29 junho 2008

O que é mais importante na vida?

Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passando diante de uma caverna escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia:

«Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: depois que você sair… a porta se fechará para sempre.
Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal...»

A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas.
Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, colocava tudo o que podia no seu avental.

A voz misteriosa falou novamente: «Você só tem oito minutos.»

Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, … correu para fora da caverna e a porta se fechou...

Lembrou-se, então, que a criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre!!!

O mesmo nos acontece, as vezes… sempre
Temos uns oitenta anos para viver, neste mundo:

Não se esqueça do principal
E o principal são: a família, os amigos, a vida!!!

!!! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres,
fascinam tanto que o principal vai ficando sempre de lado...

Assim, esgotamos o nosso tempo aqui, e deixamos de lado o essencial.
Que jamais nos esqueçamos que a vida, neste mundo, passa rápido e que o fim chega inesperadamente.
E quando a porta desta vida se fechar para nós, de nada valerá as lamentações.
Portanto, que jamais esqueçamos do principal!!!

Recebido por e-mail em formado power-point.pps, de autor desconhecido

28 junho 2008

É ESCÂNDALOSO... BIZARRO E VERGONHOSO!!!

Uma das entidades que nos devia defender, defende sempre os mesmos, aliás nem devia existir, pois a sua batalha, ou fiscalização é nula e ineficaz, como mostram os seus relatórios, falo-vos da AC (Autoridade da Concorrência), vejam com os próprios olhos, nos relatórios abaixo, o que se tem vindo a verificar neste jardim seco, murcho e a precisar da reforma agrária, outrora catalisadora de riqueza pró país.

Atentem a estes mimos:


Read this document on Scribd: A Galp Aumenta o LUCRO

Muito mais à ainda para mostrar, e assim que consiga mais dados, postarei aqui, porque a mim ninguém me cala.

Tiros para assustar

Transcrevo notícia do JN

Tiros disparados contra pavilhão onde José Sócrates discursou
JN.080628.01h55m

Seis tiros foram disparados esta sexta-feira à noite, em Portimão, acertando na cobertura do Pavilhão Arena, de onde saíra meia hora antes o primeiro-ministro José Sócrates, mas só dois projécteis acertaram na cobertura do recinto.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro disse que José Sócrates já se encontrava, na altura dos disparos, perto de Albufeira, a cerca de 20 quilómetros do local. Segundo uma testemunha, que estava no exterior do Pavilhão, ouviram-se primeiro três tiros, seguidos de outros três, desconhecendo-se o local de onde foram feitos. A mesma fonte adiantou que não viu qualquer movimentação de veículos na estrada junto ao recinto, admitindo a hipótese que tenham sido efectuados por indivíduos que estivessem escondidos nas imediações ou ainda nas residências a cerca de cem metros.

Na altura, ainda se encontravam no interior e no exterior do Pavilhão, onde decorria um jantar da Federação do PS Algarve, centenas de pessoas que, apesar de tudo, mantiveram a calma.

O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Manuel da Luz, desvalorizou o incidente atribuindo os disparos a indivíduos que se entretêm a disparar contra placas de sinalização. "Nos últimos quinze dias, têm aparecido sinais e placas de trânsito furadas por tiros, desconhecendo-se os autores do disparos", acrescentou. Ninguém ficou ferido no incidente.

A polícia viria a encontrar cinco invólucros de uma arma de calibre 7.65 milímetros, calibre normalmente utilizado pelas forças de segurança, num parque de estacionamento a cerca de cem metros do Pavilhão Arena.

25 junho 2008

Código de Honra dos Portugueses

Caríssimos, gostaria de aqui vos deixar um texto de um amigo que foi escrito à já quatro anos, mas muito interessante e que nos leva a meditar! Julgo que se ajusta dentro da temática do post precedente, de um texto de Mia Couto, aqui trazido pelo João Soares.

"Há quase trinta anos, numa das diversas entrevistas de rua a cidadãos anónimos, foi feita a seguinte pergunta a um jovem empregado de um restaurante algarvio: o que gostavas de ser? A resposta foi imediata e sem hesitações: gostava de ser “estrangeiro”.
É tradicional, na nossa sociedade, considerar que o que é estrangeiro é que é bom. Mas não ficamos por esta simples afirmação. Acrescentamos quase sempre “ e até é isso verdade” ! ! ! . . . Em contraste, certos povos, concretamente os japoneses, nas visitas que realizam, tiram fotografias a tudo, sorriem sempre e . . . continuam a preferir os produtos de empresas japonesas.
Igualmente afirmamos que somos bons improvisadores e apresentamos muitos e indiscutíveis exemplos que confirmam o que afirmamos.
Não são de todo verdade estas duas afirmações, mas dão-nos razões para continuarmos, na maior parte dos casos, a apreciar o que é estrangeiro e a improvisar no que devia ser devidamente planeado.
Recordamos os sucessos históricos da bem planeada conquista de Ceuta, do esquema táctico das nossas forças militares na Batalha de Aljubarrota, do carácter altamente científico dos Descobrimentos dos Portugueses preparados na Escola Náutica de Sagres sob a orientação de . . . um filho de uma rainha de origem britânica, o Infante D. Henrique. A conjura de 1640, os planos de desenvolvimento do Marquês de Pombal e os Planos de Fomento dos anos sessenta do século passado são alguns marcos que deveriam convencer-nos de que vale a pena planear. Valerá? Vejam como decorrem sempre bem as inaugurações, após oito ou quinze dias de intensos trabalhos, ocupando as 24 horas, dos dias que antecedem essa inauguração, mesmo que seja de estádios para o Euro 2004 ! ! ! . . .
Em contraste, apresentamos o comportamento de povos de culturas bem diferentes da nossa, de um modo particular, certos países do Norte da Europa e do Extremo Oriente.
Deveremos ser tentados a assimilar tais culturas? Parece-me utopia tal tentação. Aliás seria contra a nossa própria natureza. Talvez até tenhamos alguma vantagem em não abandonar algumas das nossas características. Vejamos. Um japonês necessitaria de regressar ao Japão para “rever todo o processo de avaliação, em face dos valores apresentados por nós não corresponderem aos cálculos que tinha feito na preparação da reunião que estávamos a realizar”. Nós não correríamos o risco de regressar a Portugal e deparar com o adiamento definitivo de um outro encontro. Faríamos “uma directa” nessa noite e, no dia seguinte, “em função do que imaginaríamos ser os cálculos dos nossos interlocutores, apresentaríamos as nossa novas propostas”. O tempo é o único bem irrecuperável e as oportunidades não se podem desperdiçar . . . Somos assim, e ainda bem!
Bom, mas será assim que deixaremos de estar na cauda da Europa? Definitivamente que não. Há que mudar a nossa cultura, a nossa mentalidade no que consideremos essencial. Poderemos continuar a chegar tarde a encontros de trabalho com cidadãos de outros países onde a reunião das 10 da manhã nunca seja antes das dez, embora não se saiba quando efectivamente se inicia. Mas não podemos deixar de respeitar a “pontualidade britânica”, quando ela faz parte da maneira de estar dos nossos interlocutores. Não podemos ir confiados nas nossa capacidade de improvisar para reuniões de grande responsabilidade com outras pessoas cuja cultura lhes impõe a preparação cuidadosa das suas actuações. Seremos condenados a ir a reboque deles. Não podemos continuar a apreciar doentiamente os produtos estrangeiros, se análogos existirem de origem nacional, pois, de contrário, o efeito multiplicador nunca se verificará em Portugal, com o grave risco do desemprego.
Então o que é essencial que mude? Apenas a nossa inércia em não fazer “a aprendizagem e estudo dos hábitos, costumes e identificação cultural dos nossos interlocutores, bem como de umas tímidas palavras de saudação e de circunstância, certamente proferidas num sotaque de fazer arrepiar, mas que caem bem e são sinónimo de consideração e estima”.
Continuemos “Lusitanos”, já não apenas romanizados, europeizados, mas conhecedores das mais diversas culturas universais. Estas serão as caravelas e os instrumentos náuticos que nos ajudarão a descobrir Novos Mundos no domínio da economia, da arte, da cultura, em suma, do desenvolvimento e do bem-estar do nosso País."

