30 março 2008

Processo disciplinar a militar reformado

Transcrição do Portugal Club:

A COMIL, Comissão de Militares

Fomos todos surpreendidos com uma notícia saída no Diário de Notícias de hoje, segundo a qual, o Chefe do Estado-maior da Força Aérea (CEMFA) instaurou um processo disciplinar ao coronel, há vários anos na situação de reforma, Luís Alves de Fraga.

Os motivos prendem-se com a denúncia, efectuada no Blog “Fio de Prumo” da autoria daquele prestigiado militar, da gravíssima situação existente no Hospital da Força Aérea Portuguesa (FAP) no tocante ao deficiente atendimento da generalidade dos militares seus utentes. O texto da denúncia era acompanhado de fotografias de longas filas de espera de militares para serem atendidos naquele hospital.

Recordamos que, na reorganização da Saúde Militar que o Governo pretende levar a cabo, este Hospital é aquele que está indigitado para ficar a prestar os cuidados de saúde a um universo de militares cinco ou seis vezes superior ao actual.

Se agora é assim, ficamos com uma ideia do que nos espera!

O CEMFA, incomodado com a denúncia, ao invés de tentar resolver o problema, optou por atitudes que são atentatórias dos mais elementares direitos de cidadania consagrados na Constituição da República.

É uma decisão inédita. Depois de nos últimos dois anos, terem sido levantados 50 processos disciplinares a militares na efectividade do serviço, alguns deles já castigados, por exercerem os seus direitos cívicos consagrados na lei, é a primeira vez que esta onda repressiva chega a um militar na situação de reforma. Isto apesar de estar bem explícito na lei que o Regulamento de Disciplina Militar é aplicado aos militares na efectividade de serviço e numa altura em que os militares castigados reclamam uma amnistia.

A argumentação é, no mínimo, falaciosa. Como é que um militar na situação de reforma tem capacidade para colocar em causa a “Coesão e Disciplina na FAP”?

Se algum chefe militar se sente ofendido na sua dignidade, honra e bom nome tem o direito e o dever de recorrer aos tribunais para se defender. Então porque o não faz? Tem medo de quê? Será que é por nos últimos tempos várias decisões dos tribunais terem dado razão aos cidadãos militares contra as pretensões das chefias militares?

Desde a tomada de posse deste Governo, os cidadãos militares têm estado sujeitos a sevícias indignas de um Estado democrático. O Governo e os seus agentes no interior das Forças Armadas continuam a optar pela repressão, mesmo sobre aqueles que estão na posse de todos os seus direitos constitucionais, em plena igualdade com os restantes cidadãos.

Por isso devemos denunciar castigos desta natureza.

Os direitos de cidadania asseguram-se, exercendo-os.

O comportamento determinado, disciplinado e persistente que tem caracterizado a actuação dos militares é disso a prova cabal.

A verdade e a justiça virão ao de cima.

30 de Março de 2008
A COMIL, Comissão de Militares

NOTA: Deixa-se aqui um apelo aos bloguistas para apoiarem com os seus comentários o Sr. Coronel Luís Alves de Fraga. Poderão deixá-los neste post, no post recente neste blog «Proibido dizer ‘o rei vai nu», ou no blog «Fio de Prumo».
Temos que evitar um Portugal novamente amordaçado.

29 março 2008

AVISO IMPORTANTE

--- ♥♥♥ANABELA♥♥♥Conde♥♥♥ wrote:


Morreu Orlando. Brilhante advogado e pai da modelo Daniela Sarahyba, numa situação absolutamente igual ao que se vem repetindo, com freqüência dolorosa.
Ele tinha uma casa e uma lancha em Angra. Ao sair na lancha com amigos, num domingo, levou na geladeira da embarcação latas de cerveja e refrigerantes.
No dia seguinte, 2ª feira, estava internado numa UTI e morto na 4ª feira.
Ele era um atleta, adorava a vida, e a vivia com intensidade.
o exame cadavérico atestou leptospirosefulminante contraída na lata de cerveja que ele havia tomado, sem copo e sem canudo, no barco.
O exame das latas atestou que estavam infestadas de urina de ratos,consequentemente de leptóspiras.

MUITO CUIDADO !!!


AVISO AOS CONSUMIDORES DE BEBIDAS EM LATA:

Toda vez que comprar uma lata de refrigerante, tome cuidado de lavar a parte de cima com água corrente e sabão, se possível, use canudo.
Aqui em casa, é obrigatório lavar as latas com desinfetantes mesmo as que vão à geladeira.Uma amiga da família morreu depois de beber uma soda em lata.
Provavelmente ela não limpou a parte superior da lata antes de beber, e a lata estava suja com urina de rato seca, que contém substâncias tóxicas e letais, inclusive leptóspiras, causadoras da leptospirose.
Bebidas em lata e outros alimentos enlatados ficam guardados em armazéns que geralmente estão infestados de roedores , e posteriormente são transportados para as lojas de venda sem a devida limpeza.


Complementando:


Uma pesquisa do INMETRO confirmou que a tampa da latinha do refrigerante é mais poluída que um banheiro público.



Segundo essa pesquisa, a quantidade de vermes e bactérias era tão intensa que eles sugeriam que se lavasse a tampa da latinha com água e sabão' .

NURIN JAZLIM


NURIN JAZLIM


NURIN JAZLIN
MURDERED. 9 YEARS OLD. WHY? ARE WE HUMAN?
.
TO AVOID SUCH A TRAGEDY HAPPENING AGAIN, AND FOR THE SALVATION OF OUR CHILDREN, WE ARE DOING A WORLDWIDE CAMPAIGN, DISPLAYING THE IMAGE OF NURIN JAZLIN JAZIMIN IN BLOGS ALL OVER THE WORLD ON 25TH APRIL 2008. LET'S NOT FORGET NURIN JAZLIN.
.
UNTUK MENGELAK TRAGEDI SAMA BERULANG KEMBALI, DAN DEMI KESELAMATAN ANAK-ANAK KITA, KAMI SEDANG MENGANJURKAN KEMPEN KE SELURUH DUNIA, MEMAPARKAN GAMBAR NURIN JAZLIN JAZIMIN DI BLOG-BLOG DI SELURUH DUNIA PADA 25 APRIL 2008. JANGANLAH KITA MELUPAKAN NURIN JAZLIN.


