15 março 2009

Vantagens dos medicamentos em mono-dose

Transcrição de texto de um médico, recebido por e-mail, por ser merecedor de atenção

Despesa anual com o receituário em vigor dos medicamentos

Em 1960, quando nos licenciámos em Portugal, Coimbra, como é lógico ensinaram-nos a receitar medicamentos e assim prosseguimos até 1966, data em que emigrámos para um País anglo-saxónico depois de cumprir 36 meses no norte de Angola nas Forças Armadas.

Quando nessa data começámos a trabalhar quer em hospitais quer em clínica privada, tivemos que alterar inúmeras facetas do exercício da medicina, pois a língua latina era a base da nomenclatura e nós aprendemos com base no francês.

Naquela data, repito 1966, quando receitávamos, quer nos hospitais quer em clínica privada, os medicamentos eram referidos às farmácias em mono-doses e assim prosseguimos durante mais de 20 anos. Quando regressámos a Portugal ficámos admirados e intrigados pelo receituário ainda ser como era quando nos licenciámos em 1960.

Depois de investigarem o assunto, e se se alterasse o sistema para mono-doses, chegaram à conclusão que o Estado poupava cerca de 180 milhões de euros por ano!!!

A razão é muito simples: o custo de embalar é caro e os medicamentos que acabam em nossa casa a mais e passam o prazo de validades são inúmeros.

De facto um quinto dos medicamentos receitados não é utilizado porque os doentes não os tomaram, e em metade destes casos, isso ficou a dever-se à inadequação de dimensão das embalagens.

Mas será assim tão complicado mudar-se o sistema? Claro que não. Os laboratórios recebem os medicamentos dos Países de origem em macro embalagens e estes deveriam ser enviados às farmácias ou hospitais devidamente selados. As farmácias, consoante as receitas, colocariam as doses prescritas em frascos de plásticos ou vidro e seriam entregues aos doentes, depois de rotulados, com a indicação de como se deviam tomar.

O processo é simples. As farmácias disporiam de uma máquina automática de colocar dentro de um frasco de vidro ou plástico a quantia exacta. Aqui há um pormenor importante a realçar: a receita escrita pelo médico é diferente de Portugal. Dou um exemplo: se eu quiser receitar Voltaren em comprimidos, escrevo o número total destes, mas a receita vai em termos técnicos latinos. Exemplifico: se o doente tomar 3 comprimidos por dia durante 7 dias escrevo I TDSx21. Se quiser que o doente tome 2 comprimidos por dia durante 7 dias escrevo I BDx14. Se quiser que tome 4 vezes por dia escrevo I QIDx28. O farmacêutico está a par deste código que é em latim e dá a receita sem erros, o que muitas vezes não se passa aqui em Portugal, quando a letra do médico é ilegível. Estes termos em latim são muito antigos e vem da idade média onde o latim era a linguagem certa e correcta.

Assim tem sido nos Países anglo-saxónicos, africanos, etc. onde milhares e milhares de médicos receitam e os doentes levantam nas farmácias sem qualquer problema. Aliás eu concordo com este sistema. O doente recebe o medicamento sem qualquer literatura, não dando margem a ser levados em erro ou auto medicarem-se se são hipocondríacos e julgam que tem as doenças que ali vêm descritas.

Por experiência própria, nunca tive problemas nos mais de 20 anos em que exerci naqueles Países nem tomei conhecimento de anomalia ali verificada, com outros médicos, hospitais, etc. Não me estou a ver a receitar em Portugal com os termos acima indicados. O farmacêutico como não sabe latim julgava que eu estava senil...

Por me ter sido solicitado ao longo dos últimos anos em Portugal e em diferentes serviços de saúde de vários Governos, às vezes de viva voz, fui dando conhecimento da minha experiência pessoal, mas nada foi alterado. Simplesmente prescreveu... De tempos a tempos surgem na comunicação social notícias sobre este assunto, mas desaparecem rapidamente... com 40 anos de atraso. Estão em experiências!!

Para juntar aos custos atrás referidos há o factor da reciclagem ou incineração. Os medicamentos que passam o prazo de validade têm de ser separados das embalagens, plásticos ou vidros, etc., etc. A triagem é pois demorada e muito complexa. Tudo isto se vai reflectir no custo dessa operação. Entretanto foi criado no Algarve um centro de queima e reciclagem de medicamentos usados ou fora da validade. Para ali foram enviadas várias toneladas. Quando tudo estava para acontecer a APA (Agência portuguesa do Ambiente), ordenou a suspensão de todos os envios de resíduos para queima na incineradora em Fevereiro deste ano de 2009. Razão. Não tinha sido criada uma unidade de triagem para separar os comprimidos, cápsulas, etc. das embalagens de vidro, plástico ou cartão. Estes resíduos foram armazenados até que seja criada uma unidade de triagem! O custo por tonelada da reciclagem fica em 40 euros e o da incineração oscila entre 60 a 150 euros segundo a QUERQUS. Mas Portugal está atrasado em relação a isto tudo. A UE tem chamado a atenção a Portugal, pelo despejo por todo o País de resíduos tóxicos.

