07 setembro 2007

Os olhos de quem vê

De autor desconhecido. Recebido por e-mail em formato pps,

Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres.
O objectivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, o status, o prestígio social; o pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.

Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo.

Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
- E aí, filhão, como foi a viagem para você ?
- Muito boa, papai, respondeu o pequeno.
- Você viu a diferença entre viver com riqueza e viver na pobreza ?
- Sim pai ! Retrucou o filho, pensativamente.
- E o que você aprendeu, com tudo o que viu nesses dias, naquele lugar tão paupérrimo ?
O menino respondeu:
- É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim.
Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu.
Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha.
Nós temos alguns canários em uma gaiola eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!
O filho suspirou e continuou:
- E além do mais papai, observei que eles rezam antes de qualquer refeição, enquanto que nós em casa, sentamos à mesa falando de negócios, dólar, eventos sociais, daí comemos, empurramos o prato e pronto! No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto que ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive a nossa visita na casa deles.
Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos televisão e dormimos.
Outra coisa, papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão, pois não havia uma rede para cada um de nós.
Na nossa casa colocamos a Maristela, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, sem nenhum conforto, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.

Conforme o garoto falava, seu pai ficava estupefacto, sem graça e envergonhado. O filho na sua sábia ingenuidade e no seu brilhante desabafo, levantou-se, abraçou o pai e ainda acrescentou:
- Obrigado papai, por me haver mostrado o quanto nós somos pobres !

MORAL DA HISTÓRIA

Não é o que você é, o que você tem, onde está ou o que faz, que irá determinar a sua felicidade; mas o que você pensa sobre isto !
Tudo o que você tem, depende da maneira como você olha, da maneira como você valoriza.
Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, tem atitudes positivas e partilha com benevolência suas coisas,
então.. Você tem tudo!

4 comentários:

avelaneiraflorida disse...

Lindo MENINO...pobre pai!!!!

Mas infelizmente, na vida real muitas situações idênticas se vivem diariamente...

Simplesmente porque não "queremos" olhar o outro...seja ele quem for!!!

UM Bom Fim de Semana!!!!

A. João Soares disse...

Cara Avelaneira,
Um dos grandes males do mundo consiste em as pessoas serem dominadas pela sua ambição e vaidade, deixarem escravizar-se pelo ter, olharem quase apenas para o próprio umbigo e ignorarem as belas da vida simples da Natureza. Embora, por vezes consigam dizer coisas bonitas, elas não correspondem, ao seu sentir real, ao seu comportamento materialista, à sua «Bagagem da vida», como se vê no post com este título no blog CVS-Sempre Jovens.
Abraço
Sempre Jovens

Joana Dalila Santos disse...

Uma história cheia de boas mensagens. Pena que pouca gente pense como esse menino.

A. João Soares disse...

Cara Joana Dalila,
Por vezes todos temos saudades da vida simples que ainda se vive em locais remotos. Cabe a cada um de nós fazer um pequeno esforço para sentir prazer nas coisas da Natureza e nas belezas gratuitas, nos «bens não-rivais» como ficou definido nestepost
e transmitir esse prazer aos mais novos para que pensem mais naquilo que são do que naquilo que têm, naquilo que os escraviza ao consumismo e à ostentação. Ao contrário da humildade e da simplicidade, a vaidade engana, desilude e fragiliza.
Abraço

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