Para não alterar em nada o que me foi solicitado e que com o maior prazer aceitei, venho pedir a todos os que o entenderem colocar esta imagem nos seus blogues até ao dia 25 de Abril. Esta Menina, Nurin Jazlim, foi assassinada por dois "gandulas" que todas as pessoas na Malásia sabem quem são mas, a "justiça", lá como cá... do que eu conheço acerca deste caso, a Nurin Jazlim, foi assassinada da forma mais bárbara e desumana que só a humanidade pode fazer.


Peço adesão de todos. Obrigado.

26 março 2008

Títulos da imprensa. Propaganda ou rasteiras?

Há títulos de artigos de jornais que, por serem tão chocantes podem causar asco por serem tomados por propaganda insensata ou constituírem rasteiras ao Poder por se prestarem a futuras comparações entre o prometido e o realizado.

Hoje lê-se no DN que «Portugal vai baixar em 30% novos casos de tuberculose», o que de repente parece ser um desse títulos, pois hoje, devido a factores variados nos últimos anos, o País destaca-se por ter os números mais elevados na Europa.

Depois lê-se o artigo e conclui-se que se trata de um objectivo a procurar atingir em três anos, a fim de Portugal igualar a taxa europeia de incidência da tuberculose, passando dos actuais 25,7 para 18 casos por cem mil habitantes, segundo anunciou ontem a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Para atingir este objectivo prioritário, o Plano Nacional de Tuberculose procederá à detecção de, pelo menos, 70% dos casos e destes a cura de 85% ou mais, ao final de um ano, de forma a consolidar a diminuição de casos e conter o fenómeno da multirresistência.

Segundo a ministra da Saúde, Ana Jorge, esta meta tem que assentar "na importância do trabalho dos profissionais, o cumprimento das terapêuticas, especialmente para reduzir a forma multirresistente da doença e cumprir as boas práticas", o que devido aos comportamentos da sociedade e à complexidade do fenómeno, torna difícil a aquisição do objectivo. Tem de haver persistência na acção dos profissionais e no esclarecimento dos cuidados a ter pela população.

Embora a curva dos números de tuberculose esteja a diminuir - 14% de 2006 para 2007 -, Ana Jorge garantiu que a "acção não pode abrandar", recordando que a forma multirresistente da doença tem uma "expressão muito elevada", sobretudo na área metropolitana de Lisboa.

A governante sublinhou a importância de um acompanhamento de proximidade, de forma a tentar que os doentes tomem os medicamentos de forma directa e presencial., quando for esta a única forma de combate à doença. É preciso ter êxito nestas tarefas em trabalho de equipa de profissionais e das comunidades" por se tratar de uma doença que é "sempre um risco para a comunidade por ser contagiosa".

As acções abrangem actos adequados para tratar os pacientes, rastrear as pessoas que com eles convivem e para apoio domiciliário, sem descurar o acompanhamento de populações mais vulneráveis, e dos imigrantes".

Depois desta explicação (mais pormenorizada na notícia) conclui-se que ninguém garante que se atinja o objectivo, como o título leva a crer, mas que tudo vai ser feito nesse sentido, podendo até, se houver êxito, ser ultrapassado.

Já publicado em Do Miradouro

22 março 2008

Aumenta o fosso entre ricos e pobres

O Número de desempregados que vive apenas com o subsídio social de desemprego, uma prestação destinada a situações de emergência económica, é cada vez maior. Segundo o Instituto de Informática da Segurança Social, havia, em Fevereiro, 44 mil pessoas a receber o subsídio social de desemprego inicial, mais 23% do que no mesmo mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses (de Março de 2007 a Fevereiro de 2008), a Segurança Social respondeu positivamente a cerca de 59 mil requerimentos de desempregados, sensivelmente o dobro do número verificado no período homólogo.

Os beneficiários que recebem o subsídio social de desemprego inicial são pessoas que não trabalharam (com descontos para a Segurança Social) o tempo suficiente para aceder ao subsídio de desemprego "normal" e que, simultaneamente, vivem em agregados familiares pobres, com um rendimento per capita inferior a 326 euros, no limiar da pobreza. 40 por cento dos beneficiários têm idades compreendidas entre 20 e 34 anos - tipicamente, são jovens que não viram renovados os seus contratos a prazo (muitas vezes a seis meses ou a um ano).

Do outro lado da sociedade, verifica-se a abundância de dinheiro que não encontra dificuldades para gozar férias dispendiosas.

Nestes dias de Páscoa, os hoteleiros estão satisfeitos com a afluência de clientes. Lisboa, Alentejo e Algarve foram as regiões escolhidas pelos turistas nacionais e estrangeiros. A Serra da Estrela, que supriu a falta de neve com a produção de neve artificial, regista uma taxa de ocupação superior a 80%, podendo subir aos 100% se nevar no fim-de-semana.

O Algarve mantém-se como o local preferido dos portugueses, com alguns hotéis a ficarem esgotados. Segundo a Associação de Hotelaria e Empreendimentos Turísticos do Algarve, o facto de a Páscoa ser, este ano, no mês de Março constitui um atractivo adicional para os turistas, por lhes permitir usufruir ainda dos preços praticados em época baixa.

Mas, além dos que ficam em território nacional, milhares de portugueses rumam por estes dias ao Brasil, Cuba, Cabo Verde, Palma de Maiorca, Egipto e várias cidades europeias, nas miniférias da Páscoa.

A avaliar pelo aumento da procura para o estrangeiro assinalada por alguns operadores, o dinheiro parece não ser problema para muitos que mantêm o Brasil como o destino favorito. Só duas agências citadas pelos jornais diários "levaram" 5200 portugueses para fora em pacotes turísticos, com a procura a subir entre 8 e 64% face ao ano passado, conforme os destinos.

Os dois factos atrás citados na comunicação social de hoje evidenciam as gritantes discrepâncias sociais existentes no País, em que a classe média está a desaparecer e aumenta o vácuo que separa os mais desprotegidos dos mais beneficiados pelo progresso.

