20 outubro 2007

Corrupção. Porém, ela existe!

A corrupção, activa e passiva, o trafico de influências, as cunhas sempre existiram, mas hoje abusa-se. São actos difíceis de provar porque ambas as partes são interessadas, tanto a que beneficia do acto ilícito que vai realizar com a ajuda do tipo bem posicionado e com poder para lhe facilitar o caminho, como a parte passiva que, em troca do favor que faz, recebe uma «atenção» que não será negligenciável, dependente do negócio e do poder de compra do corrupto activo. Isto leva a concluir que os corruptos passivos se encontram nos altos degraus do poder, os que têm capacidade de influenciar as decisões.

Apesar de propostas, mais ou menos espectaculares, para fazer face a estas distorções da vida económica do País, de que resulta o enriquecimento ilegítimo, a epidemia continua e, hoje, o Jornal de Notícias traz dois artigos que mostram que este mal travessa horizontalmente os partidos, é apartidário, um refere-se à Madeira e seus governantes a vários níveis, e o outro aponta para a concelhia do PS de Coimbra.

Enfim dois beliscões num gigante que nem sequer reage. É lógico que não queiram acabar com esta pouca vergonha. Quem tem poder para o fazer pertence ao grande grupo dos beneficiados. Portanto... O conluio, o arranjo, o conchavo, a mancomunação, o compadrio, para não recorrer a terminologia de origem italiana, explicam que tardem as medidas eficazes para combater esta peste que destrói a sociedade e lesa as finanças públicas pelas fugas que proporciona.

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