23 outubro 2006

CADA UM SER QUEM É, CUSTA MUITO!

A escrita não é apenas tradição e rotina; é, também, uma área de criatividade e inovação.
Em alguns dos textos aqui postados no nosso "Sem amarras" há coisas a que nem os menos avisados deixam escapar, o (Sub-reptício), neles existente.
Não tenho, pelo menos penso não ter, capacidade para criticar toda uma governação. Seja ela de x ou y oude y ou x. A verdade é que dentro de algumas áreas, ainda que não garantidamente, tenha alguns conhecimentos, mas em toda uma administração global, posso garantir que não tenho. Aliás, nem sei se alguém terá.
Um dia destes, perante um texto que de algum modo ia em desabono do actual governo, um indivíduo, com toda a legitimidade, diga-se, veio em socorro do mesmo. Muito bem, não fez mais do que expor o seu sentimento ou defender aquilo de que gosta ou, ainda, defender o partido político de que faz parte. Se já tinha todo o direito de entrar neste espaço para contrariar eventuais distorções em relação ao governo que eventualmente apoia, mais direito tem de defender ideias que, na sua perspectiva, são as que vão ao encontro da sua forma de estar na vida. Isto está certo e é muito correcto. É que esconder o sectarismo atrás da capa do apartidarismo, não passa de cobardia. Por isso, os meus parabéns ao tal indivíduo, pois foi corajoso, não se escondeu, disse o que era, e assim é que deve ser. Porém, como muitas pessoas, por interesses ou mesquinhices partidárias, ainda pensam saber "dar a volta" a incautos, pois estão totalmente errados. Não só porque tiveram modos pouco simpáticos para com o nosso visitante, que devemos estimar, como descobriram, embora não pensassem tal, o seu interesse em "virar o disco e tocar o mesmo".
Já ninguém engana ninguém, especialmente neste campo: política.
Hoje ao ver uma sondagem que coloca o actual governo com uma vantagem que lhe permite uma nova maioria absoluta e com o PSD no segundo lugar, contando com a percentagem do CDS, estes pertidos juntos, pois são os partidos que sempre governaram o País após as eleições constituintes, essa percentagem atinge os 85%.
Então meus senhores, será verdade ou mentira? Não será verdade que muitas das críticas a este governo não será despeito e vontade de que voltem para lá os nossos? Acusamos o governo de tudo, mesmo eventualmente de alguma coisa que tenha feito de bem, por acaso eu ainda não encontrei nenhuma, mas a verdade é que os nossos, os que queremos que voltem, claro está, não foram tão maus ou piores do que estes que lá estão? - Não? Então porque não mudamos? Não há mais partidos? Ah! Já estou a perceber, os 85% são do MRPP e do Bloco de Esquerda e... - Não são? Claro, eu sei que não são! Sei que são dos mesmos iguais ao actual governo. Dos que criaram as vitalícias e roubaram o povo. Este governo não é sério, garanto. Basta manter os direitos adquiridos para que se lhe não possa chamar de honesto. Mas os que querem o seu lugar são, no mínimo, tão incompetentes, interesseiros e mentirosos do que ele. A gora, mudar!? Não mudam? Não, porque eu sei! "Vira o disco e toca o mesmo" é que sempre deu e, para muitos, continua a dar. Tão maus! Tão maus! E não mudam!? Isto é brincadeira...

6 comentários:

Mário Margaride disse...

Amigo David! O amigo com este texto, tocou na frida. Exactamente aqueles que hoje criticam tudo e todos! Entenda-se os que já lá estiveram no poleiro, ou seja o PSD e o CDS, fizeram igual! Aliás...Acho que pior. São os que mais barafustam!
Sabe amigo David! É que a gamela é boa. E dá sempre para a "porcaria", que vái gravitando à sua volta...À sua volta, deles que estão no poder, quer uns quer outros, irem "mamando"!
Por isso é que se guerreiam uns aos outros. Mas há muitos ingénuos, que não entendem isso.
Um grande abraço amigo.
Até sempre. Mário Margaride.