Talvez a este fenómeno de injustiça social, não seja alheio o aumento de violência e de criminalidade nem as crescentes manifestações de descontentamento. Também poderá estar ligado ao encerramento, há três décadas, das escolas técnicas onde se preparavam as pessoas para a vida prática, tornando-as capazes de sobreviver, montando negócios, indústrias artesanais, reparações, manutenção, enfim trabalho por conta própria e ocupação de postos de trabalho que hoje estão à mercê de imigrantes, enquanto os portugueses estão no desemprego, por falta de qualificação adequada.

Trata-se de um problema complexo que exige análise cuidadosa por especialistas e pessoas ligados aos aspectos práticos. Os sindicatos poderiam ajudar os seus associados a melhor se prepararem para sobreviverem às dificuldades que a concorrência e a flexibilidade económica lhes apresenta.

20 março 2008

O QUE REALMENTE PORTUGAL PRECISA...

Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso. Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África". Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.

Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal. Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota. Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e
Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin. Depois de nos mimar, como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como "obsceno". Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes.

Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência. O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão. Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares. Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.

Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso. E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.

Mário Crespo (Jornalista) in JN

19 março 2008

5 ANOS DEPOIS...

Imagens muito fortes, se for sensível não veja, por favor...



...George W. Bush, continua a dizer, que a guerra valeu a pena, e que não se arrepende...

... O terrorismo dos EUA, a olhos nus neste vídeo...

... Está convencido (George W. Bush) que a vitória é possível...

Na minha opinião, estes terroristas, vão ter o que merecem, Alá é Grande...

18 março 2008

Chegou a altura de resolver a questão de Olivença

Publicado no PÚBLICO, Sexta-feira, 14 Março 2008.
Autor: General José Loureiro dos Santos

O contexto estratégico conjuntural que originou o Tratado de Badajoz de 1801, pelo qual Olivença passou paras a soberania espanhola, não se modificara integralmente em 1815, quando a devolução de Olivença a Portugal foi determinada pelo Tratado de Viena.

A relação de forças na Europa da Época não ordenou de modo peremptório e imediato essa devolução, remetendo-a para quando Portugal e Espanha considerassem oportuno - o que significava, de facto, submeter a resolução do problema ao entendimento Portugal-Espanha, logo aos objectivos nacionais de cada país e às tensões estratégicas correspondentes. A definição do momento oportuno, se não fosse efectuada por potências extrapeninsulares, teria de ser proposta por Portugal a uma Espanha da qual, naturalmente, nunca partiria a iniciativa. Para Portugal, o momento oportuno teria de coincidir com uma "oportunidade estratégica" favorável. Na altura do regime da ditadura, foi dito não ser oportuno levantar o problema.

Aqui reside o cerne do problema. Findos os acontecimentos que envolveram os dois Estados nas guerras napoleónicas e seus desenvolvimentos, a relação de forças europeias e mundiais nunca deixou de se traduzir, para a península, numa lógica de conflito e confrontação. Por trás do comportamento pacífico e amistoso entre os dois Estados, havia sempre a percepção, por cada um deles, que a existência do outro constituía uma ameaça. Ou porque poderia servir de cais de desembarque e base de ataque para forças poderosas que visassem a Espanha e/ou foco de contaminação política que fizesse perigar o seu regime (absolutista, liberal ou monárquico). Ou porque representava uma ameaça existencial para Portugal e/ou também poderia contaminar negativamente o seu regime.

Esta lógica de confrontação teve situações mais agudas e outras menos, mas nunca deixou de existir. A percepção dos responsáveis políticos portugueses ao longo dos séculos XIX e XX, até à guerra fria, foi sempre a de que tudo deveria ser feito para evitar uma crise aberta com a Espanha, pois tinham consciência de que a lógica de conflito existente entre os dois países se poderia transformar num confronto aberto muito desfavorável a Portugal. Confronto aberto que até poderia ser convenientemente provocado pelos governantes espanhóis, para fazerem esquecer os graves problemas internos que os seus súbditos sentiam, bem como os efeitos deletérios dos traumas causados pelos enormes abalos nacionais que afectaram Espanha.

Dentro desta lógica de confronto, tornava-se quase impossível alterar as relações de forças de modo a surgir uma oportunidade estratégica que nos permitisse procurar resolver a questão de Olivença junto dos espanhóis.

A lógica de confronto, embora atenuada pela natureza dos regimes então vigentes, não terminou durante a guerra fria. Só viriam a surgir modificações, e profundas, com a democratização dos dois vizinhos peninsulares, a queda do Muro de Berlim e, principalmente, com a globalização, o mercado comum europeu e, acima de tudo, com o estabelecimento do espaço Shengen. Estas novas linhas de força tiveram como resultado uma alteração profunda no contexto estratégico do relacionamento peninsular. Não porque surgiram desequilíbrios que nos fossem favoráveis em termos de confronto, mas precisamente pelo congelamento da lógica de confronto e a sua substituição por uma lógica de cooperação/competição.

A abertura de fronteiras e a liberdade de movimentos de pessoas, bens e ideias entre os dois países fizeram com que as regiões homogéneas naturais da península, todas periféricas, se tivessem aproximado, como que desafiando o centro peninsular - a despeito das fronteiras administrativas e políticas. Na Espanha, foram reconstituindo uma configuração multipolar em termos económicos, com as regiões periféricas a tentar "conquistar" poder político a Madrid, interagindo umas com as outras e também com Portugal, que além de região económica é um país soberano. Esta situação multipolar, num contexto de uma lógica de cooperação/competição, favorece Portugal, pois, de todas as regiões peninsulares com ligações a um centro de poder afastado (Bruxelas), é a única cuja independência lhe permite relacionar-se com o Governo espanhol no mesmo patamar político. Todas as restantes terão de sujeitar-se às orientações de Madrid.

Finalmente, esta lógica de cooperação/competição que caracteriza as nossas relações com a Espanha permitiu o aparecimento da oportunidade estratégica para que os dois países - amigos, aliados, que não encaram o outro como ameaça - resolvam a questão de Olivença. E para que Portugal possa tomar a iniciativa de abrir o diálogo.

É pôr fim a um contencioso que pode funcionar como um foco de potencial atrito e de conflito em situações de maior tensão entre as posições dos dois países. Lembremo-nos de que a História não acabou. Há muita História no futuro. Um futuro incerto e, provavelmente, muito perigoso. É avisado acautelarmo-nos. Olivença é um problema que se pode agravar, mas podemos fazer dele um pólo de atenuação de tensões entre os Estados peninsulares.

