29 março 2011

DÍVIDA EXTERNA PORTUGUESA - RUMO A DESTRUIÇÃO FINAL DE UM PAÍS


  • CAROS CONTRIBUINTES

  • UM DIZ MATA, O OUTRO DIZ ESFOLA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • O ZE XOCRATES DIZ QUE VAI CONGELAR AS PENSÕES. O PASSOS DO COELHO DIZ QUE VAI AUMENTAR O IVA PARA 25%, E PRIVATIZAR A CAIXA GERAL DE DEPOSITOS. MAS SERÁ QUE ESTES CABRÕES SÓ SABEM ***** O CONTRIBUINTE PORTUGUES ???????

  • EU NÃO OS OUÇO DIZEREM QUE VÃO ACABAR COM AS MAMAS MILHONÁRIAS DA ADMINISTRAÇÃO DO BANCO DE PORTUGAL, COM VENCIMENTOS E BENESSES IMORAIS. OS SALÁRIOS NO BANCO DE PORTUGAL SAO DE 250 MIL EUROS ANUAIS, COM REFORMAS ANTECIPADAS, ETC ....................

  • EU NÃO OS OUÇO DIZEREM QUE VÃO ACABAR COM AS FUNDAÇÕES PÚBLICAS COMO EM GUIMARÃES, PARA ORGANIZAREM A CIDADE EUROPÉIA DA CULTURA, EM QUE VÃO GASTAR 8 MILHÕES DE EUROS EM SALÁRIOS EM TRES ANOS COM OS ADMINISTRADORES .................................

  • EU NÃO OS OUÇO DIZEREM QUE VÃO DIMINUIR O NÚMERO DE DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA DAS BANANAS PORTUGUESA PARA 80, MAIS DO QUE SUFICIENTE PARA O QUE TRABAHAM, É MAIS DO QUE SUFICIENTE ....................

  • EU NÃO OS OUÇO DIZEREM QUE VÃO PARAR DE DOAR NOSSO DINHEIRO DOS IMPOSTOS QUE NOS COBRAM, AOS PAÍSES CORRUPTOS AFRICANOS, E COM TIMOR, QUE ATÉ TEM PETROLEO, E NOS VÃO COMPRAR DÍVIDA PORTUGUESA. DEVEM COMPRAR NOSSA DIVIDA COM O DINHEIRO QUE LHES DOAMOS ( ANDAM TODOS LOUCOS EM PORTUGAL )...............

  • EU NÃO OS OUÇO A DIZEREM QUE VÃO LIMITAR TODAS AS REFORMAS A UM TECTO MÁXIMO DE 2500 EUROS, PARA TODOS OS PORTUGUESES ( DINHEIRO MAIS QUE SUFICIENTE PARA VIVER COM DIGNIDADE ). E QUE VÃO LIMITAR O NUMERO DE REFORMAS A APENAS UMA, COMO A MAIORIA DE TODOS OS RELES MORTAIS PORTUGUESES TEM .....................................

  • EU NÃO OS OUÇO A DIZEREM QUE SÃO PATRIOTAS, E QUE SUAS PRIMEIRAS PREOCUPAÇÕES SÃO COM O BEM ESTAR DE NÓS PORTUGUESES, E QUE LHES PAGAMOS OS SALÁRIOS EXATAMENTE PARA NOSSO BEM ESTAR ..............

  • POR ESTA RAZÃO EU NÃO IREI MAIS VOTAR EM NENHUNS FILHAS DAS ***** DE POLITICOS PORTUGUES, QUERO QUE VÃO TODOS PARA O CARAL***** !!!!!!!!!!!!!!!

  • NÃO TENHO MAIS PACIÊNCIA PARA ESTES MENINOS. NÃO TENHO MAIS PACIÊNCIA PARA A IGNORANCIA QUE TEMOS, EM VOTAR SEMPRE NA MESMA ESCUMALHA DE SEMPRE, QUE PENA QUE TENHO ..........................

  • VAMOS PASSAR UM MAL BOCADO NESTE PARAÍSO QUE SE CHAMAVA PORTUGAL.

  • VAMOS VER O QUE VAI ACONTECER EM PORTUGAL.

  • UM ABRAÇO A TODOS.

