02 setembro 2010

Ah filho de Maputo!

Ah filho de Maputo!
que ranges balas aos teus,
matas crianças aquém…
…aquém de fome
se matam também.

Ah filho de um Cabrão!
lambes a morte
do teu filho sem nome
onde a miséria
se consome
a um palmo do chão.

Ah filho de Maputo!
que puta alguma te pariu,
soubesses tu o nome
de quem te alimenta,
esquecerias o teu.

2 comentários:

david santos disse...

Fantástico, Conceição, fantástico!

A um palmo do chão
e mesmo lá nas alturas
está o filho de um cabrão
que saiu de virgens nuas.
Pela cor exploradas
e lindos interiores
servindo de almofadas
à besta branca, senhores!

Abraços

Saozita disse...

Olá Conceição, um poema com conteúdo. Escreves muito bem e com talento.
Parabéns.

Sãozita

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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