11 maio 2012

Troika não é órgão de soberania

Os portugueses estão a atravessar uma crise que se tem agravado por o governo, à procura de solução, ter continuamente apertado a corda na garganta das pessoas mais carenciadas e afastadas dos círculos queridos dos governantes com medidas de austeridade sucessivamente agravadas.

O título seguinte - Seguro diz que PS já se sentiu mais vinculado ao memorando da troika - faz-nos pensar que a troika não é órgão de soberania. O Governo proveniente de eleições democráticas é que é órgão de soberania e responsável por tomar as decisões mais convenientes ao bem-estar de todos os portugueses. E, como tal, não deve sentir-se obrigado a submeter-se cegamente a imposições de estranhos, embora, deva receber racionalmente, e com espírito crítico, as sugestões e os conselhos que achar benéficos para Portugal. Nenhum contrato é para funcionar eternamente e deve ser avaliado, a par-e-passo, quanto à sua validade com base nos resultados conseguidos em relação aos efeitos pretendidos. Uma solução considerada óptima há um ano pode, hoje, estar ultrapassada e necessitar de ser revista e alterada mais ou menos profundamente.

A responsabilidade de governar traduz-se na necessidade de contínuas decisões para manter a linha estratégica que conduz ao objectivo previsto. Compara-se à condução de um automóvel em que o volante está continuamente a ser accionado para se mantar na estrada nas melhores condições de segurança e tendo sempre em vista o destino da viagem.

Enfim, as sugestões ou os conselhos da troika não tiram ao governo a responsabilidade dos resultados das medidas que implementa.

Imagem de arquivo

4 comentários:

victor simoes disse...

Caro amigo João, no nosso caso a Troika já impõe muito ao Governo, o que na prática se traduz numa perda de soberania económica. O pacto de estabilidade a ser aprovado, levar-nos-á a uma perda de soberania politica, caso se mantenham as imposições de controlo do défice, em prazos tão curtos. Consequentemente a economia só irá afundar mais aínda.Sem investimento,sem medidas que conduzam à retoma interna, não há receitas e a divida não para de crescer. Afinal esse é o objectivo de alguns interesses instalados.

Bom fim de semana.
Um abraço

A. João Soares disse...

Caro Amigo Vítor Simões,

E perante esse Poder externo quem nos defende? Devia ser o Governo. O povp votou nele para defender os nossos interesses colectivos. Mas o que está a fazer?
O PM depois da anedota da pieguice vem agora com a afirmação de que o desemprego constitui uma oportunidade. Porque será que ele próprio não segue esse conselho e sai da política? O que pretende atingir com tanta fantasia e humor negro?
Em que gaveta meteu as promessas feitas desde que lhe deram o título de presidente do PSD?
Se ele não defende a soberania do povo português, terá que aparecer um D. Nuno Álvares Pereira, com a «ala dos namorados».

Abraço
João

victor simoes disse...

O problema, é que tanto quanto sei o nosso PM, só começou a trabalhar aos 37 anos,quqndo se licençiou em economia e começou logo pelo topo em empresas de amigos... que curriculum tinha? De mérito, não tem nada de reconhecido!
Iniciou a carreira na JSD e andou sempre agarrado ao tachos dos boys.

Boa semana.
Um abraço.

PS:Falavam do Sócrates e do seu curriculum, mas este Passos Coelho é igual!

A. João Soares disse...

Caro Vítor Simões,

Com pequenas variantes, a «carreira» dos políticos é a mesma. Perante a falta de qualidades de trabalho e de falhanço escolar manifestada na adolescência, enveredaram pelas Jotas, onde foram arranjando tachos pagos pelo nosso dinheiro, onde procuravam agradar aos chefes, do mesmo género, e traficando influências. O objectivo era enriquecer de pressa e muito, de qualquer forma, criando «preço de mercado» O diploma académico acabaria por vir em troca de favores feitos, podendo até ser concedido num Domingo!!!

Quando chegam aos desejados cargos de poder institucional continuam a mesma táctica chamando outros inúteis a quem compensam a sabujice com remunerações astronómicas. E, assim, a despesa pública eleva-se em espiral e o dinheiro dos nossos impostos se esvai para a corrupção e as mordomias, e há que sacar o máximo àqueles que já pouco têm para viver.

Mas, haja alegria, o desemprego é uma benesse do Governo pois corresponde a OPORTUNIDADES!!! Não sejamos PIEGAS !!!

Caro Amigo, como iremos sair deste sistema apodrecido e infecto ???

Abraço
João

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