Como é possível falar em política de contenção dos gastos públicos com a saúde e da sua sustentabilidade se se persiste em não alterar por exemplo o que atrás foi por nós referido? Os custos financeiros e sociais são elevadíssimos e irreversíveis e como se pode calcular a despesa com medicamentos por habitante tem que ser das mais altas da Europa. O Tribunal de Contas tem concluído que o desperdício dos recursos financeiros do S.N.S atinge os 25% do material afecto à saúde.

Como importamos mais de 90% dos medicamentos, é fácil entender que sendo a nossa dívida externa de 2 milhões por hora, se fosse feita a alteração para mono-doses, a economia traduzir-se-ia em cerca de 180 milhões de euros por ano, 500 mil euros por dia, a que acresce a poupança com a desnecessidade de destruição de medicamentos e embalagens não utilizados. Como a APA ordenou o armazenamento de tais produtos, quantos milhões irá isto custar? E a saúde pública será ou não afectada com tal concentração de produtos? Como se vai fazer a segurança desses armazéns? Há 15 anos que Portugal é confrontado com o despejo de produtos tóxicos de norte a sul. E ainda chamam de pessimista ao Senhor Dr. Medina Carreira?

Bendita Pátria que tais governantes pariu.
Artur Santos Dias

SIM É VERDADE!

Sim é verdade,
Pesam-me nos ombros
Os anos de vida,
Acolho no corpo
As maleitas da idade,
Ostento no rosto
A dor do meu estado,
Não tenho força
Sinto-me cansado.
Sim é verdade,
Estou enfermo
E debilitado!

Sim é verdade,
As noites são longas,
A espera iniludível,
A esperança sombras
E a angústia terrível.
O presente é amargo,
O passado saudade
E neste corpo pesado
Sou pó sem idade!

E, sim é verdade
Que tu andas por aí,
O amor por quem chamo
Não está mais aqui,
Neste fim de vida
A tua ausência estreita
A mais débil partilha
Que na dor me enfeita
E o Filho que amo
Por quem tudo fiz,
Esqueceu-se de mim...
Não sou feliz!


Ana Martins

09 março 2009

Ramos malignos

Nas raízes dos meus dedos
procuro na terra
a essência da minha infertilidade,
onde as cinzas viram pó
e se espargem na indiferença
silenciosa da humanidade.

Queima-me agora a sede
de um tronco destorcido.
As folhas partiram
enquanto as agulhas
percorrem os ramos malignos
deste cancro maldito,
onde a cura se perde
numa miragem já quase alucinada
entre a coragem
e a dignidade de viver.

I(mploro)
P(erduro)
O(bstruo)

Vou sorrindo à dor como quem
chora por uma palavra…
… apenas uma palavra.

Podes deformar a primavera
com o teu sopro desabrido
mas as cores perfumadas, verdejantes
serão o meu eterno, infindo porto de abrigo.


Conceição Bernardino

08 março 2009

DIA MUNDIAL DA MULHER-POEMA "MULHER"



Neste dia mundial da mulher
Dedico este poema a todas as mulheres do mundo
Em especial, aquelas que sofrem...


Mulher
Que carregas no ventre o teu fruto
Que lhe dás o teu pão, o teu amor
A tua vida…
Que lutas, que sofres, que amas…
Que te maltratam, que te escorraçam
Que te matam!
Mulher
Que és mãe, esposa, amante
Companheira
Que labutas, que choras, que ris…
Que não tens pão, não tens dinheiro
Mas tens dor, sofrimento, angústia
Desilusão
Mulher
Que queres vencer, queres amar
Queres aos filhos tudo dar
Mas não tens casa
Não tens pão
Mas tens amargura, dor
E frustração
Mulher pobre
Pobre mulher…
Que angustia por não teres
O pão para aos teus filhos dares!
Sofres a dor…de os ver morrer.

Mário Margaride

06 março 2009

Bowling for Colombine

Caríssimos, "Bowling for Colombine", é um documentário onde o realizador, procura encontrar a resposta, para o facto social da violência nos Estados Unidos, incide sobre os homicidios praticados com armas de fogo! É sem dúvida um documento que poderá objectivar a reflexão, o estudo e a sensibilidade para o problema e talvez despertar consciências.


Bowling for Columbine é um documentário realizado por Michael Moore EUA/Canadá/Alemanha, 2002 Cor – 120 minutos.

