01 junho 2007

Quantas serão...

Uma criança de olhar rasgado
Impetuosa, de maus tratos
Afagados de lonjura
Sequiosa de mil carinhos
Brinca com a fome
Nos vales da miséria
Num infantário descampado
De doença e tortura
Já se escondem entre a morte
E o cheiro nauseabundo
De um mundo que se faz de cego
A tantos campos de concentração
Onde as crianças permanecem
Sem qualquer sonho
Sem qualquer ilusão
À espera de um tempo que não passa
Onde o sol brilha
Sem qualquer graça
E a incógnita fica
Amanhã quantas serão?




Conceição Bernardino

1 comentário:

david santos disse...

Olá, Conceição.
Este trabalho é fantástico. Contudo, ainda que tudo façamos para diminuir o terror que muitos causam às crianças, parece que cada dia que passa somos mais impotentes.
Parabéns.

Prémio

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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