16 novembro 2007

PROPOSTA A TEIXEIRA DOS SANTOS...











RECEBIDO POR E-MAIL

Ex.mo Senhor Ministro das Finanças

Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V.Ex.a para lhe fazer uma proposta:

A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima de CANCRO DE MAMA em 2004, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma. Por esta "coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais. Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância. Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:

a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus cumprimentos o dará à sua Esposa ou Filha.
b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:

c) os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
d) os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
e) a angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
g) ansiedade com que são acompanhados estes exames.
h) A angústia em que vivemos permanentemente.

Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.

Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.

Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...

Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender.

Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.

Atentamente
19/Outubro/2007
Victor Lopes da Gama Cerqueira

Certamente, meu caro Victor que este assunto já correu os corredores da política, e ainda que façam os políticos olhar de escárnio sobre este tema, nós cidadãos jamais nos poderemos calar e temos o direito à indignação. Estou consigo meu caro, não é as atitudes mediáticas mais recentes do ministro (face a um problema de uma junta médica) que nada mais são do que propaganda do PS, temos de louvar este seu esforço em prol de todos nós. A MIM NINGUÉM ME CALA!!!

3 comentários:

j. gonçalves disse...

Caro Senhor Victor,

Estou solidário, na Verdade das suas palvras, igualmente solidário, com a sua Esposa, ( também já tive cancro maligno ) e no grande sofrimento da sua Família!

São disse...

Eu já comentei est post não sei onde, mas continuo solidária...
Nesse sentido, peço que passe pelo meu espaço: Flávia precisa de seu apoio.
Bom domingo.

A. João Soares disse...

Pois é. Os nossos «excelentíssimos» governantes consideram-se deuses, senhores absolutos do destino de todos e cada um de nós. Em vez de se esforçarem para tornar toda a população mais feliz, ou menos infeliz, só pensam em sacar o mais possível dos nossos bolsos praticamente vazios. Esquecem do mandato que democraticamente lhes foi confiado e armam-se em ditadores até das ideias e das emoções.
Nunca se esqueçam as palavras do MAI no momento em que se deviam lamentar os milhares de mortos nas estradas e os mais milhares de inválidos permanentes devidos à incapacidade dos governantes estancarem esta sangria.
Cartas como esta não podem ficar na gaveta.
Abraço

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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