Não deve ser ignorada a realidade actual de Olivença, criada nos últimos dois séculos pela administração espanhola. Uma realidade que já não é sustentada apenas em elementos identitários lusitanos, mas em que persistem muitos deles. Olivença constitui uma micro-região, com características distintivas em relação aos espanhóis, mas também aos portugueses. Foi como se, na zona raiana, tivesse aparecido um elo de ligação entre os dois povos, semelhante a ambos mas deles diferenciado.

Para a solução desta questão são de afastar posições radicais, sem recuo e sem condições, antes recorrer-se a uma abordagem gradual e "soft", com a tónica na cultura: considerar a hipótese de permitir que os oliventinos escolham a dupla nacionalidade, autorizar o ensino da língua portuguesa por professores destacados por Portugal, além do castelhano já obrigatório, não proibindo o uso do português no espaço público, estabelecer uma delegação que promova a cultura portuguesa. Admitir mesmo a hipótese de se chegar a uma soberania partilhada sobre Olivença, como região especial e exemplo de amizade e cooperação entre os dois países, que, numa fase inicial, poderia assumir vínculos políticos mais fortes com Espanha do que com Portugal.

José Loureiro dos Santos
«General»

Nota: Este texto constitui a súmula da apresentação do livro de Ana Paula Fitas "Juromenha e Olivença, Uma História por Contar" das Edições Colibri, a publicar na íntegra no próximo número da "Revista dos Negócios Estrangeiros".

17 março 2008

RECIBOS VERDES...

"A Comissão de Trabalhadores tomou conhecimento das circunstâncias em que a nossa camarada Isabel de Oliveira, jornalista da política, foi dispensada (de respeitar hierarquias e cumprir agenda), terça-feira à tarde, por decisão do director do jornal. O motivo alegado foi a quebra de lealdade para com a direcção e o editor da área. Em causa está o envio de uma carta à administração, na qual Isabel Oliveira expôs o seu caso e pediu a regularização da sua situação.

A jornalista em causa, paga através de recibos verdes há pelo menos oito anos, tinha uma área atribuída (fazia a cobertura do Bloco de Esquerda) e estava integrada na agenda da redacção.

Questionou, por diversas vezes, a não regularização da sua situação, isto é, a integração no quadro da empresa, a última das quais através de uma carta enviada à administração do jornal.

A Comissão de Trabalhadores considera que, no caso em apreço, Isabel Oliveira já deveria ter sido integrada no quadro. A sua situação foi, por diversas vezes, abordada nas reuniões entre a CT e a Administração. Nunca foi afastada a hipótese de integração no quadro, apenas adiada.

A dispensa da jornalista é, na opinião da CT, uma situação inaceitável e porque diz respeito a todos os trabalhadores, convocamos o Plenário de Trabalhadores para dia 18, terça-feira, às 15 horas, no anfiteatro da empresa.

Expresso, 12/03/2008

A Comissão de Trabalhadores"

Esta informação está no CLUBE DE JORNALISTAS

Estas situações de trabalho precário, são abusivas e atentatórias dos direitos dos trabalhadores. Muitas empresas utilizam estas artimanhas, para os seus desmandos e coação sobre o trabalhador. Um jornal como o Expresso, apesar do prestígio da empresa, não se coibe de fazer o mesmo! A tão falada responsabilidade social, é apenas para " inglês ver ". Situações como esta deveriam ser penalizadas, mas infelizmente neste país kafiquiano, tudo é permitido! Os leitores, que julguem por si, eu já dispensei a leitura do Expresso à um ano, para mim perderam a credibilidade e seriedade e por isso, perderam um leitor assíduo! Manifesto-me solidário com a Isabel Oliveira a jornalista em causa, e com todos os outros que se encontram nas condições de trabalho precário, sendo na verdade trabalhadores a tempo inteiro das empresas aonde trabalham.

APELAMOS A UMA INUNDAÇÃO DE MENSAGENS DE CORREIO ELECTRÓNICO SOLIDÁRIAS COM A JORNALISTA PARA OS SEGUINTES ENDEREÇOS:

Director: director@expresso.pt

Cartas: cartas@mail.expresso.pt




Este Post, foi aqui colocado a pedido do Meu amigo e autor deste Blog, o Sr. Victor Simões.

Maria de Medeiros nomeada «artista UNESCO para a paz»

A actriz e cantora Maria de Medeiros é hoje nomeada oficialmente "Artista UNESCO para a paz" em cerimónia a realizar em Paris e a que assistirá o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.

No final da cerimónia, que contará com a presença do director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, Maria de Medeiros cantará acompanhada do seu trio de jazz, com o qual editou em 2007 o álbum "A little more blue".

Em declarações à Lusa, a artista indicou que, a partir de agora, associará a sua agenda à daquela agência da ONU e, neste contexto, uma das suas primeiras iniciativas consistirá num concerto que dará em finais de Abril em Moçambique.

"Vou aproveitar - disse - para dar visibilidade à educação artística, juntamente com Malangatana, que é também artista da UNESCO para a paz".

De acordo com o governo português, a actriz, a primeira portuguesa a receber esta nomeação, foi escolhida pela "visibilidade, carisma, qualidade artística, polivalência, sensibilidade e empenho nas grandes causas do mundo contemporâneo".

Maria de Medeiros, 42 anos, tem-se distinguido sobretudo como actriz de cinema em Portugal e no estrangeiro.
Lusa / AO Online

NOTA: esta transcrição é feita para homenagear uma portuguesa que é distinguida com um galardão internacional, o que deve constituir orgulho para todos nós. Honra ao valor e ao mérito!

Os problemas não se resolvem com discursos

Notícia do Público de ontem diz que «o INEM demorou mais de meia hora a activar ambulância em mais um caso que acabou por ser fatal».

Problemas deste género não se resolvem com discursos optimistas de auto-elogio sem sustentação em realidades nem com a simples substituição de dirigentes por amigos dos governantes. Estando em causa a vida de pessoas em perigo, há que tornar mais eficaz a efectivação do socorro, para ele ter utilidade real.

