10 outubro 2007

Talvez

"Talvez eu venha a envelhecer rápido demais. Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.
Talvez eu sofra inúmeras desilusões no decorrer de minha vida. Mas farei que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrei.
Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais. Mas jamais irei me considerar um derrotado.
Talvez em algum instante eu sofra uma terrível queda. Mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão.
Talvez um dia o sol deixe de brilhar. Mas então irei me banhar na chuva.
Talvez um dia eu sofra alguma injustiça. Mas jamais irei assumir o papel de vítima.
Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos. Mas terei humildade para aceitar as mãos
que se estenderão em minha direcção.
Talvez numa dessas noites frias, eu derrame muitas lágrimas. Mas não terei vergonha por esse gesto.
Talvez eu seja enganado inúmeras vezes. Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar
alguém merece a minha confiança.
Talvez com o tempo eu perceba que cometi grandes erros. Mas não desistirei de continuar trilhando meu caminho.
Talvez com o decorrer dos anos eu perca grandes amizades. Mas irei aprender que aqueles que realmente são meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.
Talvez algumas pessoas queiram o meu mal. Mas irei continuar plantando a semente da fraternidade por onde passar.
Talvez eu fique triste ao concluir que não consigo seguir o ritmo da música. Mas então, farei que a música siga o compasso dos meus passos.
Talvez eu nunca consiga enxergar um arco-íris. Mas aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro do meu coração.
Talvez hoje eu me sinta fraco. Mas amanhã irei recomeçar, nem que seja de uma maneira diferente.
Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias. Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados em minha alma.
Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber a letra daquela música. Mas ficarei feliz com as outras capacidades que possuo.
Talvez a vontade de abandonar tudo se torne a minha companheira. Mas ao invés de fugir, irei correr atrás do que almejo.
Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações. Mas não deixarei de me alegrar
com as pequenas conquistas.
Talvez eu não seja exactamente quem gostaria de ser. Mas passarei a admirar quem sou.
Porque no final saberei que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construir uma vida melhor.
E se ainda não me convenci disso, é porque como diz aquele ditado: “ainda não chegou o fim”.
Porque no final não haverá nenhum “talvez” e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia“.

Aristóteles Onassis

4 comentários:

Vladimir disse...

Não nos podemos perder tanto no "talvez".

avelaneiraflorida disse...

Reflexões que o amadurecer da vida vai proporcionando...

A. João Soares disse...

Caro Vladimir,
Obrigado pela visita e o comentário. O autor, para cada «talvez» apresenta um «mas» e no fim vem uma certeza, uma convicção.
As convicções antecipadas atrasam qualquer investigação, qualquer pesquisa. A ciência avança devido à dúvida permanente do cientista, à sua curiosidade.
O caso da Maddie não chegou a qualquer conclusão aceitável porque se prendeu com muitas «conclusões evidentes» que tornaram «desnecessária» a formulação de todas as hipóteses, o seguimento de todas as pistas possíveis. O método seguido só resulta se houver a sorte de acertar na pista certa logo de início, mas isso de se basear na sorte não pode ser um método seguro e eficaz.
Um abraço

A. João Soares disse...

Cara Avelaneira Florida,
Obrigado por mais uma visita e comentário,
A vida, quando baseada numa boa formação teórica e amadurecida em reflexão inteligente, acarreta um somatório de experiências, reflexões e sabedoria que dão aos seniores uma mente segura e útil à humanidade.
Claro, que excluo os não inteligentes e casmurros que teimam em «verdades» já ultrapassadas pelo evoluir das sociedades. Infelizmente essa teimosia doentia surge espantosamente em jovens, como vemos em muitos governantes, que não conseguem ver que estão a defender ideias ultrapassadas que nos procuram impor sem lógica nem coesão com os factos, mas apenas com autoritarismo e arrogância.
Talvez seja este o maior mal do Portugal actual.
Abraço

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