05 março 2009

Retirem-nos estes cadeados




Libertem-me!
Retirem-me estes cadeados,
que se escondem na vergonha
nos meus pulsos de mulher.

Vivo como uma escrava
encarcerada em roupas malditas,
sinto o chão desabar
sobre os meus pés descalços.

Sou um pedaço de carne
que atiram aos cães
quando deixar de ser útil
libertem-me!

Desta libertinagem,
deste país,
onde os homens
nos olham como se fossemos
a maldição.

3 comentários:

victor simoes disse...

Poesia é comunicar, fazer chegar a palavra, ao fundo da alma.
Parabéns aos poetas do Povo.

Bjs

A. João Soares disse...

É preciso dignificar a mulher, as nossas mães as nossas irmãs, as nossas mulheres, as nossas filhas, e nestas quatro palavras incluo todas as mulheres que se procuram dignificar a si próprias tornando-se merecedoras do respeito de todos os seres humanos.
O amor à humanidade, aos outros, começa pelo esmero do próprio comportamento, da justificada auto-estima.
Parabéns pelo poema
Abraço
João Soares

david santos disse...

"Minha mãe comprou-me ou vendeu-me numa berma daí de uma estrada qualquer.
Prostituta Sagrada.
Todo o mundo a via.
Por isso, minha mãe, tão brilhante e tão amada, ainda hoje eu lhe chamo de meu Anjo da Guarda, porque nunca se escondia".

A outra, a adulterada, sempre escondida ou guardada, não pode contar para nada.

Em frente mulheres sem medo ou receios!!!!
Porque que se estes vos tomarem, os (.) outros deixam-vos sem seios...

(.) = Parasitas, assassinos, cobardes e ladrões…

David Santos

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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