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05 outubro 2010

Imaginem...

Imaginem ler o texto, sem interessar que é o seu Autor. Imaginem tudo que nele contém, ser aplicado à risca. Imaginem, o conto de fadas que seria. Imaginem a opinião, vinda séria, isenta e lúcida. Leiam o texto e IMAGINEM, o autor, vem no final.

@Carlos Rocha
Beezz

"Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento. Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado. Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.
Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas. Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos."



Por Mário Crespo

03 março 2010

PROMISCUIDADE

 Por: O Jumento in blogue "O JUMENTO"

Cada vez mais me enoja a promiscuidade na capital deste país, um pequeno grupo de gente que se auto-designa de elite, nascidos na classe média da administração salazarista e que hoje domina uma boa parte da vida. São jornalistas, são deputados, são jurisconsultos, são consultores das mais variadas artes, são comentadores televisivos, são gente que nunca teve dificuldades na vida, a quem para arranjar um emprego para um filho basta um telefonema, para comprarem um carro novo basta uma cunha para mais uma avença. Se foram apanhados na declaração de IRS telefonam ao fulano tal, se precisam de uma operação no hospital passam à frente da fila de espera, resolvem todos os seus problemas com um mero telefonema, são um verdadeiro grupo mafioso assente numa imensa rede de contactos, de compadrios assentes na troca de valores.


Esta gente não tem cor política, não tem ideologia, não tem princípios, não tem o mais pequeno respeito pelo povo que os alimenta e enriquece, de manhã são jornalistas e à noite bloggers, num dia são magistrados e no outro juízes desportivos, se estão na oposição coleccionam avenças, quando beneficiam do poder vão para administradores de empresas públicas, ora são assessores de líderes partidários, ora são directores de jornais. Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem de alimentar filhos sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem o pequeno-almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber, têm o maior do desprezo pelo povo cuja opinião gostam de manipular. No entanto ganham rios de dinheiro a comentar nas televisões sobre a melhor forma de resolver os problemas do país e dos portugueses.



Andam por aí a alardear grandes currículos, são ilustres jurisconsultos, jornalistas de primeira água, comentadores televisivos, sentem-se superiores aos que tanto usam nos seus discursos de conveniência. Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros mas multiplicam a sua riqueza, preocupam-se com a iliteracia mas olham para os outros com o desprezo e incomodam-se pela falta do perfume a 100 euros, há décadas que propõem novas soluções e o resultado é aquilo que se vê.



Cada vez sinto mais nojo desta elite que julga que todo o poder eleito pelo povo lhes deve prestar vassalagem, estão convencidos de que só os “bem falantes” têm direito a expressar as suas opiniões, que julgam que o povo que vota é uma imensa borregada que lhes deve perguntar onde devem votar, que acham que podem fazer e desfazer qualquer político.



É tempo de dizer não a esta imensa promiscuidade disfarçada de bons princípios. É preciso dizer não a esta gente, denunciá-la, combatê-la, antes que passemos a sentir nojo do próprio país. Portugal não é esta seita de proxenetas de gravata Hermes, que se instalou no poder da capital para viver à custa do subdesenvolvimento do país. O meu país é o meu povo e esse é eticamente muito superior a esses canalhas, é gente que sua por cada tostão de ganha, trabalhadores que tiram dos seus filhos os impostos que alimenta essa elite da treta, empresários que todos os meses lutam para que as suas empresas consigam pagar os ordenados dos trabalhadores no fim do mês.

05 dezembro 2009

NÃO É A CRISE QUE NOS DESTRÓI. É O DINHEIRO...

Na sua forma peculiar de escrever, mordaz, inteligente e séria, Mário Crespo, mais uma vez, coloca o dedo na ferida, e diz-nos como vai este nosso cantinho à beira-mar plantado.







