14 outubro 2006

Encerramento das urgências, a quem beneficia?


A seguir ao polémico encerramento das maternidades, vem agora aí o não menos polémico, encerramento das urgências hospitalares.
Um pouco por todo o país.
Onde os utentes, serão canalizados para outros hospitais.
Mas a questão que se coloca, tendo em linha de conta as palavras do ministro, cujo objectivo é que no mínimo, todos os utentes não tivessem que demorar mais de 30 minutos a chegar a uma urgência, é outra!
O problema maior, não será a distância a percorrer!
Mas sim, o entupimento que as urgências hospitalares irão sofrer, com o acréscimo dos utentes vindos dos que entretanto irã encerrar, esse é que será o problema!
Porque com a sobrecarga de utentes, vindos dos que entretanto fecharão.
Irá concerteza piorar o atendimento, e terão os doentes que esperar muito mais tempo.
Essa é que é a questão central!
Afinal de contas, quem irá sair prejudicado com estes encerramentos das urgências hospitalares, ao contrário do que diz o ministro da Saúde, serão sempre os utentes!
Para além de terem que percorrer mais quilómetros, vão ter que esperar muito mais tempo para serem atendidos, e com qualidade duvidosa.
Afinal, quem vai beneficiar com este encerramento das urgências?
Os utentes, de certeza que não serão!

3 comentários:

MRelvas disse...

Juntamente com a nova taxa de internamento "uma de outras que aí vêm", a maioria dos portugueses não sai concerteza melhor.Agora quem lucrará com as urgências hospitalares fechadas, serão as urgências privadas...
Começam a surgir vozes discordantes dentro do PBX (partido berdadeiramente xuxialista) caso de Jorge Coelho e outras aí virão...
Por isso Sócrates quiz continuar como secretário geral do PBX,para poder tentar controlar as massas do PBX.
Como eu dizia há tempos caro Mário Margaride,começam com os funcionários publicos,mas abrangem tudo e todos,menos os que não precisam dos hospitais...ou até dos hospitais e clinicas deste país...


Abraços
Mário relvas

JOSÉ FARIA disse...

Olá Mários, O Margaride e o Relvas(!)
Ambos têm razão. E lamento que esta forma de governar continue a penalizar quem trabalha por conta de outrém, mesmo que esse outrém seja o Estado.
Mas com todo o entusiásmo, dedicação e sacrifício a que os funcionários dos hospitais, se têm devotado(sejam eles médicos, enfermeiros, administrativos, ou auxiliares)pelo carinho, compreensão e reconhecimento do trabalho em prol dum servíço público que estes profissionais exercem, penso que não vai haver problemas.
Estes nossos concidadãos, servidores do Estado(dos seus congéneres cidadãos!) nos servíços nacionais de saúde, nas urgências, não vão ter nenhum problema em atender toda a gente com a rapidez e qualidade de servíço, que nem lhes passa pela cabeça que viesse a ser possível.(!?)
Mas também, para isso, são compensados, e como tal tem essa obrigação, nem que seja preciso trabalhar seguidamente de dia e de noite. Até podem levar a marmita que não há qualquer incómodo. O patrão que é o Estado não se importa!
Àh!. Já me ia esquecendo. Estes cidadãos funcionarios do Estado, da Saúde e das urgências, ficam proibidos de ficar doentes, não só pelas taxas moderadores que têm que pagar,caso isso ques podesse acontecer, mas porque têem muitos doentes para atender!

Um abraço a ambos!

A. João Soares disse...

Amigos Mários e Zé,

É interesante este debruçar sobre um problema que a todos interessa, principalmente aos mais idosos, que, por questão da natureza, são os mais necessitados de tratamentos urgentes. O conjunto do vossos textos mostra que quem sai beneficiado com a «reforma» das urgências são os obreiros das unidades de saúde: vão ter mais oportunidades de mostrar a sua total dedicação ao serviço, mesmo com a marmita !!!
Mas a triste realidade é que tudo isto é apenas motivado pela «inteligência» economicista do ministro, o que nos faz recear tempos muito difíces para todos, Se ele continua com esta mania dos cêntimos, se ninguém lhe mostrar de forma muito activa e bem visível o descontentamento do POVO por estas medidas tão desumanas, teremos a eutanásia a todos os doentes e, depois, o genocídio ou o holocausto dos idosos que ousem ultrapassar a idade que ele impuser e que será gradualmente reduzida. Tudo isto em benefício das finaças públicas, que ficarão mais disponíveis para as regalias dos políticos - número infinito de assessores, bons carros, reformas de Nababos e acumuláveis, viagens de vastas comitivas por todo o mundo onde haja interesses turísticos, etc.
E o POVO continua de olhos fechados e vai deixar que isto aconteça? Claro que vai deixando, já está a deixar. Claro que vai deixar, a pouco e pouco nem sequer dá conta que esses crimes sistemáticos contra a humanidade estão em marcha, progressivamente, correndo com coerênia para um objectivo.
Alguém já ouviu o ministro explicar estas «pequenas» medidas, as suas razões e o objectivo final?
Claro que não. Ele não pode explicar uma monstruosidade deste calibre.
Que Deus proteja os nossos filhos e netos, porque nós, aqueles que já não produzimos riqueza material para aumentar o erário, teremos um fim muito rápido e angustioso.
Não, Zé Faria, estas minhas palavras não são a sequência do seu humor, mas um receio que, oxalá, não seja profético. Mas é lógico.
O Mário Relvas e seus companheiros de luta em defesa dos deficientes, não podem distrair-se. Os vossos protegidos serão as primeiras vítimas destes indivíduos macabros.

Abraços aos três

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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