07 maio 2010

Injustiça Social e Imoralidade

Transcrição do blog «Povo»

Buraco Moral
João César das Neves

Perante o ataque especulativo contra a dívida portuguesa, Governo e oposição perceberam finalmente que a situação é grave. Pode-se criticar a lentidão, mas mais vale tarde que nunca. Quais foram então as medidas tomadas para provar ao mundo a nossa seriedade no combate ao défice? Especulou-se sobre muito mas na reacção inicial foram tocadas apenas duas áreas: o subsídio de desemprego para descer e as grandes obras públicas para manter.

O que mais espanta é a naturalidade com que se tomou esta atitude. Um Governo do Partido Socialista não encontra nada para cortar, num Orçamento de Estado que ocupa metade do produto nacional, a não ser os pagamentos aos desempregados?! Os responsáveis explicaram que as condições de atribuição dos apoios eram demasiado generosas, desincentivando a procura de emprego.

Mas se é assim então deviam ter sido alteradas logo, não quando os mercados duvidaram das contas. Afinal, o desemprego não começou a subir ontem.

Há várias explicações para este comportamento insólito, mas a mais assustadora é a mais plausível. A nossa classe política (e a oposição não se pode pôr fora) está tão estrangulada pelos interesses instalados que, perante a emergência financeira, vai atingir os mais fracos para não beliscar os poderes superiores.

Esta reacção, muito mais que a instabilidade nos mercados, revela a gravidade da nossa situação. Quando os socialistas não encontram ninguém para prejudicar senão desempregados, o país está mesmo num grande buraco. Não económico-financeiro, mas político-moral.

3 comentários:

direitinho disse...

Penalizam os desempregados e todos os outros.
Ainda acabam por fazer o que a Manuela Ferreira Leite propunha.
Tudo a rapar quer queiram ou não.

david santos disse...

Eu nunca acreditei no que o Sr. Dr. João César das Neves escreve.
Eu não sou mordomo, lacaio ou cacique em algum partido político.
O Dr. João César das Neves, por muitas voltas que dê à esferográfica, não consegue deixar a tendência e, de certo modo, algum ódio de parte.
Todos sabemos que o PS não presta. Penso que acerca disto estamos entendidos.
E os outros? Cavaco Silva. Governos do PPD. Santana e submarinos. Gente modesta que se transformou em banqueira. Mesmo neste texto, quando fala na oposição, fala de modo a não a beliscar. A mim, que eu saiba, não me engana! A luta de classes, embora haja muita gente a omiti-la, está mais acirrada que nunca. E, quer queiramos quer não, é ela que nos irá trazer um derrotado ou um vencedor. Na Grécia, não sei por que razões, já morreram trabalhadores inocentes. Contudo, aqui em Portugal, espero que esta confusão não aconteça e saibamos distinguir os amigos de classe dos inimigos da dita. Por isto, sim. Por isto, já vale a pena morrer. Agora aceitar as confusões que não passam de rambóias alienatórias, nem pensar! Os partidos políticos mais os homens e mulheres que nos têm governado, não prestam. Devem ser julgados e presos. Esta é a grande verdade.
David Santos

A. João Soares disse...

Caros comentadores,

Há roubos imorais e obcenos, mesmo que os políticos digam que está tudo dentro da legalidade, mas a legalidade é uma coisa artificial criada por eles.
O fosso entre os rendimentos dos 20% mais ricos e os dos 20% mais pobres é abissal, é pornográfico. E não se vê nenhum deputado ou governante a procurar resolver.
Na América, tão detestada em vários aspects, a lei é igual para todos e há políticos condenados, coisa que é impossível ver em Portugal

Cumprimentos
João
Do Miradouro

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