Nesta fase nada no mundo me faria revelar o nome de quem relatou este episódio. É oportuno divulgá-lo agora porque o parlamento abriu as comportas do dinheiro vivo para o financiamento dos partidos. O que vou descrever foi-me contado na primeira pessoa. Passou-se na década de oitenta. Estando a haver grande dificuldade na aprovação de um projecto, foi sugerido a uma empresária que um donativo partidário resolveria a situação. O que a surpreendeu foi a frontalidade da proposta e o montante pedido. Ela tinha tentado mover influências entre os seus conhecimentos para desbloquear uma tramitação emperrada num labirinto burocrático e foi-lhe dito sem rodeios que se desse um donativo de cem mil Contos "ao partido" o projecto seria aprovado. O proponente desta troca de favores tinha enorme influência na vida nacional. Seguiu-se uma fase de regateio que durou alguns dias. Sem avançar nenhuma contraproposta, a empresária disse que por esse dinheiro o projecto deixaria de ser rentável e ela seria forçada a desistir. Aí o montante exigido começou a baixar muito rapidamente. Chegou aos quinze mil Contos, com uma irritada referência de que era "pegar ou largar". Para apressar as coisas e numa manifestação de poder, nas últimas fases da negociação o político facilitador surpreendeu novamente a empresária trazendo consigo aos encontros um colega de partido, pessoa muito conhecida e bem colocada no aparelho do Estado. Este segundo elemento mostrou estar a par de tudo. Acertado o preço foram dadas à empresária instruções muito específicas. O donativo para o partido seria feito em dinheiro vivo com os quinze mil Contos em notas de mil Escudos divididos em três lotes de cinco mil. Tudo numa pasta. A entrega foi feita dentro do carro da empresária. Um dos políticos estava sentado no banco do passageiro, o outro no banco de trás. O da frente recebeu a pasta, abriu-a, tirou um dos maços de cinco mil Contos e passou-a para trás dizendo que cinco mil seriam para cada um deles e cinco mil seriam entregues ao partido. O projecto foi aprovado nessa semana. Cumpria-se a velha tradição de extorsão que se tornou norma em Portugal e que nesses idos de oitenta abrangia todo o aparelho de Estado.
Rui Mateus no seu livro, Memórias de um PS desconhecido (D. Quixote 1996), descreve extensivamente os mecanismos de financiamento partidário, incluindo o uso de contas em off shore (por exemplo na Compagnie Financière Espírito Santo da Suíça - pags. 276, 277) para onde eram remetidas avultadas entregas em dinheiro vivo. Estamos portanto face a uma cultura de impunidade que se entranhou na nossa vida pública e que o aparelho político não está interessado em extirpar. Pelo contrario. Sub-repticiamente, no meio do Freeport e do BPN, sem debate parlamentar, através de um mero entendimento à porta fechada entre representantes de todos os partidos, o país político deu cobertura legal a estes dinheiros vivos elevados a quantitativos sem precedentes. Face ao clamor público e à coragem do voto contra de António José Seguro do PS, o bloco central de interesses afirma-se agora disposto a rever a legislação que aprovou. É tarde. Com esta lei do financiamento partidário, o parlamento, todo, leiloou o que restava de ética num convite aberto à troca de favores por dinheiro. Em fase pré eleitoral e com falta de dinheiro, o parlamento decidiu pura e simplesmente privatizar a democracia.

@Beezz
Carlos Rocha

27 fevereiro 2008

PORQUE NÃO...

Porque não, sermos integrados na Espanha? Porque não, termos o mesmo crescimento económico? Porque não, a mesma saúde, Justiça e Educação? Porque não o mesmo nível de vida?

São quatro questões, que todos os dias me coloco. Sim, quando o poder capital, nomeadamente na maioria dos sectores da nossa economia, os "Nuestros Hermanos", são os grandes impulsionadores, na Banca, 40% desta, já tem capitais Espanhóis, a empresas de grande porte nacional, já são controladas a nível ibérico. Então, não fará sentido, nós também o sermos, adjudicando daí os benefícios para a população em geral. Sim porque com esta política de treta, onde os nossos governantes caíram no descrédito total, onde a nossa justiça desacredita qualquer cidadão de recorrer a esta, a Educação está pela hora da morte, e a Saúde, meus amigos, esta se não morreu já, estará com os dias contados.

Ter políticos de algibeira, que erram em prol dos mesmos, saqueiam os cofres do estado em proveito próprio, serve a quem? Aos Patriotas? Mas os Patriotas são quem afinal? Eu não vejo assim tantos pobres na miséria a serem patriotas, não vejo os trabalhadores com ataques à sua sobrevivência a serem tão patriotas, vejo sim os bem de vida, aqueles que lucram milhões de contos ao ano (como a banca), para esses que tudo está bem, embora a desgraça alheia prolifere, esses são os patriotas. Eu também defendo que Portugal, deve ser sempre Portugal, e com Gestão Ibérica, onde é que o deixaria de ser? Não se apagava a história com um simples clic. Mas tudo isto não passa de uma mera opinião, opinião essa crescente a nível nacional, que um dia, se calhar, se tornará realidade. Não podemos viver sempre nesta aflição, neste indeterminação, neste gamanço contínuo, sempre aos mesmos, já basta.

Eu gosto muito do meu país, mas esta "Maçonaria", este "Opus Dei", esta a dar cabo dele, disso não tenho dúvidas. Os Portugueses, tem de abrir os olhos rapidamente, ou se calhar já vão tarde, mas como diz o ditado, "Mais vale tarde, que nunca."

Agora, aqueles que manipulam os números do desemprego, sabem que se está a esgotar a manipulação, pois grande parte dos desempregados de Portugal, rumou à GALIZA, de onde estão a regressar em massa, segundo o sindicato dos trabalhadores da construção. E Agora? Como vai ser Sr. Sócrates? Como vai desmentir com números falsos como o tem feito até agora, este crescimento do desemprego? Com esta já você contava, ora diga lá? Por isso, anda a inventar novas Oportunidades.

Quero ser Português, mas quero ter e exijo um Governo capaz, nem que para isso tenha de ser Governado por outro qualquer estado da UE, incluindo a Espanha. Sim Porque qualquer dia os Srs. de BRUXELAS, fecham a torneira, e terão eles de arranjar um governo de gestão.

Carlos Rocha


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03 janeiro 2008

FALAREI ATÉ QUE A VOZ ME DOA...