"Em 20 Abril de 1999, Dylan Klebold e Eric Harris, dois adolescentes com idades de, 17 e 18 anos, entraram armados no liceu onde estudavam, o Columbine High School, em Littleton, no estado americano do Colorado, e mataram 12 alunos e uma professora, suicidando-se em seguida. Em 2000, uma criança de 6 anos é morta a tiro por um colega da mesma idade. Michael Moore percorre vários locais dos Estados Unidos e do Canadá, em busca de uma resposta para a pergunta: os americanos são loucos por armas ou são simplesmente loucos?
«Bowling for Columbine» não é um documentário na mais usual acepção do termo, que sugere uma visão tendencialmente imparcial da realidade. O documentarista tende a ser um mero observador, não interferindo ou manipulando o objecto que documenta. Se assim for, saímos do campo do real e passamos para o da ficção ou da falsidade (quando se passa fabricação cinematográfica por factos reais).Claro que o facto de existirem seres humanos por detrás de qualquer documentário, implica sempre uma certa subjectividade, nem que seja na escolha do enquadramento ou na utilização da luz. Mas é a montagem que condiciona o “real”, e que pode ser usada para transmitir ideias opostas com base no mesmo material.
Moore não está interessado em ser um simples observador, desde logo porque permanece em frente à câmara, longe da posição típica do entrevistador fora do enquadramento. O seu trabalho não é apenas o de documentar e de investigar, mas também de procurar alcançar respostas, usando esses depoimentos e uma grande variedade de fontes para uma recolha de evidências, como se elaborasse ele mesmo uma verdadeira tese, procurando explicar as causas da elevada mortalidade devida a armas de fogo nos Estados Unidos.
O realizador apresenta de forma clara (e convincente) razões porque é que a sociedade americana possui tantas armas e porque é que os cidadãos estão bem mais dispostos a usá-las do que os nacionais de outros países. Desde logo, frisa-se a existência de uma cultura do medo, que é alimentada pelos políticos e pelos media. Não é preciso olharmos para os EUA para entender como é que tal pode funcionar, pois já se realizaram internacionalmente estudos analisando o conteúdo dos noticiários televisivos e a respectiva resposta por parte das audiências. Em Portugal, também não será raro ouvirmos comentários sobre como as coisas “estão mesmo más” ou “estão cada vez pior”. Se os noticiários seleccionarem todos os crimes violentos do dia, por mais pequenos que sejam, conseguem (infelizmente) encher toda a sua duração. É possível que a percepção dos cidadãos seja de um aumento generalizado da criminalidade, ainda que não se registem alterações relevantes de um ano para o outro ou mesmo quanto certos índices decrescem: basta que o conteúdo editorial dos noticiários de maior audiência destaque notícias de crimes violentos. Isto será um facto universal, mas aliado à particular cultura dos EUA, com o direito constitucional de porte de arma ou a banalização da venda de armas e munições, disponíveis em lojas de bairro e em supermercados (a pornografia não se vende em quiosques e supermercados como por cá, para protecção dos menores), os seus cidadãos terão maior propensão para pegar em armas e pôr fim a uma vida.
Uma criança educada para recear os que a rodeiam e ensinada desde tenra idade a manipular armas, para se defender, pode tornar-se não só vítima, como o potencial agente da morte, como se ilustra pelos vários casos apresentados. Poder-se-á dizer que é a sociedade que convence uma criança ou um adolescente a tornar-se agressor antes que se torne vítima? «Bowling for Columbine» apresenta essa possibilidade de leitura, que se não afere particularmente chocante. Afinal se o Canadá revela um “fascínio” similar por armas, clubes de tiro, etc., e se o acesso também é fácil, porque é que aí os homicídios com armas de fogo são na ordem das dezenas por ano, enquanto nos EUA esses números atingem uma média anual de cerca de 11 mil? O presidente da National Rifle Association, principal lobby dos “atiradores” nos EUA, Charlton Heston, surge no filme tentando sugerir algumas justificações, que são verdadeiramente hilariantes, mas não são transcritas para que o leitor melhor as possa apreciar na devida altura.
Outra questão que o filme de Michael Moore foca são os bodes expiatórios, de onde deriva o título «Bowling for Columbine»: porque não culpar o bowling, já que os miúdos frequentavam uma aula de bowling e poderão ter estado a jogar na manhã da matança? Estamos familiarizados com a facilidade com que certas associações de cidadãos atribuem a culpa de um crime a uma banda de Heavy Metal ou a Marilyn Manson – um dos entrevistados por Moore – porque o criminoso costumava ouvir essa banda que, por acaso, tem letras “violentas” ou “satânicas”. O mesmo se aplica a jogos de computador ou filme violentos (a dupla usava gabardinas negras, por isso a culpa também é de «The Matrix»), sem esquecer a literatura (Harry Potter foi banido em algumas escolas americanas, pois a leitura das suas histórias poderia convencer as crianças a dedicarem-se à bruxaria ou a questionar os valores cristãos).
Por que razão é tão fácil apontar o dedo a uma canção ou um filme, cujo conteúdo funcionaria como um botão que é pressionado e automaticamente “condicionaria” uma pessoa, criança ou adulto, a cometer um crime, “inspirado” pelo que leu ou que viu, e não se procuram factores sociais mais alargados, relacionados com a educação e o meio ambiente em que o indivíduo se insere? Ainda que «Bowling for Columbine» pudesse dispensar alguma manipulação emocional gratuita (como a fotografia da criança, no final do filme, e o modo como a cena é montada), o filme de Moore tem, no mínimo, o mérito de caminhar na direcção de uma resposta racional."

excerto comentado in: http://www.cinedie.com/bowling.htm

05 março 2009

Retirem-nos estes cadeados




Libertem-me!
Retirem-me estes cadeados,
que se escondem na vergonha
nos meus pulsos de mulher.

