sanduíches do Mundo (em inglês)

    Links externos
 

15 dezembro 2013

Licor Beirão o licor de Portugal

 
Licor Beirão é um licor típico de Portugal.
A sua produção teve início no século XIX, na vila da Lousã, com base em diversas plantas - entre as quais o eucalipto, a canela, o alecrim e a alfazema - e sementes aromáticas, submetidas a um processo de dupla destilação. O produto assim obtido apresenta uma tonalidade de topázio transparente, de sabor doce.
É normalmente consumido como digestivo, simples ou com gelo.

História

A bebida, ainda sem o apelido que a caracterizaria, nasceu na vila da Lousã no século XX.
De acordo com a tradição, um caixeiro-viajante do Porto, de passagem pela vila para a venda de vinho do Porto, apaixonou-se pela filha de um farmacêutico local, e com ela se casou, ali se estabelecendo. A farmácia de seu sogro vendia, além dos remédios habituais, licores preparados com ingredientes naturais, segundo receitas ancestrais e secretas.
 
Com a entrada em vigor, no país, de uma lei que proibia a atribuição de efeitos medicinais a bebidas alcoólicas, o jovem caixeiro decidiu montar uma fábrica em separado, onde veio a desenvolver os processos artesanais do sogro.
Em 1929 teve lugar em Castelo Branco, capital da então Beira Baixa, o Congresso Beirão, e este licor foi assim batizado para celebrar esse evento. De notar que o próprio evento premiou o Licor com a medalha de ouro pela excelência e qualidade apresentadas.
 
Em 1940, devido às dificuldades impostas pela Segunda Guerra Mundial, a fábrica e a receita secreta foram adquiridas pelo jovem José Carranca Redondo, natural da Lousã, que nelas investiu as suas economias, passando a dedicar-se inteiramente ao negócio. A produção do licor passou a estar a cargo da esposa deste e, desde então, o licor tornou-se um dos mais populares do país, sendo hoje consumido por todas as gerações.

Processo de fabrico

É na Quinta do Meiral que o filho e dois netos do fundador fazem perdurar no tempo o sabor único do Licor Beirão. Produzido, segundo a formula secreta original, por uma dupla destilação de 13 sementes aromáticas, plantas e especiarias criteriosamente seleccionadas, o Licor Beirão de cor âmbar e sabor único, é ideal para ser bebido como digestivo, puro ou com gelo, mas também excelente para cocktails e doçarias.
 

Publicidade

Nos anos 40, 50 e 60 uma campanha massiva nas estradas e cafés de Portugal deu a conhecer o Licor Beirão à maioria dos portugueses. Está ainda na memória de todos o cartaz da tabuleta de madeira com um passarito pousado e a serra da Lousã como fundo, bem como o da “Majorette” que escandalizou pela escassez de roupa. Muitas outras formas de publicidade criativas e inovadoras mantiveram o Licor Beirão como um ícone da publicidade em Portugal. Já neste século campanhas com Manuel João Vieira, José Diogo Quintela, os apresentadores do programa “5 para a meia noite” e Paulo Futre têm mantido o espírito irreverente da marca.

Curiosidades

  • O licor é utilizado na preparação de uma variante da caipirinha, denominada caipirão;
  • O rótulo do licor inclui o nome da vila de origem, Lousã, escrito à maneira do século XIX, Lousan;
  • Na década de 1950, foram colocados painéis nas estradas portuguesas, em diversas curvas perigosas, publicitando o licor. Estes painéis acabaram por ser proibidos, mas, de acordo com a imprensa à época, os desastres nesses trechos diminuíram de facto, uma vez que os condutores, com curiosidade pelos cartazes, acabavam por abrandar a velocidade dos veículos.
  • Na década de 1960, o licor foi publicitado na imprensa com o "slogan" "Licor Beirão - O Beirão de quem se gosta"1 . A frase referia-se, veladamente, a António de Oliveira Salazar. Diz-se que este já conhecia o anúncio mesmo antes de ser lançado, mas limitou-se a sorrir perante a audácia.
  • Em 2007, a marca levou a cabo uma mudança de imagem, modernizando os rótulos das garrafas e produzindo anúncios com o "slogan" "A primeira bebida da noite é um Licor Beirão", protagonizados por Zé Diogo Quintela vestido de forcado.
 
 

Bibliografia

  • Müller, Margarida Pereira, Licor Beirão, o licor de Portugal : história e receitas. - Sintra: Colares, 2008
  • http://www.publico.pt

03 dezembro 2013

Uma Carta Aberta De Um Sargento Do Exército ao 1º Ministro Passos Coelho


In: Tropa Elite (23/08/2013)

UMA CARTA DE UM SARGENTO DO EXÉRCITO ... A PASSOS COELHO
Carta Registada com Aviso de Recepção
SENHOR PRIMEIRO MINISTRO
 
Primeiro Ministro, Passos Coelho

Sou prático e pretendo ser sucinto, como tal,
... vou directo ao que me move.