  • RAMIRO LOPES ANDRADE

Austeridade agrava crise

         Caríssimos, aínda não percebi muito bem o que os portugueses esperam de um futuro governo PSD, ou PS. Não fiquei nada surpreendido com as sondagens ontem divulgadas, que indicavam uma vitória dos sociais-democratas, sem maioria absoluta e essa maioria poderia ser conseguida somando os potenciais votos no CDS, com os socialistas logo posicionados na segunda posição!
          Mas como a esperança é a última a morrer, aínda poderá ser que um dia, abram os olhos! Pois afinal, o jarro tantas vezes irá à fonte, que um dia lá deixará a asa.
         O futuro das gerações vindouras, já se encontra hipotecado e continua-se por amor à camisola a dar votos de confiança, sempre aos mesmos. Quero com isto dizer, que sem mudança de política, nunca mais Portugal recuperará.
         Na minha opinião, as medidas duras que Portugal a Grécia e a Irlanda tomam neste momento são completamente inúteis se não abandonarem o euro, para tal é preciso uma mudança nas políticas implementadas e aceites como correctas, é preciso uma viragem, uma ruptura, um reassumir da nossa independência.  Enquanto continuarmos nas mãos dos banqueiros, será um afundar constante.



Atentemos pois no caso da Grécia! E vejamos o que nos espera...

A economia grega regrediu 4,5% em 2010 Grécia afunda-se na recessão

Após mais de um ano de medidas antipopulares, que já provocaram 14 greves gerais, centenas de manifestações e protestos quase diários em diferentes sectores, a Grécia afunda-se na recessão económica e os cofres do Estado estão cada vez mais vazios.


As receitas da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional impostas à Grécia estão a ter resultados catastróficos sob qualquer ponto de vista. Em 2010 a economia regrediu 4,5 por cento, a inflação disparou para 5,2 por cento (Janeiro passado), os rendimentos médios da população baixaram nove por cento e o desemprego galgou para 12,9 por cento, atingindo os 34 por cento na camada etária até aos 25 anos.

Segundo as previsões da central sindical GSEE, o desemprego irá continuar a aumentar podendo atingir até ao final deste ano 22 por cento da população activa.

Como era de prever, os sucessivos pacotes de austeridade, impondo a redução dos salários dos funcionários públicos, drásticos cortes nas despesas sociais e um brutal aumento da carga fiscal mais não fizeram do que contrair o consumo das massas e dessa forma agravar a situação da economia cada vez mais moribunda.

Ao mesmo tempo, embora tenha reduzido o défice em seis pontos percentuais à custa da redução da despesa, o governo social-democrata do PASOK continua a braços com um défice público elevado, que faz aumentar a cada dia que passa a enorme dívida do país.


Na área do próprio partido governante surgem vozes a pedir a revisão e a reestruturação da dívida grega. Sofia Sakarofa, deputada expulsa do PASOK por se ter recusado a votar a intervenção do FMI e da UE, defende a criação de uma comissão de auditores, com a participação de peritos internacionais, para examinar a dívida do Estado e verificar a existência de irregularidades, na base das quais se possa contestar o seu pagamento.

Face à ausência de resultados, a troika composta pelo FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu exigiu, em Fevereiro último, ao governo de Papandreu a intensificação das «reformas» e o alargamento do plano de privatizações de modo a realizar um encaixe de 50 mil milhões de euros até 2013, dos quais mil milhões já este ano.

Uns dias depois, o ministro das Finanças, Gueorgui Papaconstantinou, apresentou um vasto programa de privatizações que inclui portos, aeroportos, caminhos-de-ferro, electricidade e até mesmo praias turísticas do país.

Mas enquanto anuncia a venda do país por atacado e condena o seu povo à miséria, o governo do PASOK continua a manter um elevado nível de despesas militares, decorrente, muito em particular, da compra de fragatas e helicópteros à França e submarinos à Alemanha.

Segundo o Instituto Internacional de Estocolmo para a Investigação da Paz (SIPRI), a Grécia é o país europeu com maiores gastos militares em proporção com o seu Produto Interno Bruto, figurando entre os dez principais compradores de armas do mundo.

Mas, ao que se constata, nenhum destes sumarentos contratos militares foi suspenso ou anulado no momento ou a seguir à intervenção financeira da UE e do FMI. Pelo contrário, como esclareceu o Ministério da Defesa francês, em Maio de 2010, nenhuma das restrições orçamentais impostas à Grécia deveria afectar as aquisições de material militar previstas pelo Ministério da Defesa grego.

26 março 2011

Vara «provinciano deslumbrado» com sucesso


Título de notícia do PÚBLICO:


Equivale a 130 anos de trabalho com salário mínimo nacional!!!!!!

A isso há que acrescentar o que recebeu da Caixa Geral de Depósitos, os «robalos» que o sucateiro Manuel Godinho lhe ofereceu, os lucros do monte alentejano preparado com a «ajuda» dos técnicos do GEPI, a reforma por ter sido secretário de Estado, no MAI, etc.

Enfim, é um homem de sucesso, à semelhança de muitos outros políticos

Mas… devemos estar felizes pela forma como os bancos usam o dinheiro dos nossos depósitos (Não será melhor guardar o dinheiro na gaveta???) e o dos nossos impostos cada vez mais pesados !!!!!!!!!!!.