Vivo como uma escrava
encarcerada em roupas malditas,
sinto o chão desabar
sobre os meus pés descalços.

Sou um pedaço de carne
que atiram aos cães
quando deixar de ser útil
libertem-me!

Desta libertinagem,
deste país,
onde os homens
nos olham como se fossemos
a maldição.

INDIGENTE MORIBUNDO!

Não me chames que já não te ouço,
Já é tarde, muito tarde
E eu já desisti de caminhar,
A Lua também já dorme
Neste corpo sem luar!
Os abraços que não dei
São fragmentos de ar pestilento,
Da mendicidade que calei
E se perde agora no tempo!
Sobram apenas os risos de desdém,
Nos olhares que me vestem sem me ver
E dobram somente os sinos por ninguém
Na pressa de um novo amanhecer!
Sinto no ar o cheiro nauseabundo,
Dos detritos que conspurcam o meu corpo,
Liberto-me enfim deste mundo
Já não choro, já não me minto e já não sofro...
Sou apenas um indigente moribundo
Em digressão pelo seu derradeiro sopro!


Ana Martins
Escrito a 3 de Março de 2009

02 março 2009

EXERCER O DIREITO DE CIDADANIA...





Hoje, quero aqui lançar um desafio, que nos foi este também lançado, pela autora do blog "Portaria Ilegal", surgindo duma ideia vinda do Brasil, que consiste no seguinte:

  • Escolher um Político, de uma Câmara, Junta ou mesmo da Assembleia da Républica
  • Efectuar, um e-mail e/ou carta a pedir esclarecimentos sobre a sua actuação, pedindo o envio da sua agenda de trabalho, propostas e projectos.
  • Enviar, as nossas sugestões, críticas e elogios, sempre que entenderem por necessário.
É certo, que muitos políticos, não gostam de ver assim o controle dos cidadãos, mas é um direito que nos assiste, devemos exerce-lo, e não só criticar. Este texto, está aberto a sugestões, a ideias, sobre quais os políticos a serem acompanhados.

Peço portanto, que dêem sugestões, que serão bem vindas, e analisadas em conselho de autores do blog, para posteriormente, numa outra oportunidade, ser lançado o desafio, ao político que acharmos em conjunto, acompanhar.

Criticar, é fácil, sugerir é que é difícil...

Ajuda o teu país, exercendo a tua cidadania.

28 fevereiro 2009

ANTES E DEPOIS DAS ELEIÇÕES!!!!!!!!

Caros colegas e visitantes, recebi este texto por e-mail, e para além de o achar muito engraçado, penso que descreve bem o tipo de politica que os Portugueses têm tido. O texto é de autor desconhecido, mas não é certamente isso que lhe retira o valor!


**ANTES DAS ELEIÇÕES** *

*O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
**

**DEPOIS DAS ELEIÇÕES**
Basta ler o mesmo texto DE BAIXO PARA CIMA** *

26 fevereiro 2009

Mudar é preciso

Não podemos pretender que as coisas mudem, se continuamos a fazer sempre o mesmo.

Albert Einstein

NOTA: Muito certo!!! Por isso, não iremos sair da crise. Não existem ideias para fazer diferente! Todos os «sábios» continuam a resistir à mudança aplicando os raciocínios que aprenderam na escola, há mais de 20 anos . E foram essas receitas que deram origem à crise. É preciso inovar, aplicar novos remédios.

17 fevereiro 2009

DESAJUSTES DIRECTOS EM PORTUGAL...


Portugal, País de grandes tradições e brandos costumes… pelo menos é que muitos pensam ser verdade… até abrirem os olhos, eu pelo menos, tento-os abrir, há quem não queira, mas “A MIM NINGUÉM ME CALA!!!”

Agora, expliquem-me, porque eu devo estar a ver mal, como é que se justifica:

1) gastar mais de 10.000,00 euros num GPS para um instituto público - quando nos dizem que não há dinheiro para baixar as propinas aos alunos.

2) Aquisição de:1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas - pela módica quantia de 97.560,00 EUROS (!!!)

3) Em Vale de Cambra , vai-se mais longe… e se pensam que o Ferrari do Cristiano Ronaldo é caro, esperem para ver quanto custa um autocarro de 16 lugares para as crianças : 2.922.000,00 €
É isso mesmo: quase 3 milhões de euros???