Tomo esta iniciativa, imbuído de uma profunda tristeza e corrompido por uma revolta sem controlo que só a muito custo, tento dominar.

Tenho 59 anos, uma vida preenchida de sofrimento e vivências que me obrigam a denunciar a pouca vergonha que reina neste país.

Quero desde já dizer-lhe que o senhor não me desiludiu politicamente porque sou apolítico e apartidário. Por isso, políticos, ou seja, malabaristas da política, chamo malabaristas para não chamar aldrabões da política e partidos políticos, não me desiludem.

A única vez que votei na minha vida foi na 1a candidatura do Exmo Senhor General Ramalho Eanes que foi meu CHEFE e com muito orgulho, é meu Superior Hierárquico e na História do 25 de Abril foi, em minha opinião, o único Comandante Supremo das Forças Armadas, por inerência de funções e por direito de posto e Conduta Ética.

Desde há largos anos a esta parte que vejo a minha PÁTRIA, por quem jurei fazer sacrifícios e dar a minha vida, como o fizeram o Senhor meu Pai, que verteu sangue por ELA, assim como vários Familiares e Amigos, culminando num primo que lhe ofereceu o melhor que tem um Ser Humano:- A VIDA.

E o que temos hoje?

Um país hipotecado, sem lei, sem justiça e paulatinamente alienado a preço irrisório.

Assiste-se a um festival de propagandas eleitorais, promovido por aldrabões e gente sem vergonha, sem decoro, sem ética e sem respeito pelo semelhante, principalmente pelos idosos e crianças.

Já não falo na Instituição Militar, que não me espanta estar queda e muda, pois os respectivos chefes perdem toda a legitimidade ao permitirem-se ser nomeados por uns quaisquer políticos, em vez de serem eleitos pelos seus subordinados, no seio da Família Castrense.

Assim, sou daqueles que por questão de Ética, se recusam a rever-se nestes chefes assim nomeados.

Respeito-os hierarquicamente, pois os Regulamentos assim me obrigam, e, nada mais.

De facto, a minha PÁTRIA, transformou-se neste país de vilãos e aldrabões políticos em que o senhor é um deles.

Quer desmentir-me?

Pode perfeitamente insistir nesse teatro mas tenho boa memória e sou inteligente.
Recordo-me de alguns debates políticos em que o senhor foi protagonista, e lembro-me de promessas que não só não cumpriu, como atraiçoou.

Lembro-me perfeitamente de ter chamado várias vezes, mentiroso, ao senhor Sócrates.

Por acaso, já fez um exame de consciência, se é que a tem!?!

Se o fez, pode facilmente perceber que o adjectivo que usou para definir o senhor Sócrates, é demasiado lisonjeiro para o catalogar a si.

Sabe? Na Ética Militar diz-se que “ a consciência é o nosso melhor juiz, enquanto não a assassinarmos”.

O senhor já assassinou a sua com a avalanche de mentiras com que tem presenteado o Povo Português.

Outra afirmação sua que retenho na memória é de que o senhor disse aos Portugueses, ser “o candidato mais africano”. Penso que se referia ao facto de ter casado com uma Senhora Africana!?!

Pois bem, sou Transmontano de nascimento e Africano de crescimento.

Nasci com os géneses da coragem, da lealdade, da verdade, do respeito, da honra e da solidariedade.

Foram estes valores morais que aprimorei e interiorizei no meu crescimento Africano.

Posso absolutamente garantir-lhe que se o senhor dissesse na Guiné, metade das mentiras que tem dito neste país, já lhe tinham cortado o pescoço.

Na Guiné, tuga mintroso, cá tá lebsi ginte garande. Na Guiné, tuga mintroso, cá tem falta di respito pa home e minher garande, nim minino qui cá tene maldade na coraçon.

Pois é meu caro senhor, se não souber traduzir as frases atrás escritas, peça à sua Excelentíssima Senhora Esposa que lhe faça esse favor, e desde já, se me permite, com todo o respeito lhe endereço “mantenhas” e tudo “nha respito” e “consideraçon”.

Já agora, aproveite a oportunidade para ler, estudar e meditar um pouco sobre a personalidade chamada Amílcar Cabral, para perceber o que é um HOMEM que nasceu para ser Líder, para libertar o seu POVO e não para o espezinhar e vender a uma qualquer Troika como o senhor e todos os políticos sem vergonha que o antecederam, fizeram e fazem.

