30 outubro 2011

COMO TE COMPREENDO...



Justiça! Onde paras minha amiga?

Tento encontrar-te por toda a cidade

Não sei o que é feito de ti!

Fizeram-te mal?

Tiraram-te a virtude de seres justa

E desapareceste com vergonha de ti própria?

Foi isso não foi?

Bem me parecia.

Andam tantos malandros

Tantos criminosos á solta

E tu nada fazes

Sentes-te impotente
Castrada, pois é
Mas quem te faz tudo isto?

Que fez de ti

Mera decoração no tribunal?

Onde nada decides

Ou decides tarde e más horas

E quase sempre mal

Será que podes dizer-me?

Não podes?
Imagino que não
Estás envergonhada?

Pobre de ti justiça…

Podes ter a certeza
Se não fores séria e justa

De nada servirás

Passas a ser o contrário de ti própria
Injusta
Mas sentes-te amarrada

Nos tentáculos do poder

Não é verdade?

Como te compreendo minha amiga

Como te compreendo…


Mário Margaride

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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