15 outubro 2006

O País a Preto e Branco

O País a Preto e Branco

A preto e branco
Relembro o tempo do silêncio
Dos "meninos" que foram à guerra
Do medo, do sofrimento, da censura
Enfim, o tempo da ditadura...

De repente, a multicores
A Revolução, os cravos
O cheiro do sabor a liberdade
O fogo de toda a mudança
A luta pela igualdade
Um país cheio de esperança!!

Um momento da nossa História
Que o povo regozijou
Enchendo o país de glória
Mais de trinta anos passados
E os nossos (des)governantes
Fazem-nos dormir acordados
Com os nossos sonhos distantes

Já despida de ilusões
Perdida entre milhões
Vejo a cor que debotou
E que a esperança se esfumou...

Depois de contabilizado
É de tristeza o balanço!
Vivemos o trite bailado
Onde todos vamos dançando
Sob um cenário pintado
Com as cores do preto e branco!!...

P.S.- Obrigado pela força. Afinal, desistir porquê?!
Maria Soledade Alves

7 comentários:

Mário Margaride disse...

Força Soledade! De facto, as cores andam arredadas deste país cinzento e frio. Teremos que pincelar com tinta muticolor, os homens do leme, desta Nau à deriva, que se afunda neste mar de tempestade.
Um abraço Mário Margaride.

Espero sua visita ao meu "Canto poético"

MRelvas disse...

Cara Soledade,sinceramente gosto de a ver por aqui.Gostei muito deste poema.A revolução distante trouxe muita esperança,para alguns,para outros muitas desgraças.Não pelos ideais nela contidos,mas pela sua fuga às responsabilidades governativas.Uma desgraça para quem vivia em Portugal de além-mar.Os governantes sucederam-se e aí temos a maravilhosa democracia.Acredite que eu estou-lhe a dizer que andam todos preocupados com a falta de motivação dos portugueses (refiro-me ao governo),mas conheço quem se tenha oferecido para voltar ao activo,para combater fogos,para ajudar na criminalidade...mas eles não deram qualquer resposta!Este tema será abordado em todos os media em breve,bem como será explicado como alguns usam e abusam dos poderes que lhes são confiados...

Um abraço!Venham mais...

Mário relvas

JOSÉ FARIA disse...

Uáu!.. A Menina Soledade já chegou.
Seja Benvinda!
A presença das suas opiniões, dos seus trabalhos literários, das suas poesias, são precisas.
Todos ganhamos se mais participarmos.
Só assim haverá mais força e valores culturais capazes de manter a esperança,
ao encontro das cores que já foram socialmente de bonança!
Um abraço amiga.
José Faria

Maria Soledade Alves disse...

Mário Margaride
já não conto com milagres, nem varinhas de condão,estão todos bem afinados,pelo mesmo diapasão.Mesmo assim neste país conturbado,lutemos pela mudança,queremos a letra do fado,com conteúdo de esperança.
Já visitei o Recanto das Letras. Prometo visitar o "Canto Poético"

Um abraço.Até sempre
Maria Soledade

victor simoes disse...

Olá Soledade, bem vinda! Espero que não volte a zangar-se, gostamos de a ter por cá! Aliás, todos os colaboradores, são importantes neste espaço, aínda que com ideias e pontos de vista diferentes, isso é natural, não somos todos iguais.
Não provimos todos da mesma origem, e as vivências e experiências de vida, são diferentes.

Um beijinho.

Maria Soledade Alves disse...

Mário Relvas
A revolução distante na qual eu depositei muita esperança, a mim simplesmente me desiludiu!Há um sem fim de sérios problemas no país que me revoltam(e de que forma!), mas o drama do desemprego consegue mesmo tirar-me o sono e vou explicar-lhe porquê através de um poema.
Apenas Nasci
Eu nada fiz de mal!
Apenas nasci!
Vou brincar ao faz-de-conta
Faz-de-conta que alguém
Irá ser a minha mãe
Uma mãe que não escolhi!

O meu país não está bem!
A razão que irá servir
Para a minha mãe partir
E eu ficar...com alguém!

Minha Pátria,
Esqueceste a obrigação
De dar bem estar à nação
Que sofre com o desemprego
Escolhendo a emigração
Sem ter por ti já apego...

Ficará comigo a saudade
Do meu berço de menina
Os mimos dos que me amam
e me beijam em surdina...

Minha graça é Catarina
Ainda bem pequenina
P'ra entender a razão
Do valor da emigração.

Terás tu culpa Portugal?
É que eu nada fiz de mal!
E ainda não percebi
Porquê brincar ao faz-de-conta
Faz-de-conta que alguém
Irá ser a minha mãe
Uma Mãe que não escolhi!!...

Muitas Catarinas estarão a sofrer.
Mais tarde podem agradecer aos nossos (des)governantes.

Até sempre: um abraço
Mª Soledade Alves

MRelvas disse...

Obrigado Soledade,gostei muito.Agradecia-lhe que comentasse os meus posts,pois nem sabe como é bem vinda!
Todos são bem vindos.Não escrevo para mim,mas para ouvir os ecos do que penso...nada é linear,mas todos temos opinião sobre quaze tudo ou mesmo tudo,aquilo que se pode discutir.

Amigos vão aos meus posts.Digam de sua justiça.Não sou faccioso,bem pelo contrário.Estou do lado dos humildes humilhados e espoliados.daqueles que sem conhecimentos se afundam na poeira da droga e do álcool,sem objectivos.Daqueles que ainda votam pensando na salvação pelos salvadores dos nossos iluminados politicos da bipolarização mundana e habitual.
A ironia é uma arma que muitas vezes utilizo...Por isso agradeço ao Victor Simões por aqui estar na vossa companhia.Canso-me com a cegueira que domina este albergue de incompetentes da governação do país.Pois eles na governação pessoal não se podem queixar!

Bem hajam

Beijinho

Mário relvas

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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