Maia, Janeiro de 2004
José Gomes Dias Leitão

22 junho 2008

Os sete sapatos sujos

Havendo aqui vários posts recentes com belos comentários que focam a esperança de uma nova era, de modernidade, é oportuno trazer aqui este pequeno texto de Mia Couto.

O escritor moçambicano Mia Couto, também licenciado em Medicina e Biologia, fez uma oração de sapiência, na abertura do ano lectivo do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, tendo sido publicados excertos desta oração no “Courrier Internacional.

Destacamos... “Os Sete Sapatos Sujos”:
Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos.
À porta da modernidade precisamos de nos descalçar.
Eu contei “Sete Sapatos Sujos” que necessitamos de deixar na soleira da porta dos tempos novos.
Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:

Primeiro Sapato: A ideia de que os culpados são sempre os outros.

Segundo Sapato: A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.

Terceiro Sapato: O preconceito de que quem critica é um inimigo.

Quarto Sapato: A ideia de que mudar as palavras muda a realidade.

Quinto Sapato: A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.

Sexto Sapato: A passividade perante a injustiça .

Sétimo Sapato: A ideia de que, para sermos modernos, temos que imitar os outros.

21 junho 2008

Sócrates e o oráculo da energia do futuro

Transcrição do artigo do DN que desvenda uma face da propaganda enganosa. Não se pode levar a sério tudo o que se ouve.

O carro eléctrico
João Miranda, investigador em biotecnologia

José Sócrates encontrou a solução política para a crise petrolífera. Promete-nos o carro eléctrico. Sócrates já nos tinha dado a energia eólica (subsidiada), a energia solar (subsidiada), a energia das ondas (subsidiada) e os biocombustíveis (subsidiados). Como é evidente, o carro eléctrico de Sócrates será subsidiado. Os portugueses vão pagar a crise petrolífera através de petróleo mais caro e impostos mais elevados. Sócrates sonha com o carro eléctrico, como sonhou com as eólicas. O sonho será pago pelo contribuinte.

O carro eléctrico utilitário é, por enquanto, uma utopia. Não é um problema político. É essencialmente um problema técnico e económico. Os carros a bateria e as células combustíveis são tecnologias experimentais reservadas a modelos de luxo. Têm custos de desenvolvimento e de produção elevados. Mais importante, o carro eléctrico não acaba com a dependência dos combustíveis fósseis. A energia acumulada em baterias tem de ser obtida através dos processos tradicionais de produção de electricidade, como as centrais de ciclo combinado. O hidrogénio usado nas células combustíveis é produzido a partir de gás natural. Em última análise, os carros eléctricos requerem maior produção de energia a partir de fontes primárias e, actualmente, os combustíveis fósseis encontram-se entre as fontes primárias de energia mais competitivas.

O episódio do carro eléctrico ilustra bem a forma como os políticos vêem a economia e a inovação. José Sócrates não sabe, ninguém sabe, qual é a tecnologia mais adequada para substituir o petróleo. Pode ser o carro eléctrico, o etanol celulósico ou o biopetróleo. Este é um problema típico de empreendedorismo. Mas Sócrates apresenta-se como oráculo do futuro. Pretende substituir-se aos empreendedores ditando à partida qual será o resultado da competição entre tecnologias. José Sócrates já decidiu. É o carro eléctrico. Os empreendedores não percam tempo a experimentar. Sócrates acredita que a sua visão pode substituir o mercado e os empreendedores na descoberta de inovações. Não pode.

17 junho 2008



Flávia

Menina Mulher
Numa cama a sofrer
Corpo imóvel
Coração a bater.
Dez anos é muito tempo,
Abençoada Mãe
Que não os deixa cair
No esquecimento.
Dez anos longos e lentos
Sem que a justiça
Dê voz ao sofrimento.
Quero aqui gritar
A minha revolta
E indignação
Não podemos calar
O que não tem perdão.
Soltemos gritos de homenagem
A Flávia e sua Mãe,
Sejamos solidários
Com a sua dor,
Aclamemos por justiça
Verdadeiramente justa,
Apontemos o dedo
Aos donos da culpa.
Abracemos a luta
De tão corajosa MÃE,
Para quem o incerto
É a única certeza que tem.

Escrito a 15 de Junho de 2008
Ana Martins

15 junho 2008

Como vai a Justiça e a ordem pública?

