25 outubro 2006

Maomé e a Guerra Santa

... continuação: parte três

Arábia pré-islâmica

A região que serviu de berço ao Islamismo, a península arábica, um grande planalto desértico cercado por cadeias de montanhas e coberto de areia, impôs condições geográficas duras às populações árabes pré-islâmicas, que se adaptaram de forma dispersa e variada. A diferença de clima entre o Norte e o Sul constituiu um factor fundamental para determinar as condições de vida. No Sul, as monções (ventos sazonais) procedentes do Oceano Índico favoreciam a agricultura. Enquanto isso, no Norte e no Centro da península, as grandes extensões desérticas e as estepes impediam o cultivo, a não ser npo oásis, e imounham aos seus habitantes uma vida nómada.
Alguns oásis na região de Hedjaz deram origem a cidades como Yathrib (a Medina islâmica) e Meca, na rota das caravanas entre a Índia e o Ocidente. A grande maioria da população era composta de tribos independentes de beduínos nómadas, cada uma das quais sob o comando de um xeque. No povo árabe, distinguiam-se tradiconalmente dois grupos rivais: os árabes do Sul, ou iemenitas, descendentes de Abraão e sedentários, e os árabes do Norte, nizaritas, descendentes de Ismael e nómadas. Esses grupos dividiram-se em muitos ramos, mas mantiveram a sua rivalidade.
A região meridional da Arábia conheceu diversas culturas a partir do século IX a.C., quando floresceu o reino de Mineu. O reino de ´Sabá criou a lenda da proverbial riqueza da Arábia, baseada no comércio de materiais preciosos com a Ìndia. A região Norte, por sua vez, teve um desenvolvimento mais tardio.
A sociedade, fundamentalmente tribal e nómada, era constituída por ricos cameleiros, que viajavam seguindo rotas determinadas, e por pastores de ovelhas, naturalmente mais pobres. Outros nómadas foram-se estabelecendo de forma sedentária e pagavam tributo aos beduínos do deserto para assegurar a sua protecção. Esses grupos, entretanto, não estavam organizados em unidades políticas consistentes e viviam em constante confronto. As hostilidades só se amenizaram em virtude das tréguas religiosas e de uma espécie de código de honra estabelecido com base na vingança.
Nas cidades, os habitantes prosperaram economicamente em comparação com os nómadas. Meca desenvolveu-se como centro do comércio entre o Oceano Índico e o Mar Mediterrâneo. Também se estabeleceram na cidade criadores de gado, e surgiram diversas actividades vinculadas às comunicações e à passagem de caravanas. Nas regiões de fronteira com a Síria, algumas tribos árabes emigraram em direcção ao Norte, onde organizaram vários estados.
Exemplos dessas tribos são os nabateus, cuja escrita daria origem ao árabe; os gassânidas, relacionados com Bizâncio como guardiães da fronteira sírio-palestina; e o reino de Hira, na fronteira mesopotâmica, submetida ao império persa sassânida. Os súbditos deste último reino viriam a desempenhar importante papel na conquista árabe. Converteram-se imediatamente ao Islão e, graças à sua organização militar, contribuíram para as vitórias dos exércitos árabes. Até ao fim do século V, houve várias tentativas para unificar as tribos da Arábia Central. O reino Kinda, de curta duração, representou um desses esforços pela união política.
continua...

4 comentários:

MRelvas disse...

Belos textos David,porque não "postou" na temática desta semana?

No fim direi a minha opinião!
abraço
MR

david santos disse...

Boia noite, Amigo Relvas. Eu estou a tentar fazer um trabalho em redor de todos as religiões e seus passados, por isso, como são trabalhos muito longos, seria muito severo para os nossos leitores apresentar uma temática que, só neste caso que já estou a postar, levaria mais de duas semanas, daí a impossibilidade. Este trabalho, caso corra bem, por acaso até agora já senti que está a correr, será trabalho para mais de dois anos. Se por acaso os nossos amigos do exterior não aderirem, tenho que o retirar, claro. Mas se aderirem como até este momento estou a sentir, vou com ele até ao fim. Quando acabar este, vou começar com a Reconquista Cristã. Mas não diga nada, senão acaba-se a acção surpreza.
Um abraço.
Até sempre: david santos

victor simoes disse...

Boa tarde David.
Estive a dar uma primeira olhadela a estes textos e acho-os matéria bastante interessante. Mas na minha opinião deveria postar, na área "Textos", pois enquadra-se como trabalho e pela extensão, na finalidade do espaço.
Tente, deixar a introdução (uma primeira parte na pág. mãe e faça o link, para os "Textos", sabe como se faz?
Se não souber, tentarei ajudar.
Um grande abraço

PS: O Segredo, já deixou de o ser ao comentar aqui!

MRelvas disse...

David Santos o intrépido e incansável predador de textos.Vamos lá quero ver isso pronto.Tem que comprar mais pcs,amigo david,1 ´´e curto apar toda a família e como você é o que nada manda,está lixado,vamos a isso,agora estão baratos,não seja sovina,um apara si,outro para o filho,outro para a esposa e com algum entusiasmo,outro para o neto!

Se comprar seis,recebe um de bónus!

Viram para aí o nosso amigo faria?Deve estar á volta dos seus versos,sobre a Maia!

Oi Maiaaaatoooo!?

Um abraço, amigos
Mário Relvas

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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