12 agosto 2008

A Lágrima da Pobreza

A lágrima que grita a dor
Desata as cordas, a mordaça
De uma vida sem cor
Em trejeitos de devassa.

A lágrima que solta a voz
É revolta, não é quimera
Dos sonhos que aos nós
São ilusões de outra era.

A lágrima que nos lábios morre
Além de pura e cristalina,
Não sacia sede nem fome
De quem procura uma vida digna.

A lágrima da Pobreza
Não lava a alma nem o coração,
Não promove nem embeleza
Os políticos da Nação!

Escrito a 3 de Agosto de 2008
Ana Martins

3 comentários:

O Guardião disse...

Quando todos celebram os avanços da humanidade, uma nódoa mancha a festa, a pobreza, que é uma realidade dolorosa e bem real.
Cumps

Saozita disse...

Lindo este teu poema, mais um entre tantos que tens postado. Adorei.

Ashera disse...

Belissimo
Adorei tudo
Feliz domingo
Beijos

http://ashera.sedrul,net

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