4) No Alentejo , as reparações de fotocopiadoras também não ficam baratas:
Reparação de 2 Fotocopiadores WorkCentre Pró 412 e Fotocopiador WorkCentre PE 16 do Centro de Saúde de Portel: 45.144,00 €

5) Ao menos em Alcobaça , a felicidade e alegria as crianças fala mais alto: 8.849,60€ para a Concentra em brinquedos para os filhos dos funcionários da câmara!
Crianças… se não receberam uma Nintendo Wii no Natal, reclamem ao Pai Natal, porque alguém vos atrofiou o esquema!

6) Mas voltemos ao Alentejo, onde - por uns meros 375.600,00 Euros se podem adquirir: ” 14 módulos de 3 cadeiras em viga e 10 módulos de 2 cadeiras em viga “

Ora… 14×3 + 10×2 = 62 cadeiras… a 375.600,00 euros dá um custo de… 6.058,00 Euros por cadeira!
Mas, pensando bem, num país onde quem precisa de ir a um hospital passa mais tempo sentado à espera do que a ser atendido - talvez justifique investir estes montantes no conforto dos utentes…

7) Em Ílhavo , a informática também está cara, 3 computadores e mais uns acessórios custam 380.666,00 €
Sem dúvida, uns supercomputadores para a Câmara Municipal conseguir descobrir onde andam a estourar o orçamento.

8) Falando em informática, se se interrogam sobre o facto da Microsoft ser tão amiga do nosso País, e de como o Bill Gates é/era o homem mais rico do mundo… é fácil quando se olham para as contas: Renovação do licenciamento do software Microsoft: 14.360.063,00 €
Já diz o ditado popular: Dezena de milhão a dezena de milhão, enche a Microsoft o papo!
(Já agora, isto dava para quantas reformas de pessoas que trabalharam uma vida inteira?)

9) Mas, para acabar em pleno, cagar na capital fica caro meus amigos! A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa gastou 5.806,08 € em 9072 rolos de papel higiénico !
Ora, uma pesquisa rápida pela net revelou-me que no Jumbo facilmente encontro rolos de papel higiénico (de folha dupla, pois claro! - pois não queremos tratar indignamente os rabos dos nossos futuros doutores) por cerca de 0,16 Euros a unidade…
Mas na Faculdade de Letras, aparentemente isso não é suficiente, e o melhor que conseguiram foi um preço de 0,64 Euros a unidade!
É “apenas” quatro vezes mais do que qualquer consumidor consegue comprar - e sem sequer pensarmos no factor de “descontos” para tais quantidades industriais.


Num País minimamente decente, eu deveria poder exigir que me devolvessem o valor pago em excesso, não? Mandava o link para a Faculdade de Letras de Lisboa, e exigia que me devolvessem os 4.000 e tal euros pagos a mais. (Se comprassem no Jumbo, teriam pago apenas 1.451 euros pelo mesmo número de rolos de papel higiénico.)

Ó MEUS AMIGOS…. como é que é possível justificarem estas situações? Que, como se pode imaginar, não são as únicas. Se continuasse a pesquisar nunca mais parava - como por exemplo, os mais de 650 mil euros gastos em vinho tinto e branco em Loures. Leitores de Loures, não têm por aí nada onde estes 650 mil euros fossem melhor empregues???

É preciso ser doutor, ou engenheiro, ou ministro, ou criar uma comissão de inquérito, para perceber como o dinheiro dos nossos impostos anda a ser desperdiçado? Isto até me deixa doente… é mesmo deitar o dinheiro pela retrete abaixo (literalmente, no caso da Faculdade de Letras de Lisboa!)

Querem mais? Divirtam-se no Portal da transparência

13 fevereiro 2009

Aínda podemos acreditar num mundo melhor

"Esta história devia aparecer nas manchetes dos jornais... e não as outras porcarias que conspurcam o nosso Ego!
Uma imagem de John Gebhardt no Iraque. Esta é uma dura história de guerra , porém toca-nos o coração... A esposa de John GebHARDT, Mindy, diz que toda a familia desta criança foi executada. Os executantes pretendiam também matá-la, chegando mesmo a atingi-la na cabeça... Ela foi tratada no Hospital de John e hoje está a recuperar. As enfermeiras dizem que John é o único que consegue acalmá-la. Assim, John passou as últimas 4 noites segurando-a ao colo na cadeira, enquanto os 2 dormem. A menina está a recuperar gradualmente.
Eles tornaram-se verdadeiras "estrelas" da guerra. John representa o que o mundo ocidental gostaria de fazer. " Aínda há amor, mesmo em plena situação de guerra, aínda há coração e é esta certeza, que nos alivia a alma e nos faz ter esperança e acreditar num mundo melhor.
Recebido por e-mail do nosso leitor Ary Carvalho

11 fevereiro 2009

PARA ONDE CAMINHAMOS?

ESTE POST É SUSCEPTÍVEL DE FERIR A SENSIBILIDADE DO ESPECTADOR. SE FOR SENSÍVEL NÃO VEJA O VÍDEO POR FAVOR.





