25 novembro 2007

Chávez, o «amigão»!!!

A verdade nua e crua !!!
Todo menino passou por isso ao menos uma vez: Ter de encarar um valentão na escola. Todo mundo já foi para o recreio passando por uma odisséia mental, e a nada metafórica górgona que o aguardava era um moleque mais velho e mais forte, espancador de menores e ladrão de merenda. Todos conhecem o tipo. E todos evitavam cruzar com ele, claro. Quanto maior a distância, menor o problema. Mas alguns usavam uma tática oposta; viviam puxando o saco do sádico mirim. Eram os baba-ovos de plantão, que compravam a simpatia dele com as adulações. Quando o valentão escolhia um deles pra extravasar sua violência natural, a saída do puxa-saco agredido era fingir que tudo não passava de uma brincadeirinha do amigão. Diminuía o tempo de surra e salvava as aparências. Assim o puxa-saco continuava amiguinho do covardão e tentava fazer com que os outros acreditassem que era apenas uma travessura. E afinal, quase nem tinha doído, gente.

Semana passada Lulla riu quando Hugo Chávez o chamou de sheick da Amazônia e de magnata do petróleo, entre outras graves ofensas. Tudo televisionado. O riso nervoso, forçado, demonstrava claramente que Lulla tinha medo. Lulla morre de medo de Chávez, o valentão boquirroto. Lulla fez o papel de amiguinho para apanhar menos.

Lulla foi ironizado, espezinhado, humilhado pelo psicopata Hugo Chávez , na Cúpula Ibero-Americana, ocorrida no Chile. Riu, nervoso, quase histérico, para disfarçar a humilhação mundial que passava. Não só ele, mas, aos olhos do mundo, todo o Brasil foi, de novo, agredido verbalmente pelo venezuelano. O mesmo que chamou nosso Congresso de papagaio dos americanos.

O rei da Espanha não comunga com esses pensamentos. Não agiu como Lulla, fingindo que era tudo brincadeirinha do amigão do peito. Não foi fraco, não foi pusilânime. Quando o psicopata falou mal da Espanha e do ex-primeiro-ministro José Maria Aznar, chamando-o de fascista, ouviu o merecido cala-boca; rei Juan Carlos, um homem educado, piloto aposentando da Força Aérea espanhola, fidalgo que bem representa seu país, deu seu recado ao ditador. E ao mundo: chega desse imbecil. Algo que não ouviu do presidente brasileiro; Lulla perdeu uma excelente chance de mostrar que não somos idiotas, ou ao menos, que não é covarde. Estamos mal. Lulla riu (riu!) ao ouvir as ofensas ironicamente dirigidas ao Brasil e à sua triste figura, meu nobre cavaleiro Dom Quixote; digo, Sancho Pança. Moinhos que o digam. Cervantes foi honrado pelo seu rei. Fomos humilhados pelo nosso presidente, mais ainda que pelo falastrão venezuelano. É de chorar; justamente quem deveria, até pela força de seu cargo, defender o Brasil de Chávez, preferiu fingir que a pancada não doeu. Achou melhor assim. Lulla só mostra as garras com os menores, como o jornalista americano Larry Rother, que relatou as paixões etílicas do presidente e quase foi deportado pelo "crime". Com os mais parrudos, age diferente; Chegou até a ficar amicíssimo de Fernando Collor, José Sarney e Orestes Quércia, a quem antigamente chamava de ladrões.

Com Evo Morales não foi diferente. O boliviano espoliou e humilhou o Brasil invadindo militarmente a Petrobrás, com transmissão ao vivo pela TV mundial. Lulla fez que não era com ele. Como se a pedrada não tivesse atingido suas costas.

O rei espanhol provou que tudo tem limite. Fez com Chávez o que Churchill fez a Hitler em 1938: Avisou ao mundo o perigo que representa um tirano demente e armado até os dentes. Parece que Juan Carlos teve mais sucesso que o inglês em sua empreitada. O alerta foi ouvido.

A Europa cansou de Chávez. O rei disse o que muitos pensam, mas não falam. O venezuelano odeia a Espanha, um país que enriqueceu à custa de muito trabalho duro. Muito diferente da Venezuela, que empobrece a olhos vistos, não obstante as fortunas arrecadadas com a exportação de petróleo, cujos lucros vão diretamente para o ralo do populismo e da corrida armamentista.

