19 outubro 2011

ACORDEMOS O SILÊNCIO


Soem sirenes inquietas
Acordem o silêncio do mundo

Que dorme no muro da indiferença

Sobre os escombros da incerteza

E da inquietação.


Soem trombetas de alerta

Alertem consciências moribundas
Dos poderes da ganância
Que nos devoram

Nos sugam a razão.


Soem gritos silenciosos

Sufocados nas gargantas

Pelo fumo da mentira

Pela poeira da corrupção.

Que se ergam raios de sol

Neste céu cinzento

De nuvens carregadas

Onde a nossa alma

Se alaga

Pela chuva da desilusão.


Mário Margaride

4 comentários:

A. João Soares disse...

Amigo Mário,

Que despontem raios de sol de confiança e esperança que façam fundir a podridão que nos sufoca, nos suga o sangue e as energias.

Parabéns pela sua vontade de ver surgir um novo Portugal, isento de corrupção de «provincianos deslumbrados» que apenas pensam em acumular mais riqueza pessoal e dos amigos.

Abraço
João

David C. disse...

"Onde a nossa alma se alaga pela chuva da desilusão" me gusto esa frase.

Mário Margaride disse...

Esperemos que sim, amigo João. Já é tempo de abrirmos os olhos, e mudarmos o rumo deste país à beira mar plantado.

Abraço forte!

Mário

Mário Margaride disse...

Obrigado, amigo David.

Abraço!

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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