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25 novembro 2013

A Ilha Esmeralda permanece nas grilhetas

 
 
 
Ao contrário da visão convencional, a Irlanda nunca teve salvamento externo (bail out) e, além disso, está muito longe de escapar da prisão de endividamento a que foi confinada pelo seu suposto "salvamento".

Após o estouro da bolha do mercado de propriedade imobiliária, a seguir ao esmagamento do crédito pós 2008, o Banco Central Europeu pediu que o governo lançasse as perdas de cinco bancos irlandeses, no valor de €60 mil milhões, sobre os ombros dos contribuintes. De cidadãos que não tinham o dever legal nem moral de arcar com esta carga. Por que? A fim de proteger o frágil sistema bancário alemão das consequências de assumirem grandes perdas. Os irlandeses enfureceram-se contra o seu governo e elegeram um outro, o qual no entanto considerou como sua prioridade a implementação plena do programa selvagem de austeridade que vinha ligado aos enormes empréstimos que o governo aceitou a fim de reembolsar as perdas dos bancos. O resultado foi uma catastrófica espiral descendente para a economia social da Irlanda e o seu povo.

Mas agora os jornais e os media electrónicos estão cheios da "boa notícia" de que este programa de "consolidação orçamental" havia tido "êxito". Que a Irlanda havia retornado aos mercados. Que temos a primeira prova tangível de que o salvamento externo funciona. Que a Irlanda está prestes a recuperar a sua soberania e que os irlandeses podem, mais uma vez, olhar orgulhosamente nos olhos os alemães, os franceses, os holandeses, uma vez restabelecida a liberdade e a confiança creditícia no país.

Ai de nós. Tanto quanto posso ver, tudo o que aconteceu é que, após cinco anos de uma contínua comédia de erros, a liderança da Europa decidiu agora declarar vitória, com a Irlanda como primeiro espécime exibido de que a combinação de empréstimos externos de salvamento e austeridade severa funcionam. E se isto exige ser económico com a verdade, assim será.

Para aqueles que não pretendem ser económicos com a verdade, vamos examinar alguns números:
  • Número de pessoas empregadas: Reduziu-se em 12,8% desde Janeiro/2008
  • Pessoas desempregadas: Subiu de 107 mil em Janeiro/2008 para 296.300 hoje
  • Taxa anualizada de crescimento interno: -1,2%
  • Emigração líquida: 33 mil por ano
  • Défice do governo em proporção ao PIB: 7,3%
  • Dívida pública: 121% do PIB em 2013, uma subida em relação aos 91,1% em 2010 e 105% em 2011
  • Dívida das familias: 200% do PIB
  • Valor dos activos que suportam a dívida das familias: -56% desde o começo da crise
  • Hipotecas em atraso há mais de seis meses: 17% de todas as hipotecas
    Como pode alguém afirmar que esta economia constitui uma "história de êxito" e um motivo para celebrar o fim da espiral deflacionária da dívida? São dois os argumentos sobre os quais o triunfalismo da UE é construído. Primeiro, o espectacular desempenho exportador da Irlanda (exportações anuais excedendo o PIB do país!) e, em segundo lugar, o colapso dos yields dos títulos governamentais a 10 anos que tornam possível a Dublin retornar aos mercados monetários, ao invés de retornar ao MEE para mais empréstimos de salvamento externo.

    Vamos destrinçar estas duas grandes histórias de êxito, começando com as exportações.

    A Irlanda é o maior paraíso fiscal flutuante sobre o planeta. Companhias como a Google e a Apple reconhecidamente lavam suas receitas através de Dublin de uma maneira que reduz maciçamente seus pagamentos fiscais enquanto reforçam para níveis ridiculamente fictícios o PIB da Irlanda. Qualquer um que conteste isto deve apresentar uma explicação alternativa para o facto de que cada empregado da Google da Irlanda produz €4,8 milhões de receitas por ano! Tudo isto significa que as maravilhosas estatísticas de exportação não se traduzem nem em impostos corporativo nem num número significativo de empregos a partir dos quais o governo possa obter rendimento e impostos indirectos a fim de servir suas dívidas.