É preciso uma análise minuciosa de todos os factores incidentes no assunto e, depois, decidir por medidas eficazes e controlar a sua efectivação, a fim introduzir os pequenos ajustes sempre necessários. A reorganização ponderada e lógica das estruturas envolvidas poderá ter de ser uma das medidas a adoptar.

Mas não basta legislar à pressa e com exagerados pormenores, como aconteceu com a lei do controlo das armas que não produziu os efeitos visíveis e desejados na redução da criminalidade violenta, e no consequente aumento da segurança das pessoas de bem.

Pergunta, talvez desnecessária: Será que os governantes e legisladores estarão apoiados por pessoas competentes, conhecedoras das realidades do País e com capacidade para analisar com isenção e rigor os problemas mais graves?

15 março 2008

Os auto-elogios do "generoso"

Volto aqui hoje a publicar um post, devo-o ao Victor Simões. Sem ele não havia o meu blog Democracia. Obrigado Victor.

Na reportagem da SIC sobre o dia-a-dia de Sócrates, o primeiro-ministro faz um telefonema para José Luís Zapatero.

Esta é uma demonstração clara de PODER.
Até tem o télélé pessoal do Zapa (prós amigos) na memória do seu nokia.

A conversa foi analisada por uma tradutora e, vê-se que é cada tiro cada melro.
Afinal não é só no Inglês...

Este homem é um poliglota...


E ficámos tb a saber que o nosso 1º começa a trabalhar às 11:00. Para isso basta ver que o relógio (avariado com certeza) do café da esquina. Curioso é que o pequeno almoço seja "Cabrito à Padeiro" com torradinhas e chá de camomila.
E é GENEROSO!!!
Um grande Senhor.
Humilde... Sensível...

A olhar para trás não se vence a corrida

Os propagandistas do Governo festejam o seu terceiro aniversário com palavras fantasiosas, ilógicas irreais. Dizem que é preciso enfatizar os pontos positivos da governação e fazem-no com o máximo exagero publicitário e, espantosamente, afirmam com pretensioso ar convincente que não é preciso falar do que está mal.

Que erro e loucura essa! Qualquer motorista sabe que, se a viatura vai a circular normalmente na via, não é preciso accionar qualquer comando, nem a caixa de velocidades, nem o acelerador, nem o travão, nem o volante. Mas se algo não está bem é necessário e urgente accionar de forma adequada os comandos respectivos para que a rota seja corrigida a fim de evitar acidente e continuar de forma correcta. Também no atletismo, o corredor não perde tempo a olhar para trás, porque dessa forma arrisca não ganhar a corrida. O que necessita de medidas correctivas é que deve concentrar a atenção e os esforços de quem dirige, com a permanente preocupação de atingir as metas e os objectivos.

Estes exemplos de quem quer avançar mostram que seria sensato e prudente que os governantes perdessem menos tempo com auto-elogios propagandísticos e se concentrassem a fundo na correcção dos aspectos menos positivos a fim de a «viagem» chegar ao fim da melhor forma. Os resultados reais falarão por si. As pessoas saberão analisá-los.

Se os ilustres políticos não conseguem ver claramente aquilo que necessita de atenção, bastar-lhes-á ouvir os protestos da população acerca dos assuntos ligados à Educação, à Saúde, à Segurança Pública, à Justiça, à Defesa, etc. O contacto com as realidades do País, a que não estão habituados, senão para propaganda e captação de votos, poderá ser-lhes útil se procurarem compreender o que está a passar-se. O povo é sábio e, junto dele, pode aprender-se muito.

14 março 2008

EDITORIAL...

A linha editorial deste blog, segue à risca o que foi delineado pelo seu mentor, e seu criador o Victor Simões, que me incumbiu, após ataques de pessoas já identificadas, nos vários post's aqui colocados, que utilizavam de forma fraudulenta, outros nicks de pessoas idóneas, e colaboradores deste espaço, pessoas de bem e que foram atacadas na sua intimidade por estas pessoas, que sem razão aparente tentaram denegrir a imagem deste espaço.

Este é um espaço aberto às ideias, mas um espaço fechado à falta de educação, e à falta de respeito pelos outros. Na discórdia tem de haver cordialidade, tem de haver respeito pelas as ideias dos demais, sem com isso impedir as ideias discordantes dos post's aqui colocados.

Como Administrador interino (por ausência temporária do Administrador), quero saudar a todos os que aqui vierem opinar, dentro dos parâmetros anteriormente descritos, e mesmo com a activação da moderação dos comentários, não se coibam de comentar, pois quem comentar com sentido de opurtunidade, e dentro da sua razão sem ofensas, terá o seu comentário bem-vindo.

Obrigado a todos.

Carlos Rocha (Beezzblogger)

Crimes de colarinho branco sem imunidade

Há países onde os crimes de colarinho branco não beneficiam de impunidade. Já aqui referi os casos de ex-presidentes da Coreia do Sul que, embora tivessem desempenhado de forma muito louvável os seus cargos, acabaram por vir a ser condenados por se vir a saber que sucumbiram à tentação da corrupção. Chun Doo Hwan teve sentença de morte e Roh Tae-Woo sofreu 22 anos de prisão.

Agora chega uma notícia dos Estados Unidos da América de que reproduzo o início.

Apanhado e demitido

Por Pedro Lomba, pedro.lomba@eui.eu

A tragédia de Eliot Spitzer. O governador de Nova Iorque com fama de incorruptível envolveu-se num escândalo sexual que tem corrido as primeiras páginas da imprensa americana e acabou por lhe custar o cargo.

E por cá?
Quantos político foram condenados? Porquê?

13 março 2008

A (DES)EDUCAÇÃO DESTE SENHOR...


CLICA PARA AMPLIARES

A arrogância de certas pessoas, chega a tal ponto, que por encomenda ou por estupidez mesmo, escrevem tudo o que não lhes vêm à alma, e dissecam os outros com tanta baboseira da pior espécie, este senhor, que é irmão do outro Rangel, conotado com a extrema-direita mais reles que alguma vez existiu em Portugal, quer denegrir a imagem dos professores, com textos encomendados pela sinistra, a que não ri nem do próprio tombo pois não tem inteligência para tal. Para esse senhor, de nome Emídio, a minha vontade, não prevalecente, é a de que ele vá dar uma grande curva e que não volte... Afinal o anormal é ele. Já estamos fartos de ver alarves a ditar regras e a opinar, quem não sabe do que fala, cale a caixa.