Apanhado a guiar sem carta pela oitava vez

JN. 080615, Pedro Fontes da Costa

Um indivíduo, de 40 anos, residente na Palhaça, Oliveira do Bairro, foi ontem condenado a 12 meses de prisão efectiva por ter sido apanhado a conduzir pela oitava vez sem carta de condução.
Aquele indivíduo, desempregado, que, ontem, foi julgado em dois processos diferentes, mas relativos ao mesmo crime, ainda tem pendente a leitura de um processo e o julgamento de outro, relativos à prática do mesmo crime. Bem conhecido da GNR e do Ministério Público (MP) do Tribunal de Oliveira do Bairro, já foi condenado a penas de multa, prisão suspensa e efectivas, uso de pulseira electrónica mas, de acordo com a procuradora adjunta do MP, as medidas aplicadas não foram suficientes para acabar com a prática reiterada do crime de condução sem habilitação legal. "Arranja desculpas esfarrapadas, revelando um total desrespeito pela vida dos demais cidadãos, escudando-se sistematicamente na sua família para praticar o crime. Devia pensar no mau exemplo que está a dar aos seus filhos", afirmou a procuradora. Por sua vez, a juíza revelou que ele, além das oito vezes que foi detido a conduzir sem carta, foi condenado três vezes por furto e outra por desobediência, pelo que, referiu, "atendendo à personalidade do arguido, a pena de prisão de 12 meses não se suspende. Espero que se consciencialize de que não há impunidade", disse. O arguido confessou os crimes. Disse ser melhor condutor do que muitos encartados e que se sente perseguido pela GNR. "Conduzo sem carta por necessidade. Não é para ir à discoteca, mas para levar os meus filhos, quatro menores, ao hospital ou ir à farmácia", sublinhou.

NOTA: Justiça dissuasora? Justiça educadora? Justiça para a segurança dos cidadãos cumpridores? Ou justiça punitiva? O que se passa no País e como interpretar o sistema? Porquê não impedir tanta repetição da infracção?
O próprio título da notícia é preocupante, pois coloca a tónica em ter sido APANHADO e não em ter conduzido sem carta. O crime é deixar-se apanhar?
Afinal, a carta de condução é mesmo imprescindível? Segundo o gosto que o MAI tem mostrado pelas estatísticas, este caso demonstra, estatisticamente, que o que é perigoso é ter carta de condução, pois este homem não teve acidente e considera-se bom condutor, e a (talvez?) totalidade dos acidentados possui carta!!!

14 junho 2008

O CASO DE FLÁVIA CHEGOU AO JORNAL "O GLOBO"

Parece que, afinal a mídia começa a dar importância a esta luta por justiça da minha querida amiga Odele, e a sua menina a Flávia do blog “Flávia vivendo em coma”, saíu no passado dia 01-06-2008, no jornal “O GLOBO” uma notícia sobre este caso. (Ver fig.)



Nem sabem como me sinto contente, a cada conquista desta Mãe, sim conquista, pois à cerca de 10 Anos que ela e a Flávia, a menina que sonhava ser modelo, lutam numa aflição para conseguir apenas isto JUSTIÇA, e que ela se faça. Pelo que já conseguiram, eu não tenho as minimas dúvidas, ela sera feita, é esse o meu desejo para elas, e o desejo de mais de 72 mil visitantes do seu blog ao longo deste ano, juntos vamos conseguir. Quando andamos preocupados com a corrupção política, com as vitórias da seleção nacional, e a saída ou não do Sr. Scolari, com o aumento consecutivo e asfixiante dos combustíveis, uma pausa para reflectir, para nos solidarizarmos com quem realmente sofre por este mundo ser verdadeiramente cruel, em que nada consegue ainda assim demover esta Mãe do seu rumo, fazer
JUSTIÇA!!!

13 junho 2008

NÃO, NÃO E NÃO...

Não queremos uma Europa elitista e autista…

Não queremos uma Europa burocrática, e sem apoio social…

Não queremos uma Europa vocacionada para o grande capital, e os Bilderberg’s…

Não queremos uma Europa Fascista, xenófoba e retrógrada…

Por isso digo, enquanto uns (Carlos Magno) falavam hoje na rádio a lamentar esta morte dum tratado prejudicial para todos os trabalhadores, querendo que os governos aprovem sem ouvir a população, a isso chamo DITADURA, este era o tratado mais benéfico para todos os capitalistas e chulos deste mundo em que vivemos, eu agradeço a essa democracia Irlandesa, essa sim, não a de outros que apregoam aos 4 ventos a democracia, mas fogem da consulta popular porque sabiam que levariam para casa um redundante NÃO!!!

O MEU MUITO OBRIGADO AOS IRLANDESES!!!

12 junho 2008

ASSIM VAI O NOSSO PAÍS...

No debate quinzenal na Assembleia da Republica, o nosso “pinóquio”, como sempre, fugiu ás questões fulcrais postas pela oposição. Não costumo ouvir estes debates, mas hoje derivado ao cerne da questão (Os combustíveis), fiz um esforço e lá consegui ouvir na integra, enquanto conduzia a minha viatura de serviço, pois a mim afecta-me prejudicialmente estes sucessivos aumentos, e aos demais portugueses, ouvi então a emissão em directo na Antena 1.

O PCP, através do Bernadino Soares, interpelou o Sr. Primeiro Ministro sobre o imposto a ser criado (ideia do PCP) para tributar a especulação das petrolíferas, que compram o petróleo a um preço e fazem incidir 2 meses depois os preços do mercado para se basearem no preço final, obtendo daí com especulação dividendos astronómicos, que neste 1º trimestre foi de 69 milhões de Euros, face ao período homólogo do ano anterior representa um aumento de 220% de lucros a mais, e como sempre o Escroque do Pinóquio, disfarçou a conversa para o lado que mais lhe agradou, acusando o PCP de falta de ética.

Também Os Verdes, colocaram esta questão, fintada pelo Pinóquio, e não respondendo, acusando de insultuosa as insinuações de que o “pinóquio” havia dito, que o falhanço do referendo ao Tratado de Bilderberg, conhecido como Tratado de Lisboa, seria “Mau” para a sua carreira Política.

