08 outubro 2010

Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social - ( 3 )


“Toda a pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.”

(Artigo XXV / Declaração Universal Dos Direitos Humanos )







Estatísticas da Fome

            A Terra é actualmente habitada por cerca de 6,7 mil milhões (bilhões) de pessoas.
"Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo, mil milhões ( bilhão ) de pessoas a passam  fome, 30 mil crianças morrem de fome por dia, 15 milhões por ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 mil milhões de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anémicas e estão abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo. A cada dia que passa mais 275 mil pessoas começam a passar fome no mundo."  Márcio Demari ( Planeta de Voluntários )





  
      
         "A partir do primeiro trimestre deste ano, os lucros das empresas dispararam entre vinte a mais de cem por cento ( Financial Times, 10/Agosto/2010, p. 7). Na realidade, os lucros das empresas subiram mais do que antes do início da recessão em 2008 ( Money Morning, 31/Março/2010).
As taxas dos lucros estão a subir em vez de descer, principalmente entre as maiores empresas ( Consensus Economics, 12/Agosto/2010). O acréscimo dos lucros empresariais é consequência directa do agravamento das crises da classe trabalhadora, dos funcionários públicos e privados e das pequenas e médias empresas.
No início da recessão, o grande capital eliminou milhões de postos de trabalho conseguiu recuos dos sindicatos, beneficiou de isenções de impostos, de subsídios e de empréstimos praticamente sem juros dos governos. (...)
          Quando a recessão bateu no fundo temporariamente, os grandes negócios duplicaram a produção com a restante mão-de-obra, intensificando a exploração (maior produção por trabalhador) e reduziram os custos passando para a classe trabalhadora uma fatia muito maior dos encargos com os seguros de saúde e com os benefícios de pensões a aquiescência dos responsáveis milionários dos sindicatos. O resultado é que, embora as receitas tenham diminuído, os lucros subiram e os balancetes melhoraram ( Financial Times, 10/Agosto/2010). Paradoxalmente, os directores-gerais utilizaram o pretexto e a retórica das "crises" oriunda dos jornalistas progressistas para impedir os trabalhadores de exigirem uma fatia maior dos lucros florescentes, ajudados pela reserva cada vez maior de trabalhadores desempregados e sub-empregados como possíveis "substitutos" (amarelos) no caso de acções de protesto. (...) 
Prof. James Petra ( Sociólogo ) in Global Research

          Efectivamente os lucros dos capitalistas estão em crescendo em contrapartida, a miséria e a fome globais aumentam e as metas de desenvolvimento para o milénio  com programa até 2015  nunca mais serão cumpridas e na prática, o que acontece é um agravamento! O que está actualmente a verificar-se é que os detentores do capital, controlam o mundo pelo poder desse mesmo capital, que afinal é quem institui ou destitui governos e por essa via, forjam as respectivas legislações a seu belo prazer de forma a continuarem senhores do mundo para perpectuarem o poder enriquecendo cada vez mais por via da exploração dos trabalhadores. Os políticos, não são mais que serviçais do poder económico!

                                                                        confrontos

   in " No Livro da Vida "

1 comentário:

A. João Soares disse...

Amiga Sãozita,

Mas é lamentável que os políticos vejam o ser humano apenas como relva de estádio que todos pisam, e que a exploram para lhe sacarem grande parte do produto do seu trabalho, a fim de pagar o enriquecimento de corruptos que entram na política, não com ideias generosas, mas apenas com a ambição do poder pessoal, em toda a sua amplitude material.

Beijos
João
Do Miradouro

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