25 março 2011

16 março 2011

Não basta ser PM para ser bem educado


Segundo notícia de 18 de Fevereiro, o PM disse acerca do empresário Alexandre Soares dos Santos que “não basta ser rico para ser bem educado”, o que exigia ao autor da frase um cuidado muito especial para não dar motivo a que ela se virasse contra ele.



Porém, notícia de 09-03-2011 diz que «o primeiro-ministro deveria, de acordo com o protocolo, ter sido o primeiro a prestar cumprimentos ao Presidente da República e a Jaime Gama, mas José Sócrates ainda não se encontrava no salão nobre quando já se formava uma fila com altas figuras do Estado e membros do Governo.» 

Posteriormente, a propósito das notícias de alterações ao PEC IV, surgiram críticas de pessoas bem colocadas na estrutura do Estado de que por parte do Governo tem havido ausência de explicação clara aos portugueses sobre a real situação do País que tem provocado discursos contraditórios, ora muito optimistas ora preocupantes (há abundantes notícias dos últimos dois dias).

Foi também notada a falta de atenção e de respeito em relação ao maior partido da oposição, por falta de diálogo na preparação das alterações ao PEC IV, apesar de o Governo saber que a anuência deste seria necessária, por o Governo não dispor de maioria absoluta na AR. Acresce depois a maneira como pretende atirar sobre aquele partido as culpas de eventual crise política, com queixinhas um tanto infantis que repetiu insistentemente em comunicação ao País.

Por outro lado, não tem havido a humildade e lealdade de reconhecer erros e falhas nas medidas menos eficientes que têm sido tomadas, um pouco por instinto, intuição, capricho ou teimosia em vez de baseadas em estudo metódico e cuidadoso, em função dos condicionalismos da realidade.

Também tem sido criticada a exigência aos portugueses de sacrifícios cada vez mais agravados, quase vitais para muitas famílias carentes de meios de subsistência, mas ao mesmo tempo tem sido permitida a criação de fundações e instituições sem uma justificação suficiente, o que provoca críticas de que apenas servem para emprego de «boys» altamente remunerados. Acresce a alteração do IVA para o GOLF, colocando-o ao nível dos produtos de primeira necessidade, como é o caso do pão que é o único alimento de muitas crianças de famílias pobres.

Outro caso é o de o professor do ISEG Manuel Avelino de Jesus, um dos quatro peritos do grupo que está a avaliar as parcerias público-privadas (PPP), ter pedido a demissão, alegando que a situação se tornou “insustentável” devido a falta de colaboração do Governo, que tem demorado a enviar documentação fundamental para o trabalho e que, ao não fornecer a informação necessária, está a pôr em causa o trabalho e as conclusões do grupo. Isto representa também falta de respeito e de lealdade perante os portugueses e os quatro indivíduos nomeados para esta equipa, mostrando não haver vontade de que realizem os objectivos que era suposto terem sido atribuídos a este grupo.

Talvez isto não possa ser chamado falta de educação, ou de civismo ou de cortesia, mas é, sem dúvida, incoerência entre o que se pretende e o que se mostra, falta de respeito pelos outros, o que não prestigia, nem congrega a confiança dos cidadãos, nem cria esperança num futuro melhor.

Imagem da Net

14 março 2011

Golf mais barato para benefício dos pobres !!!


Depois de tantas queixas contra a injustiça social, contra o enorme fosso entre os mais ricos e os mais pobres, contra os lucros escandalosos de bancos, seguradoras e serviços públicos enquanto grande parte dos portugueses se alimentam na «sopa do Sidónio», esta medida de aplicar ao golf uma taxa de IVA igual à do pão e da sopa, !!! constitui um acto de «muita justiça» aos mais pobres, que são os maiores utilizadores do golg!!!

O Governo mostra assim que não é esquizofrénico como alguns alvitram, que tem perfeito conhecimento das realidades, as quais assentam na sua conveniência em beneficiar, por todas as formas, os seus amigos mais chegados, os seus cúmplices e coniventes, aqueles com quem pode trocar favores, os que dão significado aos conceitos de corrupção e de enriquecimento ilícito.

É esta a estabilidade política que Francisco Assis pretende manter e desenvolver.