    Quanto às yields dos títulos do governo, levanta-se uma questão interessante: Por que estão elas tão baixas quando os dados acima revelam que a Irlanda, em vista da economia interna letárgica, permanece perfeitamente incapaz de refinanciar sua gargantuesca dívida pública? Por que os correctores de títulos já não estão mais a despejar títulos do governo (como o fizeram em 2011 e até Junho de 2012)? A resposta é simples: Porque eles entenderam que o BCE e Berlim nunca deixarão Dublin incumprir dada a desesperada necessidade da Europa de proclamar a Irlanda como "prova" de que suas políticas estão a funcionar. O corretores de títulos, dito simplesmente, confiam em que o BCE, através das OMT  de Draghi ou de outra forma, encontrarão meios de permitir a Dublin resgatar seus títulos mesmo que o povo irlandês e o seu governo permaneçam firmemente trancafiados na prisão da dívida.
  • 09 novembro 2013

    A maioria dos estudantes gregos vão para a escola com fome: resultado trágico de políticas impostas pela União Europeia (II)


     Parte (I) deste texto (clique aqui)

    AC artigo in solidarite-internationale-pcf ( Outubro de 2013)
    Tradução de Victor Simões


    Deuxièmement, ce désastre alimentaire, c'est aussi la conséquence de la politique d'intégration européenne, avant tout de la « Politique agricole commune » (PAC).


    Em segundo lugar, o desastre alimentar, é também a consequência da política de integração europeia, especialmente a "Política Agrícola Comum" (PAC).

    Contrairement au discours ambiant, reflété dans nos manuels scolaires, les aides de la PAC, largement canalisées par les gros agriculteurs et les réseaux politiques clientélistes, ont servi à financer la restructuration de l'agriculture grecque, conduisant à la ruine des petites exploitations. Ao contrário da opinião dominante, reflectida nos manuais escolares, os subsídios da PAC, em grande parte canalizados para grandes produtores e redes de clientelismo político foram usados para financiar a reestruturação da agricultura grega, levando à ruina das pequenas explorações.

    En outre, elle a conduit la Grèce à s'éloigner de la souveraineté alimentaire . Além disso, levou Grécia a perder a auto-suficiência alimentar. Elle est désormais un importateur net, y compris dans ses produits traditionnels : produits laitiers, viande, fruits et légumes … dont les olives ! Agora é um importador líquido, incluindo dos seus produtos tradicionais: leite, carne, frutas e legumes ... incluindo as azeitonas!

    Troisièmement, enfin, l'Etat s'accomode de l'action des associations humanitaires, charités religieuses ou fondations privées , qui occupent l'espace vacant laissé par les pouvoirs publics. Em terceiro lugar, o Estado acomoda o trabalho das organizações humanitárias, instituições de caridade religiosas ou fundações privadas, que ocupam o espaço deixado vago pelos serviços estatais.

    Ainsi, en Grèce, la « Fondation Stavros Niarchos » a financé à hauteur de 10 millions d'euros un plan d'aide alimentaire touchant 50 000 étudiants , dans 300 écoles des quartiers défavorisés pour leur offrir – en collaboration avec Prolepsis – des repas équilibrés chaque midi. Na Grécia, a "Fundação Stavros Niarchos" financiou 10 milhões de euros do plano de ajuda alimentar envolvendo 50 mil alunos em 300 escolas de bairros carentes para oferecer - em conjunto com a Prolepse - refeições equilibradas ao almoço.

    Si l'initiative devient une nécessité impérieuse pour des dizaines de milliers d'étudiants, elle reste scandaleuse. Elle permet à l'État de se défausser de ses responsabilités sociales , sous prétexte de faillite budgétaire, de laisser aux acteurs privés un espace pour acquérir une influence sociale. Se a iniciativa é uma necessidade urgente para dezenas de milhares de estudantes, é no entanto escandalosa.  Permite ao estado fugir às suas responsabilidades sociais, sob o pretexto de falência fiscal, deixando um espaço para os actores privados  adquirirem influência social.

    Scandale d'autant plus manifeste quand on sait que la « fondation Stavros Niarchos » a été fondé par un richissime armateur grec, qui a construit sa fortune sur les largesses accordées par l'Etat grec, et par des régimes qui furent teintés d'autoritarisme, de corruption et de régression sociale. Escândalo ainda mais evidente quando se considera que a "Fundação Stavros Niarchos" foi fundada por um rico armador grego, que construiu a sua fortuna assente na generosidade concedida pelo Estado grego, durante os regimes que foram tentados pelo autoritarismo, os da corrupção e da regressão social.
    Au-delà de l'indignation, cette nouvelle doit nous pousser à agir ici en France contre les politiques de casse sociale, de privatisation de l'éducation, de pillage des ménages populaires, contre la politique de l'Union européenne au service d'une minorité de profiteurs. Além da indignação, perante isto devemos mover-nos e agir aqui em França contra as políticas de cortes sociais, a privatização da educação, o saque da casa popular, contra a política da União Europeia de Serviço para uma minoria de aproveitadores.

    06 novembro 2013

    A maioria dos estudantes gregos vão para a escola com fome: resultado trágico de políticas impostas pela União Europeia (I)


    Tradução de Victor Simões

    Ce mardi 16 octobre, était célébré la triste « Journée mondiale de l'alimentation » à l'heure où 850 millions d'êtres humains souffrent de la faim.
    A 16 de outubro, comemorou-se de forma triste o "Dia Mundial da Alimentação" num momento em que 850 milhões de seres humanos sofrem de fome. Au cœur de l'Union européenne, en Grèce, ce fléau émerge de nouveau comme un phénomène de masse, touchant les plus jeunes. No coração da União Europeia, na Grécia este flagelo emerge novamente como um fenómeno de massa, afectando os mais jovens.

