16 dezembro 2013

Irlanda - recuperação da soberania - Uma impostura do Governo Irlandês

 
Hoje o "establishment" irlandês proclama em alta voz que este estado, e por extensão o povo irlandês, recuperaram a sua soberania. Isto está muito longe da verdade. O "establishment" irlandês abandonou há muito a pouca soberania que este estado alguma vez teve.

Os Tratados de Maastricht, Nice e Lisboa asseguraram a camisa de força sobre a democracia e a independência da Irlanda, e as actuais conversações sobre união bancária são para apertar as cordas ainda mais.

A troika UE-BCE-FMI e os "mercados" são controlados pelas mesmas forças, os mesmos especuladores financeiros e as mesmas corporações transnacionais. O controle directo e aberto por indivíduos instituições financeiras globais já não é mais considerado desejável ou necessário, as a mesma classe e as mesmas forças permanecem no comando – com a completa e abjecta aquiescência da troika política interna – Fine Gael, Fianna Fáil e o Partido Trabalhista – e dos negócios irlandeses que representam.

O endividamento deste estado no montante de 125 por cento do PIB pela socialização da odiosa dívida corporativa imposta sobre o nosso povo é simplesmente impagável. O programa de privatização de companhias e serviços públicos de propriedade estatal continuará. A riqueza do povo será liquidada a preços de saldo. Os assim chamados "mercados" terão os primeiros direitos sobre a riqueza criada pelos trabalhadores irlandeses na forma de serviço da dívida.

O "establishment irlandês", em activa colaboração com a UE, tem utilizado e utilizará a dívida como uma cadeia de sufoco, impondo e intensificando ataques selvagens ao povo trabalhador, aqueles na segurança social, pensionistas, doentes e crianças. Eles continuarão a criar uma economia de baixo salário com emprego precário. A escala da dívida só pode resultar na imposição constante e permanente da austeridade, afectando as vidas desta e de futuras gerações.

O desafio desta geração de trabalhadores é mobilizar e combater uma estratégia económica e social transformativa e radical que seja centrada nas necessidades do povo e não nos lucros dos monopólios e de outros elementos parasitas.

O único caminho daqui por diante para o povo trabalhador e ou aceitar a servidão da dívida permanente ou construir um sistema político, económico e social alternativo. Só o povo trabalhador plenamente estabelecer e garantir soberania e independência política e económica real e significativa. Um primeiro passo é o repúdio desta odiosa dívida anti-povo.

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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