31 outubro 2006

Maomé e a Guerra Santa

... parte XI

Queda de Alexandria


Em 642, Alexandria cai nas mãos dos árabes. No meio de toda esta confusão, a sorte parece voltar ao lado bizantino, pois Amr é chamado de volta a Medina, e o império manda uma armada que consegue recuperar a cidade em 645, e consegue ainda a tomada de Fostat, a capital criada por Amr perto da cidadela da Babilónia.
Contudo, Amr regressa ao Egipto e sem grande esforço obriga os exércitos bizantinos a recuar até Alexandria. A cidade é retomada e o general arménio ao serviço do Império, Manuel, decide retirar as suas forças da cidade, desiludido com a indiferança da população cristã egípcia, que não tinha ficado obviamente muito entusiasmada com o regresso dos homens do imperador.
Benjamim, o patriarca copta de Alexandria, com a partida da armada bizantina, devolve a cidade a Amr, colocando assim uma pedra sobre o domínio bizantino no Egipto. Durante os séculos seguintes, o Império conheceria dias bem difíceis, com a escalada do poder islâmico. Em 700, todo o Norte de África era árabe e, em 711, era a vez da Península Ibérica. Seis anos mais tarde, eram donos de um vasto império que se estendia deste Sudoeste europeu até à Índia central, passando pelo Norte de África, pela Síria e pela Península Arábica. O próximo objectivo seria Constantinopa.
continua...

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