Não respondendo a estas questões, e milindrando-se com o referendo legítimo de uma Democracia Europeia, que ainda não se sabe como irá acabar, seria bom o chumbo deste Tratado, o Pinóquio, quer é saber qual vai ser o tacho que vai lamber depois de sair daqui na UE, e por isso, por saber que chumbava aqui em Portugal o Tratado, não o submeteu, como fez a Irlanda a referendo, estando-se assim a borrifar para nós e para Portugal.

Este escroque, como digo, deu umas migalhitas aos transportadores, e poderia ter dado a todos os Portugueses muito mais, bastava que aceita-se a proposta da Esquerda, em tributar as mais valias especulativas, mas isso acarretava a que mais nenhum membro do governo arranja-se tachos e cunhas para familiares e afins, e até para eles próprios nos próximos anos.

ESCROQUES, SOMOS GOVERNADOS POR ESCROQUES…

Recordação de crise antiga

Transcrição de texto de Manuela recebido por e-mail, que também a mim fez recordar o racionamento do tempo da II Guerra Mundial e dos carros a gasogénio (vantagens de ser velho!)

Regresso ao passado

Hoje, tive a noção exacta do que sentiram as gerações que passaram por um racionamento em produtos de "primeiríssima" necessidade…

Lembro-me das histórias que me contavam sempre que não queria comer. Eram contadas com alguma mágoa, (para me fazerem comer), mas também com um misto de saudosismo pela solidariedade demonstrada pela vizinhança ou amigos, e nas quais entrava quase sempre uma personagem: "um rebuçado".

O "sr." rebuçado fez as minhas delícias de infância. Imaginar o meu avô com os bolsos cheios de rebuçados (1 tostão dava para vinte), no dia em ia à taberna jogar uma cartada e voltava a cavalo numa mula, fazia-me sorrir. Até mesmo rir, como no dia em que a mula se lembrou de dar pinotes e ele caiu, passando uma hora, às escuras, a "apalpar" rebuçados no carreiro de terra.

Mas… a verdade é que, naquelas histórias, o desejado "rebuçado" nunca foi comido ou "chupado", dissolvido na boca lentamente e com prazer. Antes pelo contrário, era logo"derretido", como por magia, assim que caía numa caneca de café de cevada.

Foi assim que eu descobri as virtudes ou as desvantagens do adoçante. Se o temos, abusamos dele ou, até, substituímo-lo por uma "migalha" adocicada, que me amargou na boca quando, glutona curiosa, lhe quis sentir o sabor. Se não existe, lá diz o ditado, " a necessidade é mestra", e usa-se o que se pode para, neste caso concreto, enganar a boca, ou mesmo o café.

Foi com estes pensamentos que cheguei a casa, carregada de farinha e, claro, de açúcar (não vá o diabo tecê-las), mas sem a carne e/ou o peixe nem, tão pouco, uma erva verdinha, até podia ser verde-seco, para acompanhar.

As prateleiras destas secções estavam completamente vazias. Vazias, como reza o meu dicionário, ainda sem acordo ortográfico. Não me lembro de alguma vez ter visto a imagem desoladora de um armazém despido da sua função! Mas não de área de consumo. Os "zombies", assim me pareceram as pessoas, puxando um cestinho vazio com rodas, passeavam-se com ar desolado ..(ou assustado?) pelos corredores e chegavam à menina da caixa com enlatados, arroz, massa e ovos, muitos ovos, não vão as galinhas entrar também em reivindicações.

Provavelmente não entram elas, mas os seus criadores, com a falta que sentem de rações para as alimentar, ou ainda, os galos, que a continuarem sem comer, entram em greve reprodutiva e o ciclo termina….

Assim como terminou o meu dia, com farinha, açúcar e o carro parado à porta, na reserva. As estações de serviço esgotaram às 2 da tarde.

Será desta que começo a andar de bicicleta para ir trabalhar? Não me estou a ver sobre um skate, nem sobre patins como as meninas dos hipermercados.

Consciente estou, que é mesmo necessário abandonar o vício da dependência. Já a psicologia o diz e a história recente o corrobora. Alterar modos de vida e comportamentos, será a solução.

Hoje, apeteceu-me voltar aos tempos do meu avô, retomar uma agricultura também ela sem dependência, a não ser a da Natureza, saudável e sempre pronta a devolver a atenção que se lhe dá. Recordei as minhas férias de menina, junto à ribeira a dar pedacinhos de pão aos patos, que às vezes iam parar dentro de uma caçarola de barro, para meu grande desgosto. Das couves que ajudava a cortar na horta para dar aos coelhos e que me entretinha a ver roer; do leite quente fervido, acabado de ser ordenhado e que me faziam beber, mas que eu detestava porque não estava dentro de um pacote!

Por alguma razão fiz hoje este "Regresso ao Passado 2" e não pode ter sido apenas por causa das prateleiras vazias de um supermercado e de uns quantos "zombies" caras pálidas, ou ainda, da hipótese de me ver sobre um skate para ir trabalhar.

Não, penso que a razão principal é ter tido maior consciência dos erros em que temos todos vivido….

Manuela

10 junho 2008

Ex-combatentes portugueses em França

No dia das Comunidades Portuguesas, em que já circula a mensagem do PR a suscitar à diáspora o amor pátrio e a participação no desenvolvimento de Portugal, surge este grito de alarme a denunciar o desprezo que o Governo dedica às Comunidades. Dá que pensar.

ASSOCIAÇÃO DOS REFORMADOS E DOS
EX-MILITARES/EX-COMBATENTES PORTUGUESES DE FRANÇA
6, Rue de la République – 95100 ARGENTEUIL - Tel/Fax : 01 39 80 94 25 -
Email : armcpf@free.fr

COMUNICADO DE IMPRENSA - 10 de Junho de 2008
COMEMORAÇÕES...

Enquanto o Governo envia os seus Ministros e Secretários de Estado aos cinco cantos do mundo para comemorar o dia das Comunidades Portuguesas, com discursos e “vivas à Joana”, milhares de Ex-combatentes emigrantes comemoram a maior injustiça e desprezo que o Estado Português lhes faz.

Este ano é o quarto aniversário da publicação da lei 21/2004 e do consequente Decreto-lei 160/2004, que continuam por regulamentar. Não é demais lembrar que estes diplomas tinham uma cláusula que impunha a regulamentação nos dois meses seguintes à dita publicação.

