14 outubro 2013

General da Força Aérea arrasa Ministro da Defesa

in: Não votem em corruptos, pensem! 12/10/2013


Ex..º Sr. General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional.

Caro camarada:
Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos.
Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1 de Fevereiro. De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe.
Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas.
Diz o Sr. Ministro quea solução está em todos nós. Em cada um de nós”. Não é verdade! A solução está única e exclusivamente na substituição da classe política incompetente que nos tem governado (?) nos últimos 25 anos, e que nos tem levado, de vitória em vitória, até à derrota final! Os comuns cidadãos deste País, nomeadamente os militares, não têm qualquer responsabilidade neste descalabro. Como disse o Sr. Coronel Vasco Lourenço no seu livro, os militares de Abril fizeram uma coisa muito bonita, mas os políticos encarregaram-se de a estragar…”
Diz também S. Ex.ª que as Forças Armadas estão a ser repensadas e reorganizadas. Ora, se existe algo que num País não pode ser repensado nem modificado quando dá jeito ou à mercê de conjunturas desfavoráveis, são as Forças Armadas, porque serão elas, as mesmas que a classe política vem sistematicamente vilipendiando e ultrajando, a única e última Instituição que defenderá o Estado da desintegração.
Fala o Sr. Ministro de algum descontentamento protagonizado por parte de alguns movimentos associativos. Se S. Ex.ª está convencido que o descontentamento de que fala se limita a “alguns movimentos associativos”, está a cometer um erro de análise muito sério e perigoso, e demonstra o desconhecimento completo do sentir dos homens e mulheres de que é o responsável político. Este descontentamento, que é geral, não tenha dúvida, tem vindo a ser gerado pela incompetência, sobranceria, despudor e, até, ilegalidade com que sucessivos governos têm vindo a tratar as Forças Armadas. É a reacção mais que natural de décadas de desconsiderações e de desprezo por quem (é importante relembrar isto) vos deu de mão beijada a possibilidade de governar este País democraticamente!
As Forças Armadas não querem fazer política! Não queiram os políticos, principalmente os mais responsáveis, “ensinar” aos militares o que é vocação, lealdade, verticalidade e sentido do dever. Mesmo que queiram, não podem fazê-lo, porque não possuem, nem a estatura nem o exemplo necessários para tal.
Quem tem vindo a tentar sistematicamente destruir a vocação e os pilares das Forças Armadas, como o Regulamento de Disciplina Militar, destroçado e adulterado pelo governo anterior? Quem elaborou as leis do Associativismo Militar, para depois não hesitar em ir contra o que lá se estabelece? Quem tem vindo a fazer o “impossível” para transformar os militares em meros funcionários do Estado? Apesar disso, tem alguma missão, qualquer que ela seja, ficado por cumprir? Fala S. Ex.ª de falta de vocação baseado em que factos? Não aceita S. Ex.ª o “delito de opinião”?
Não são seguramente os militares que estão no sítio errado!
Por tudo o que atrás deixei escrito, sinto-me profundamente ofendido pelas palavras do Sr. Ministro.

Com respeitosos cumprimentos de camaradagem

EDUARDO EUGÉNIO SILVESTRE DOS SANTOS
Tenente-General Piloto-Aviador (Ref.) 000229-B

P.S. – Informo V. Ex.ª que tenho a intenção de tornar público este texto.


 

4 comentários:

victor simoes disse...

Concordo perfeitamente com as observações aqui expostas, pelo sr. Tenente General Silvestre dos Santos.
Também acredito, que só as Forças Armadas, poderão ser o garante da Soberania Nacional.
É tempo de colocar um fim, nos desmandos em que o país se encontra, às mãos de irresponsáveis políticos.
Acredite Sr. General o Povo está com as Forças Armadas, não com estes políticos sem escrúpulos.

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Concordo com este manifesto de indignação. Os nossos desgovernantes ainda não tomaram consciência da sua insanidade e cada dia se afundam mais degradando e destruindo o nosso país.

Vão acabar mesmo com as Forças Armadas. Não tenho dúvida.
A Merkel manda os seus lacaios e quando já nada tivermos ela fará o resto - golpe de misericórdia.
Este políticos ainda pensam que ela os aproveitará....

Anónimo disse...

homens destes é k a patria precisa

Anónimo disse...

Sou solidária com a vossa indignação mas acreditem que o objectivo do PAE para as Forças Armadas é desmantelar cada vez mais e subcontratar empresas pertencentes a actores económicos internacionais para prestarem serviço às Forças Armadas. Considerando o verdadeiro objectivo que o poder político governativo quer impor a Portugal, considerando quee o poder partidário político quererem a renegociação da dívida decidi exercer o meu dever de cidadã e peço a todos vós que peguemos no porte d'arma, PRINCÍPIO DE AUDITORIA DE CIDADÃO À DÍVIDA, que lancei em Portugal, baseado no direito nacional e internacional, para que nós Cidadãos, possamos nos defender, efectuando um auditoria financeira ao Estado, na presença de auditores estrangeiros que pertencem a organizações internacionais que lutam pela mesma causa (anulação da divida enquadrada na ilegitimidade; responsabilizar em tribunal internacional todo aquele que as contraiu), pois esta é a melhor arma que temos e é eficaz e ainda por cima é legal.
Assinem e divulguem para que possamos obter 36.000 assinaturas no mínimo.
Estejam cientes que o inimigo, este poder político governativo não parará de decapitar os direitos básicos do Cidadão, seus, dos vossos filhos, familiares e amigos.
Não tenham medo olhem para os Cidadãos de Badalona, uma cidade, que activou este mesmo instrumento que vos proponho e anulou as dívidas enquadradas na ilegitimidade.
NÃO NECESSITA SER APROVADO POR NENHUM ÓRGÃO DO ESTADO.
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2013N38162

Evelyn MCH

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