03 setembro 2008

A (DES)EDUCAÇÃO...


Hoje, ao ouvir na rádio (Antena 1) a rubrica "Dias do Avesso"(clica para ouvir), em que a Drª Isabel Stilwell e o Dr. Eduardo Sá habitualmente tem nestas paragens, dei por mim a meditar, enquanto descia o Marão em direcção ao Porto depois de mais uma das minhas jornadas de trabalho pelo nordeste transmontano, sobre este nosso país e o peso do estado na (des)educação. A páginas tantas os dois interlucutores deixam no ar uma coisa curiosa, cerca de 1 em cada 10 crianças em idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos, não conseguem vaga num instituição de apoio pré-escolar do estado (gratuito) enquanto as outras tem de pagar esse apoio pré-escolar na rede privada que está ao nível do preço e até mais caro que as propinas para uma faculdade privada. Muitas destas crianças que não acedem aos centros de pré-escola gartuita e porque os pais não tem hipoteses de pagar ficam com avós ou amas, o que os prejudica gravemente na sua formação e educação, pois tarde aprendem (por altura da entrada na escola do 1º ciclo) muita coisa de uma acentada só, o "está quieto e calado" os "horários" e "intervalos", a própria convivência com outras crianças, deixando-os muitas vezes a detestar a escola e o meio escolar desde o 1º dia. Fiquei a saber também que o estado criou uma norma em que proíbe a "cesta" depois do almoço, e se é verdade que prejudica a saúde segundo alguns especialistas, o nosso aparelho bilógico contraria todos os estudos, era portanto crucial nem criar uma que proíbe nem criar outra que obrigue, deixando as verdadeiras conhecedoras da criança decidirem se esta precisa daquele espaço para deitar num colchão agarrado à sua "chucha" a descansar.

Numa Europa cada vez mais envelhecida, cada vez mais menos culta, era bom que os nossos governantes começassem a pensar em pelo menos o pré-escolar ser gratuito para todas as crianças necessitadas ( as tais 70000 de fora neste momento) para depois se avançar com reformas do ensino superior, pois qualquer dia não haverá alunos para o ensino básico, quanto mais para o superior. O estado tem-se dimitido dos valores essenciais aos desenvolvimento humano, e isso choca-me. Por que sou autodidata, empenho-me no conhecimento, estou a criar um filho, em que não consegui apoio nenhum do estado e os miseráveis 25€ mensais do abono só pagra 1/4 do ATL que frequenta, e todas as despesas inerentes são à parte, como eu estão milhares de Portugueses, e assim não há amor paternal e maternal que aguente e dê o salto para conceber mais um filho, ai como eu gostava de agora ter uma menina...

Penso que devemos todos meditar sobre isto, pois a humanidade extinguirse-á por nossa culpa, e daqueles a quem confiámos os destinos do país e do mundo.

2 comentários:

victor simoes disse...

Caro Beez. Aínda nao viste, que Portugal é uma quinta de alguns? É evidente, que não querem saber das nossas indignações e lamentos.
O que os nossos governantes querem é tacho e autogovernarem-se mais, uns anitos. Querem é votos, não querem saber, se os nossos filhos têm ou não necessidades.
A educação escolar, deveria ser totalmente gratuita, no periodo da escolaridade obrigatória. Estes senhores, não querem saber se podes suportar as despesas, estão-se a marimbar para o Povo.
Só com uma verdadeira união popular, é que se poderia ensinar estes governantes das treta! Aínda gozam com os pobres.

Um abraço

Ana Martins disse...

Caro Beez,
Compreendo bem o que está a falar, tenho 2 filhos e as dificuldades aumentam de dia para dia...
E depois noticia-se que a natalidade está a diminuir!!!!!

Beijinhos

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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