Onde estão os defensores dos direitos humanos das vítimas?
O que diz a isto o ministro responsável pela segurança dos cidadãos?

Exemplo de como os ladrões de pequenos roubos não são inofensivos como muita gente quer fazer crer... Repare nestas imagens captadas por câmara à entrada de um prédio, que podia ser o meu, e o seu, e o de qualquer um desses senhores "fazedores" da justiça.


No próximo motim prisional, quando a imprensa falar na defesa dos direitos humanos e fizerem o maior estardalhaço por causa da "atrocidade e a truculência" dos métodos de acção da Polícia e você sentir pena dos "coitadinhos" dos presos que estão lá dentro queimando e drogando-se, inclusive decapitando os próprios colegas... lembre-se das imagens deste vídeo. Poderia ser a sua tia, a sua mãe, ou a sua avó idosa, só quando chegar aos familiares directos dos nossos governantes e juízes, aí talvez já seja tarde demais....

E ainda há quem critique os Polícias e os queira severamente punir por terem perseguido, disparado para uma viatura que os tentou atropelar, ou porque reagiram quando lhe apontaram uma pistola! Convém não esquecer que por regra quando um bandido destes é apanhado a fazer um roubo, já fez dezenas ou mesmo centenas em que escapou.

"Bandido é ser humano, e votar nesta gente toda que só se governa, e pensam nas estatísticas, em que os números valem mais do vidas humanas e as suas famílias, há que acabar com a impunidade, doa a quem doer, nem que seja pela força..."

09 fevereiro 2009

NAS VEREDAS DO ESQUECIMENTO



Nas veredas do esquecimento
Gritam gargantas sufocadas
Pela dor da indiferença
E abandono
Moram corpos moribundos
Sente-se o cheiro da tristeza
Pairam almas destroçadas.
Nas veredas do esquecimento
Vêm-se rostos perdidos
Corpos vestidos de nada
Despidos de tudo
Esperanças perdidas
Sonhos esquecidos
Vidas cerceadas.
Nas veredas do esquecimento
Morre-se dia-a-dia…lentamente.

Mário Margaride

FREEPORT na mira das secretas!


O Procurador-Geral da República (PGR) revelou na última reunião do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) ter desafiado o secretário-geral dos Serviços de Informações da República Portuguesa (SIRP) a investigar as fugas de informação no processo Freeport.
A revelação caiu mal entre os conselheiros, que classificaram a situação como grave, mas Pinto Monteiro diz que se referiu ao tema de 'forma irónica'.

'Vejam lá se sabem de onde partem as fugas', disse o procurador a Júlio Pereira, num encontro recente na Procuradoria com o secretário-geral do SIRP, confirmado pela instituição ao CM, que se escusou a revelar se o tema da audiência foi o Freeport: 'O PGR nunca revelou o tema de qualquer audiência seja com quem for'.

A frase foi reproduzida pelo próprio Pinto Monteiro na última reunião do CSMP – durante a qual o advogado João Correia apresentou uma proposta de sindicância à investigação do Freeport – e imediatamente causou estupefacção nos membros do Conselho. Os conselheiros entendem que o processo Freeport não é passível de 'piadas', ainda mais numa reunião institucional, e entendem que ou o procurador estava mesmo a falar a sério, ou então não mediu o peso das palavras.

Por outro lado, a revelação do procurador-geral veio ainda reforçar a tese de que os serviços de informações poderão andar no terreno em acções de vigilância e escutas a magistrados e jornalistas para chegar às ‘fontes’ das notícias sobre o processo Freeport, que tem como principal protagonista o primeiro--ministro José Sócrates – à data do licenciamento do outlet de Alcochete era ministro do Ambiente.

'INFORMADORES'
Confrontado pelo CM com o pedido de investigação às ‘Secretas’, cujo responsável máximo depende directamente do Governo, o gabinete de Pinto Monteiro nega a solicitação mas admite ter manifestado vontade de acabar com as fugas de informação, referindo-se, por iniciativa própria, ao Conselho Superior: 'Nunca o procurador-geral solicitou qualquer investigação às chamadas ‘Secretas’, limitando-se no CSMP a manifestar o desejo de ver apuradas as constantes fugas de informação, a começar pelos ‘informadores’ que parecem existir nesse CSMP, tema que referiu de forma irónica'.

O CM contactou também o gabinete de Júlio Pereira – que depende directamente do ministro da Administração Interna, em quem José Sócrates delegou essa competência – mas não obteve qualquer resposta até ao fecho desta edição.

