06 maio 2009

OTAN DESAFIA RÚSSIA E INICIA EXERCÍCIOS MILITARES NA GEÓRGIA

Da EFE

Tbilisi, 6 mai (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) iniciou hoje na Geórgia manobras conjuntas com participação de vários países não aliados e que geraram a rejeição frontal da Rússia e das separatistas Ossétia do Sul e Abkházia.
"A inauguração oficial acontecerá na próxima segunda-feira, mas os hóspedes estrangeiros já chegaram e a fase preparatória das manobras começou", informou à Agência Efe um porta-voz do Ministério da Defesa da Geórgia.
A primeira etapa dos exercícios militares "Cooperative Longbow 09/Cooperative Lancer 09", que acontece dentro do programa "Otan Associação para a Paz", será realizada em nível de Estado-Maior e vai até 19 de maio.
Em 21 de maio, começará a etapa, que durará até 3 de junho com a participação de 1.100 soldados de 16 países, incluindo, além de membros da Otan, integrantes do programa aliado, que não usarão armamento pesado.
No comando das manobras está o chefe do quartel-general aliado em Madri, tenente-general Cayetano Miró Valls, enquanto sua supervisão in loco será responsabilidade do brigadeiro-general italiano Giovanni Savarese.
Os exercícios de Estado-Maior, que acontecem na base militar de Viazani, nos arredores de Tbilisi, buscam elevar o grau de preparação dos países-membros em nível de brigadas multinacionais em situações de crise.
O roteiro das manobras não poderia ter sido melhor escolhido. Na véspera, o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, enfrentou um motim militar, que conseguiu ser contido sem recorrer à violência.
O motim aconteceu pouco depois de o Governo georgiano anunciar que tinha desarticulado um complô para um golpe de Estado organizado por ex-chefes militares, que seriam "vinculados aos serviços secretos da Rússia".
Em mensagem à nação, Saakashvili fez uma chamada à Rússia para "que deixe as ações provocadoras", após denunciar que o país concentra tropas nas regiões separatistas georgianas, cuja independência foi reconhecida por Moscou após o conflito de agosto.
As manobras foram tachadas de "aberta provocação" pela Rússia, que considera que, dessa forma, a Otan premia a Geórgia apesar deste país ter iniciado em agosto de 2008 uma guerra para assumir o controle da Ossétia do Sul.
Moscou exigiu reiteradamente à aliança e aos países participantes que cancelem esses exercícios. Porém, conseguiu apenas que não participassem pelo menos quatro Estados que são aliados: Armênia, Moldávia, Cazaquistão e Sérvia.
O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que o plano aliado de efetuar essas manobras "é míope e que não contribui para o reatamento dos contatos entre Rússia e Otan", que rompeu sua cooperação com Moscou após a invasão do Exército russo à Geórgia, no ano passado.
Aos protestos da Rússia se uniu hoje a Ossétia do Sul, que denunciou que os exercícios representam uma "aberta demonstração" de apoio por parte da Otan à "máquina de guerra" georgiana.
"As manobras são uma ameaça direta para a segurança no Cáucaso", assegurou Murat Dzhióyev, chefe da diplomacia da Ossétia do Sul, que enfatizou que "não há garantias de que Geórgia não utilizará a situação e o apoio da Otan para suas intenções agressivas".
As autoridades da Abkházia declararam, por sua vez, que os exercícios "podem encorajar a Geórgia a empreender novas aventuras militares e provocações contra seu território e a Ossétia do Sul, países independentes cujos povos rejeitam a coexistência com a Geórgia dentro de um só Estado".
No entanto, tanto a Otan como as autoridades georgianas insistiram que os exercícios, um simulacro de missão humanitária sob mandato da ONU e outro de defesa a um ataque terrorista, acontecerão segundo o que foi planejado há mais de um ano.
Porém, o secretário-geral da aliança, Jaap de Hoop Scheffer, criticou Saakashvili por falar de "manobras da Otan" e ressaltou que são "exercícios conjuntos de países aliados e de seus parceiros que a Geórgia recebe em seu território".
"Ninguém deve interpretar mal os exercícios que começam na Geórgia e que não têm nada a ver nem com as relações entre a Otan e Geórgia, nem com os vínculos entre a Otan e Rússia", destacou Scheffer. EFE

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Para quem pense que a "OTAN ou NATO" não é uma seita de provocadores e assassinos, aqui está a resposta.

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