09 agosto 2010

Jovens generosamente voluntários

Da notícia "Jovens tremendamente abertos ao voluntariado" ressalta o trecho «"É muito gratificante verificar que há jovens que se privam das suas férias para vir para aqui fazer bem a quem precisa. E que se entusiasmam de verdade. E que voltam no ano seguinte." Manuel Antunes faz questão de destruir o que diz ser um mito. "Criou-se a ideia de que os jovens são egoístas e vivem alheados da realidade. Não é verdade. Quando há alguém que os motiva, são tremendamente abertos e disponíveis."»

«No Verão, há centenas de pessoas que ocupam as férias a cuidar dos outros. Mas também há ilusões: o voluntariado será menos romântico do que possa imaginar-se.»

«O padre Manuel Antunes, responsável por dois campos de férias para deficientes no santuário de Fátima, corrobora. "Não basta ter boa vontade, é preciso ter vocação e muita generosidade." Dá o exemplo do projecto que lidera há seis anos: "Trabalhamos com pessoas com limitações físicas e mentais profundas. Ficam connosco durante uma semana para que a família possa descansar um bocadinho. É um trabalho muito duro, violento mesmo. Passa por dar-lhes banho, fazer camas, acompanhá-los, alimentá-los... "»

Apesar de não ser fácil tratar de idosos e de doentes variados, apesar de ser um compromisso difícil dar aulas com regularidade e honesta preparação numa «universidade» para a terceira idade, há muitas pessoas que se prestam com entusiasmo a ser úteis aos semelhantes.

É um bom sinal que haja muitos jovens a dedicarem parte ou a totalidade das férias a bem-fazer aos outros. É uma promessa de que estamos a entrar numa nova era, de solidariedade, oposta à do egoísmo, do consumismo, da ostentação, da adoração do dinheiro. A construção dessa nova era cabe aos jovens de hoje e virão a ser eles os beneficiados pelos resultados dessa tarefa. Por isso, convém dedicarem-se a ela com todas as suas capacidades, para recuperarem os valores éticos que as duas ou três gerações anteriores desprezaram.

Tenhamos esperança nos jovens. Veja-se a lista de links constante do post «Aluno português brilhou em competição no Japão»

Imagem da Net.

5 comentários:

Fernanda disse...

Amigo João!

É sempre muito bom reconhecer que a nossa juventude não está tão desprovida de valores, éticos e humanos, assim!
Como diz, na maioria dos casos, basta saber motivá-los e mostrar-lhes o caminho. O resto vem naturalmente por acréscimo.

Beijinhos
Ná - Na casa do Rau

Luís Coelho disse...

Os jovens são de uma generosidade sem limites e quando são bem liderados eles entregam-se a esses projectos de alma e coração.
Recordo a colónia de férias da Cáritas na praia do Pedrogão e tantas outras actividades que eles desenvolvem e muito bem.

Saozita disse...

Olá João Soares, sem dúvida que é um mito, talvez com toques de egocentrismo por parte de quem acha a sua geração sempre melhor que as actuais. Sempre assim foi, as gerações anteriores, sempre consideraram as gerações jovens como "rascas". O que de todo não é verdade, para mim é inaceitável, cada geração tem em si o peso da responsabilidade do seu tempo. A educação é dada pelos precedentes, mas temos que aceitar a mudança... o problema é que existem muitos "velhos do Restelo", sempre prontos a criticar e a menosprezar o valor dos jovens.

Tenha uma boa semana.
Bj

A. João Soares disse...

Amiga Sãozita,

Sem dúvida que em cada época há uma ou duas gerações que detêm as rédeas do Poder e são responsáveis por preparar o futuro delas e dos seus descendentes. Não pode haver roturas, mas sim uma sequência, uma continuidade. A geração dominante de amanhã está a agora ser preparada. No nosso caso, com as condescendências soxiais, da Justiça e principalmente da Educação, a preparação não é a ideal.
Felizmente, de entre toda a multidão irresponsável estão a sobressair jovens com qualidades muito positivas, como tenho salientado no blog Do Miradouro. Para bem deles e de Portugal, oxalá continuem a pensar mais no engrandecimento de Portugal do que nos benefícios pessoais como tem acontecido com as gerações actuais, Oxalá não lhes falte sensatez e coragem para tomarem as decisões mais adequadas. Oxalá não tenham a loucura dos que agora têm mais de 50 que, depois do 25 de Abril, destruíram o que havia de bom e nada construíram de melhor. Veja, por exemplo, o erro do encerramento das escolas técnicas de que hoje se sente a falta na formação profissional.
Mudar é necessário, mas tem que ser uma mudança para melhor. Para pior já basta assim.

Será bom que as inteligências dos actuais jovens os orinete no melhor sentido.

Beijos
João
Do Mirante

A. João Soares disse...

Caro Luís Coelho,

Sem dúvida que os jovens são generosos. Mas a humanidade de hoje, não está necessitada de jevens dóceis e obedientes a líderes mais idosos das gerações perdidas que conduziram o mundo a guerras, a intrigas e ao consumismo dependente da adoração do dinheiro. A humanidade, hoje, precisa de jovens com ideais de ética de valores espirituais de conceitos sociais de equidade, de justiça social, que se sintam capazes de dar novo rumo à vida das Nações. O mundo em que viverão dependerá muito da sua capacidade de liderança, de governação, em que não haja crimes contra a siocisdaes que não sejam punidos com rapidez, em que não haja casos como o Casa Pia que dura 7 anos, ou o Freeport que custa caro ao Estado e que serve apenas para ocultar a verdade, ao Face Oculta, ao Apito Dourado, etc É preciso que a lei e a Justiça funcionem imparcialmente de igual forma para todos.

É essa a grande tarefa que pesa nos ombros dos jovens de hoje. Têm que dobrar o Bojador.

Um abraço
João
Do Miradouro

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