LEVOU O SPORTING PARA ALCOCHETE
Manuel Pedro, de 49 anos, sócio de Charles Smith na empresa Smith & Pedro – suspeita de ter pago ‘luvas’ no caso Freeport –, foi um dos responsáveis por conseguir, em 1999, levar a Academia do Sporting para Alcochete. Segundo Ana Pedro, ex-mulher do empresário, 'fez muito pela sua terra' nesse sentido. 'As pessoas esquecem que, além de ter ajudado a construir o Freeport, ele trouxe outros projectos, como a Academia do Sporting.' Um dos trabalhadores envolvidos nas duas missões para a Protecção das Salinas do Samouco, criadas pelo Governo de Guterres, confirmou este envolvimento de Manuel Pedro. 'Ele é conhecido por ter estado envolvido como consultor em vários projectos, como esse projecto da Academia', referiu a mesma fonte, que solicitou anonimato.
Recorde-se que o projecto da Academia dos ‘leões’ foi impulsionado no tempo de José Roquette, tendo as obras começado em 1999.

JOSÉ MARIA MARTINS, ENTRA NO PROCESSO
José Maria Martins, vai entrar no processo Freeport como advogado de um cidadão que se constituiu assistente e apela aos portugueses a que façam o mesmo.

'Tenham coragem, intervenham civicamente nos casos em que a Lei o permite, sendo este precisamente um desses casos ', escreveu o advogado de Carlos Silvino no seu blogue, sublinhando que nada o move contra o PS ou contra José Sócrates. O advogado recorda que 'é um direiro de qualquer cidadão colaborar na descoberta da verdade, na defesa da democracia'.

O pedido de constituição de assistente foi requerido por um emigrante português em França, Fernando Lopes, e já foi aceite.

CÂNDIDA FURA 'BLACKOUT'
Pinto Monteiro reuniu na passada segunda-feira com Cândida Almeida, coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), e com os dois magistrados responsáveis pela investigação, a quem reiterou a sua confiança. No encontro, o procurador-geral da República impôs um ‘blackout’
a todos.
Ao ver esse compromisso ‘furado’ dois dias depois, com Cândida Almeida a falar na sua rubrica semanal na Rádio Renascença (RR), dizendo que as fugas de informação não partiam do Ministério Público (MP), Pinto Monteiro ficou furioso e pediu à magistrada que repensasse o seu compromisso com a RR.

APONTAMENTOS

MORGADO INVESTIGA
A Procuradoria-Geral da República mandou investigar as 'sucessivas violações do segerdo de justiça' no processo Freeport, inquérito que está a correr no Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, coordenado pela procuradora Maria José Morgado.

PROCESSO EM SEGREDO

Apesar dos mais de quatro anos de investigação, o inquérito ao licenciamento do Freeport de Alcochete continua protegido pelo segredo de justiça, uma vez que não há arguidos constituídos no processo e, por isso, os prazos não começaram a ser contados. Já houve buscas mas, oficialmente, não há suspeitos.

ESCUTAS
Os Serviços de Informações estão proibidos de realizar escutas telefónicas mas o secretário--geral do SIRP defende esta mesma possibilidade, sob controlo do Ministério Público, em situações de 'grave ameaça'.

NOTAS
CARTA: MP PEDIU BUSCAS
Segundo a TVI, a carta rogatória enviada pelo Ministério Público para Inglaterra em 2005 incluía o pedido de buscas às instalações da empresa proprietária do Freeport naquele país.

PROVAS: DESTRUÍDAS NA VÉSPERA

Dois ex-funcionários das empresas de Manuel Pedro e Charles Smith garantiram ao ‘Expresso’ que grande parte da documentação dos escritórios foi eliminada um dia antes das buscas da PJ

CHAVE: PINOCCHIO PROCURA-SE

A identidade de um homem referido nos documentos por ‘Pinocchio’, ou apenas por ‘P.’, é uma das chaves para deslindar a trama de corrupção em torno do Freeport, segundo o ‘Sol’.
Noticiado em: Correio da Manhã
on line

08 fevereiro 2009

Abolição das taxas moderadoras na saúde

As taxas moderadoras de consultas, urgências e actos médicos em hospitais e centros de saúde estão mais caras desde o dia 1 de Fevereiro. A actualização da tabela foi feita através de uma portaria publicada no passado dia 15 em Diário da República, por se considerar que as taxas moderadoras estavam “desactualizadas, quer quanto ao valor, quer quanto à tipologia doas actos”. E assim, desta forma burocrática, simplex, através de mera portaria, se vai mexer no bolso dos contribuintes!

Como anarquista, não posso deixar de exigir o fim de todas as taxas moderadoras na saúde, tanto mais que vivemos em tempos de crise. Que total insensibilidade perante a situação económica actual das famílias permite um aumento das taxas moderadoras na saúde? Passamos todos a pagar mais, por automática e insensível portaria. Chegou o momento de dizer basta. O poder continua a exigir sacrifícios dos cidadãos, sem que estes se possam pronunciar, chegando desta forma aos balcões das secretarias e desembolsando mais e mais dinheiro para o Estado. Os figurões do Estado e do governo, esses, beneficiam de mordomias que não lhes tocam minimamente no seu dinheiro, enquanto o povo, este, empobrece. Chegou o momento de acabar com todas, repito, todas, as taxas moderadoras na saúde. Para bem da saúde da sociedade democrática.