Imagem do Google

A geração à rasca saiu do armário

João Lemos Esteves: in Expresso on line

1.A manifestação da Geração à rasca foi um estrondoso êxito. O número avançado pela organização (200 mil) porventura é excessivo - não obstante, a multidão que encheu a Avenida da Liberdade mostra que o descontentamento grassa na sociedade portuguesa. No geral, cremos que há quatro notas a salientar:




1.1.A juventude portuguesa está disposta a intervir civicamente. Esta manifestação nasceu espontaneamente, através do facebook, sem ligações partidárias - e logrou obter um amplo impato mediático que amplificou a mensagem. O que poderá significar que os jovens preocupam-se com o seu futuro e o destino do país, mas não se reconhecem nas estruturas partidárias. A participação da juventude na manifestação de ontem deve, pois, convidar as juventudes partidárias à reflexão sobre a sua forma de funcionamento e papel na sociedade;



1.2.A manifestação contra a precariedade foi aproveitada para contestar as medidas de austeridade do Governo. E criticar a classe política em geral. Só assim se justifica a presença de cidadãos de várias idades (para quem a precariedade laboral não é a principal preocupação) que estavam mais frenéticos nos protestos que os próprios organizadores do evento. Verificou-se, assim um efeito boleia : a manifestação da Geração à Rasca foi aproveitada para expressar o descontentamento popular, congregando os vários focos de contestação social. Nessa medida, podemos qualifica-la como uma manifestação sui generis: serviu para contestar a vida política nacional em termos globais. Pequeno problema: a mensagem principal (luta contra a precariedade laboral e jovens sem futuro) perdeu força política.



1.3.O não aproveitamento da manifestação para efeitos político-partidários. Os partidos políticos (oficialmente, pelo menos) não estiveram representados nem pretenderam colonizar a manifestação. E muito bem: deixar a sociedade civil respirar - expressando-se livremente, sem condicionamentos - é uma condição vital para o fortalecimento da nossa democracia. Curioso - (e sintomático) é constatar que os partidos políticos perderam capacidade de mobilização: manifestações da sociedade civil, desligadas de conotações partidárias, mobilizam mais do que as máquinas dos partidos. E registam maior projeção mediática . A adesão significativa à manifestação de ontem significará o fim do ciclo José Sócrates? Creio que não. A manifestação de ontem - na óptica do Governo - mói, mas não mata. Porquê? Porquanto, a contestação não se dirigiu especificamente ao Governo atual ou a a uma medida específica adotada pelo atual executivo - pelo contrário, visou criticar toda a classe política que assumiu responsabilidades na condução do nosso país. E, nesse sentido, só mediatamente atinge o Governo - sendo muito diferente do episódio, por exemplo, da ponte Vasco da Gama que ditou o fim do cavaquismo;



1.4. A interrogação sobre se a Geração à Rasca foi um movimento criado para organizar - apenas!- uma manifestação ou dará continuidade à sua intervenção cívica com propostas e sugestões, contribuindo para a reflexão política informada. Se seguir o primeiro caminho, a sua intervenção, embora meritória, será despicienda - a manifestação será esquecida rapidamente e a sua mensagem será levada pelo vento. Tão depressa como surgiu. Perante a mobilização popular de ontem, a Geração à Rasca tem a responsabilidade de optar pela segunda via, apresentando medidas e constituindo um exemplo de intervenção política d sociedade civil. Como? Aproveitando as redes sociais para divulgar um manifesto, um blogue de discussão de ideias, conferências, fóruns - são diversas as possibilidades ao dispor. Assim o Movimento Geração à Rasca as saiba aproveitar - com a mesma inteligência, perspicácia, habilidade e eficácia com que organizaram a manifestação de ontem.

04 março 2011

A luz extingue-se lentamente




O frio acendeu-se na desolação dos corpos


a terra já não produz o sémen da colheita


nem a foice corta o centeio amarelecido


o homem já não grita, liberdade


já todos o esqueceram perto do declive



Os barcos fazem escala na maré, ora-se


a um Cristo feito de barro, de cabelo comprido,


espinhos cravados, sempre com as mesmas lágrimas


presas nos olhos feitas em sangue



Os peixes já não morrem pela boca


imobilizam-se no sono antigo da pesca


o xaile negro esvoaça sobre o sargaço crestado


amalgamado com o lixo que dá à costa



A luz extingue-se lentamente


na cadeia de Peniche,


no interior da mão envelhecida


o sangue ainda escorre pelas paredes



Apaguem as velas…


antes que a densa escuridão ouça os meus passos.





Conceição Bernardino

Kadafi fala aos portugueses

02 março 2011

Serge Gainsbourg! ATÉ SEMPRE!

QUEM VIVE OU VIVEU SEM PERCONCEITOS E FEZ COM A AMIZADE UM MODO DE VIDA, UMA FORMA DE VIVER, JAMAIS MORRERÁ!

Sinais de trânsito enigmáticos


Seria desejável que as instituições do poder, tanto central como local e como os serviços públicos, tivessem bem definidos os objectivos a atingir, os interesses nacionais a defender e as linhas estratégicas para levar a cabo as suas funções em benefício de Portugal , dos portugueses.


