24 abril 2012

O Dr. Rui Rio não é fascista, é só um grunho delinquente e inseguro

Por: Joe Médicis

Hoje sinto que tenho que escrever. E no entanto, o peso do que quero dizer é tão grande que estou há uns bons 10 minutos a olhar para um ecrã vazio, sem ter conseguido escrever uma única palavra que seja (até agora).
Este bloqueio deve-se à irritação natural que resulta de ver gente violentada pelos organismos que a deviam proteger, a que acresce o fervilhar do sangue decorrente de, desta feita, se tratar da “minha gente”.

Hoje, ( 19 de Abril de 2012 ) Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, ordenou o despejo da Escola da Fontinha, edifício abandonado há anos, reclamado por uma organização de carácter cultural e educativo, sem fins lucrativos, e actuando em parceria com a comunidade que serve.

Durante 5 anos, o abandonado edifício foi ocupado para fins de “casa de chuto” não supervisionada, sem que o impacto de tal actividade económico-social (ilegal em Portugal) preocupasse as autoridades policiais e camarárias.

No entanto, bem mais perigoso do que uma pandilha de zombies adormecidos pela heroína, é um grupo de gente inteligente, activa, empreendedora, criadora de sonhos, fabricante de asas que fazem as crianças voar. Gente que consegue fazer o que as escolas públicas não fazem (nem foram desenhadas para tal).

Iniciativa puxa iniciativa, e de três gatos pingados a aparecerem, passam a 30 ou a 300, e aí a coisa começa a incomodar quem trabalha diariamente por manter a populaça submetida aos desígnios dos Senhores da Pátria. Vai daí, há que cortar o mal pela raíz, e fazê-lo com eficácia e determinação, a saber:
  • Encomendar à polícia, a mesma que ainda há poucas semanas descascou valentemente numa manifestação pacífica, que apareça em grande número para garantir uma limpeza rápida do local, com direito ao uso da força

  • Vigarizar uns bombeiros, dizendo-lhes numa acção de formação que devem comparecer no dia seguinte vestidos à civil e de cara tapada para um simulacro a realizar no Porto (não lhes disseram que iam ajudar a despejar a Escola da Fontinha)
  • Esvaziada a escola, destruir a totalidade do património educativo lá presente, atirando-o pela janela no próprio dia da acção de despejo, assumida literalmente pelas “autoridades”.
  • Impedir a comunicação social de relatar o caso com isenção, através de propaganda política nos órgãos estatais e do impedimento levantado aos jornalistas que pretendiam visitar o local

O Senhor Rui Rio suporta a sua decisão com a falta de vontade do projecto em causa de assumir uma renda simbólica de 30 Euros mensais. Eu diria que o argumento ou é ridículo por não corresponder à verdade ou, de forma mais evidente, por demonstrar a falta de competência do Senhor Rio e sua equipa, ao não reconhecerem que o serviço prestado por esta organização poupa à cidade muitos milhares de Euros por ano, e gera riqueza cultural e económica de longo prazo. Esses 30 Euros de renda deviam ser transformados em 30,000, mas de subsídios camarários de elevado retorno para a cidade.
Com tudo isto, o uso da força, a aparente perseguição à Cultura independente e a manipulação dos media levaram muitos a afirmar que o país vive num período Fascista. Não estou de acordo, porque tenho dificuldade em reconhecer no actual estado algumas das suas características ideológicas.
Realmente, tenho a sensação de que não há uma ideologia política de suporte das acções da actual classe política em Portugal. São demonstradoras, isso sim, de uma delinquência perigosa, criminosa na maior parte dos casos, mesmo à luz das leis que esses mesmos vândalos desenham para encapuçarem as suas acções.
O País, está neste momento na mão de criminosos sem escrúpulos, de uma máfia aniquiladora, bem mais perigosa do que o mais sério dos assassinos detido em território nacional.
Desse ponto de vista, o Dr Rio (e outros como ele) não é fascista. É um grunho delinquente e inseguro.
  • Inseguro porque não confia na sua posição se misturado com uma população mais culta.
  • Delinquente porque com a sua decisão viola a constituição portuguesa (acima, à direita).
  • Grunho porque escolheu fazê-lo à força bruta e com medidas de destruição deliberada, desrespeitando por completo imensos investimentos financeiros e emocionais da população que representa, ou devia representar.
A vida bafejou-o, até ver, com a sorte de estar a violentar gente que, pela sua cultura superior, evita a violência como forma de resposta.
E por falar em gente superior, apreciem este magnifico vídeo sobre o que se faz no Projecto ES.COL.A.




Es.Col.A da Fontinha from Viva Filmes on Vimeo.
Nota: De A Voz do Povo
          Estamos nós prestes a comemorar o 25 de Abril, e aínda proliferam políticos desta estirpe de malfeitores e mentecaptos sem escrúpulos na nossa sociedade. Este Rui Rio, é sem dúvida o exemplo disso, pena que os Portuenses nele tenham votado, pois agora é mais um beneficiário das reformas douradas, à custa do Povo. Deveria ser preso por atentar contra a Constituição da República Portuguesa.

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