10 abril 2008

À Atenção dos contribuintes 3 - Portugal a saque!!!


Caríssimos, no seguimento do tema que aqui iniciei, venho desta forma publicar mais um texto que me foi enviado via e-mail. Claro que o suporte desta informação é o que tem vindo nos jornais e que já é do conhecimento de muitos portugueses. Nunca será demais divulgar no nosso blogue e contribuir, para que chegue a mais gente! Na verdade este caso em concreto, vem ilustrar categóricamente o que já antes neste espaço se tem falado, em relação aos jogos de interesses e currupção instalada nas mais altas esferas políticas. Porque é que este senhor, e outros iguais não prestam contas perante a Justiça? Os políticos estão acima da lei? O caso Apito Dourado, e outros como o de Fátima Felgueiras, não são consideráveis em comparação com semelhante golpe nas finanças portuguesas. O sr. Engº Ferreira do Amaral, preparou bem o terreno, em proveito próprio e não acautelou os superiores interesses de Portugal, como era seu dever e obrigação. Portugal está a saque!!!




DIÁRIO DE NOTICIAS 09 / 04 / 2008
Estado arrisca pagar 35 milhões por ano à Lusoponte
ANA SUSPIRO
Perda de tráfego e receitas na Ponte Vasco da Gama

O Estado deverá ser confrontado com um pedido de indemnização de pelo menos 30 a 35 milhões de euros por ano da Lusoponte pela entrega a terceiros, via concurso público, da componente rodoviária da ponte Chelas/Barreiro.

Este é um valor mínimo que reflecte o impacto anual que a nova travessia deverá ter nas receitas da Ponte Vasco da Gama entre 2014 e 2018, ano em que estará em operação plena o novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete.

Em causa estão 140 milhões de euros por quatro anos.

Segundo projecções ontem divulgadas pela Rede de Alta Velocidade (Rave), a perda de tráfego da Vasco da Gama no primeiro ano de operação da nova travessia será da ordem dos 28 mil carros/dia, dos quais metade (14 mil) pagam portagem.
Esse número, que hoje representa cerca de 40% do tráfego Vasco da Gama, traduz uma perda de receita anual da ordem dos 18 milhões de euros em portagens a partir de 2014.
Uma soma que resulta da actualização anual da taxa média cobrada por veículo com base na inflação, que passará de 2,785 euros para 3,52 euros nesse ano.

Só que o contrato de concessão prevê que eventuais indemnizações por perda de tráfego tenham como ponto de partida a diferença entre a previsão do número de carros que a Vasco da Gama terá em 2014 e o cenário base contratualizado com o Estado. Sem confirmar valores, fonte oficial da Lusoponte disse ao DN que o tráfego previsto no caso base contratualizado com o Estado para esse ano é de 105 mil carros/dia. Ora as estimativas do relatório da terceira travessia prevêem, num cenário intermédio de procura, que a Vasco da Gama tenha 57 mil carros/dia em 2014 com a concorrência da Chelas/Barreiro. Sem esse efeito, a Vasco da Gama teria no mesmo ano 75 mil carros/dia.

As duas travessias exploradas pela Lusoponte vão ser as principais contribuintes com automóveis, com 80% do tráfego global esperado no primeiro ano da nova ponte, ou seja, cerca de 55 mil carros por dia (com entradas e saídas) num universo de 69 mil veículos diários. O contributo está mais ou menos dividido com uma ligeira vantagem para a 25 de Abril, por causa do efeito que terá a construção de um viaduto sobre um braço do Tejo que ligará o Seixal à nova travessia. Só que este efeito, que hoje representa 17% do tráfego da 25 de Abril, deverá ter menos impacto nas receitas porque se espera que a procura reprimida (que hoje não usa a 25 de Abril por causa dos congestionamentos) compense mais rapidamente a perda.

Na Vasco da Gama, a recuperação será mais difícil, embora projectos como a plataforma logística do Poceirão possam contrariar parcialmente a perda. Mas só com a entrada em funcionamento do aeroporto, em 2018, é que a Vasco da Gama conseguirá ultrapassar este efeito e mais que compensar o prejuízo. E é este o grande argumento que o Estado tem para renegociar o contrato que hoje dá a exclusividade das travessias rodoviárias do Tejo à Lusoponte.

A forte transferência de tráfego já existente para a nova ponte é o argumento da Rave e do Governo para responder às críticas dos ambientalistas que ameaçam com uma queixa na Comissão Europeia por causa dos impactos resultantes da entrada de mais carros em Lisboa. As projecções são de um acréscimo de 5000 mil carros/dia (2500 a entrar) em Lisboa por causa da Chelas/Barreiro, o que representa apenas 7% do tráfego total. O resto vem das actuais travessias (80%) e do movimento rodoviário transferido de outros corredores devido à relocalização de actividades. A Rave prevê ainda uma perda marginal nos transportes públicos, como resultado da nova ponte, afectando mais o transporte fluvial.


Segunda-feira, Outubro 08, 2007
Mais um tacho/ contrato bem feito
Por causa de um inenarrável contrato assinado em 1994, a Lusoponte tem o exclusivo rodoviário na travessia do Tejo a jusante da ponte de Vila Franca de Xira.
Quem negociou tão original contrato?
O ministro das Obras Públicas,
Engº. Joaquim Martins Ferreira do Amaral.
E por causa desta exclusividade, a Lusoponte poderá vir a receber uma compensação por causa da construção da terceira ponte sobre o Tejo .
Quem é que está contente?
O presidente do Conselho de Administração da Lusoponte, Engº. Joaquim Martins Ferreira do Amaral.
Democratizado por Tiago Carneiro

4 comentários:

Sérgio Costa disse...

Vivemos num país empanturrado de betão onde se esquece o mais importante. Vivemos também num país onde ex-membros do governo saltam para as direcções das empresas que mais lucram na hora de se contruirem infra-estruturas pedidas pelo governo

A. João Soares disse...

É a lei das compensações, como se conta numa anedota. Ou é o sentimento de gratidão, hoje muito em voga entre os políticos e os seus relacionamentos. A simpatia dos políticos para os capitalistas empresários provoca destes, em compensação, simpatia adequada, gratidão pelas atenções~recebidas.
Eles vivem num paraíso, em perfeita harmonia. Só que as atenções dos políticos têm custos lesivos para os contribuintes.
E mais não pode dizer-se...
Abraço
A. João Soares

david santos disse...

Ninguém tenha ilusões...; ou aparece quem acabe com eles ou eles deixarão a nossa juventude na miséria ao sabor do que essa "entidade" patronal lhe queira fazer.
Ninguém pense que esses ladrões e os partidos que nos têm governado não são "vinho da mesma casta".
Parabéns

mitro disse...

Quando se escrever a história destes últimos anos pós 25 de Abril, um nome apropriado para esta cáfila toda que nos tem andado a governar será "Bando de Pulhas"!

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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