01 setembro 2010

Justiça Social ???

Vejamos onde se encontra a real origem do Poder que nos domina.

Para acabar com a crise e desenvolver o bem-estar dos portugueses, surgem as mais diversas sugestões. Agora, no Público aparece esta que merece séria meditação.

O presidente da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, que detém a cadeia de supermercados Pingo Doce e os hipermercados Feira Nova, defende redução do IRS e IRC e aumento do IVA, considerando que «o próximo Orçamento do Estado (OE) é “a última oportunidade para reduzir o papel do Estado-sorvedouro dos impostos”

Ou sou mais ignorante do que pensava ou esta proposta de um capitalista não surpreende absolutamente nada. Defende os seus interesses e os dos seus pares do topo da lista dos mais ricos e não tem escrúpulos de agravar tragicamente a vida dos mais pobres. Efectivamente, quer aliviar o IRS e o IRC que afectam mais os que têm rendimentos mais altos e libertam os que pouco têm.

Pelo contrário, quar agravar o IVA que afecta, por igual, todos os consumidores desde o mais pobre que apenas compra um pão para enganar a fome.

Se tal ideia fosse aceite aumentaria de forma trágica o fosso, já demasiado acentuado, entre os mais ricos e os mais pobres!!!

Imagem da Net

6 comentários:

A. João Soares disse...

Para compreender o tema deste post, notar que, segundo a notícia do Público Padre Lino Maia pede desígnio nacional no combate à pobreza, o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), defendeu hoje que o combate à pobreza seja encarado como “um desígnio” nacional para atenuar e vencer um flagelo que diz atingir cerca de 20 por cento da população portuguesa. Segundo ele, cerca de dois milhões de portugueses vive no limiar da pobreza.

João

MaFaR disse...

Eu também pergunto: Justiça Social onde moras?

Saozita disse...

Caro João Soares, é uma tristeza andar sempre a ler e ouvir o mesmo e constatar a ineficácia dos políticos que nos governam! Têm medo de perder as graças do voto para as próximas eleições!
Seria muito fácil reduzir a despeza, primeiro baixar salários astronómicos dos gestores públicos, e a porta aberta para quem discordasse, há por aí muitos gestores mais novos, a quem dar uma oportunidade! 2º Criar um teto máximo de reforma 5000 euros, acabar com as acumulações de reformas e a existência de reforma única. 3º Aumentar os salários do Zé Povinho, que já não consegue viver, com os actuais salários, é preciso estimular a procura interna para estimular a economia. 4º Apostar nos produtos nacionais para criar emprego e gerar estabilidade... enfim qualquer político interessado, já teria chegado a estas ideias, o problema é que estando ao serviço dos poderes instalados,existe a disciplina partidária e não fazem, nem deixam fazer... quer dizer tudo na mesma.

Relativamente ao Sr. Jerónimo Martins é mais um empresário sem escrúpulos e puxando a brasa à sua sardinha, mais dinheiro para o seu bolso! Uma medida justa seria taxar 50% as fortunas pessoais destes sanguessugas do povo, que pagam mal e porcamente, baseados na política de baixos salários, tantas vão fazer, que o consumo interno vai cair de tal forma, que dentro em breve estaremos com outra recessão económica... melhor já andamos em situação crónica de economia estaganada e deficitária há muitos anos!

Tenha uma boa semana.

Bj.

Sãozita
Bj

Sãozita

A. João Soares disse...

Amiga Sãozita,

Os políticos não são santos. São humanos, de má qualidade, demasiado vaidosos, ambiciosos e arrogantes (com o Rei na barriga). Estão sujeitos a demasiadas pressões: o resultado das próximas eleições, a preparação de tachos para quando saírem do poder, o que os leva a submeterem-se a pressões dos potenciais empregadores (bancos grandes empresas, etc). Não é por acaso a ideia de Alexandre Soares dos Santos. Irá resultar em favor das grandes empresas. Já há poucos anos o IVA passou de 17% para 21%, coisa que prejudicou mais os pobres do que os ricos. Veja lá se em vez disso criaram mais um escalão para o IRS ou o IRC dos mais ricos. Isso seria um erro contra os interesses pessoais dos políticos, por ir prejudicar os amigalhaços que financiam a corrupção e os tachos dos políticos reformados, gerontes.

Muito se pode dizer sobre isto. Mas os reais detentores do Poder, os ricaços não andam distraídos. Por isso, não devemos deixar de reclamar, porque embora os resultados pareçam nulos, um dia serão notados. No Maputo está a viver-se uma agitação devida à acumulação de más governações e à INJUSTIÇA SOCIAL que foi sedimentando ao longo de anos. Cá acontecerá algo parecido.

Repare que a crise em que vivemos já há demasiado tempo foi originada pela alta finança e os bancos continuam a gabar-se de ter bons lucros à custa de quem lhes pede emprestado e dos que lá depositam as poupanças, as comissões estão sempre a entrar provenientes de qualquer pequeno serviço que fazem. «Não dão um ponto sem nó». E os mais abonados em recursos financeiros não deixaram de se servis dos paraísos fiscais. Agora o dono da Jerónimo Martins bate na velha tecla. Qualquer dia aparece outra cabeça dos mais ricos da liata. Fazem escala para cada um apitar por sua vez a fim de manterem os políticos sempre atentos às ordens que dali vêem
Beijos
João
Só imagens

lidiasantos almeida sousa disse...

Já deixei este comentário num dos seus inumeros Blogs. Gostaria de perguntar ao Sr.Soares dos Santos para que serve a sua Fundação de que é Presidente o Sociólogo António Barreto, alem de um estudo já publicitado por toda a comunicação social mas que não adianta nada. Em contra partida, sendo este Senhor um dos mais ricos do País e empresário dos Supermercados Pingo Doce, onde trabalham milhares de mulheres e que eu saiba as suas remunerações são sensivelmente iguais aos seus concorrentes, não seria mais util fazer uma fundação para os filhos das suas empregadas e dou-lhe como exemplo uma PME Bruno Janz fundada em 1905 por um Eng. Suisso. Este Senhor foi casado com uma Senhora chamada ESTER JANZ, que antes de morrer criou uma Associação ESTER JANZ, para todos os seus empregados, desde operários a Engenheiros , acolherem os seus filhos desde o berçário até ao Ensino Básico. Isto sim é uma maneira de aplicar o dinheiro dos lucros e não pagar impostos. Podem ver na Internet ASSOCIAÇÃO ESTER JANZ, e apreciarem uma verdadeira joia de solidariedade para com os funcionários. Este Senhor ou agora os seus descendentes,não precisam de andar sempre na comunicação social a fazer queixinhas, enfrentando a crise com toda a coragem e continuando a sua obra. Estes sim são os verdadeiros empresários portugueses e não os que estão sempre a ameaçar que levem as empresas para o estrangeiro. Espero que publiquem a minha mensagem e não a censurem.

lidiasantos almeida sousa disse...

Obrigada João Soares, o seu comentário é de uma lucidez espantosa não indo na conversa da sereia deste Senhor, que está sempre a fazer queixinhas e a ameaçar que leva o negócio para o estrangeiro. Ele deve é copiar a acção benemárita da falecida ESTER JANZ, que fundou A ASSOCIAÇÃO ESTER YANZ para os empregados da firma de seu marido BRUNO JANZ, que sendo suisso deu uma lição a estes empresários de pacotilha que se cumprissem o seu dever não era necessária tanta dependencia do Estado. Por favor veja na Internet e publicite esta obra para ver se os velhos do Restelo copiam. Obrigada e bom fim de semana.

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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