14 outubro 2007

Rasteira detectada a tempo!!!

OE 2008: Finanças admite gralha beneficiando reformas altas

O Ministério das Finanças admitiu a existência de uma gralha no Orçamento do Estado para 2008, que gerava benefícios aos pensionistas com reformas mais elevadas, num comunicado distribuído à comunicação social.

A admissão da gralha no OE surge depois de vários órgãos de comunicação social (OCS) terem noticiado que as alterações propostas no âmbito das deduções de IRS para os pensionistas teriam como efeito um benefício das reformas mais altas e uma penalização daqueles que aufiram pensões mais baixas.

Resta a dúvida de esta gralha poder ter sido intencional, como aconteceu no Código do Processo Penal (Ver Fantasmas entre os legisladores???!!!) e, se os OCS não tivessem detectado essa injustiça, ela ficaria com orça de lei a aumentar as distâncias sociais entre ricos e pobres.

A lição a retirar é a que tem sido repetida com as sugestões de usar o direito de expressar a indignação, ou de não se resignar. É preciso estar atento às tropelias dos detentores do Poder e levantar a voz. Com as manifestações de desagrado, algumas localidades fizeram o ministro da Saúde recuar no encerramento de maternidades, de centros de saúde e de urgências. Eles deitam o barro à parede a ver se pega. O povo tem de estar de olho abertos, para impedir a consolidação de trafulhices.

8 comentários:

O Guardião disse...

Uma gralha, ou talvez não. Nós até sabemos quem recebe aquelas reformas bem altas que até saem beneficiadas com "a gralha".
O País está "gralhado" porque os pobres estão cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, mas estatísticamente foi gerada mais riqueza e globalmente todos (estatisticamente) beneficiamos disso.
Cumps

A. João Soares disse...

Caro Guardião,
As estatísticas são muito reconfortantes para os políticos que desconhecem o Pais real. Há um exemplo clássico que descreve o fenómeno: dois tipos entram num restaurante e mandam vir um frango. Um come tudo e o outro só cheira. A estatística diz que cada um comeu meio frango. Já o poeta cantava: Eles comem tudo e não deixam nada.
Mas os casos de gralhas estão a proliferar sem controlo. É preciso que cada um que encontre uma suspeita grite bem alto para que os outros acordem e mostrem a sua indignação.
Abraço

Vladimir disse...

E que grande gralha, se calhar nada inocente....

avelaneiraflorida disse...

Gralhas...pois,pois!!!!!!

Seria fino chamarem "gaffe", "lapso"....ficava bem!!!!!

A. João Soares disse...

Caro Vladimir,
Como nada acontece por acaso, esta gralha é muito natural que não tenha sido inocente. Se é costume dizer que os políticos não são pessoas a quem se possa comprar um carro usado, deles podemos esperar tudo. E já não é a primeira gralha deste tipo.
Podem não ser competentes mas não lhes falta esperteza saloia. Passam a vida a passar rasteiras que, se não forem detectadas pelo povo, obtêm os efeitos que eles pretendem.
Temos que estar de olhos abertos e não deixar passar estes truques de baixo moral.
Abraço

A. João Soares disse...

Cara Avelaneira Florida,
Todos esses nomes podem ser aplicados para dissimular um crime frustrado contra os interesses do povo desprotegido que tem de pagar sem pode refilar, para eles fazerem o que muito bem desejam desta sua «quintinha» pessoal em que os trabalhadores são considerado escravos dos caprichos da oligarquia que, com os seus gastos exagerados criam défices que vão obrigar a aumentos de impostos.
Abraço

O pensador disse...

Sendo uma gralha ou não,o que é certo é que desta vez,assistiu-se a algo diferente no procedimento do governo.
Deram a mão a torcer e reconheceram que cometeram um erro!

Antigamente,quando eles cometiam "cagadas" no governo e a gente colocava o dedo na ferida,ficavam cheios de orgulho (eram burros,mas orgulhosos...o que sendo assim fazia deles uns "burros orgulhosos"..)...e em nome de uma teimosia cega,persistiam nas suas BURRICES!!

Pelo menos desta vez souberam reconhecer e desfazer uma possivel injustiça.

A. João Soares disse...

Caro Pensador,
Tem razão. É mérito ser humilde, reconhecer os erros e emendá-los.
O que é preocupante é a repetição de erros todos num mesmo sentido, apesar de, ou por isso, haver tantos assessores que era suposto servirem para uma maior perfeição da obra acabada que sai dos gabinetes.
O ministro da saúde tem recuado e emendado muitos erros que bem podiam ter sido evitados se tivesse decidido só depois de ouvir as autarquias, que são a voz do povo, e se fosse bem assessorado.
A máquina do Estado está demasiado cheia de ruídos, de limalha que atravanca a engrenagem, fica cara aos contribuintes e produz maus resultados. Precisa de uma boa e profunda afinação, em todos os pormenores.
Um abraço

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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