    L'étude publiée par « Prolepsis » (l'Institut de médecine préventive, et de santé environnementale et au travail) et menée dans 152 écoles, auprès de 16 000 élèves de toute la Grèce, a de quoi donner le vertige. O estudo publicado pela "Prolepse" (Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Ambiental no Trabalho) e realizado em 152 escolas com 16.000 estudantes de toda a Grécia, é o suficiente para o demonstrar. Elle révèle l'ampleur de la politique inhumaine menée en Grèce par la « Troika ». Ele revela a extensão da política desumana na Grécia aplicada pela "Troika".

    Selon « Prolepsis », aujourd'hui seuls 36 % des élèves du primaire et du secondaire en Grèce vont à l'école sans être confrontés à la menace de la faim . Segundo a"Prolepse", hoje apenas 36% dos alunos nas escolas primárias e secundárias da Grécia vão à escola sem serem confrontados com a ameaça da fome.

    Dans le même temps, 37% des élèves sont en situation d' « insécurité alimentaire », sous la menace de la faim sans la subir directement, tandis que 27%, plus d'un élève sur quatre connaît la faim à l'école, qu'elle soit modérée ou sérieuse. Ao mesmo tempo, 37% dos alunos estão em situação de "insegurança alimentar", sob a ameaça de fome, enquanto que 27%, mais de um em cada quatro passa fome na escola,  moderada ou grave.

    En tout, cela fait donc près de deux élèves sur trois (64%) qui vont à l'école la faim au ventre. No todo, são portanto, quase dois em cada três alunos (64%) que vão para a escola com fome.

    Les reportages édifiants ne manquent pas sur la situation dans les quartiers populaires d'Athènes ou Salonique, des enfants affamés incapables de participer aux cours d'EPS, des enseignants donnant à leurs enfants un casse-croûte pour tenir la journée. As reportagens não falam sobre a situação nos bairros de Atenas ou Salónica, os professores às crianças com fome incapazes de participarem nas aulas de educação física, dão às suas crianças um lanche para passarem o dia.

    Comme le notent les auteurs de l'étude, la Grèce tombe dans des chiffres comparables à ceux de pays d'Afrique sub-saharienne , réussissant la performance de se situer en-dessous du Zimbabwe, du Mozambique et du Malawi où une courte majorité d'élèves ne souffrent pas de la faim. Como observam os autores do estudo, a Grécia está com valores comparáveis ​​aos dos países subsaarianos com um desempenho relativo à fome pior que o Zimbabwe, Moçambique e Malawi, onde uma curta maioria  de  alunos não sofrem de fome.

    Cette réalité ne peut que soulever notre indignation. Esta realidade só pode aumentar a nossa indignação. Elle est surtout éclairante politiquement sur la nature de l'attaque barbare subie par les travailleurs, sur la responsabilité du choix de l'intégration européenne dans l'offensive menée par la classe dominante grecque et européenne. É especialmente esclarecedora qunto à natureza política do ataque bárbaro sofrido pelos trabalhadores, sobre a responsabilidade da escolha pela integração europeia, na ofensiva conduzida pela classe dominante grega e europeia.

     
    Car, premièrement, ce désastre humanitaire est la conséquence directe de la « politique d'austérité » menée depuis 2008 : baisse des salaires de 20, 30, 40 %, des coupes par milliards dans l'éducation et la santé, le retrait de l'État de ses fonctions sociales. Porque, em primeiro lugar, este desastre humanitário é uma consequência direta da "austeridade", aplicada desde 2008: os cortes salariais de 20, 30, 40%, cortes na casa dos biliões em educação e saúde, a subtracção do  Estado às suas funções sociais.

    Se soigner ou manger, c'est désormais l'alternative pour les fa
    Continuação parte (II) (clique aqui)

    04 outubro 2013

    Televisão italiana retrata um Portugal em crise e com fome

    in : Negócios online 20 de Setembro 2013
     
    Riccardo Iacona - Presa Diretta: "Basta con l'austerity"



