22 maio 2011

De bradar aos céus! Golpada na Economia Portuguesa.

Estimados amigos e leitores deste espaço, como de outras vezes, publico na integra o e-mail enviado pelo nosso leitor e amigo Leão Pelado, para que se divulgue mais uma das muitas golpadas, que esta classe política desfere nas já paupérrimas finanças de Portugal, com a benção de todos os políticos no activo ( aqueles que têm capacidade de voto ) PS; PSD e CDS! Afinal as restrições e as leis laborais aplicam-se só para o povo!




                                  Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE



É uma golpada com muita classe, e os golpeados somos nós....

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.


Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo:

«Mas  você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».

E eu respondo:

«Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade  própria!».

E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já
respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas voltemos à nossa história.

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.

E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.

A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE?

Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento (...), aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.

Os partidos são actualmente associações de criminosos organizadas em oligarquias mafiosas.

Ou a recusa em votar nessa gente, ou sairmos para a rua o tempo que for preciso para desmantelar essa partidocracia que nos afoga, que nos amarra e que nos desgraça.

A constituição é a fonte da corrupção que impede a participação do povo na governação e lhe proíbe o controlo dos corruptos. Sem eles serem obrigados a controlo e a prestarem contas ao povo nada mudará. Não tenhamos ilusões, não vão matar a galinha dos ovos de ouro.

 

Voto em branco e
Todos para a rua contra a corrupção

(em Espanha já começaram e nem estão tão mal com os carneiros portugueses)

Manifesto

Revolução no Facebook

JÁ AGORA FAÇAM LÁ O FAVORZINHO DE REENVIAR PARA A V/ LISTA DE AMIGOS, COM A FOTO DO (...), PARA QUE FIQUE BEM CONHECIDO!
Votar neles é aprovar as suas acções e querer perpetuar o que se conhece. Daí, quem o fizer não pode ter direito a qualquer queixa ou reclamação.

2 comentários:

Mariazita disse...

Bom dia, Victor
Aos poucos vou retribuindo as visitas recebidas, respeitando a ordem de entrada.
Chegou a sua vez... :)
Já conhecia este texto; recebi-o por email.
E sabe o que mais me preocupa? É saber, ter quase a certeza, de que este não écaso único.
Etse descobriu-se agora (há pouco tempo) mas quantos mais haverá que estão escondidos???
É preocupante, sem dúvida.
Será que ainda está acesa uma luzinha ao fundo do túnel???

Boa semana. Beijinhos
Mariazita

Zita disse...

O dr Cavaco acha que os portugueses que não votam, que não devem falar, porque senão falaram na altura que deviam, então que se calem depois.
Eu diria que esta é uma forma pouco democrática de ver as coisas. Se o voto em branco não é um "calar", a abstenção também pode não o ser.
Quem se dignou a insinuar que a abstenção é calar, talvez devesse questionar se o será ou não antes de fazer juízos precipitados.

Ao voto em branco já foi atribuído valor e significado NO CONTEXTO POLITICO. E quem não se encaixa nestes significados?
O voto em branco significa que... estamos descontentes com os candidatos,os partidos.
Tal como foi instaurada a democracia, tal como foi instaurado o significado e valor politico, do voto em branco .... Vamos usar a abstenção não para dizer que não gostamos de partidos ou de lideres mas exprimir uma vontade do povo, que o voto ainda não consegue transmitir, que não deve estar silenciada. Democracia também parecia utopia até que alguém se agarrou a ela.
O ABSTENCIONISMO DEVE SER CONSIDERADO/interpretado, COMO O GRITO DO POVO CONTRA O DESGOVERNO QUE REGULA O PODER POLITICO DOS GOVERNOS. Não são descontentamentos nem com lideres nem com partidos, nem com listas, mas sim com a corrupção.e a ausência de limites e regras do poder politico.

É ESSE O SIGNIFICADO POLITICO DA ABSTENÇÃO - NÃO PACTUAMOS MAIS. NÃO CONSENTIMOS DAR UM VOTO, E NÃO PQ NÃO GOSTAMOS DE A, B, OU C MAS PORQUE NÃO GOSTAMOS DA FORMA PERMISSIVA E IMPUNE COM QUE SE GOVERNA ESTE PAÍS. Não gostamos de ver, seja esquerda ou direita, usufruírem de liberdade suficiente para deixar o país na bancarrota e sair airoso estudar filosofia para Paris.

Se o que nos preocupa não é nada do que transmite o voto em branco.... Porque somos obrigados a votar em branco?
Porque certas pessoas não conseguem conceber que pode haver mais formas de pensar, mais coisas que o povo precisa de MOSTRAR aos que o governam??
Se votar é um direito, então pq não podemos usa-lo para defender aquilo em que acreditamos? Pq não podemos usa-lo para nos defender de quem oprime e corrompe a democracia?
Tal como votar tem um significado e votar em branco tem outro, não votar devia ter este. CHEGA DE CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE. ou os políticos ganham tino ou mais ninguém os mete no poleiro. Que tal?

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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