30 novembro 2008

Para ajudar a sair da crise

A propósito da crise e dos crápulas e sanguessugas que por aí pululam e estão a devorar descaradamente este país, quer me parecer que se deveriam tomar sérias medidas para diminuir os custos do estado com esta gente e, desta forma, promover a justiça social. A primeira medida seria estabelecer um tecto máximo para as reformas, considerando que o presidente da república aufere 7 mil e tal euros, prebendas à parte, eu diria que 5 mil euros estaria bem. Bom, mas a novidade seria a introdução da reforma única, isto é, se alguém fosse detentor de uma pensão privada apenas receberia do estado o necessário para perfazer os ditos 5 mil euros, se essas pensões ou reformas ultrapassassem esse valor não receberia nada, já que não precisaria. As reformas deviam ser consideradas como ajudas do estado a quem precisa, não como maná para gulosos.Simplificando, o estado em caso algum pagaria a quem quer que se aposentasse mais do que 5 mil euros, só o fazendo nos casos em que os titulares dessas reformas não auferissem outros rendimentos, caso em que apenas passava a pagar desse valor até ao montante de 5 mil euros. Exemplo, um fulano, recebia de qualquer fonte 3 mil euros mensais, nesse caso, independentemente do que tivesse direito, o estado apenas lhe pagaria 2 mil, ou seja, e clarissimamente, deixava de ter esse direito. Um estado pobre e em crise, que pede constantemente o sacrifício dos pobres, não deve sustentar burros a pão-de-ló, que é o mesmo que dizer não deve, desde logo porque está visto que não pode, enriquecer ainda mais os ricos. Falar-me-ão em direitos adquiridos, bem deixariam de o ser, nisso igualando a maioria da população que, constantemente, vê os seus direitos adquiridos a deixarem de o ser… Parece-me ser uma medida tão justa como a variação dos abonos de família consoante o rendimento do agregado familiar. Poder-me-ão dizer que é impraticável. Talvez, mas só o é se não houver vontade política para o fazer, já que, de resto, com o desenvolvimento da informática, se tornou na coisa mais simples do mundo.Como os exemplos devem vir de cima, proponho, aproveitando as palavras do presidente Aníbal António, que o país se una e todos se sacrifiquem para o bem comum que é a solvabilidade do estado, desde logo, que seja o próprio Aníbal António que comece por dar o exemplo, prescindindo de outras remunerações do estado que não sejam as que aufere pelo exercício da sua função presidencial. A partir daí todos os outros iriam a eito, políticos banqueiros, etc, etc.
Reparem bem, nada tenho contra os ricos, apenas penso que, se o são, não devem receber apoios do estado porque não precisam…

Publicado por Quink 644 em: A Sinistra Ministra

2 comentários:

Ana Martins disse...

Completamente de acordo, Victor.
Mas sabes que isso só é impraticável porque vai mexer com os bolsos dos ricos.
Neste País o que é praticável e normal é a inflação que dispara a olhos vistos e que nunca acompanha o aumento dos salários dos Portugueses. Temos um salário minimo vergonhoso, dos mais baixos da Europa, e em contrapartida temos o custo de vida mais caro, inclusivé nos produtos de primeira necessidade.
Isto é que é praticável e viável no nosso país.
QUE VERGONHA!!!

Beijinhos

A. João Soares disse...

Impossível!!!
Quem iria decretar tal medida? só se os mais pobres tivessem direito de legislar durante o tempo necessário para fazer essa legislação!
Mas é justo e tem lógica. Depois de despir o casco de ministro, directos, gestor, etc, somos todos iguais, com o mesmo risco do reumático, da bronquite, do Alzheimer, do Parkinson, dos carcinomas, etc. Não é justo que uns possam recorrer aos mais caros e eficazes tratamentos e outros tenham de se resignar a ir morrendo cheios de dores e de angústia.
«Amai-vos uns as outros, como eu vos amo»
Abraços
João

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