Face à nossa indignação pelo incumprimento da regulamentação da lei, o Governo evocando que a sustentabilidade financeira do regime de reformas estava comprometido, apresentou em Setembro de 2006 um documento de trabalho, que serviria de base à decisão que o Governo tomaria para resolver o “nosso problema”; este documento tem o titulo “As propostas para responder às questões suscitadas com os Ex-combatentes emigrantes”.

É verdade que a sustentabilidade do regime de reforma em Portugal, foi vergonhosamente adulterado pelo compadrio, pela má gestão dos efectivos da função publica e equiparada, pelas escandalosas e avultadas reformas dos membros dos sucessivos executivos que sempre consideraram os emigrantes como Portugueses de segunda classe. Mas o cúmulo da ousadia e pouca-vergonha é impor aos emigrantes que sempre foram e são o balão de oxigénio da economia portuguesa as consequências da incúria sucessiva dos nossos governantes.

Estas propostas não foram mais longe que o caixote do lixo.

O Senhor Secretário de Estado das Comunidades, António Braga, cada vez que recebeu uma delegação da nossa Associação, dos nossos camaradas do Luxemburgo ou do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, afirmou peremptoriamente alto e bom som que a regulamentação seria realidade antes do fim do ano.

Os anos passaram, o Secretário de Estado é invariavelmente o mesmo mas a lei continua por regulamentar. A credibilidade das promessas do Senhor Secretário de Estado das Comunidades e do Governo em geral acabam por comprometer unicamente quem ainda acredita nestas.

A nossa Associação apela a Comunidade Portuguesa a manifestar com veemência junto aos representantes do Governo presentes nas comemorações do 10 de Junho o repúdio pela forma como este trata os direitos inalienáveis dos ex-combatentes emigrantes.

Solicitamos aos Órgãos de Comunicação Social de informar sobre a situação actual de milhares de compatriotas impedidos de se reformarem devido à não regulamentação dos diplomas citados.

EXIGIMOS A REGULAMENTAÇÃO DA LEI 21/2004 e 160/2004

UNIDOS VENCEREMOS
António Cerqueira

09 junho 2008

Jovens em voluntariado louvável

Mais uma vez, tenho imenso prazer em aqui salientar casos muito esperançosos vindos, de gente jovem, gente de onde sairão os futuros governantes, gestores e dirigentes.

Universitários substituem férias por voluntariado em Maputo. São estudantes de Economia Universidade Nova de Lisboa (UNL) que vão ensinar num curso de Verão em Moçambique, experiência que já vem dos últimos anos.

Vão passar naquele País dois meses em contacto íntimo com estudantes locais, recebendo experiência dos contactos com realidades novas e ensinando coisas que são novas para os naturais daquelas paragens. Acaba por ser uma simbiose com interesse para as duas partes, de que resultam amizades que poderão ser muito úteis para o futuro de todos.

Ao todo, são 16 os jovens (entre 21 e 24 anos, de quatro faculdades) que irão a Maputo participar numa original experiência que já teve três edições. Alguns já participaram antes e ficaram com gosto de voltar.

O Programa Universitários em Maputo (Pumap) é uma iniciativa da Associação Humanitária para a Educação e Apoio ao Desenvolvimento (AHEAD), ligada à Faculdade de Economia da UNL. A ideia é transformar os estudantes em monitores responsáveis por um curso de Verão na Universidade Eduardo Mondlane, na capital moçambicana. O grupo ensina cadeiras de direito e gestão, e, além disso, alguns dos monitores trabalham numa escola primária dos arredores de Maputo, enquanto outros dão cursos de prevenção de HIV/Sida.

Este ano, além das faculdades de economia e de direito da UNL, participam as de ciências sociais e de medicina da mesma universidade. Os estudantes levam os seus próprios livros e sebentas, com os moçambicanos a fornecerem algum apoio logístico (por exemplo, fotocópias).

A experiência que vão ganhar é a vantagem mais referida pelos participantes. O contacto com a vida local, desde os transportes públicos ao alojamento e à alimentação, são enriquecedores para quem está a amadurecer na compreensão da humanidade diversificada e a quebrar barreiras sociais. É importante aprender a ser útil, no terreno.

08 junho 2008

Preços dos combustíveis - Concluio Governo/GALP

Meus caros, resolvi divulgar o texto que se segue da autoria de Eugénio Rosa ( Economista ). Por achar do interesse público, dar a conhecer o porquê da cumplicidade entre o Governo Português, e a GALP e sobretudo a ineficácia operativa da Autoridade da Concorrência, que por estar comprometida com o Governo, apenas serve como sorvedouro de dinheiros publicos e para ocupar os desempregados e amigos das elites políticas deste país!