    Um ano e meio depois a Rai Tre voltou a Portugal. Desta vez, além de um país entristecido, feito de contrastes entre pobres e ricos, a estação de televisão italiana diz ter encontrado um país desiludido, sem esperança e, muitas vezes, sem ter o que comer.
    O programa de reportagens “Presa Diretta”, emitido na RAI TRE e apresentado por Riccardo Iacona, quis avaliar a evolução portuguesa desde a última reportagem feita há cerca de um ano e meio, e passados dois anos e meio desde a chegada da troika a Portugal. As reportagens de investigação levadas a cabo por este programa não se coíbem de assumir uma posição ideológica perante os factos relatados.
    A matéria reportada pela jornalista Lisa Iotti, depois da visita em Maio deste ano, indicia uma crescente preocupação e alarme entre os portugueses. Desde manifestações dos CTT e dos estivadores, passando pelas filas sem fim dos centros de emprego e da segurança social, até às conversas com figuras conhecidas ou meros anónimos, as imagens transmitidas há poucos dias em Itália transparecem um país depauperado onde a fome vai substituindo paulatinamente a revolta.
    O programa emitido pela Rai tem uma duração de duas horas, chama-se "basta d'austerity" e descreve a situação que se vive em vários países, incluindo Alemanha, França e algumas zonas de Itália, além de Portugal.
    Na introdução à peça sobre Portugal, o apresentador Riccardo Iacona previne sobre aquilo que se seguirá: “Vamos ver como os nossos irmãos portugueses estão a passar pelo inferno da austeridade”. A surpresa da jornalista ao mostrar os salários entre 400 e 500 euros, publicitados nos escaparates de um centro de emprego na Amadora, é o lado mais positivo da reportagem.
    Apesar de possuir casa própria, as dificuldades de um casal cinquentenário, que vive com 25 euros por semana, justificam a “vergonha de sair à rua”. Será a vergonha de estar desempregado que leva centenas de portugueses por dia ao consulado de Angola. Lisa Iotti conta que as “ex-colónias são o destino de muitos portugueses, onde se contam muitos licenciados”.
    Fome
    O fundador da AMI, Fernando Nobre, revela que “nos primeiros três meses deste ano tivemos o mesmo número de pessoas, nos nossos centros, que tínhamos tido no primeiro semestre de 2012”. O cenário adensa-se quando Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, revela que “mais de 10% da população passa fome. Milhares de pessoas, em Portugal, não comem, pelo menos, um dia por semana, porque não têm dinheiro. Muitas crianças só comem uma vez por dia”. Uma idosa diz que almoça nestes centros de apoio e sempre que não consegue guardar os restos para o jantar, espera até ao dia seguinte para voltar a comer. “Estamos muito preocupados porque se continuarmos assim, em poucos meses, não vamos ter capacidade de resposta a todos aqueles que a solicitarem”, lamenta Fernando Nobre.
    Privatizações e Troika
    O conselheiro de Estado Bagão Félix garante que as privatizações “não resolvem os problemas económicos e ainda enfraquecem a soberania do país”. Um trabalhador dos CTT, filmado durante um protesto, considera que em Portugal se “foram os anéis e os dedos”. “No momento em que, por exemplo, as águas saiam do controlo do Estado em direcção a investidores estrangeiros, o país perde toda a capacidade estratégica para precaver o seu futuro”, explica o antigo ministro das Finanças do Governo de Santana Lopes.
    Pedro Santos Guerreiro, director do Negócios, considera que “os elogios da troika à política económica nacional são muitas vezes ouvidos como um insulto em Portugal” e acrescenta que “onde a troika vê a taxa de juro baixar, os portugueses só vêem a pobreza e o desemprego crescer”. O ex-sindicalista Carvalho da Silva observa que a fuga dos jovens portugueses para o estrangeiro irá criar “uma ruptura entre gerações da qual nunca conseguiremos recuperar”. “Portugal foi a cobaia para uma experiência que não funcionou, mas o mais grave é a falta de esperança”, conclui Santos Guerreiro.
    Quando o apresentador Riccardo Iacona fala no “liberalismo desenfreado que está por detrás destas políticas”, aproxima-se da ideia defendida por Carvalho da Silva, quando afirma que estamos perante “uma situação extremamente subversiva”.
    O antigo Presidente da República, Mário Soares, que também fora entrevistado aquando da reportagem anterior do programa “Presa Diretta”, sublinha “a importância da Europa acabar com esta fixação pela austeridade”. Depois de se classificar como um “europeísta” avisa que “ou a Europa muda de política ou acaba no abismo”. Bagão Félix insiste numa ideia, muitas vezes repetida pela esquerda portuguesa, quando afirma que “a cura está a matar o doente”.
     

    29 setembro 2013

    "Odeio o primeiro-ministro. Não aguento mais cortes".

    O desespero de quem não aguenta mais os cortes.
          
    Seguro emociona-se com história de mulher desesperada.
    As imagens, captadas pela Beira Baixa TV, mostram uma mulher abraçada a Seguro, chorando compulsivamente e a dizer: "Odeio o primeiro-ministro. Não aguento mais cortes".

    in Jornal de Notícias ( ed. On line de 29/09/2013

     

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    Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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