31 maio 2009

31 de maio - Dia mundial de Combate ao Fumo


Atualmente, cerca de metade da população mundial tem contato direto com o tabaco. Seja pelos 1.200.000 de fumantes ativos, seja pelos 2.000.000 de fumantes passivos ou involuntários, que inalam a fumaça do tabaco em seus lares, trabalho ou até no lazer.Sabe-se que a epidemia tabágica provoca a morte de mais de 5 milhões de pessoas por ano, sendo a principal causa evitável de morte. Nos países desenvolvidos, o cigarro mata mais que a soma das mortes causadas por cocaína, heroína, álcool, incêndios, suicídios e AIDS.A inalação da fumaça do tabaco é causa de aproximadamente 50 doenças, e entre as 6 maiores causas de morte no mundo, 4 são relacionadas ao consumo de tabaco: infarto do miocárdio, derrame cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) e câncer, principalmente o de pulmão. Algumas outras doenças tabaco-relacionadas são: câncer de boca, garganta, esôfago, estômago, pâncreas, cólon, reto, fígado, vias biliares, rins, bexiga, mama e colo de útero. Impotência sexual, infertilidade, úlcera de estômago, osteoporose, insuficiência arterial, gangrena, etc. Isto sem falar nas complicações e riscos para a mãe e feto no tabagismo durante a gravidez.O tabaco, quando queimado e inalado, libera mais de 4700 substâncias químicas, sendo 60 delas cancerígenas, dezenas de substâncias irritantes, venenos poderosos e uma que causa prazer e dependência química, a nicotina. Ao chegar aos pulmões, a nicotina leva poucos segundos para chegar ao cérebro, causando liberação de vários neurotransmissores, sendo a dopamina a mais importante.Qualquer forma de se inalar a fumaça do tabaco, seja através de cigarros, charuto, cachimbo, cigarros de cravo, de palha, narguile, etc acarreta a absorção das substâncias nocivas acima descritas.E os cigarros de “baixos teores” de nicotina e alcatrão são menos prejudiciais? Este conceito foi colocado pela indústria do tabaco, sempre procurando uma forma de esconder os malefícios de seu produto. A principal modificação feita na elaboração dos cigarros de “baixos teores” foi na ventilação do filtro.Os dispositivos de ventilação dos filtros, geralmente, correspondem a um ou mais anéis de orifícios, que servem para diluir a fumaça como ar, e assim reduzir a concentração das emissões de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono.Porém, como o fumante é dependente de nicotina, e precisa receber as dosagens que estão habituadas, este compensa a redução da emissão de nicotina dando tragadas mais profundas, mantendo a fumaça mais tempo nos pulmões, fechando os poros do filtro com os dedos ou ainda fumando mais cigarros que antes.Uma das mais importantes revisões feitas pelo National Institute of Health dos Estados Unidos sobre riscos associados como uso de cigarros de “baixos teores” apresentou, entre outras, a seguinte conclusão a respeito:“Estudos epidemiológicos e outras evidências científicas não indicam benefícios para a saúde pública no que se refere às alterações no desenho ou manufatura de cigarros nos últimos 50 anos. Estas alterações não causaram diminuição importante de adoecimentos devido ao consumo de cigarros, tanto para o fumante ativo, como para a população em geral”.O próprio posicionamento da indústria do cigarro, em seus documentos internos, revela: “Sem dúvida, é possível que o efeito de mudar para cigarros com baixos teores de alcatrão seja aumentar e não diminuir os riscos de se fumar. Devido à grande variedade de carcinógenos produzidos durante o processo de pirólise (reação química produzida pela queima de substâncias orgânicas) é pouco provável que se possa chegar a uma forma completamente segura de se fumar tabaco”Um dos aspectos mais graves dessa questão é que o marketing dos cigarros de “baixos teores” os coloca como uma alternativa “inteligente” à cessação do tabagismo. Oferece uma falsa garantia de proteção e passa a impressão de um produto menos prejudicial. A única forma comprovada de proteção contra as doenças tabaco-relacionadas é não fumar e não permitir a poluição tabágica.

Por tudo isso, vamos nos unir contra o fumo:

- Evite a primeira tragada;- Não fume na frente de crianças;

- Evite pessoas e situações que o façam fumar. Resista aos que lhe oferecem cigarro, diga sempre "EU NÃO FUMO";

- Para quem deseja parar é bom saber que os sintomas ruins após a parada são piores na primeira semana, mas são temporários, devendo desaparecer no máximo em 3 semanas;

3 comentários:

Aura Sacra Fames disse...

O uso do cigarro já foi banalizado atualmente, anteriormente glamourizado. É consenso que faz mal, provoca câncer, até mesmo em nível mais alto do que a própria Cannabis, mas a cada dia o número de usuário aumenta, creio que seja mais um aspecto cultural, do qual decorre um problema de saúde pública.



Abraços
aurasacrafames.blogspot.com
Por uma sociedade melhor!

david santos disse...

Olá, Marcela!
Esta é uma terrível realidade! Temos, dentro nas nossas possibilidades, dar serenidade e ser pacientes para com os fumadores. Só desta forma, ainda que pareça "estranha" é a melhor contribuição que podemos dar aos fumadores para que deixem de o ser.
Mais um brilhante trabalho.
Abraços e bom Domingo.

David Santos

Visite www.arteautismo.com disse...

Olá Marcela, lindo texto muito escrito por sinal.
Gosto de textos verdadeiros como o seu , que sem hipocrisia,demagogia e pieguice expôem a realidade de um fato.
que me perdoem os fumantes, mas eu não sou obrigada a inalar sua fumaça mortífera. Acho até falta de educação uma pessoa fumar perto de mim, tenho alergia ao tabaco, fico logo com o nariz entupido com a fumaça . Fico pensando...como pode uma pessoa tentar assim contra a sua saúde. Uma vez vi aqui num hospital universitário, um pulmão no álcoll de um ex fumante. O pulmão é cheio de buraquinhos por onde entra e sai o ar. Eles estavam cobertos por uma fuligem preta. Obstruídos pela nicotina.
Pelos fumantes , deve-se fazer uma grande campanha Contra O fumo. Para que possam ter saúde e nao atrapalhar a saúde dos outros.
Um grande abraço para Victor Simões e Ana Martins.
Beijos.
Ray

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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