18 outubro 2006

Entre Vivas e Olés

Entre Vivas e Olés...
Quando as pessoas se referem ao mau tratamento dos animais a tendência é apontarem como exemplo os cães devotados à sua pouca sorte. Perfeitamente legítimo! Discordo completamente que um cão seja mal tratado e muito menos abandonado pelos seus donos quando as férias se avizinham, oferecendo-lhes a rua como tecto de abrigo. Só que, não podemos esquecer os animais de que quase ninguém fala, e que sofrem atrozmente pelas mais variadas razões: Diversão, luxos, experiências etc...
Os touros na arena, entre vivas e olés, são massacrados apenas para diversão, recebendo como prémio únicamente a morte.Os animais que são mortos pela indústria de peles de luxo, para satisfazer vaidades e dar a lucrar uns milhões é de uma tremenda crueldade. Mais cruel ainda é sabermos que esses métodos de abate estão legalizados. Sujeitar deliberadadmente os animais a danos físicos e psicológicos em experiências laboratoriais é cruel e moralmente injustificável. Essas experiências com animais são horríficas! Pactuar em silêncio com toda esta série de crueldades é infelizmente a realidade de quase todos nós, portugueses...
Não deixemos que entre vivas e olés, os animais sofram a troco do nosso tremendo egoísmo.

Mª Soledade Alves

2 comentários:

MRelvas disse...

Eu gosto de touradas.Vejo-as desde pequeno.Comecei a vê-las no Campo de Touros em Lourenço Marques em Moçambique.Mas efectivamente o que gosto mais é das belas cenas dos forcados.Desculpem,quando eles voam...eh..eh..
Poderiam repensar um método de colocar as bandarilhas sem ferir "susceptibilidades",sem dor para os animais.Não sei se é efectivamente possível.
Confesso que no entanto não é um acto de cobardia.É um acto público ao qual o touro tenta responder fisicamente.
É no entanto polémico e não sei bem como votaria se tivesse que tomar uma decisão imediata!
Quanto aos abandonos dos animais de companhia...é um acto consciente de cobardia.É um acto de falta de amor e de cidadania.
Dou os parabéns aos voluntários que existem por todo o país em abono desta causa.
Eu preocupo-me um pouco e actuo,mas sei que poderia fazer mais!Podemos sempre fazer mais.
Há legislação que não vê o seu cumprimento...

Cara Soledade,receba um abraço sincero

Mário Relvas

A. João Soares disse...

O ser humano considera-se dono da Criação, com direito a dispor de todo o reino animal e do vegetal. De certo modo, tem de sacrificar animais e vegetais para a sua alimentação e sobrevivência. O que é condenável e evitável é o sacrifício dos seres vivos para seu prazer com requintes de malvadez.
Infelizmante, apesar dos movimentos de pessoas sensíveis e humanas contra o sacríficio desnecessário e o extermínio de espécies, a selvajaria não diminui. Agora, pior do que as touradas, estão a generalizar-se clandestinamente as lutas de cães.
Da cobardia do abandono de cães de companhia custa-me falar. Todos podemos fazer alguma coisa. Tenho em casa dois cães, tendo o mais novo sido recolhido por uma senhora que acabou por não gostar dele e ia mandar abatê-lo.
Mas, em Roma as pessoas eram mais sacrificadas do que hoje são os touros. Por vazes, receio que por cá, com a fobia aos idosos evidenciada em membros do Governo, venha a retomar-se esse espectáculo selvagem, que tornaria a população menos «envelhecia» e pouparia o dinheiro público com pensões e saúde, além de embolsar o dinheiro dos bilhtes para o «espectáculo» . Com o economicismo dos governantes tudo e de esperar...
Que Deus nos proteja. A Soledade faz bem em retomar o tema para mexer com os corações e ninguém esquecer.

Um Abraço
A. João Soares

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