07 fevereiro 2009

CAMPANHA NEGRA... SERÁ?

Parece que sim, Sócrates está a ser vítima de uma, imagine-se ... "campanha negra". Uma "campanha negra" que não é de agora senão, vejamos:


- No dia 13 de Fevereiro de 1992 aparece na Assembleia da República um Registo Biográfico
FALSIFICADO com a sua própria letra. Até hoje, NINGUÉM foi capaz ainda de explicar como foi possível aparecerem 2 cópias escritas por ele próprio, cada uma delas com informações diferentes sobre as suas habilitações literárias e profissão.


- No dia 08 de Setembro de 1996, a um DOMINGO, enquanto grande parte dos portugueses ia à missa, José Sócrates "licenciou-se" em "engenharia civil". Já nem vale a pena falar na "campanha negra" que foi a equivalência de 26 disciplinas, no exame por FAX ou no amigo-professor-António-Morais que lhe fez os "exames". Mais tarde, no âmbito da mesma "campanha negra", José Sócrates encerra a Universidade que lhe deu o curso, face ao conjunto de vergonhas que se foi sabendo, e antes que se viesse a saber mais alguma coisa.


- Em 13 de Maio de 2008, há uma "campanha negra" que apanha
José Sócrates a fumar num avião desobedecendo, em absoluto, àquilo que ele próprio tinha legislado e que antes mesmo já não era permitido em aviões. Queixinhas, informou os jornalistas que não tinha sido só ele, também o Ministro Manuel Pinho o tinha feito. E para completar a "campanha negra" ... NÃO PAGOU A MULTA!


- Em 31de Janeiro de 2008, a "campanha negra" continua. O jornal Público denunciava que Sócrates assinava projectos de casas na Guarda das quais não era o autor mas sim Manuel Caldeira, funcionário da câmara municipal da Guarda e um colega de "curso" da Universidade Independente (dos 22 projectos localizados por amostragem, 16 foram aprovados em menos de um mês; desses houve nove aprovados em menos de dez dias e, destes, três em menos de três dias).


Desta "campanha negra" voltou-se recentemente a falar quando o Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente, também este colega de "curso" de Sócrates na Universidade Independente (irrra ... sempre a Independente) e autor de um dos projectos que Sócrates assinou,
arquivou um inquérito feito a este caso por uma comissão "independente" feita por empregados ... da própria autarquia.


- Agora, é o caso Freeport. Parece que tudo está claro, estão-lhe a montar uma "campanha negra", basta dizer que o tio que lhe diz que "alguém" quer 4 milhões de luvas e ele não chama a Judiciária nem o Ministério Público. Não denunciou o caso? PORQUÊ?


Triatlo, publicado aqui, no "Democracia em Portugal" e no "Beezz, Memorando Revolucionário"

06 fevereiro 2009

É URGENTE SAIR!



O ar está viciado
Irrespirável
Sente-se o cheiro pestilento
Infestar as paredes
O tecto
Todos os cantos deste cárcere
É um cheiro insustentável
Nauseabundo
É urgente sair! Deste degredo
Respirar ar puro
Oxigenar a alma
Mergulhar nas águas límpidas
Libertadoras, que nos esperam.
Lavar o sarro
O cheiro a bafio
Que fede putrefacto, nesta masmorra
Ah! Liberdade que tardas
Que demoras a chegar
Nos manténs cativos
Dentro destas quatro paredes
Bafientas, sombrias
Que nos castram os sentidos
Atormentam as emoções
É urgente sair! Desta prisão

Mário Margaride

02 fevereiro 2009

Quantas Serão...




Poema escrito por Conceição Bernardino e lido por Vóny Ferreira


"QUANTAS SERÃO..."

Uma criança de olhar rasgado

impetuosa, de maus tratos

afagados de lonjura,

sequiosa de mil carinhos

brinca com a fome

nos vales da miséria,

num infantário descampado

de doença e tortura.



Já se escondem entre a morte

e o cheiro nauseabundo

de um mundo que se faz de cego

a tantos campos de concentração,

onde as crianças permanecem

sem qualquer sonho,

sem qualquer ilusão,

à espera de um tempo que não passa,

onde o sol brilha

sem qualquer graça

E a incógnita fica:



Amanhã quantas serão?

01 fevereiro 2009

MAIS UM BLOGUE AMEAÇADO...

Parece que a "Jorda" continua, estes senhores do poder, afinal têm medo de quê? Ah, já sei, de perderem o tacho, mas será que eles ainda não repararam que já perderam?

Ameaçaram mais um blogue que diz a verdade, podes vê-lo aqui:

PORTARIA 59/2005

A CENSURA, DO "LÁPIS AZUL", ESTÁ MAIS VIVA QUE NUNCA...

MAS A MIM NINGUÉM ME CALA!!!

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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