26 outubro 2006

A FERA ACORDOU

Foi descoberto há dias, que seis soldados alemães se juntaram para fazer um bacanal com uma caveira de um ser humano, neste caso, de uma pessoa afegã.
Tal como em 1919 e 1939 até 1945, o seu prazer por carne putrefacta, ainda está misturado com o seu paladar.
São muito bons e civilizados sem prato na mesa, mas com este pela frente, é quem mais quer comer primeiro.
Os judeus andam a escolher muito mal os seus inimigos. Pois o que estão hoje a fazer aos palestinianos, ainda que lhes pareça coisa de outro mundo, não lhes venha a entrar a fera pela porta dentro.
Os alemães ainda não lhe perderam o paladar. Por isso, não tarde muito, que não comecem a escolher as melhores presas, judeus, claro está.

6 comentários:

MRelvas disse...

Irónico Caro david."Mein Kampft".

Nem todos os alemães merecem tal chapadela,amigo david,isso acontece em todas as guerras.Nós também temos os nossos pecaditos...

Um abraço David

MR

Mário Margaride disse...

Amigo David. Espero que se não torne moda...Se calhar esses soldados alemães, estavam aborrecidos com a falta de darem uns tiritos. E quiseram entreter-se um pouquito para matar o tédio...
Um abraço amigo David
M.Margaride.

david santos disse...

Estou de acordo com o meu Amigo Relvas. Pois quem não falhou? Que atire a primeira pedra! Contudo, mas apenas por sorte, fui à Zona do Zala e de lá fui para o "Forte de Roçadas", perto de Vila Pereira de Eça, quase na Namíbia, onde estive 4 anos preso. Foi muito duro, mas consegui escapar a qualquer maldade. Não quero dizer que os outros todos, sem excepção, não devam ter a sua consciência tranquila, pois aquilo era uma guerra, mas felizmente eu tive a sorte de passar grande parte da minha vida militar preso. Daí, eu nunca ter feito mal a ninguém. Apenas renunciei ao que devia renunciar. Aliás, não fui só eu, foram muitos, incluindo, o jogar na altura do Futebol Clube do Porto, chamado Magalhães. Não era famoso, mas jogava no meu grande Porto. Actividade profossional dele, além de futebolista, era bancário. Mas havia mais. Responder em conselho de guerra deve ser das coisas mais absurdas que ao ser humano pode acontecer. A história é muito longa, talvez quem sabe, não venhamos a falar disto pessoalmente. Quanto à Companhia a que pertenci, era a 2ª de facto, mas de um batalhão. Após o final do curso, a companhia a que fiquei a pertencer, pois o batalhão foi distribuído por companhias, foi a companhia 206 de 1966. Quanto ao Jaime Neves, não tenho a certeza, mas penso ter vindo a ser comandante de uma dessas companhias, não garanto. Também foi meu camarada de pelotão e companhia um homem chamado Lobo. É, se não estou em erro, maestro no Centro, aí nesse Centro novo da retunda da boavista. Tive também como camarada o Cadilhe, aí da Maia, já moreeu, infelizmente. O Lamelas, também desses lados e também já falecido. O professor de Medicina da Falculdade de Coimbra, António Moreira, este também esteve na prisão comigo. Anibal Barata Alves e António Taborda e outros que agora nao me lembro, ah, mais o Silvestre, estes todos estiveram na prisão. Não sei de que ano o meu Amigo Relvas é, mas se esteve em Angola deve ter houvido falar na bronca do bairro operário, parque das viaturas e do caso "Versalhes", eu estive na origem do primeiro e fui acosado pelo segundo. Eu e os outros, claro está.
Um abraço
Até semore: david santos

david santos disse...

Ah, o comandante da unidade de comandos era o então, Major Soares Carneiro, de quem era muito amigo na altura e continuei depois do 25 de Abril. O comandante da minha companhia de instrução era, na altura, o capitão Leal de Almeida, irmão muito mais velho de Dinis de Almeida. Depois, quem passou a ser o comandante da companhia 206, da companhia a que fiquei ligado, foi um parvo sem o mínimo de preparação para nada, um aventureiro despido de sentido estratégico e de humanidade, mas que era considerado no meio militar como sendo dos melhores de todos os tempos, veja bem, o chamado capitão "Robles". As capacidades deste homem, quer culturais e humanas, não deviam estar muito longe das de uma fera ferida. Era um CANALHA. No "Forte de Roçdas", local para onde íam os degradados no tempo do fascismo, passei o meu tempo a tirar tijolo quente de uma corretã, nem sei o que isto quer dizer, e metê-los, ainda a escaldar para um carro de mão e transportá-los para um celeiro a mais de duzentos metros do local. Desculpe os erros, pelo menos os semânticos, mas estou extremamente irritado.
Um grande abraço
Até sempre: david santos

victor simoes disse...

O Capitão Robles, era fora como se diz na gíria actual. Digamos que o homem era louco, ficou na memória dos que por lá passaram, pelos excessos enquanto combatente, não como exemplo a seguir. Não penso que seja o orgulho dos comandos!

Um abraço

david santos disse...

Obrigado, Victor. A chega sobre o "Robles" está muito certa. O pior, é que a BESTA nem comando era. aliás, Esta BESTA desde que fosse para fazer mal e matar "turras", como ele dizia, não era perciso convidá-lo. Quem mandava era ele. Felizmente, talvez para ele e para o exército, um rapaz chamado "chinês" da Lousã, fez-lhe uma marca corporal e psicológica, que no caso de ele ainda ser vivo, penso que terá uma cruz tão pesada ou mais, do que as que criou a tanto ser humano. A guerra colonial foi uma traição à juventude portuguesa, ao os portugueses em geral e à humanidade. Só quem esteve lá com olhos de olhar, não de ver nem sentir, pode admitir que aquilo teve razão de existir. Sei que muitos sofreram com a descolização, mas, sei também, que muitos a mereciam com justiça e outros a mereceram pelos seus erros e pecados.
Até sempre: david-santos

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