E nada melhor para responder a este senhor como a resposta que vem a seguir, esta sim de alto teor informativo:

Exmo. Sr. Rangel:
Não sou uma figura pública como V. Exa., nem tenho um jornal que acolha as minhas opiniões. Felizmente existe hoje a blogosfera e os amigos para publicar o mais possível a nossa opinião; espero que esta carta chegue até si! Sou apenas um dos 143 000 professores deste país e um dos 100 000 que estiveram na Marcha da Indignação no dia 8 de Março, dia em que fui brindado com o seu artigo de opinião a que batizou de «HOOLIGANS EM LISBOA».

Como deve estar à espera, depois daquilo que escreveu, ou coloca uma venda nos olhos e uns tampões nos ouvidos ou terá de ver e ouvir os argumentos dos visados. Como quem não se sente não é filho de boa gente, e fui um dos seus alvos, o seu artigo merece-me uma resposta, bem ao estilo político e jornalístico, em dez breves pontos. Está preparado? Cá vai:

1) A sua legitimidade para me chamar «hooligan» é a mesma que eu tenho de lhe chamar palerma, idiota e atrasado mental! Repito: a legitimidade é exactamente a mesma!

2) A sua legitimidade para me chamar comunista e que o Prof. Mário Nogueira (não é Sequeira, sr. Rangel) é um assalariado do PCP e que tal partido alugou 600 autocarros para a manifestação, é a mesma que eu tenho para lhe chamar fascista, assalariado do PS e alugado por este partido para emitir estas imundas alarvidades. Repito: a legitimidade é exactamente a mesma!

3) Os professores e os empregados da Lisnave são cidadãos dignos, que trabalham toda a vida para sustentar as suas famílias com ordenados por vezes miseráveis, não são jornalistas de segunda que andam à crava de pequenos tachos de ocasião, depois de fracassarem pessoal e profissionalmente à frente de grandes cadeias de televisão, com ordenados de rei para gastar em opulentas noitadas algarvias!

4) A maioria dos professores que V. Exa diz ainda terem dignidade, comparando-os aos seus, somos todos nós, Sr. Rangel, porque somos 143 000, estavam lá 100 000, sendo que dos 43 000 que não estavam certamente 40 000 não estiveram apenas de corpo e os restantes 3000, ou por aí, serão os inevitáveis fundamentalistas partidários, cuja religião PS lhes ofusca a lucidez!

5) V. Exa nunca pertenceu à nossa classe! V. Exa foi professor, mas universitário e, não lhe retirando mérito pela formação que isso permitiu, fique sabendo que ser professor universitário nada tem a ver com o que se passa nas nossas salas de aula, onde todas as crianças e jovens têm lugar, os bons, os maus, os educados, os mal-educados, os civilizados, os selvagens, os ricos, os pobres, os inteligentes, os deficientes, os meus filhos, os seus filhos… Enfim, não se trata de um lugar onde uma clivagem por resultados escolares, permite que tenhamos uma sala com 20 ou 30 alunos com toda a socialização feita e a quem basta dar bibliografia e pouco mais!

6) V. Exa ignora por completo o que o ME quer impor nas escolas e aos professores, pois isso sim, é que favorecerá a incultura, deseducação, a anarquia pedagógica, em que o obrigatório facilitismo formará uma geração de humonoides completamente ocos de valores, cultura e sabedoria; eu sou um produto do sistema que V. Exa acusa de iníquo e sei o que significa dignidade, respeito, admiração, ponderação, civismo, tolerância… enfim, tudo o que V. Exa não revela, na sua miserável crónica!

7) Vergonha devem sentir os cidadãos portugueses de terem de levar com opiniões de jornalistas (esses sim, é que são pseudo) completamente esventrados de sensatez, isenção e responsabilidade. Este artigo de V. Exa é o epíteto do desnorte e testemunho de um intoxicado intelecto!

8 ) A Ministra é corajosa e determinada? Estamos de acordo. Acontece que V. Exa confunde estes
conceitos com clareza, responsabilidades e, sobretudo, com justiça e sentido de visão estratégica para a Educação. Todos os grandes fascínoras políticos da História eram corajosos e determinados!

9) Todos os que V. Exa chama estúpidos e que, sendo do PSD, do PCP ou daquilo que o você quiser, apoiam e compreendem a causa dos professores, se o fazem por antipatia política ou oportunismo, e sei que os há, tal adjectivo acenta-lhes que nem uma luva; aos restantes, que são infinitamente mais, não os confunda com um espelho!

10) V. Exa pertence, ou pelo menos pertenceu, a uma recente classe de portugueses, muito inferior à dos professores, quer em número quer em dignidade, cujo novo - riquismo aliado ao corrupto mercado da imagem, fazem de vós uma praga infestante para o cidadão comum, que luta todos os dias contra as dificuldades de um país minado por políticos fajutos e incompetentes e por um jornalismo bacoco e de algibeira, do qual V. Exa é um belo protagonista!

Paulo Carvalho
CARTA ABERTA AO SR. EMÍDIO RANGEL

VERGONHOSO...

Com que então o Sr. Mário Relvas, quer destruir este blog, é isso? Pois não o vai conseguir, estes comentários todos, que tem feito, utilizando nomes de outras pessoas, prova que o Sr. está doente, sériamente doente, tem de ser internado e já, tente o hospital de Magalhães Lemos, se quiser arranjo-lhe lá uma cunha. Os problemas que o sr. Mário Relvas tem ou teve com os MIRN, SIS, as patentes Militares, e as quezílias particulares (particulares leia-se) com pessoas que escrevem neste blog, não são para aqui chamadas, resolva-as com as pessoas e deixe-nos em paz, que é coisa que nunca terá com esse seu mau feitio em atropelar tudo e todos que que pura e simplesmente, não pensam como o senhor, tenha vergonha, e vá-se tratar.

Depois deste Post, espero que todos os visitantes, deixem de dar credibilidade ao Sr. Mário Relvas, ele está gravemente perturbado, anda a mandar e-mails insultuosos, a alguns colaboradores deste blog, e isso é intolerável, pela parte que me toca, aqui neste blog nunca mais aparecerá nem mais um comentário deste senhor, pois de facto é lamentável.