Mas, infelizmente, tudo evidencia a ausência de tais definições e a existência de decisões pontuais, por palpite, sem critério, descoordenadas e incoerentes. Além de serem contraproducentes, delas resultam despesas e adiamentos até se acertar na solução correcta.< A barafunda dos sinais de trânsito são um exemplo disso. Muitas vezes mais valia não estarem ali. Não me refiro à questão polémica do excesso de velocidade e da velocidade excessiva, mas a sinais colocados por sorteio que, pela sua irracionalidade, incitam à infracção e só podem servir para a «caça à multa».

 A imagem mostra, na marginal Lisboa-Cascais, uma via com duas faixas em cada sentido que pode dar um bom escoamento de trânsito, onde a velocidade está limitada a 60Hm/h, aparece um sinal de 30, inesperadamente, sem nada que o justifique, mas que só é válido durante pouco mais de uma dezena de metros que o separa do sinal de 50 «velocidade controlada» que então aparece.

 Pergunto: alguém poderá explicar a razão da existência do 30? Será que houve obras que levaram à sua colocação e depois se esqueceram de o retirar? Mesmo o de 50 que se lhe segue é discutível, porque para avisar do semáforo próximo não é aquele o melhor método.

 Mas para sofrimento dos automobilistas, há muitos outros casos parecidos, alguns já referidos neste espaço, que demonstram um deficiente raciocínio sobre a segurança rodoviária e sobre o efeito esperado dos sinais que, muitas vezes têm uma intenção penalizante em vez de contribuírem para uma circulação fluida e segura para veículos e peões.

28 fevereiro 2011

NEGRUME

Que fazer da escuridão
involuntária, esta mancha
presa ao corpo?
As janelas,
traidoras, vão mostrando
o que deviam esconder.
E o mundo desaperta-se
ao mínimo discuido.
Basta perguntarmos
as horas ou pedirmos
ao balcão, um copo
de água fresca.

JOSÉ MÁRIO SILVA

25 fevereiro 2011

Não temos um Muammar Khadafi, mas…

.
Preste muita atenção!

Se não pagar a água dentro do prazo, no dia seguinte já terá de pagar o triplo.

«É uma forma violentíssima de obrigar as pessoas a pagar», disse à Lusa o jurista Tiago Guerreiro, especialista em Direito Fiscal, para quem «em termos fiscais, não faz sentido nenhum».

Isto faz pensar que não temos cá o ditador Muammar Khadafi, mas a diferença parece ser pequena, apenas a de não ser logo aplicada a morte por armas de guerra usadas por mercenários.

23 fevereiro 2011

PADRINHOS, E AGORA?


EU, APESAR DE SER ESTÚPIDO, SEMPRE DUVIDEI DOS MEUS PADRINHOS LÁ DO OCIDENTE. ATÉ ME COROARAM, VEJAM BEM! E AGORA, PADRINHOS? - FODERAM-ME BEM!!!

21 fevereiro 2011

Os europeus correm contra o muro


Entrevista de um professor chinês de economia, sobre a Europa, o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França:



1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos... 

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!



8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado...

10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade... 


Imagem da Net

17 fevereiro 2011

O essencial deve ter prioridade


Sendo a «promessa» de moção de censura uma artimanha táctica com interesse meramente partidário ou não, parece estar a absorver demasiadas atenções e espaço na Comunicação Social, em prejuízo dos reais interesses nacionais que, de tal forma, ficam esquecidos e com as soluções adiadas. Não está a dar-se prioridade ao essencial em relação ao secundário, ao nacional em relação ao partidário. 

Num momento da vida nacional em que todas as energias do país deviam ser orientadas para os grandes problemas que afligem a população, para a procura de medidas eficazes para aliviar o sofrimento dos contribuintes, para o aumento das exportações, etc, em vez disso, está cada um a puxar para seu lado, cada partido olhando para o seu próprio umbigo. 

Os artigos seguintes (basta fazer clic no título para os abrir), se bem analisados, mostram que o sentido de Estado e o sentido de responsabilidade, não são apanágio corrente de governantes e opositores e que os partidos não estão a dignificar-se perante os cidadãos com mais consciência do bem comum.


Imagem da Net

CARTA ABERTA AOS MAMOES DE PORTUGAL

CARTA ABERTA AO SR. JORGE SAMPAIO


CARO EX-PRESIDENTE SR JORGE SAMPAIO

Nutro por si uma especial consideração, desde que recebeu a esmolinha de 90ooo euros ( noventa mil euros ) em 2004 do Rei de Espanha

Olha lá Sr Sampaio, já gastaste os 90000 euros ?????????

Pode ser que possa contribuir com este dinheiro para os pobrezinhos de Portugal !!!!

