02 janeiro 2011

Firmeza no combate à pobreza


O chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo, disse "Considero essencial que 2011 fique marcado pela firmeza no combate ao desemprego e à pobreza". Mas o fosso entre os mais ricos e os mais pobres vem continuando a aumentar, sem que haja medidas que o reduzam e que tornam a convivência social mais justa e harmoniosa. A pobreza combate-se eliminando o enriquecimento ilícito, a corrupção, o tráfico de influências, o amiguismo nas nomeações de «boys», os negócios sem concurso público, a falta de controlo apertado das despesas, etc.

Do Editorial do Correio da Manhã de hoje extraem-se as seguintes frases:

«o ano anuncia-se mais difícil ainda para as famílias portuguesas. Aumentam os impostos, baixam os salários e reduzem-se direitos sociais há muito adquiridos.»

«Convidamos os nossos concidadãos a, num movimento legítimo e previsto na Constituição, subscrever uma petição que possa levar o Parlamento à desejável aprovação da criminalização do enriquecimento ilícito.»

«A clareza e bondade das leis são mais determinantes no desenvolvimento de um país do que as suas estradas, o TGV ou aeroportos. É tempo de os cidadãos, todos os cidadãos, se aperceberem da relevância das leis no potencial que um país mostra para atrair e criar riqueza. É tempo de, nos casos extremos como este, convocar os cidadãos para intervirem na área política para lá da mera deposição do seu voto nas urnas.»

«Claro que o enriquecimento sem justificação aceitável é já crime em algumas das mais avançadas democracias do Mundo.»

«Mas em Portugal ainda não. Vamos então apelar ao bom senso e até decoro dos nossos eleitos para acabar com uma anacrónica omissão.»

Transcrevo parte de um e-mail com troca de mensagens sobre este tema:

Primeira: Começa hoje o novo Ano, e começa mal com aumentos e mais aumentos, presentes do desgoverno que somos obrigados a suportar, " democraticamente, claro está... Ah, santa ignorância...

Segunda: O Povo está anestesiado e teima em não reagir. Temos que raciocinar que, se estamos em crise, ela deve ser suportada por todos, principalmente pelos que mais têm beneficiado da exploração dos clientes, dos contribuintes, dos utilizadores, dos beneficiários, dos pensionistas. Mas, infelizmente, não está a ser entendido desta forma pelo Poder. Os accionistas das empresas prestadoras de serviços e de comercialização de produtos de consumo não querem prescindir dos lucros habituais, exorbitantes, os seus administradores não querem perder ao salários de nababos e os prémios e as ajudas e de custo e outras mordomias, e por isso, alheios à crise sobrecarregam os clientes, de forma sem pudor, sem vergonha e sem interferência social do Governo. Os possuidores de fortunas amontoadas em alta velocidade, nunca sentem conveniência de travar, de se imporem limites, e é necessário que alguém os faça parar. 

O resultado deste desvario de ambição pelo enriquecimento por qualquer meio é o povinho continuar a ser duplamente explorado em tudo e por todos os tubarões do costume.

E os governantes o que fazem? Não fazem nada para não perder os apoios de quem lhes puxa os cordelinhos, de quem lhes dá, em breve, os tachos que são autênticos asilos dourados para os políticos da terceira idade. Eles asilam-se em bancos, em construtoras, em multinacionais, depois de passarem por cima dos interesses nacionais, dos portugueses.

É preciso denunciar estes escândalos, a fim de o povo abrir os olhos e decidir reagir.

Por tudo isto, e muito mais, devemos colaborar com a iniciativa do Correio da Manhã.

Imagem da Net

4 comentários:

Diogo disse...

Eu colaboro com a iniciativa do Correio da Manhã, mas que esta me causa alguma estranheza, vindo de quem vem, lá isso causa.

A. João Soares disse...

Caro Diogo,

Parece que estamos num ponto em que é preciso esbracejar como o náufrago que tenta não se afogar

Sobre o tema, sugere-se a leitura dos seguintes artigos que também poderão não ser mais do que um esbracejar inconsequente
CAIS quer tornar fenómeno da pobreza ilegal e vai apresentar projecto de lei no Jornal de Notícias e CAIS apresenta projecto para tornar ilegal o fenómeno da pobreza na TSF online, ambos de hoje.

Um abraço
João
Do Miradouro

victor simoes disse...

Olá caro amigo João Soares, antes de mais, aqui ficam os votos de um Bom Ano 2011 para si e família.

Relativamente ao post, neste momento Cavaco Silva, cidadão acima de qualquer suspeita e mais honesto que qualquer português, segundo palavras do próprio... faz o papel de candidato às presidenciais que se avizinham.
É certo e sabido, que este candidato Aníbal Caváco Silva, nada fez enquanto Primeiro Ministro, nem depois como Presidente da República pelos pobres, nem pelo combate à pobreza. O Argumento serve-lhe agora como bandeira com vista à reeleição.É triste, os portugueses aínda não terem se apercebido disso, aliás, relativamente a promessas de candidatos à presidência, é tudo mentira. Que poderes tem o Presidente da República? O mesmo que zero, quem manda é quem está no Governo, sobretudoo Primeiro Ministro. O lugar da presidência, poderia ser ocupado por qualquer político de 5ª categoria, não embarquemos pois em contos e mentiras!
Por mim, este candidato não será de modo algum premiado com o meu voto, a incapacidade de reacção do mesmo, às políticas desastrosas do Governo,são por si só argumento suficiente para não ser premiado, não falando de contas do rosário passado, que os portugueses de boa memória não esquecem!

Um abraço

A. João Soares disse...

Caro Víctor Simões,

Obrigado pelos seus votos que retribuo. Que colha do 20111, os mais doces frutos, que eventualmente ele lhe dê. Mas certamente haverá oportunidades que, sendo bem aproveitadas, poderão proporcionar felicidade, na medida do possível.
Combater a pobreza, apoiar a saúde e os idosos é um acto governamental obrigatório, não precisando de propaganda mas de acção.
Quanto ao candidato, concordo totalmente consigo, mas nem sequer é preciso um político de 5ª categoria, seria melhor se não fosse político, isto é, que não estivesse eivado dos vícios e manhas dos políticos e conivência com partidos e poderes económicos e financeiros.

Um abraço
João
Do Miradouro

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