Ainda dizem, que a blogosfera não sensibiliza, que não chegam as nossas preces a nenhum porto. Pois eu digo que não só somos ouvidos (lidos), como também chegam aos ouvidos desses nosso (des)governantes, e aqui está a Prova:

Domain Name: min-saude.pt ? (Portugal)
IP Address 194.65.151.# (IGIF, Ministerio da Saude)
ISP Telepac - Comunicacoes Interactivas, SA
Location
Continent : Europe
Country : Portugal (Facts)
State/Region : Setubal
City : Arrentela
Lat/Long : 38.6167, -9.1 (Map)
Language Portuguese pt
Operating System Microsoft WinXP
Browser Internet Explorer 6.0
Mozilla/4.0 (compatible; MSIE 6.0; Windows NT 5.1; SV1; .NET CLR 1.1.4322)
Javascript version 1.3
Monitor
Resolution : 1024 x 768
Color Depth : 32 bits
Time of Visit Jan 3 2008 9:51:31 pm
Last Page View Jan 3 2008 9:51:31 pm

Foi uma das minhas visitas hoje, o Sr. Ministro Correia de campos, o Sócrates e os demais bajuladores, andam bem atentos ás nossas opiniões.

Esta é para vocês, Governates deste país, pois a mim Ninguém me cala!!!

24 setembro 2007

REPUBLICA DAS BANANAS...

Muito se tem falado estes últimos tempos em “República das Bananas”, há quem diga até que este pequeno jardim á beira mar plantado será um paraíso, para essa fruta tão apetecida pela raça macaca. Também os governantes dessa dita “República”, são quase equiparados com estes animais tão semelhantes aos humanos, direi até que para mim, isto numa opinião pessoal que, serão mesmo Macacos, tal é o estado em que têm deixado o jardim, onde em qualquer esquina prolífera a dita “casca de banana”, para que o tão medroso escorregão possa surgir e, nos leve a cair de queixos, ou quiçá a pôr em perigo todas as partes do corpo susceptíveis de quebrar ossos, após mais uma escorregadela seguida de tombo.
Uma das cascas mais dura de roer para estes nossos Grandes Macacos, tem sido ao longo destes anos, a ”casca Lobby”, que ao ser de extermínio impossível, ou quase impossível, pelo menos para este tipo de macacos, é uma casca que ao ser espalhada aqui e acolá, é a que tem feito mais estragos, com quedas e tombos do arco da velha, chegam a cair governos inteiros, tal é a sua força de escorregadela.
Depois, há os vários tipos de “casca Lobby”, Ex.:
- A “casca Lobby da Banca”, que é a que mais juros cobra, quando os nossos Macacos do poder necessitam de graveto, é com esta casca que contam, endividando-se e endividando-nos até ás entranhas, fazendo depois os tais ajustes a nível de impostos, que a dita beneficiará na redução dos mesmos, á custa do sacrifício das demais empresas (só algumas) e, os Bananeiros (cidadãos desta república) que terão estes sim de ver, os seus impostos, agravados para compensar o dito e afamado DEFICIT, criado neste jogo de macacos, que com as cascas se divertem, e os restantes se Lixam.
Eu á pouco disse que só algumas empresas, porque de facto, só são algumas empresas, é que a “casca Lobby Empresarial” também existe, e a troco de dizerem que criam postos de trabalho, fogem ao fisco como o diabo da cruz. Se aparece um Macaco, que até dormiu mal de noite e diz BASTA, e vai tentar cobrar os tais impostos em atraso e/ou em dívida, logo a macacada se junta, e desmente, com o pavor de que esses Lobby se exaltem e passem todo o espólio para o país vizinho, deixando no desemprego milhares de Bananeiros.
E por fim o mais temível Lobby, o da Saúde, pois é, este é bem mortífero. A “casca Lobby da Saúde”, tem interesses em todos os sectores de actividade, mas mais no sector farmacêutico, que eu até me pergunto se, não será este também um Lobby, disfarçado e tal mas, que cria grandes pressões. Actua normalmente depois de ver a sua classe melindrada com meras questões profissionais, deontológicas e científicas, claro está, que quem tentar fazer ou pedir que se faça alguma justiça, este Lobby logo ataca, causando a morte de quem esse desejo tiver, costuma-se dizer que morreu á nascença. Aqui eu tenho de dizer, que quando a ameaça é forte, o ameaçado deve cuidar, e para que não restem dúvidas, quando os macacos querem que algo na saúde mude, como por exemplo na questão dos genéricos, eles sim senhor, ponham nas receitas, uma parte que dê para o Macaco médico escolher entre um genérico e um medicamento mais caro, senão ele no final do ano não pode ir visitar a Macacada ao Brasil, porque o Lobby Laboratorial, não lhe oferecerá a viagem, por outras palavras, os genéricos não nasceram, foi morte embrionária.
Por tudo isto, digo que estou cada vez mais convencido, de que ainda havia outros tantos lobbys, mas como esta conversa me mete nojo, peço-vos desculpa, é que vou andando deitar carga ao mar, porque senão é o fim da macacada...

CARLOS ROCHA

Prémio

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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