"A Autoridade da concorrência (AdC) acabou de apresentar o seu relatório sobre a formação dos preços dos combustíveis em Portugal. O cálculo dos preço dos combustível à saída da refinaria por parte das petrolíferas (o chamado "pricing") não se faz adicionando os custos suportados pela produção do combustível, que inclui o preço da matéria-prima, que é o petróleo, e todos os custos de refinação, somando depois uma margem de lucro. As petrolíferas para estabelecerem os preços à saída da refinaria, recolhem os preços dos combustíveis no mercado de Roterdão, e depois os preços de venda dos combustíveis de cada dia aos distribuidores, à saída da refinaria, são os preços correspondentes aos do mesmo dia da semana anterior verificado naquele mercado do norte da Europa, a que deduzem apenas o chamado desconto de quantidade, que até beneficia mais a própria GALP, pois é ela que detém a maior quota a nível de distribuição (a GALP distribuição).
O que a Autoridade de Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar se a adopção deste tipo de formação de preços se justificava, e se não estaria a determinar lucros especulativos para as petrolíferas à custa dos portugueses? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão o petróleo utilizado apesar de ter sido o adquirido 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, no entanto na formação dos preços à saída da refinaria ele é considerado como tivesse sido adquirido na semana anterior? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão os lucros da GALP só determinados pelo chamado "efeito stock", ou seja, pela razão referida no ponto anterior, tenham aumentado, entre o 1º Trimestre de 2007 e o 1º Trimestre de 2008, em 228,6%, pois passarem de 21 milhões de euros para 69 milhões de euros? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão a GALP passou a estabelecer os preços dos combustíveis com base nos preços de Roterdão da semana anterior, quando antes estabelecia com base nos preços de Roterdão do mês anterior, tendo passado depois para quinzenalmente, e agora semanalmente, e é de prever que, com a cobertura deste relatório, se prepare para ser diariamente o que, a concretizar-se, inflacionaria ainda mais os seus lucros com base na especulação à custa dos portugueses?
Na produção dos combustíveis nas suas refinarias, a GALP utiliza petróleo adquirido, em média, 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, o que permite que obtenha elevados lucros extraordinários. Em Portugal, entre Dezembro de 2007 e Maio de 2008, de acordo com a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, o preço da gasolina 95 aumentou 9,6%; do gasóleo 19,9%, do gasóleo colorido 29,6% ; e do gasóleo de aquecimento 30,3%. Como o petróleo utilizado na produção dos combustíveis vendidos em Maio de 2008 foi o adquirido em Março de 2008, isto significa que o preço do petróleo utilizado aumentou apenas 6,9% em euros, pois foi esta a subida verificada entre Dezembro de 2007 e Março de 2008. É esta disparidade que permite às petrolíferas embolsarem elevados lucros à custa dos portugueses, que a Autoridade da Concorrência devia ter analisado, mas não o fez.
Em Maio de 2008, os preços dos combustíveis em Portugal eram superiores aos preços médios da UE15, que é constituída pelos países mais desenvolvidos da União Europeia, em cerca de 2% (Gasolina95: +2,4%; gasóleo: +2%; Todos os combustíveis: +2,2%). Por outras palavras, Portugal é o país menos desenvolvido deste grupo de 15 países, com remunerações e rendimentos mais baixos, no entanto os preços a que são vendidos os combustíveis em Portugal são superiores aos preços médios da UE15. É estranho que a Autoridade da Concorrência não tenha encontrado nada de anormal neste disparidade de preços sem impostos, e afirme que "entende não existirem também indícios de uma prática de preços excessivos" (pág. 78 do Relatório da AdC). Tudo isto é estranho, muito estranho mesmo, e carece de uma explicação muito clara. O governo ao aprovar este Relatório da AdC está também a ser conivente com toda esta situação."

Ver artigo integral em: resistir.info

Relatório da Autoridade da Concorrência
Ana Martins

Consumidores aprendem a gerir-se

Perante a subida abrupta dos preços dos combustíveis, os consumidores estão a fazer contas e a racionalizar a utilização da viatura. Os aumentos médios do preço de venda ao público da gasolina sem chumbo 95 foi de 11,9% e do gasóleo chegou a 19,7% mais caro. Isto no primeiro trimestre, porque estes números não contemplam ainda os aumentos mais recentes.

Da racionalização dos consumos feita espontaneamente por cada um, resultou que, durante o primeiro trimestre, as vendas de gasolina diminuíram 7% e, agora, também as de gasóleo estão a baixar. Segundo os dados divulgados pela Autoridade da Concorrência, no primeiro trimestre de 2008, em comparação com igual período de 2007, o consumo total de combustíveis rodoviários diminuiu 1,9%. Como os preços têm vindo a aumentar ainda mais, é de esperar uma melhoria desta tendência.

O consumo de gasóleo rodoviário caiu 0,2% e o de gasolina baixou 7%, o que significa que os portugueses, face aos elevados preços dos combustíveis, estão a racionalizar o consumo, o que é uma prova de maturidade. Será bom que se criem hábitos de reduzir os desperdícios, evitando gastos desnecessários. Esta racionalização nos transportes é muito importante porque 49% da procura nacional de produtos derivados do petróleo dirigiu-se ao consumo de gasóleo e gasolina para fins rodoviários.

07 junho 2008

AFINAL HÁ GRANDES RABOS DE PALHA...

Parece-me que afinal, há grandes rabos de palha e não admira que a banca seja o sector mais privilegiado, face a estas notícias, do “Correio da Manhã” na sua edição de 2008/06/06, dando conta do seguinte, e passo a citar:

Quatro dos seis partidos com representação na Assembleia da República têm uma dívida aos bancos total de cerca de 11,2 milhões de euros. Entre PS, PSD, CDS-PP e BE, os sociais-democratas encerraram a conta de 2007 com a dívida bancária mais alta: justamente 6,97 milhões de euros. Ao todo, entre dívidas de médio, longo e curto prazos, PS, PSD, CDS-PP, PCP, BE e Os Verdes têm uma dívida total a terceiros de 17,4 milhões de euros. (note-se que o PCP, só se insere na dívida a terceiros, juntamente com Os Verdes)

As campanhas eleitorais são a maior fonte de despesas partidárias. No final de 2007, PS e PSD tinham as mais elevadas dívidas aos bancos…

Ora, com esta panóplia de dívidas, os seus membros partidários ficam reféns da banca, que quando vão para o poder, como o PS neste momento, fazem as políticas de agrado ao grande capital, bem como com as promessas de tachos para quando estes sairem do poder, ingressarem na Banca como tem sido apanágio destes últimos anos.

Saliento ainda o facto, do PCP não estar inserido nas contas destas dívidas, e pouco me importa que me chamem “Comuna”, apenas constato um facto muito importante que os média pouco frisaram, apenas saiu esta notícia e é preciso andar muito atento para se conseguir acompanhar estas danças.

HAVERÁ SAÍDA?


Cai a cortina do silêncio
Sobre a solidão do mundo.
O cenário da morte
O palco da desgraça
Que jazia silencioso
Atrás de um muro cinzento
Onde a vergonha se esconde
E o medo se instala
No túmulo da ignorância
E do obscurantismo.
É o abrir das portas
Correr as cortinas do silêncio
Agora há que sair
Libertar o barulho do medo
Da inquietação
Da revolta.
Mas haverá saída?

Mário Margaride

06 junho 2008

A união faz a força

Ao ter notícia da fraca adesão ao bloqueio às gasolineiras, devido ao elevado preço dos combustíveis, tive a noção de que as pessoas temem tomar atitudes para defenderem os seus interesses, esperando que os outros lhes resolvem os problemas e lhes tragam a solução numa bandeja. Ora, sem união, o povo nada pode, pois só a união faz a força, como diz a parábola dos sete vimes, aqui magistralmente explicada pelo grande Trindade Coelho

Parábola dos sete vimes

“Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer, chamou-os todos sete, e disse-lhes assim:
- Filhos, já sei que não posso durar muito; mas antes de morrer, quero que cada um de vós me vá buscar um vime seco e mo traga aqui.
- Eu também? – Perguntou o mais pequeno, que tinha só quatro anos. O mais velho tinha vinte e cinco e era um rapaz muito reforçado e o mais valente da freguesia.
- Tu também - respondeu o pai ao mais pequeno.
Saíram os sete; e daí a pouco tornaram a voltar, trazendo cada um seu vime seco.