Não deves precisar dos 90000 euros, afinal de contas tens 3 chorudas reformas, pagas pelos cabrões e otários dos contribuintes portugueses, a saber ;
  • uma reforma como deputado da assembléia da republica das bananas portuguesa

  • uma reforma como Ex-Presidente da Câmara de Lisboa
  • uma reforma como Ex-Presidente da República das Bananas Portuguesa

  • há, e não poderiamos nos esquecer da Subvenção Vitalícia que que todos os ex-presidentes recebem, no valor de 150000 euros ( cento e cinquenta mil euros anuais vitálicios )

  • não podemos tambem nos esquecer do carro topo de gama ( BMW ou AUDI ), com motorista pago pelos cabrões dos contribuintes, com todas as despesas pagas ( gasoleo / revisões / e troca de carro a cada tres anos )

  • há, tambem já me ia esquecendo do escritório alugado em Portugal, em local a sua escolha, totalmente mobilado + secretária, e todas as despesas pagas ( agua / eletricidade / condominio / aluguer / ordenado da secretária / telefone / net / telemovel / gas / etc , etc , etc )

  • é claro que tambem temos o custo de um polícia 24 hs / 24 hs, para proteger tão ilustre cidadão ( Vossa Excelência )

Digame lá Sr Presidente, tua filha ainda é adjunta do ministro ?


Quanto ganha tua filha por mês ? 15000 euros / mês ??? Ela tambem podia ajudar os pobrezinhos, era só doar o dinheiro que ganhou no BCP, vá lá !!!!!!!!!!

E teu filinho de 23 aninhos ??? Já Administrador da Portugal Telecom heim, deve ser muito inteligente !!!!!!!!!!!!!!

Quantos milhões de euros ganha por ano ????? Este teu menino poderia ajudar mais os pobrezinhos de Portugal

Bem, como se vê, tua familia foi abençoada com o toque de Deus ( amém )

Após estas tortas e mal traçadas linhas, ficava bem doares os 90000 euros da esmolinha espanhola aos pobrezinhos de Portugal

Do teu eterno admirador ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

RAMIRO LOPES ANDRADE

============================================

CARTA ABERTA AO SR MIRA AMARAL


CARO SR MIRAL AMARAL

COMO TODOS SABEMOS, O SR TRABALHOU MUITO EM SUA VIDA PRODUTIVA

SABEMOS QUE FOI MINISTRO E TEM UMA REFORMA

SABEMOS QUE FOI DEPUTADO E TEM UMA REFORMA

SABEMOS QUE " TRABALHOU " NA CGD COMO ADMINISTRADOR, ( UM TRABALHO MUITO ESTRESSANTE ) E SE REFORMOU COM 18000/ MES, DEPOIS DE UM ANO E NOVE MES DE ESTAFANTE LABOR

VENHO PROPOR QUE DOE AOS POBREZINHOS DE PORTUGAL OS 1,4 MILHÕES DE EUROS QUE ACUMULOU NESTES SEIS ANOS DE REFORMA DA CGD ( UM MILHÃO E QUATROCENTOS MIL EUROS )

NÃO LHE É PEDIR MUITO, NÃO ????

DE PASSAGEM PODES PEDIR ALGUM DINHEIRO Á CELESTE CARDONA DA CGD, E AO FERNADO GOMES DA GALP

DECERTEZA, SOMENTE COM VOCES TRES, SE ARRANJARIA ALGUNS MILHÕES DE EUROS DE TÃO ESTAFANTE E DESGASTANTE TRABALHO QUE TANTO LABORAM

VÁ LÁ, NÃO É PEDIR MUITO, É PARA OS POBREZINHOS DE PORTUGAL ,,,,,,,,,,,,

BEM, COMO VAMOS ALEGREMENTE EM DIRECÇÃO AO ABISMO, PELO MENOS QUE SEJA UMA FESTA DE GRANDES EXPLOSÕES, COMO OS FOGOS DE ARTIFÍCIO DA MADEIRA

PORTUGAL COM GENTALHA DESTA, VAI CONTINUAR NA MERDA, AMEM

UM ABRAÇO A TODOS

RAMIRO LOPES ANDRADE

POR MIM, NÃO DEIXAREI DE AVIVAR A MEMÓRIA DOS ESQUECIDOS !...


Caríssimos, foi-me enviado por e-mail e pedido pelo leitor e amigo Jardel que aqui divulgasse, como já é do conhecimento geral, este é um dos objectivos do "A Voz do Povo", dar voz a todos que queiram exprimir a sua opinião.
No fim do texto, um vídeo está a correr a internet, blogues, sites, facebook's e hi5's. Rui Unas e Claúdia Semedo cantam imitando o videoclip de Rihanna no tema Only Girl (In the World) numa sátira a José Sócrates e à situação decadente do país. Vale a pena ver o vídeo


Um dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de euros de transacções intra bancárias......???

Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de ontem, já estão por lá hoje.

Correcto???? Se pensa que não, vejamos:



EIS A LISTA :

Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa


Agora - Presidente do BCP Angola


-------------------------------------------------------------
José de Oliveira e Costa: (O TAL QUE ESTEVE NA GAIOLA)


Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais


Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)



--------------------------------------------------------------------------------



Rui Machete: (AGORA NINGUÉM O OUVE)



Antes - Ministro dos Assuntos Sociais


Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; (o banco falido, é só gamanço)


Presidente do Conselho Executivo da FLAD



------------------------------------------------------------------------------



Armando Vara: (AQUELE A QUEM O SUCATEIRO DAVA CAIXAS DE ROBALOS)



Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro


Agora - Vice-Presidente do BCP (demissionário a seu pedido, antes que levasse um chuto no rabo)



----------------------------------------------------------------------------------------------



Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)



Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros


Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho', saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por ano até morrer...)

-----------------------------------------------------------------------------------



António Vitorino:



Antes -Ministro da Presidência e da Defesa


Agora -Vice-Presidente da PT Internacional;


Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)



----------------------------------------------------------------------------



Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto se tivesse carro e motorista às ordens - mas o vencimento era muito curto)



Antes - Ministra da Justiça


Agora - Vogal do CA da CGD (QUE MARAVILHA - ORDENADO PRINCIPESCO - O ZÉ PAGA)

------------------------------------------------------------------------------



José Silveira Godinho:



Antes - Secretário de Estado das Finanças


Agora - Administrador do BES (VIVA O LUXO)

--------------------------------------------------------------------------------



João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)



Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros


Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português (O TAL QUE DEU O BERRO).



--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Elias da Costa:



Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -


Agora - Vogal do CA do BES (POIS CLARO, AGORA É BANQUEIRO)



--------------------------------------------------------------------------------------------------



Ferreira do Amaral: (O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)


Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)


Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato (POIS CLARO, À TRIPA FORRA).



------------------------------------------------------------------------------------



etc., etc., etc...


O que é isto ?

Cunha ?

Gamanço ?
É Portugal no seu esplendor .
...e depois até querem que se declarem as prendas de casamento e o seu valor.
Já é tempo de parar esta canalha nojenta!

Não te cales, DENUNCIA!
Passa este e-mail, fá-lo circular por Portugal.
(Eu faço a minha parte. Por mim, estas sanguessugas já as tinha posto a trabalhar na estiva...)


12 fevereiro 2011

Neoliberalismo o caminho para a pobreza


Assistimos no mundo a grandes transformações ao nível político, social, económico/financeiro, ambiental, demográfico e tecnológico.

No entanto, o factor que efectivamente gera mexidas em todos os outros, é sem dúvida a aplicação de políticas neoliberais. O Neoliberalismo, é entendido actualmente como um produto do liberalismo económico clássico. O termo foi criado pelo sociólogo e economista Alemão Alexander Rüstow. É no campo social que se notam as maiores contestações populares, devido à redução da protecção social a cargo do estado, da redução de salários na função pública e à elevada carga fiscal aplicada aos trabalhadores.

 Segundo o Prof. Michael Hudson  (...) "o problema à escala da Europa na verdade está centrado na capital da União Europeia, Bruxelas. A neoliberal Comissão Europeia (CE) começou a delinear uma guerra contra o trabalho,a proposta de transformação de regras sociais, numa campanha anti-trabalho sem precedentes, superior à da década de 1930 – ainda mais extrema do que os planos de austeridade impostos pelo FMI e o Banco Mundial ao Terceiro Mundo em tempos passados."(...)

(...)"A Comissão Europeia está a utilizar a crise hipotecária da banca – e a proibição de os bancos centrais cobrirem o défice orçamental dos governos – como uma oportunidade para multar governos e levá-los mesmo à bancarrota se não concordarem em baixar salários do sector público, esta medida visa por arrastamento chegar também ao sector privado. Os governos são instruídos para contrairem empréstimos a juros junto aos bancos, ao invés de captarem receita tributando-os. E se os governos não conseguirem dinheiro para pagar os juros, terão de encerrar os seus programas sociais, e se por este motivo contrair a economia – e, portanto, baixarem as receitas fiscais do governo, mais medidas de corte nas despesas sociais devem de ser tomadas. na crença de que isto "deixará mais excedente" disponível para pagar em serviço de dívida. Os governos devem tributar o trabalho – não as finanças, seguros ou imobiliário, impor novos impostos sobre o emprego e as vendas enquanto reduz pensões públicas e gastos públicos. A Europa está a ser transformada numa república de bananas."(...)