E ao Sr. Mário Relvas, deixo-lhe um conselho, não se canse a postar comentários aqui, pois eles serão eliminados, poderão aparecer durante uma horita ou outra, mas mais minuto menos minuto, será eliminado, e sabe uma coisa, é tão triste sermos desprezados, e olhe que você a partir deste post, será muito desprezado.

Felicidades, e que deus lhe dê boa sorte para conseguir levar a sua vida sem grandes precalços, apesar de tudo, não lhe desejo o mal, desejo que nos deixe em paz.

DEIXE-NOS EM PAZ

ACTUALIZAÇÃO às 19h e 30m, and counting...

Foram removidos 13 comentários insultuosos, obscenos, e xenófobos por parte do Sr. Mário Relvas deste Post, e todos os que não tiverem cabimento, ao que aqui se trata, serão novamente removidos e assim sucessivamente.
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12 março 2008

COMENTÁRIOS EM BLOGS

Amigos

Há dias, num post meu em A VOZ DO POVO foi palco de uma enorme quantidade de ordinarices

que me deixaram visivelmente aborrecida. É realmente desagradável que tarados imaturos e sem respeito pelos outros usem o espaço dos comentários para fazer mal, quer procurando ofender os outros quer empastelando o espaço com colagens de textos extensos que nada têm a ver com o tema do post. Esse tipo acabou por confessar que o seu objectivo é destruir o blog afastando os visitantes e tirando-lhe credibilidade.



É pena que haja pessoas de tal jaez que apenas desejam semear o joio e a cisânia, sem qualquer motivo, por pura maldade.



Penso que uma das finalidades dos blogs, além do prazer da escrita, deve ser

- divulgar cultura e bons conselhos que não sejam do conhecimento de muitos,

- salientar actos muito positivos que mereçam ser apontados como exemplos à sociedade,

- alertar para factos e situações que parecem não estar muito bem, a fim de serem apreciados por quem de direito e melhorá-los,

- e comunicar com os comentadores por forma a criar relações amistosas e a aprofundar a análise dos temos expostos, numa polémica respeitosa e salutar, apresentando argumentos convincentes sempre que se discordar, sem faltar ao respeito nem agredir o autor.



Tratar os visitantes com urbanidade no sentido de inspirar amizade, debater ideias com modos educados e sem ferir as pessoas que pensam de maneira diferente é uma virtude a desenvolver que só enriquece quem a pratica.



Mesmo quando estamos perante uma opinião oposta à apresentada no post, desde que venha apoiada em argumentos lógicos, devemos elogiar o que de bom ela possa trazer e responder com argumentos que possam rebater os apresentados. Assim se produz uma polémica urbana e positiva de que todos beneficiam.



Desta forma, os blogues são um óptimo veículo de cultura, de comunicação e de criação de amizades alargadas, entre pessoas educadas que sabem discutir ideias, por mais diferentes que sejam, sem ofenderem as pessoas, respeitando o direito de cada um ter a sua opinião sem querer impô-la aos outros, mas apresentando argumentos convincentes, em sua defesa.



Tenho aqui criado bons laços com pessoas com ideias muito diferentes das minhas, porque procuro, com um linguagem urbana, aceitar o seu direito à opinião, embora não me sinta obrigado a a ela aderir totalmente. Em cada comentário por mais discordante que seja, encontro sempre algo de positivo que sublinho.



Não são desejados, e deverão eliminados, os comentários não identificados, indecorosos ou de índole atentatória da dignidade, bem como mensagens que não se refiram ao post em questão
Trata-se de um espaço é público que deve ser respeitado por todos e não deve ser transformado em lixeira!

11 março 2008

ANJOS DE GUARDA

Quem cuida de seu filho quando ele não está sob seus olhos?

Você diz que, na escola, os professores são os responsáveis; que em seu lar, você tem uma babá igualmente responsável.

Enfim, você sempre acredita que alguém, quando você não estiver por perto, estará de olho nele.

Parentes, amigos, contratados à parte, há, também, uma proteção invisível que zela por seu filho.

Você pode dizer que é seu anjo de guarda, seu anjo bom. A denominação, em verdade, não importa.

O que realmente se faz de importância é esta certeza de que um ser invisível debruça sua atenção sobre seu filho, onde quer que ele esteja.

E também sobre você. Não se trata de uma teoria para consolar as mães que ficam distantes de seus filhos longas horas.

Ou para quem caminha só nas estradas do Mundo. Refere-se a uma verdade que o homem desde muito tempo percebeu.

Basta que nos recordemos de gravuras antigas que mostram crianças atravessando uma ponte em mau estado, sob o olhar atento de um mensageiro celeste.

Ou que evoquemos o livro bíblico de Tobias, onde um anjo acompanha o jovem em seu longo itinerário, devolvendo-o ao pai zeloso, são e salvo.

É doce e encantador saber que cada um de nós tem seu anjo de guarda. Um ser que lhe é superior, que o ampara e aconselha.

É ele que nos sussurra aos ouvidos: “Detenha o passo! Acalme-se! Espere para agir!”

Ou nos incentiva: “Vá em frente! Esforçe-se! Estou com você!”

É esse ser que nos ajuda na ascensão da montanha do bem. Um amigo sincero e dedicado, que permanece ao nosso lado por ordem de Deus.

Foi Deus quem aí o colocou. e ele permanece por amor de Deus, desempenhando o que lhe constitui bela, mas também penosa missão.

Isso porque em muitas ocasiões, ele nos aconselha, sugere e fazemos ouvidos surdos. Ele se entristece, nesses momentos, por saber que logo mais sofreremos pela nossa rebeldia.

Mas não afronta nosso livre-arbítrio. Permanece à distância, para agir adiante, outra vez, em nova tentativa.

Sua ação é sempre regulada, porque, se fôssemos simplesmente teleguiados por ele, não seríamos responsáveis pelos nossos atos.

Também não progrediríamos, se não tivéssemos que pensar, reflexionar e tomar decisões.

O fato de não o vermos também tem um fim providencial. Não vendo quem o ampara, o homem se confia a suas próprias forças.

E batalha. Executa. Combate para alcançar os objetivos que pretende.

