16 junho 2007

OS DISPARATES DO PRESIDENTE URIBE

por Apolinar Díaz-Callejas [*]

O país está perplexo com a conduta e a actual situação psicológica do presidente Álvaro Uribe Velez, pois neste momento da sua administração salta constantemente de um disparate para outro: continua empenhado em ser o único presidente latino-americano submetido voluntariamente aos ditames do presidente Bush. O presidente Uribe Velez está perante o facto de que o Congresso colombiano, dominado pelos membros eleitos sob as suas bandeiras, tem muitos deles presos devido aos seus acordos ilícitos e imorais com paramilitares. A conclusão geral é que nas duas eleições que foi objecto Uribe Velez a sua vitória deveu-se ao apoio dos grupos paramilitares. Os tropeços e disparates do presidente Uribe Velez têm a ver com as suas ânsias eleitorais que o levaram a aceitar com entusiasmo o apoio eleitoral dos paramilitares de toda a nação, a respeito dos quais a própria imprensa governamental destaca as imensas riquezas em terras, gados e outros bens de que se apoderaram. Depois da crise da Polícia que levou ao maior escândalo moral e político dessa instituição e conduziu à destituição dos mais altos oficiais desse corpo armado, o presidente Uribe Velez num dos seus piores momentos de desespero, em tom agressivo e excitado, deu pela televisão e pela rádio uma ordem monstruosa: "senhores Generais da República: vão e libertem pela força a doutora Ingrid Betancourt, sequestrada pelas FARC!". Para a opinião pública nacional essa estupidez significava a morte de Ingrid Betancourt, pois tinha de ser libertada em combate, com a prévia derrota militar completa das FARC, que até agora não foi conseguida por nenhum governo nos 61 anos de violência política na Colômbia. Acrescenta-se que, em função desses mesmos disparates, o presidente Uribe Velez deixou de lado a assessoria paga a organizações e amigos do presidente Bush para que o ajudem a obter as decisões do Congresso democrata que hoje domina nos Estados Unidos, o qual através dos seus porta-vozes pronunciou-se nitidamente contra os termos do Tratado de Livre Comércio negociado pela dupla Bush – Uribe Velez e exige decisões e acções governamentais colombianas claras e verazes contra a repressão anti-sindical e outros comportamentos sociais e políticos anti-democráticos do seu governo. Certamente, The Wall Street Journal Americas, segundo transcrição do diário oficialista El Tiempo, informa que Uribe Velez procurou a assessoria do lobby democrata ligado ao ex-presidente Clinton e à campanha presidencial da sua emposa Hillary Clinton para desenvolver a estratégia do governo Uribe Velez e "responder imediatamente a qualquer notícia que critique a Colômbia". São eles: Sidley Austin, assessora legal sobre livre comércio que já recebeu US$ 727 milhões de dólares; Glover Park Group, por lobby junto ao Partido Democrata, US$ 40 mil dólares por mês; Johnson, Madigan, Peck, Boland & Stewart, lobby junto aos partidos Democrata e Republicano, US$ 35 mil dólares por mês; Burson-Marsteller Relações Públicas, US$ 25 mil dólares por mês. Em contraste, na Colômbia o governo Uribe Velez encerra a Universidade Nacional, reprime o magistério e os sindicatos, aumenta o custo de vida, gera desemprego e a população camponesa abandona os campos e foge para as cidades.

1 comentário:

Barão da Tróia II disse...

A grande trapalhada da América Latina, com a insígne ajuda "made in USA", levará séculos até que esses países consigam sair do buraco onde se enterrarão. Boa semana

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