          (...)" Isto exige ditadura e o Banco Central Europeu (BCE) assumiu este poder [próprio] de um governo eleito. Ele é "independente" de controle político – celebrado como a "marca da democracia" pela nova oligarquia financeira de hoje. Mas como explicavam os diálogos de Platão" - Séc. V a.C, ( ver Górgias - diálogo ), "o que é a Oligarquia senão o cenário político que se segue à democracia. Agora podemos esperar que a nova elite do poder se torne hereditária – pela abolição de impostos sobre o património, para começar – e se transforme numa aristocracia absoluta. "Juntem-se ao combate contra o trabalho, ou nós os destruiremos", está a Comissão Europeia ( CE ) a dizer aos governos. Isto é suicídio económico, mas a UE está a impor a sua exigência de que os governos da Euro-zona mantenham os seus défices orçamentais abaixo dos 3% do PIB – e a sua dívida total abaixo dos 60% do PIB. Não devem arrecadar impostos sobre a riqueza, mas apenas sobre o trabalho e o que ele compra (via impostos sobre o consumo). Mas ao mesmo tempo eles devem cortar salários e pensões, cortar na despesa pública e no emprego, e contrair a economia."(...)

Os membros não eleitos do Banco Central Europeu (BCE, independente da política democrática, mas não do controle por parte dos seus bancos comerciais membros) usurparam o poder de planeamento de governos eleitos. Obrigado para com o seu eleitorado, o sector financeiro, o BCE teve pouca dificuldade em convencer a comissão da UE a apoiar a nova captura oligárquica do poder. Ameaça multar estados da euro-área em até 0,1% do PIB por falhas na obediência às suas recomendações neoliberais – ostensivamente para "corrigir" desequilíbrios. Mas a realidade, naturalmente, é que toda "cura" neoliberal apenas torna as coisas piores.(...)

Ao invés de encarar o aumento de níveis salariais e padrões de vida como uma pré-condição para produtividade do trabalho mais alta, a comissão da UE "monitorará" custos do trabalho com a presunção de que salários em ascensão prejudicam a competitividade ao invés de elevá-la. O vasto espectro deste lixo da teoria económica neoliberal está a ser trazido à luz. Se os membros do euro não podem desvalorizar as suas divisas, então devem combater o trabalho – mas não tributar o imobiliário, a banca ou outros sectores controlados pelos grandes grupos económicos, não regular monopólios e não proporcionar serviços públicos que possam ser privatizados a custos muito mais altos. Não se considera que a privatização prejudica a competitividade – apenas o aumento de salários, sem quaisquer considerações quanto à produtividade.(...)"

A Revolução Neoliberal procura alcançar na Europa o que foi alcançado nos Estados Unidos a partir de 1979, quando os salários reais pararam de subir. O objectivo é duplicar a fatia de riqueza relativa desfrutada pelos 1% mais ricos. Isto envolve reduzir a população à pobreza, romper o poder sindical e destruir o mercado interno como condição prévia para atribuir a culpa de tudo isto ao "Sr. Mercado", presumivelmente forças inexoráveis por trás da política, puramente "objectivo" ao invés de uma captura do poder político.(...)
(...)há um caminho muito mais fácil para cortar o custo do trabalho pela metade do que reduzir os salários. Simplesmente mudar o fardo fiscal para fora do trabalho e para dentro do imobiliário e dos monopólios (especialmente a infraestrutura privatizada). Isto deixará menos excedente económico para ser capitalizado em empréstimos bancários, reduzindo consequentemente o preço da habitação (o principal factor no custo de vida do trabalho), bem como o preço de serviços públicos (fazendo com que os proprietários tomem os seus retornos como um retorno sobre capitais próprios ao invés de incorporar encargos de juros dentro do seu custo de fazer negócio). A dedutibilidade fiscal do juro seria revogada – não há nada de intrinsecamente "ditado pelo mercado" neste subsídio fiscal por dívida alavancada."(...)


REFERÊNCIAS:

Prof.Hudson, Michael (30 de Setembro de 2010). The Neoliberal Experiment and Europe's anti-Austerity Strikes
Página visitada em 20 de Janeiro de 2011


Prof. Hudson, Michael; Prof. Sommers, Jeffrey ( 18 de Janeiro de 2011 ).The Spectre Haunting Europe:Debt Defaults, Austerity, and Death of the " Social Europe "Model. Página visitada em 20 de Janeiro de 2011

Prémio

Prémio
Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

Indicadores de Interesse

My Popularity (by popuri.us)

DESDE 11 DE JUNHO DE 2010

free counters

Twitter

eXTReMe Tracker
My BlogCatalog BlogRank




 Global Voices Online em Português - O mundo está falando. Você está ouvindo?
 Global Voices Online em Português - O mundo está falando. Você está ouvindo?

Etiquetas