Mas se o incomoda aprender com um Líder Africano, recorra à história do Senhor Sá Carneiro que de certeza está incomodadíssimo onde quer que Deus o guarde, por ver homens sem palavra a fazerem parte de um partido a quem deu credibilidade e o senhor, bem como outros como o senhor, denigrem e maculam.
Senhor Pedro Passos Coelho, saiba que tal como o senhor rasgou as páginas da Constituição que contêm os artigos que o obrigam a cumprir os seus deveres de pagamento dos salários, pensões e subsídios, também eu me recuso a cumprir os artigos dessa mesma Constituição que me possam obrigar a reconhecê-lo como meu 1o ministro.

Jurei cumprir e fazer cumprir uma Constituição que obriga os políticos, as F.A. e as Forças de Segurança, a serem o garante da defesa da Pátria e do seu Povo.

Não cumpro nem defendo, uma Constituição adulterada por si e por uma justiça que fecha os olhos a toda esta vilanice.

Muito teria para lhe dizer mas, prometi ser sucinto.

É muito mais demolidor o sentimento de raiva, de revolta de indignação, do que tudo o que escrevi.

Para que não fique com a ideia que me acobardo atrás de um qualquer anonimato, quero dizer-lhe que me chamo José António Neves Rodrigues e que sou com muito orgulho, ética e muita honra, Sargento do Exército Português e ao serviço de um POVO e de uma PÁTRIA que se chama PORTUGAL.
 

 

30 outubro 2013

Os segredos das castanhas assadas na rua


 
 
In JN Live www.jn.pt 30/10/2013
 
 
 
Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.
Os gregos e os romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.
Com o Renascimento, a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confecções. Surge o marron glacé, passando de França para Espanha e daí, com as Invasões Francesas, chega a Portugal.
A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente, como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte de potássio. Consideradas, actualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-História.  in(wikipedia.org )
 
Castanhas
Castanhas assadas

 
 

21 agosto 2013

O PIB português está a crescer? Políticos mentirosos!

          Não consigo vislumbrar o motivo do regozijo dos políticos que nos governam, relativamente ao produto interno bruto ( PIB ) verificado no nosso país.
         Vejo sim mais uma forma de tentarem ludibriar o Povo, que não entende a linguagem técnica, trata-se da famigerada retórica enganadora que costuma anteceder as eleições! E com ela tentam enganar os portugueses. Na verdade o Produto Interno Bruto continuou a diminuir, só que o tombo foi -2% relativamente ao trimestre anterior. Verifiquem pois os dados do Instituto Nacional de Estatística ( INE ).
          Mas também não admira, pois, quem é capaz de mascarar as contas da Nação, com SWAPS e outras artimanhas de engenharia financeira, para fazer querer que está tudo bem, é  capaz de tudo, até de vender a mãe, só para manter o poder e os privilégios de uma elite podre, em quem não podemos confiar.
      

 "O PIB português continuou a diminuir no 2º trimestre de 2013, segundo o INE . Entre os media e os políticos deles reina grande regozijo porque desta vez a queda trimestral foi "apenas" de 2%. Mas será isso motivo de grande alegria? Depois de 10 (dez) trimestres consecutivos em queda constante, o PIB português continua a cair. Como agora diminuiu menos do que antes essa gente já embandeira em arco... Eles já nem sequer falam em estancar a queda. Com os serviçais da Troika que desmandam neste governo, o crescimento do PIB é e será uma miragem. "
In resistir.info

"De acordo com o INE, o consumo privado e o investimento apresentaram em junho reduções menos intensas e as exportações nominais aceleraram e as importações subiram.
Segundo a estimativa rápida do INE, o produto interno bruto (PIB) português registou um recuo homólogo em volume de 2,0% no segundo trimestre (-4,1% no trimestre anterior) e uma variação de 1,1% face a trimestre anterior.
"A evolução do PIB no trimestre de referência traduziu, sobretudo, a redução menos acentuada do investimento e a aceleração expressiva das exportações de bens e serviços, em parte associada ao efeito de calendário relativo ao período da Páscoa", aponta o INE.
No comércio internacional de bens, em termos nominais, as vendas ao exterior e importações subiram 6,3% e 2,1% em junho, face igual mês de 2012, respetivamente.
"Contudo, não recorrendo à utilização de médias móveis de três meses, as exportações nominais de bens diminuíram 1,2% em termos homólogos em junho (variação de 5,1% em maio)".
In sicnoticias.sapo.pt/

 

28 março 2013

A dívida total - canibalização de um povo

Pretende-se com este primeiro texto - entre vários que irão ser divulgados em breve - proceder a uma abordagem abrangente da dívida e outras responsabilidades que impendem sobre os residentes em Portugal e que, no fundo, oneram e irão onerar durante gerações, a multidão de trabalhadores e ex-trabalhadores, tomados pelo poder do capital, os receptáculos últimos e os naturais pagadores das faturas apresentadas pelo capitalismo global[i].
Quem se resignar a esta situação está do lado da continuidade da exploração capitalista, por ignorância, por conveniência ou… é masoquista.

