26 outubro 2010

Jantar e Fado para conquistar a ONU

Sem rodeios e conforme todos já se aperceberam o nosso país, está à beira da falência e tudo porque a má governação, má gestão, corrupção e vaidade grassam na esfera política portuguesa!
           Pena que os portugueses, aínda que alertados não tenham acreditado, o motivo? A falta de cultura política, décadas de atraso educacional e uma alheação completa para o exercício pleno da cidadania, contribuiram sem dúvida para a iliteracia política.
           Infelizmente os políticos que nos têm governado, são da mais vergonhosa estirpe que a sociedade formou e conseguiram ludibriar os portugueses todos estes anos. Lamentavelmente, nem agora têm coragem para vir contar ao povo, o real estado da economia, limitam-se a sobranceiramente a impor as suas regras como sempre e sobretudo em lugar de diminuir a pobreza com políticas de distribuição de riqueza mais justas, criação de oportunidades, vêm sim aumentar todas as variáveis que empobrecem um país, quem paga a factura é o povo e a classe média em geral.
           Os cortes nos salários dos portugueses, não acompanham de forma alguma, cortes nas mordomias e despesismo inutil dos senhores políticos, mesmo após anunciar o PEC III, foram nomeados gestores para emprezas públicas com vencimentos escandalosos, e continua-se a esbanjar dinheiro, pretende-se aumentar a idade da reforma dos cidadãos, mas não se colocaram os políticos em pé de igualdade. Taxam-se à taxa máxima 23% bens essênciais, como leite enriquecido em cálcio e vitaminas, sumos de fruta, margarinas, óleos alimentares etc.  e pergunto eu, porque o vinho se mantém a 13%? É lamentável, e incompreensível como não só não foram capazes de prever esta situação, como pertendem aínda agravar mais com a imposição de medidas económicamente incorrectas de estagnação completa da economia, na medida em que o consumo interno cairá, gerando um aumento do desemprego, acompanhado de um aumento exponencial da pobreza, da miséria  e fome.
           Portugal não conseguirá nunca com este tipo de acções gerar riqueza e criar empregos, quer dizer que não conseguirá estancar a dívida externa e este é sómente o principio do fim da nossa economia.
           O que propunha? Corte de todas as pensões milionárias acumuladas, criação de um teto máximo para pensões e reformas até 6000 Euros. Definição do Salário máximo nacional para o sector público, com equiparação ao Salário do Presidente da República. Fim de todas as mordomias para políticos, a exemplo do que já se faz na Suécia, idade da reforma igual para todos os cidadãos, mantendo as excepções nas profissões de elevado desgaste, por ex: mineiros. Renegociação dos submarinos, pois o governo português foi ludibriado no negócio. Fim das Parcerias Público/Privadas com nacionalização das respectivas empresas, regulamentação e responsabilização criminal dos políticos em actos de manifesta má gestão, a exemplo do que se faz no sector privado. Aqui ficam alguns exemplos de como Portugal poderia vir a recuperar.
           É inadmissível o rol de escandalos que tem vindo a público de milhões de euros em festas, patrocinios e até a aquisição de um desportivo topo de gama com o erário público.
           A última que soube hoje, segundo notícia do Correio da Manhã, "No âmbito da candidatura a um lugar no Conselho de Segurança da ONU, Portugal – que concorreu contra o Canadá e a Alemanha – organizou, em Nova Iorque, um jantar de gala para cerca de cem embaixadores. Ban Ki-moon, secretário-geral da organização, foi o convidado de honra.
          A festa teve lugar no dia 14, terça-feira, no luxuoso Metropolitan Club. A fadista portuguesa Cuca Roseta actuou durante quarenta minutos.
          O jantar, que foi antecedido por um brinde com champanhe, teve na ementa vinhos brancos e tintos portugueses para acompanhar uma entrada de lagosta e o prato principal de borrego. De sobremesa houve sorvete de limão e manga.
          Segundo Miguel Capucho, empresário da fadista Cuca Roseta, "o evento foi uma operação de charme organizada por Portugal, nomeadamente pelo embaixador da missão junto da ONU, José Filipe Moraes Cabral, para angariar votos na candidatura a um lugar no Conselho de Segurança da organização".
          Ao que o Correio da Manhã apurou, a referida operação de charme custou 31 mil euros (310 euros por pessoa), pagos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pelo Turismo de Portugal."
in Correio da Manhã, Jantar e Fado para Conquistar ONU


           
        

1 comentário:

João Afonso disse...

Ontem fiquei a dever um cêntimo à peixeira porque os trocos de ambos eram escassos. Ora é o unico débito que tenho, de resto está tudo saldado.
A que propósito é que agora me dizem que tenho que pagar uma crise da qual nada tenho a ver, tão pouco utilizo cartões de crédito.
Não será o "conto do vígáro"?
Acudam...ó sr. policia prenda-os que me querem roubar.

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