Na escola em que o rei Juan Carlos ministra aulas, Lulla ainda está no primário. E Chávez o espera no recreio, para roubar nossa merenda.

Fernando Montes Lopes Advogado
fermlopes@uol.com.br

NOTA: recebido por e-mail de correspondente identificado.
Não é só Lulla da Silva a ter medo do amigão valentão. Recorde-se a forma como tem sido tratado pelo nosso Governo e pelo ex-PR Mário Soares. Infelizmente, nas relações internacionais, não é frequente a frontalidade, a coragem e a nobreza demonstradas pelo Rei Juan Carlos, de Espanha.

4 comentários:

Beezzblogger disse...

O que Chávez fez, ouvi em directo, depois com repetição nos telejornais.

Mas quem começou a quezília foi de facto Chávez, ao não deixar Zapatero concluir o que dizia, interrompendo sistemáticamente, pois Zapatero insistia em falar de Aznar, Chávez estava certo na inconformação mas errado nos modos de o demonstrar, pois não podemos esquecer, Que Aznar, Duão, BLair e Bush, foram o Eixo do Mal, em questões do IRAQUE, mentindo ao Mundo, para terem um pretexto para invadir (onde andaram as armas de destruição maciça).

Chávez, nestes últimos anos, tem governado a Venezuela, retirando aos Capitalistas e redistribuindo aos menos favorecidos, ou porque será que ele tem o apoio da maioria do povo Venezuelano?

Temos que saber respeitar a escolha desse povo, e perdoe-me, Sr. Dr. Fernando Montes, mas não concordo de todo com a sua visão, Chávez não é o Mauzão, os Mauzões são os EUA e toda a corja bajuladora dos mesmos.

Abraços do Beezz

O Guardião disse...

A justiça não funciona. As leis do trabalho já são as da selva, onde vale tudo. Os políticos preocupam-se mais com o exterior do que com os seus próprios países e cidadãos.
Em suma, os povos estão mais pobres e uma minoria de indivíduos recolhe as riquezas para si, e lá vai dando umas migalhas aos pobres, nporque sem eles não se produz riqueza, e eles ainda ambicionam mais.
Cumps

david santos disse...

Só por brincadeira ou muita ignorância. Então Chaves eleito com quase 64% da população venezuelana tem nomes por "respigar" com um bajulador que não foi eleito por ninguém e que vive à custa do erário público?
Sempre há cada (...) da (...) mais bem instruindo...
Essas já não pegam, nem aos mais incautos. Já todos sabemos que o povo venezuelano vive muito melhor e que os seus detractores não passa de alguns milhares de estrangeiros que querem manter, a toda a força, os venezuelanos na miséria. Mas Hugo Chaves não vai deixar, apesar das tentativas do terrorismo americano e do bandido Aznar, que o seu povo volte ao passado.
Sempre aparece cada um! Nem um palavra para que se possa dizer, o homem ter algo de bom. Ufa! Sempre nos aparece cada (...) da (...)!
Agora, até os burros já dão de mamar aos coelhos... vá dar uma volta por a lixeira, mas não traga mais lixo.

A. João Soares disse...

Do Diário de Notícias de hoje:
Uribe é "mentiroso" e Chávez "incendiário"
http://dn.sapo.pt/2007/11/27/internacional/uribe_e_mentiroso_e_chavez_incendiar.html

Venezuela e Colômbia ainda não estão de costas voltadas, mas falta pouco depois da azeda troca de palavras entre os dois presidentes. Hugo Chávez "pôs no congelador" a relação com Bogotá e chamou Álvaro Uribe de "mentiroso". Este respondeu dizendo que Chávez quer "incendiar" o continente com o seu "projecto expansionista".

Na origem da crise está a decisão de Uribe de retirar Chávez das negociações para a troca humanitária com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC. Tudo porque Chávez telefonou a um alto-cargo militar colombiano, quando lhe tinha sido pedido para não o fazer.

Chávez acabou por dizer que tinha perdido a confiança no Governo colombiano e que o país vizinho "merece outro Presidente". Uribe, que tinha lidado calmamente com a situação, acusou Chávez de querer legitimar as FARC e que a Colômbia seja vítima "de um Governo terrorista". O líder venezuelano indicou que vão ser afectadas as relações bilaterais, económicas e de cooperação, sendo que as trocas comerciais entre os dois países devem atingir este ano os seis mil milhões de dólares.- S.S.

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