Não tem, evidentemente, de ser assim e isso, só pode ser evitado numa concertação de povos[ii] contra os capitalistas e a sua extirpação, numa luta que custará – não tenhamos ilusões - sangue, suor e lágrimas. Aliás, esses fluidos escorrem já hoje, abundantemente nos quatro cantos da Terra, por ação ou inação criminosas do capitalismo, dos seus mandarins, polícias e exércitos.

Ontem já era tarde para reagir. E para reagir é necessário conhecer o inimigo, o terreno do combate, as armas de que detém e como as utiliza. Este texto é um modesto contributo para o efeito, no seguimento de muitos outros já publicados sobre a dívida[iii] e não só.

Sumário:
1 - O endividamento da economia portuguesa
2 - Endividamento das empresas não financeiras
3 - Endividamento das sociedades financeiras
4 - Endividamento das administrações públicas
5 - Endividamento dos particulares
6 – Os direitos de crédito do exterior sobre a sociedade portuguesa
7 – Resumo da evolução dos vários tipos de passivos em cada agregado económico
8 - Tipos de responsabilidades por agregado económico

1 - O endividamento da economia portuguesa
A dívida do Estado, do sistema financeiro, das empresas e das famílias é, constituída, parcialmente dentro do país, numa matriz de relações interna, entre as entidades ou agregados atrás considerados e parcialmente, de modo direto, junto de entidades sediadas no exterior. Por outro lado, mesmo quando o mútuo envolve apenas entidades residentes em Portugal, muitas vezes o credor municiou-se previamente no exterior enquanto a situação inversa é muito menos relevante.

O Banco de Portugal publica regularmente as contas financeiras de Portugal. Como em qualquer contabilidade procede-se a uma avaliação do ativo e do passivo, consolidando os haveres, direitos e obrigações de empresas não financeiras, do sistema financeiro, das administrações públicas e dos particulares; designa-se por consolidado por não relevar as relações internas no âmbito de cada agregado. Como contas financeiras não contabilizam o património físico existente em Portugal, como o edificado habitacional ou instalações industriais, comerciais ou de serviços, os recursos naturais, os bens materiais dos particulares ou das empresas. Consideram-se, sumariamente, para além do ouro monetário (não o privado retido para adorno ou entesouramento), o dinheiro e os depósitos, os títulos, e os empréstimos obtidos ou concedidos."

(...)conclusão
Sendo o setor financeiro o elemento dominante na generalidade das economias, é aquele que controla os aparelhos de Estado e os gangs de mandarins, tornando-se o mais habilitado para a determinação e gestão das políticas fiscal e orçamental, da produção legislativa e da decisão política[vi]. Por outro lado, a maior desmaterialização dos seus capitais, a procura desenfreada de altos níveis de liquidez, permite ao sistema financeiro global, como aos seus saguões nacionais, margens de lucro elevadas, tornando-se por isso particularmente procurados pelos capitais, mesmo os mais especulativos dos “investidores”. Daí que haja uma tendência para o aumento do valor atribuído às empresas do setor financeiro, apesar das suas fragilidades[vii], superadas pelo desmedido e dedicado apoio do BCE e dos estados nacionais.
Por outro lado, nas empresas não financeiras, as que operam na chamada economia real, a crise financeira actual gera dificuldades de obtenção de crédito, encerramentos, redução de atividade, numa gigantesca destruição ou subaproveitamento de capital que carateriza os dias de hoje. Esses elementos contribuirão para a redução do peso das sociedades não financeiras entre as partes sociais que representam os direitos dos capitalistas detentores das empresas e o desaparecimento de largos estratos de capitalistas pequenos e médios e dos seus sonhos de passarem a grandes[viii].

Para continuar a ler e analisar em profundidade o tema,  clique este link onde terá acesso a todos os 8 pontos que compõem o artigo, e os respectivos gráficos e quadros.

26 fevereiro 2013

Grândola, Vila Morena



 

"Grândola, Vila Morena" é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e teria sido banida pelo regime salazarista como uma música do partido comunista de Moscovo Comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar o início da revolução. Por esse motivo, transformou-se em símbolo da revolução, assim como do início da democracia em Portugal.
 in:( wikipedia.org/, 25-02-2013. Grândola, Vila Morena )



 
 
"(...)Nestes dias em que, encastelada no Poder, uma direita cavernícola, fascizante, tenta em Portugal destruir o que resta da Revolução de Abril e impõe ao povo uma autentica ditadura do capital, concretizada em leis e decretos que trazem à memoria a era de Salazar – é também um dever combater essa escória humana, derrotar a sua politica criminosa. (...) " « Rodrigues, Miguel Urbano, in: ODiario.info »
 

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