O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho e entregou-o ao mais novinho, dizendo-lhe:
- Parte esse vime.
O pequeno partiu o vime, e não lhe custou nada a partir.
Depois, o pai entregou outro ao mesmo filho mais novo e disse-lhe:
- Agora parte também esse.
O pequeno partiu-o; e partiu, um a um, todos os outros, que o pai lhe foi entregando, e não lhe custou nada parti-los todos. Partindo o último, o pai disse outra vez aos filhos:
-Agora ide procurar outro vime e trazei-mo.

Os filhos tornaram a sair e daí a pouco estavam outra vez ao pé do pai, cada um com o seu vime.
- Agora dai-mos cá - disse o pai.
E dos vimes todos fez um feixe, atando-os com um vincelho.
E, voltando-se para o filho mais velho, disse-lhe assim:
- Toma este feixe! Parte-o!
O filho empregou quanta força tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.
- Não podes? - perguntou ele ao filho.
- Não, meu pai, não posso.
- E algum de vós é capaz de o partir? Experimentai.

Não foi nenhum capaz de o partir, nem dois juntos, nem três, nem todos juntos.
O pai disse-lhes então:
- Meus filhos, o mais pequenino de vós partiu, sem lhe custar nada, todos os vimes, enquanto os partiu um por um; e o mais velho de vós não pode parti-los todos juntos; nem vós, todos juntos, fostes capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrai-vos disto e do que vos vou dizer: enquanto vós todos estiverdes unidos, como irmãos que sois, ninguém zombará de vós, nem vos fará mal, ou vencerá. Mas logo que vos separeis, ou reine entre vós a desunião, facilmente sereis vencidos.
Acabou de dizer isto e morreu – e os filhos foram muito felizes, porque viveram sempre em boa irmandade ajudando-se sempre uns aos outros; e como não houve forças que os desunissem, também nunca houve forças que os vencessem”.

Trindade Coelho. In: Os meus amores

LEGISLAÇÃO À MEDIDA! A POUCA VERGONHA CONTINUA

Este Governo continua a manter a pouca vergonha de permitir os compadrios, os tachos familiares e os " jobs for boys " ou seja a criar e a lançar concursos onde todas as manobras são permitidas, é o caso do agora promulgado, Regulamento de recrutamento e selecção de trabalhadores para o mapa único de contratação dos serviços externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Regulamentos deste género, são feitos por medida para os "Boys", afilhados, primos e enteados... enfim mais do mesmo!

05 junho 2008

IGNOREMOS TUDO


Ignoremos tudo.
Sepultemos bem fundo
As nossas consciências
As nossas culpas
A paixão pelos que sofrem
O estandarte da solidão
A miséria, a vergonha
A riqueza, a ostentação.

Ignoremos tudo.
Com inteligência e minúcia
Para que tudo desapareça
Até ao mais ínfimo pormenor
Sem deixar rasto.
Uma réstia de olhar
Ficará pairando como um traço indefinido
Sobre o silêncio sepulcral de tudo ausente.
Onde não haverá vivalma
Não restará ninguém
Para vasculhar bem no fundo
E ver que afinal…
Nada está sepultado.

Mário Margaride

04 junho 2008

O futuro começa agora

O futuro já começou a ser preparado e ressalta do somatório de pequenos gestos. Para ser obra perfeita deve haver, além das medidas imediatas a que nos vêem habituando, estratégias e planos de longo prazo que, com lógica, coerência e persistência, façam convergir todos os esforços no melhor sentido.

Como diz Manuela, já são visíveis ideias e acções tendentes a esse movimento que denomina «iluminismo do século XXI». Esta senhora, muito clarividente, não está a sonhar mas, simplesmente, a constatar que a história se repete segundo um movimento sinusoidal, com altos e baixos, e que a situação actual tem semelhanças à que antecedeu a Revolução Francesa que alterou os conceitos político-sociais da época, com repercussões no futuro, Como diz, agora, como então, também «questionamos a sociedade, a política ou até a economia, acreditamos que o ser humano tem direito à vida e à liberdade, criticamos o absolutismo governativo, o mercantilismo e os privilégios de apenas alguns, defendemos a liberdade política e a igualdade de todos perante a lei…».

Luís A Fraga, em comentário, diz que para poder ocorrer a ruptura, a que se chamará concretamente a revolução, só «falta uma ideologia política nova e um ideólogo». Segundo ele, os blogs a que Manuela dá muito valor, «são ensaios, são gritos, são "matéria-prima" para o tal ideólogo que, de novo, só trará a capacidade de síntese de uma análise que todos nós estamos, todos os dias, a fazer.»

Na realidade, há nos blogs que mais se preocupam com problemas sociais e políticos muitas críticas sugerindo linhas de conduta para se conseguir maior justiça social e felicidade para as pessoas. Mas este desiderato não é exclusivo da blogosfera, pois tem sido expresso por pessoas com grande visibilidade e com laços funcionais ao poder constituído, portanto com influência na generalidade dos cidadãos, como o Presidente da República, Mário Soares, Manuel Alegre, e muitos outros de vários sectores da política e da vida social.

Quanto ao encontro de Manuel Alegre com Francisco Louçã, só é pena que tenha havido uma vincada conotação de esquerda, pois seria mais vantajoso para os portugueses que os problemas que a todos afectam fossem analisados com isenção e procuradas soluções aceites pela generalidade dos cidadãos. Mas, provavelmente, não foram convidados participantes de direita e, se o fossem, talvez não aceitassem, porque é difícil para todos colocar os interesses gerais acima das tricas partidárias.

