19 julho 2011

Trocar idosos por reclusos

UMA IDEIA A EXPLORAR?...

Colocar os nossos IDOSOS nas cadeias, e os delinquentes fechados nas casas dos velhos .

Desta maneira, os idosos teriam todos os dias acesso a um duche, lazer, passeios.
Não teriam necessidade de fazer comida, fazer compras, lavar a loiça, arrumar a casa, lavar roupa etc.
Teriam medicamentos e assistência médica regular e gratuita.
Estariam permanentemente acompanhados.
Teriam refeições quentes, e a horas.
Não teriam que pagar renda pelo seu alojamento.
Teriam direito a vigilância permanente por vídeo, pelo que receberiam assistência imediata em caso de acidente ou emergência, totalmente gratuita.
As suas camas seriam mudadas duas vezes por semana, e a roupa lavada e passada com regularidade.
Um guarda visitá-los-ia a cada 20 minutos e levar-lhes-ia o correio directamente em mão.
Teriam um local para receberem a família ou outras visitas.
Teriam acesso a uma biblioteca, sala de exercícios e terapia física / espiritual.
Seriam encorajados a arranjar terapias ocupacionais adequadas, com formador instalações e equipamento gratuitos.
Ser-lhes-ia fornecido gratuitamente roupa e produtos de higiene pessoal.
Teriam assistência jurídica gratuita.
Viveriam numa habitação privada e segura, com um pátio para convívio e exercícios.
Acesso a leitura, computador, televisão, rádio e chamadas telefónicas na rede fixa.
Teriam um secretariado de apoio, e ainda Psicólogos, Assistentes Sociais, Políticos, Televisões, Amnistia Internacional, etc., disponíveis para escutarem as suas queixas.
O secretariado e os guardas seriam obrigados a respeitar um rigoroso código de conduta, sob pena de serem duramente penalizados.
Ser-lhes-iam reconhecidos todos os direitos humanos internacionalmente convencionados e subscritos por Portugal.

Por outro lado, nas casas dos idosos:
Os DELINQUENTES viveriam com € 200 numa pequena habitação com obras feitas há mais de 50 anos.
Teriam que confeccionar a sua comida e comê-la muitas vezes fria e fora de horas.
Teriam que tratar da sua roupa.
Viveriam sós e sem vigilância.
Esquecer-se-iam de comer e de tomar os medicamentos e não teriam ninguém que os ajudasse.
De vez em quando seriam vigarizados, assaltados ou até violados.
Se morressem, poderiam ficar anos, até alguém os encontrar.
As instituições e os políticos não lhes ligariam qualquer importância.
Morreriam após anos à espera de uma consulta médica ou de uma operação cirúrgica.
Não teriam ninguém a quem se queixar.
Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente ou a caírem na banheira velha,
Passariam frio no Inverno porque a pensão de € 200 não chegaria para o aquecimento.
O entretenimento diário consistiria em ver telenovelas, a Fátima, o Goucha, a Júlia Pinheiro e afins na televisão.
Digam lá se desta forma não haveria mais justiça para todos, e os contribuintes agradeceriam?

NOTA: Quem teve esta ideia devia ganhar um prémio. Embora na prática actual ela possa ser encarado com ironia, repare-se como reflecte um conjunto de conceitos e de vectores que tem tanto de triste como de real! Merece profunda meditação sobre a injustiça social que nos condiciona a vida.

Imagem do Google

3 comentários:

Linda Simões disse...

Sim,João.

Merece profunda meditação sobre a injustiça social que nos massacra, nos esfola, nos humilha.
Enquanto isso, nos palácios...

Um abraço. Parabéns pela postagem.


Linda Simões

Saozita disse...

Amigo João, as injustiças sociais, são o cancro da actual sociedade.
O texto demonstra isso mesmo ironicamente, quem trabalhou toda a vida, não tem sequer nenhuma das regalias que são prestadas aos criminosos. Há dias vi uma notícia no JN em que um cidadão (salvo erro) Francês, assaltou e roubou 1Euro num banco, para poder ser assistido e medicado na prisão...

Boa semana.

Bj

Sãozita

A. João Soares disse...

Caras Linda e Sãozita, até parece que são familiares,

Este problema é mais grave do que as aparências realçam. Não são apenas os órgãos do poder que desvirtuam estas discrepâncias sociais. Repare que há ONG (organizações não governamentais), portanto por cidadãos, livres e voluntários, que lutam pelas regalias aos reclusos, pelas facilidades que acham que lhes devem ser dadas nos hotéis gratuitos em que estão a viver, que lutam pelos direitos dos touros de não serem toureados, mas, pelo contrário, não saem à rua pelas pessoas sem abrigo, pelos famintos pelos idosos desamparados, etc, etc. É portanto a sociedade que está eivada de uma moléstia de cura difícil.

É forçoso que se aponte o dedo a estes erros sociais, com persistência e com organização para não deixar destruir completamente a escala de valores que dignifica o ser humano, que deve servir de esteio à sociedade mais perfeita. É preciso recuperar a dignidade das pessoas.

Com o estado em que o mundo se encontra, não faltarão pessoas de bem a compreender e, talvez defender, o que se tem passado no Norte de África e Médio Oriente, a pirataria nos mares da Somália, e o atroz incidente na Noruega. O estado em que a humanidade está a transformar-se conduz a tais actos graves, atrozes, mas que servirão para colocar algo em caminho mais digno e humano, embora o preço seja elevado para pessoas inocentes, por haver uma incorrecta selecção dos alvos visados.

Beijos
João

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