16 fevereiro 2010

(Des)Governador do Banco de Portugal


          Este senhor Vitor Constâncio, que tantas amarguras nos tem causado como Governador do Banco de Portugal, acaba de ser eleito para Vice-Governador do Banco Central Europeu! Fiquei sériamente apreensivo, afinal nós por cá, a julgarmos o homem como incompetente, parece que é do melhor que há a nível europeu!
          A minha apreensão vai no sentido de que afinal, para se ser bem sucedido não será pelo bom desempenho e competência, mas sim pela subserviência política e claro no mapa da " Eurolândia ", o perfil deste nosso desgovernador, assenta como uma luva. Assim é efectivamente num jogo de geoestratégia da actual família política que gere a Europa! Em benefício e crédito de Portugal, não consigo observar nenhuma vantagem, como nos querem fazer querer por ter um português numa alta instância financeira europeia.
         Estes "polítiqueiros" existem para se servirem e não para servirem o país! É triste ver este senhor a aconselhar a manutenção de baixos salários e a miséria do povo, quando para ele entram milhares no bolso no desempenho de um mau serviço ao país, de notar que no ranking dos salários dos presidentes dos bancos centrais, Vítor Constâncio é o terceiro mais bem pago do mundo, com 250 mil mil euros de vencimento anual, 18 vezes mais que o rendimento per capita nacional, só atrás do governador do banco de Honk Kong (que recebe 896 mil euros por ano) e do da Itália (que aufere 650 mil euros por ano), sendo agora premiado com mais um tacho e mais 50.000 euros anuais, passando a auferir cerca 300.000 euros anuais, portanto mais 20%!
         Segundo Eugénio Rosa ( economista ) " (...) Neste momento, o discurso habitual quer do governo quer das entidades patronais, quer do próprio governador do Banco de Portugal, e mesmo de muitos órgãos de comunicação social, é que a crise que enfrenta o nosso País exige sacrifícios, mas do que normalmente acabam por referir é sobre a "necessidade de contenção salarial", ou seja, de sacrifícios sim mas apenas para os trabalhadores.
          É um dos argumentos mais matraqueados é que a produtividade dos trabalhadores portugueses é muito baixa, procurando assim fazer pensar que a culpa da baixa produtividade é dos trabalhadores. Interessa, por isso, continuar a desmontar este discurso governamental e patronal.(...) tendo em conta os salários que recebem, a produtividade dos trabalhadores portugueses, em termos relativos, até superior à produtividade dos trabalhadores dos outros países da União Europeia. (...) os valores mais elevados de produtividade estão sempre associados a salários mais elevados, não sendo por isso legitimo esperar aumentar significativamente a produtividade em Portugal sem aumentar simultaneamente o nível de remunerações que continua a ser o mais baixo de toda a União Europeia.(...) Um novo modelo de desenvolvimento económico para Portugal tem que assentar em trabalho qualificado, com remunerações que se aproximem da média da U.E., e em segurança no emprego. E é evidente que esse modelo só será também possível com uma repartição muito mais justa da riqueza do que aquela que se verifica em Portugal actualmente, pois essa repartição diferente é condição indispensável para a existência de um mercado interno em crescimento continuado que é a base do desenvolvimento efectivo de qualquer país.(...)" Resistir.Info

4 comentários:

direitinho disse...

Ultimamente este senhor só dizia disparates não falando dos que certamente fazia.
Baixar os salários....
Aumentar impostos.....
Vender o Ouro de Portugal....
Deixem-no ir pois gente desta não nos faz falta e certamente será mais uma maneira de nos calar de vez

david santos disse...

Mas afinal onde nos enfiaram?
Não foi na Europa de Blair, Durão Barroso e toda a corja de bandidos que têm destruído os países a que pertencem. Sem contar com o terrorismo que eles próprios, a soldo de Bush, espalharam pelo mundo. Neste Portugal e não só, apenas os incompetentes e desonestos têm o tacho assegurado. Não há lugar para pessoas decentes.
A verdade é que para se ser honesto, não se pode contar com estes tachos.
Por isso, acho bem que assim seja: ladrões e bandidos a um lado. Trabalhadores e honestos noutro. Nada de misturas.

david santos disse...

Passei para desejar um bom fim-de-semana a todos os visitantes, colaboradores e amigos deste blogue e aproveitar para lembrar Eugénio Rosa, para que ninguém esqueça, que o PCP votou o aumento de receitas para Alberto João. Quanto ao Bloco, bem deste, ainda que haja quem pense o contrário, podemos contar contudo. Até votar como vota Alberto João.
Mas o PCP não. O PCP tem outros deveres e outras responsabilidades. Não pode andar atrás do bloco, que nada conta nem virá a contar.

jRodrigues disse...

É fantástico o sistema monárquico que se estabelece no monopólio dos bancos e das grandes entidades económicas portuguesas, em que quanto mais incompetente se for, maior e mais remunerado é o cargo com que fica, caso deste senhor e do Rui Pedro Soares da PT, o célebre.

Cumprimentos,

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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