E um dos males nacionais que tem que ser remediado, para que o futuro desejado seja mais positivo para todos os concidadãos, reside nos aspectos da justiça social; em que se abusa das nomeações por compadrio (o que contraria a igualdade de oportunidades e prejudica o funcionamento do Estado), em vez dos concursos públicos em que se escolhe o mérito e a capacidade; em que instituições que devem ser isentas e apartidárias são dirigidas por indivíduos escolhidos pelos partidos; os abusos da ASAE, cuja direcção foi também de nomeação política; as múltiplas comissões que padecem do mesmo pecado original, etc.

Destes males resulta o desconforto, bastante generalizado, e que tem sido traduzido por lamentações referidas a:
-redução do poder de compra da classe média e aumento da pobreza nos mais carentes,
-dificuldades de funcionamento de muitas pequenas e médias empresas,
-idosos com acrescidas dificuldades devido ao critério ineficaz de actualização das pensões,
-o agravamento da sensação de insegurança, na rua e também em casa,
-dificuldades e deficiências na saúde e na educação,
-agravamento da carga fiscal e demora na correcção de erros do fisco,
-mentalidade persecutória das forças policiais e de inspecção, parecendo dar prioridade à caça à multa em vez de ser à segurança dos cidadãos

A construção do futuro não pode ser adiada, começa hoje, amanhã será demasiado tarde. Cada pequena decisão deve ser bem ponderada para não ter depois de se recuar, deve prever-se a sua implicação no futuro e na forma como contribui para o objectivo esperada pelo povo português. Todos os gestos devem ser coordenados para convergirem para o fim comum., Temos de ser 1º milhões a puxar para o mesmo lado. O treinador da equipa deve capacitar-se para bem dirigir o funcionamento colectivo.

02 junho 2008

Filhos da droga

Deambulando pelas ruas,
Dormindo ao relento,
De alma despida, nua
Lutando contra o tempo.
Á noite pela estrada fora,
Perdidos a olhar o céu
Filhos do álcool, da droga
De um mundo que escureceu.
O luar se foi embora,
Mais um dia amanheceu
Filhos da desgraça
Que fazer agora
Se a coragem também se perdeu?
Veias salientes,
Olhos esbugalhados,
Pernas dormentes,
Sorrisos apagados.
Vidas sem vida
Que se deixaram prender
Nas teias do veneno
Que lhes foram vender.
Pais dos desespero, da sida,
Do perder por perder,
Da impotência e sofrimento
De quem os viu nascer!

Escrito a 27 de Maio de 2008
Ana Martins

LANÇAMENTO DO LIVRO “SINAIS DO SILÊNCIO” – Rosa Maria Anselmo



LANÇAMENTO DO LIVRO “SINAIS DO SILÊNCIO” – Rosa Maria Anselmo
Queridos Amigos (as)

"Sinais do Silêncio" está quase a nascer! A sua apresentação será feita no dia 7 de Junho, pelas 16 horas, no Diana Bar – Av. dos Banhos, Praia da Póvoa de Varzim. Será um privilégio ter a vossa companhia nesse dia.

A apresentação do Livro será feita pela poetisa Conceição Bernardino, e o prefácio da autoria de Alice Santos.
Aqui fica um excerto desse mesmo prefácio:
"No segundo livro de Rosa Maria encontramos uma mulher muito mais liberta, onde a escrita e a paixão andam de mãos dadas, inseparáveis, qual par de amantes.

Surge uma Rosa que resolveu desabrochar e nos mostra a alma desnudada, sem pudor ou preconceito, sem receios, medos, falsos moralismos. Uma mulher mais atrevida nas palavras, com diálogos interditos, e, por isso, mais despida de si e vestida de candura, sedução e desejos.
Alice Santos

Rosa Maria, uma poetisa que se “solta em dança” e canta um “mar que é “ seu “vizinho”...

Uma poetisa que deambula “perdida nas insónias” para assim nos ofertar belos e originais poemas, ricos de imagens e sonoridades, “serenatas em forma de seixos lisos / prendas de mar …”, atando estrofes com “sargaços de paixão”.

Goreti Dias


Espero por si.
Rosa Maria Anselmo


http://ocantodarosa.blogspot.com/
http://rosaanselmo.hi5.com/

email da autora – rosaafernandes@gmail.com

01 junho 2008

Falta mão-de-obra qualificada

As notícias de que não existe oferta de operários qualificados em quantidade suficiente para satisfazer as necessidades das obras públicas projectadas não surpreendem. Só espanta que alguém esteja admirado de isto suceder.

Nada acontece por acaso, e é lamentável que os responsáveis pelo País ao longo destas últimas décadas, não tivessem pensado nisto, quando tomaram as decisões erradas sobre o ensino. O encerramento das escolas técnicas e o desprezo pelas profissões conduziu a que hoje poucas pessoas com 20 anos saiba utilizar correctamente uma chave de fendas ou um alicate.

A ambição de ter uma licenciatura não impede que, no decurso do ensino, não se aprenda a conjugar os conhecimentos teóricos e científicos com as técnicas deles advenientes e que se tornam úteis para a vida prática.

A falta de formação profissional torna difícil o desenvolvimento da economia nacional, a competitividade internacional e, consequentemente, as exportações, o equilíbrio da balança comercial e da balança de pagamentos. E, na construção civil, essa falta de qualificação da mão-de-obra, redunda em amadorismo, improviso, falta de rigor, com o risco de desabamento de prédios, pontes e outras obras, e o correspondente custo em recursos financeiros e em vidas humanas.

Os políticos, principalmente os que têm ocupado cadeiras no ministério da Educação, deviam ter sempre presente que da qualidade do ensino depende o futuro do País, em todos os aspectos. O ensino é demasiado importante para que não se brinque com os programas e tudo o que se lhe refere.

SÓ TU DOCE CRIANÇA


NESTE DIA MUNDIAL DA CRIANÇA
DEDICO ESTE POEMA A TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO

SÓ TU DOCE CRIANÇA

Nas tuas mãos um papel
Pode ser de mil cores
Um soldado sem quartel
Ou um jardim com flores

Um avião que não pousa
Uma bala que não mata
Um cavalo sem arreata
Que não conhece senhor

Um irmão com quem tu brincas
À apanha, e ao pião
Um pão quente que tu trincas
Como só se trinca o pão

Pai que te faz companhia
Nos teus sonhos sempre belos
Uma mãe quente e macia
E que te afaga os cabelos

Tudo quanto a vista alcança
E possas imaginar
Que só tu doce criança
Consegues reinventar.

Mário Margaride

Prémio

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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