A. João Soares disse...

Amigo David
Um texto muito bem escrito, com conselhos extremamente sensatos. Dizer mal de pessoas, é calunioso e é especialmente grave quando se trata de governantes, perante os quais nos devemos vergar em reverência. O respeito é muito lindo.
Mas, em democracia, nós temos o direito de voto, mesmo que sejamos iletrados ou completamente analfabetos, e o que é o voto senão uma crítica sem apelo, contra uns e um elogio a outros?
Quem tem lido as minhas cartas (e poderei enviá-las todas, por e-mail, tal como as enviei aos jornais, a quem as desejar ler) recordar-se-á de críticas muito azedas à triste imagem dos parentes aos pontapés à incubadora do bebé prematuro. Da minha parte, pode contar que contnuarei a respeitar os políticos como respeito qualquer pessoa, mas não deixarei de criticar mentiras erros grosseiros etc. Não posso ficar calado perante aquilo que considere erros crassos contra os deveres de um governante, que jurou cumprir com lealdade as funções que lhe foram confiadas. Toda a vida fui disciplinado, mas recuso a «disciplina» interpretada como conivência e cumplicidade com o que está por cima. Nunca fui subserviente, nem sabujo, nem lambe-botas e não é agora com esta idade e com netos que iria passar a sê-lo. Gosto de argumentações lógicas e adoro uma sã polémica que não meta fanatismos, porque também não os tenho.
Houve um António Carvalho que se atirou a um colega bloguista mas não apresentou qualquer argumento que nos convencesse de alguma calúnia que tivesse saído do texto do nosso colega. Se ele é defensor do Governo e votou nele é um probema pessoal que nada veio enriquecer a nossa visão da situação nacional, em nada veio facilitar a nossa decisão de voto ou de abstenção nas próximas eleições. Todos sabemos que a maior parte dos votantes o fez no PS, e, portanto o mais provável é cada um ter votado PS. As probabilidades são matemáticas !
Claro que neste momento quem é alvo dos nossos comentários é quem nos governa porque as suas decisões influenciam a nossa vida.
Raramente alguém me viu criticar as palavras de Francisco Louçã ou de Jerónimo de Sousa. Eles estão no seu papel e nada prejudicam a vida dos portugueses porque não fazem decretos nem leis, não governam. Quando governarem então terão as atenções dos portugueses focadas neles.
Que os anteriores governantes também foram maus não é novidade nenhuma e senti-o ao saber das reacções de muita gente quando critiquei os governos do PSD-CDS.
Teremos que recear o lápis azul? Ou as amarras?
Pela minha parte aceito que tentem convecer-me de que estou errado.
Um abraço ao David e ao Mário

A. João Soares

MRelvas disse...

Já esperava este post, amigos.Demorou.Não altero uma vírgula ao que escrevi!

Caro A. João Soares quem aqui escreve,fá-lo porque foi convidado.Foi convidado para dizer de sua justiça e não para concordar com MRPPS ou bloquistas,ou santanistas,rosas,ou laranjas.
Viva o meu "inteiro":Portugal.

Cumprimentos
MR

david santos disse...

Amigo João Soares, muito boa noite.
Penso ter feito uma análise nada de acordo com o que tentei passar. Apenas queria dizer, ter achado o texto oportuno em relação a textos anteriores, mais nada.
Quanto ao livro de fala foi o meu amigo quem falou do livro de frases, eu apenas lhe perguntei se não seria um livro, da Porto Editora de 1158, por acaso uma gramática. De qualquer forma daqui lhe dirijo as minhas sinceras desculpas.
Ainda em relação ao livro é com ele, sempre que necessito, claro está, que faço a conjugação de alguns verbos.
Contando sempre com a sua boa amizade.
Até sempre: david santos

A. João Soares disse...

Caro David
Olhando mais uma vez para o título do seu post, fico um pouco confuso. «Cada um ser quem é» não parece que custe muito, se cada um puser em prática o conselho do filósofo: «Conhece-te a ti próprio».
O que «custa muito» é cada um querer mostrar que é aquilo que não é. A falta de sinceridade, de franqueza, de verdade, o fingimento, tudo isso deve ser difícil e arrastar muitas contradições. É o que acontece com os políticos que têm muita dificuldade em se manterem coerentes na sua ficção. Aconteceu com o ministro da economia quando disse que a crise acabou, num momento em que nas negociações da Segurança Social se estava a usar o argumento da crise para apertar o cinto mais um furo. Aconteceu com o Sec Estado que disse que o aumento da electricidade era de 16,5% e poucas horas depois disse qe é de 6%. Neste palco, a palhaçada «custa muito» principalmente se falarmos do sofrimento dos portugueses.
Um abraço
AJS

david santos disse...

Amigo João Soares, mais uma vez, alíás, a si é a primeira, desculpe. Mas o núcleo central do meu texto nada tem a ver com a defesa de quem quer que seja. Apenas há um aparte em relação a um nosso parceiro do exterior que já fiz o que pensei dever fazer junto do nosso amigo Relvas, a minha intenção em relação ao tal aparte. Porém, voltando ao núcleo do texto e é aqui que cada um se deve centrar, não estando de má-fé, é claro, mas esta não se destina a ninguém em concreto, não haja confusão. Mais uma vez volto ao texto e ao seu núcleo, é minha convicção de que o seu centro está nos 85%. Algumas pessoas já entenderam muito bem o que lá está escrito. Aliás, em meu entender, o texto não deixa dúvidas. É ali que se centra todo o conteúdo do texto, nada mais. Ou será mentira que andamos todos a puxar uns para cada lado e no final vamos direitinhos aos 85%? Não é que cada um não possa ir para onde queira, tudo bem. Só que são sempre os mesmos, ou estou a inventar? Quem sabe não ser eu um dos que crítica e depois não vá lá meter o papel? Ninguém sabe! Nao estou contra quem faz críticas, muito ao contrário. Estou, isso sim, contra quem as faz com determinados objectivos. Por isso, não posso estar a defender nem a condenar ninguém em concreto.
Um abraço, João.
Até sempre: david santos

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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