22 dezembro 2011

A fábula Mouseland " Ratolândia"





Em meados do século XVIII, na Europa, dá-se inicio à industrialização com o surgimento das primeiras máquinas a vapor, industrialização esta que surge anárquicamente e sem método nem regras e que propicia a exploração do homem, pelo homem de forma tal, dando origem a condições sociais terríveis, que eram sobretudo mais marcantes e notórias no seio da classe operária. Na medida em que se passava  de uma economia agrária e artesanal para os novos processos de produção de produção industrial, a vida e as condições das pessoas pioravam para níveis de escravidão, havia castigos corporais, mulheres e crianças eram usadas em tarefas pesadas, trabalhava-se dezoito horas por dia em condições duríssimas e com remunerações miseráveis.

"A toda acção corresponde uma reacção. O preço humano do progresso, medido pela quase escravidão do proletariado, foi considerado alto demais por muitos pensadores, que passaram a condená-lo cada vez mais violentamente, até que, no ano de 1848, uma onda de agitações sociais varreu a toda a Europa." ( Alan Sohn , in História do comunismo Wikipedia ) - As primeiras conquistas resultantes da luta e força reivindicativas começaram a ser uma realidade;  menos horas de trabalho diário, melhores remunerações, e o direito à reivindicação, etc. Foram defacto os primeiros passos para uma maior justiça e que nos trouxeram até hoje, melhoria nas condições de vida de todos os trabalhadores.

O que acontece agora é uma  inversão de conquistas sociais que está actualmente em marcha, muito sofrimento, suor, lágrimas e sangue, foi derramado pelos nossos antepassados. As nossas gerações, deitaram tudo a perder como nos conta a fábula de Mouseland "Ratolândia", de Clarence Gillis, andamos constantemente a votar erradamente, em quem não se interessa nem pelo Povo, nem pelo país, apenas pelo seu umbigo, defendendo os interesses de lobbies e interesses instalados!
O descalabro de falências que principiou pela Irlanda, depois a Grécia, Portugal, a que se seguirá a Espanha, a Itália... e chegará aos mais fortes França e Alemanha, é fruto de má gestão e da política das últimas décadas, sobretudo do sistema global neoliberal e capitalista, enquanto este sistema não for alterado, enquanto não houver uma rotura com os actuais modelos e uma mudança para um paradigma mais justo e humanista, assente na coesão social moderada pelo Estado, verdadeiramente isento, livre e democrático, onde todos os seus cidadãos o sejam em pleno de direito, com respeito pela Constituição, nada melhorará.

Portugal hipotecou o presente, pela mão dos Governos que nos governaram e hipotecará o futuro pela mão do actual Governo, se para isso contribuirmos, continuando no nosso canto amorfos e impávidos!
Quem já nos governa é a Troika, que não foi mandatada pelo povo, tal como o Governo de Passos Coelho, não tem legitimidade para assumir em nome dos Portugueses compromissos que são inconstitucionais.
Está mais que visto, que o FMIBCE e CE ( Troika ), são instituições ao serviço dos Interesses Capitalistas Globais e gravitam em torno dos Bilderberg e NWO.
Cabe-nos a nós Portugueses, lutar pelo legado dos nossos antepassados, por isso é que Portugal não é uma província Espanhola. Cabe aos povos Europeus, dizerem não ao Totalitarismo que querem aplicar na Europa! É preferível o desmantelamento da Eurolândia, mantendo a independência dos Estados, ao retrocesso social, cultural e económico a que todos seremos votados.

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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