Não importa onde estejamos: no cárcere, no hospital, nos lugares de viciação, na solidão, ele sempre estará presente.

Esse anjo silencioso e amigo nos acompanha desde o nascimento até a morte. E, muitas vezes, na vida espiritual.

E mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.

Pense nisso!

Você pode ter se transviado no Mundo. Quem sabe, perdido o rumo dos próprios passos.

Pense, no entanto, que um missionário do bem e da verdade, que é responsável por você, pela sua guarda, permanece vigilante.

Se você quiser, abra os ouvidos da alma e escute-o, retomando as trilhas luminosas.

Ninguém, nunca, está totalmente perdido neste imenso universo de almas e de homens.

Pense nisso!

09 março 2008

Desabafo de uma professora

Estou a ouvir o Fórum TSF e, como não posso participar (logo no início anunciaram não ter capacidade para receber mais inscrições), gostaria de deixar aqui o meu testemunho (se é que ainda é necessário...). É que não suporto ouvir mais que os Professores estão a ser manipulados. ........

A autora deste texto pediu para o retirar. Ela lá sabe a linhas com que quer coser-se. Achei muito estranho que um texto para a TSF não fosse para tornar público... mas, enfim, tenho que respeitar a posição dela.
Coisas que a mente humana tece. Será ela um bom exemplo dos bons professores?

Peço desculpa aos leitores e aos comentadores deste espaço que procura ser sério e exercer um dever cívico.

08 março 2008

AFINAL DE CONTAS...

Afinal de contas, parece que tenho razão. Num recente post aqui colocado, e que se intitulava "PORQUE NÃO...", parece que eu já adivinhava algo de muito concreto. As empresas Portuguesas de maior destaque, aquelas que têm maiores accionistas, inclusive capital estrangeiro, tem o seu centro de decisão, na sua maioria, aqui ao lado em Espanha. Dependendo, as nossas filiais das mesmas empresas, dos planos IBÉRICOS, para os anos em curso. Ora, se isto se está a tornar hábito, se as empresas se reestruturam a nível IBÉRICO, porque é que carga de água, os dois países não o poderão fazer.

O poder económico, a isso obrigará, mais cedo ou mais tarde. Não vale a pena andarmos a tapar o sol com a peneira. A IKEA, é uma dessas empresas, e investiu cá com fábrica e com lojas, mas o seu centro de decisão, é no país vizinho. Quem sofre com esta separação de poderes legislativos, somos todos nós. Mas mais exemplos há, a minha própria empresa prepara-se, mais ano menos ano, desde que adquiriu o seu parceiro em Portugal de mais de trinta e tal anos, para passar o centro de decisão para Barcelona. Agora decidem que neste período será uma transição, grandes desafios se avizinham.

Mas sinto-me ao menos satisfeito numa coisa, é que desde que nós trabalhadores desta empresa passámos a ser parte do grupo mãe, as nossas condições de trabalho tem vindo a melhorar de dia para dia, com a promessa de novos desafios e de novas metas. Não posso sentir-me totalmente satisfeito, quando vejo, num país que amo, ser a prática corrente outras políticas que maltratam os outros trabalhadores em geral, por eu estar bem, não me acomodo com o que sei que ainda há muito por fazer pelos outros, por isso o meu incessante ACTIVISMO.

07 março 2008

Homenagem a um grande mestre

No post Avaliação do desempenho citei sete professores do liceu que marcaram a minha adolescência e a minha conduta na vida, sendo um deles o professor de História Joel Serrão, a cuja memória presto uma sentida homenagem e apresento respeitosas condolências a sua família.

Na concretização dos meus sentimentos transcrevo o artigo do Público

Historiador Joel Serrão morreu aos 88 anos

Autor do “Dicionário de História de Portugal”

O historiador Joel Serrão, 88 anos, faleceu ontem à noite em Santana (arredores de Sesimbra). Foi autor de dezenas de títulos de história, nomeadamente o “Dicionário de História de Portugal”.

O corpo do historiador, vítima de doença prolongada, vai hoje para a Igreja de Santo Condestável, em Lisboa, e o funeral sairá amanhã às 10h00 para o Cemitério dos Olivais, onde será cremado, disse a mesma fonte.

A vasta obra publicada de Joel Serrão abrange particularmente as áreas da história económica e sócio-cultural. O historiador Fernando Rosas, também dirigente do Bloco de Esquerda, qualificou-o hoje como “um grande mestre” e “um pioneiro da História contemporânea”.

“Era um grande especialista do século XIX. A sua obra sobre aquele período é uma bibliografia incontornável", disse Fernando Rosas à Lusa. Joel Serrão foi seu orientador de mestrado e doutoramento e Rosas recorda-o como “um grande professor e um grande mestre".

A sua obra constitui, com a de outros seus contemporâneos, a primeira aproximação às correntes historiográficas europeias do pós-guerra, sobretudo aos “Annales”, revista francesa de história económica e social fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre, segundo uma nota bibliográfica da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

Entre os títulos de Joel Serrão encontram-se monografias históricas de cunho económico ou sócio-cultural, edições críticas, temas literários, estudos de personalidades fulcrais na evolução das ideias e da cultura (Cesário Verde, Sampaio Bruno, António Nobre, Fernando Pessoa, Antero de Quental, Vieira de Almeida, António Sérgio) e volumes de iniciação às disciplinas filosóficas.

O investigador de literatura portuguesa Vítor Aguiar e Silva disse por seu lado que Joel Serrão “teve um papel muito importante na cultura portuguesa como historiador, sobretudo dos séculos XIX e XX, e também numa área de estudos muito pouco cultivada em Portugal, a da sociologia da cultura e sociologia da literatura”.

“Teve uma grande visão nesta temática, sem tomar uma posição dogmática”, salientou ainda. Por outro lado, destacou que o historiador “foi um grande especialista de Cesário Verde, inclusivamente como editor, e teve um papel relevante na Gulbenkian”, onde esteve no conselho de administração.

Nascido no Funchal, Joel Serrão licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. De 1948 a 1972, exerceu o magistério liceal em Viseu, no Funchal, em Setúbal e em Lisboa.

Foi professor na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e dirigiu o Centro de Estudos de História do Atlântico (Madeira), foi membro do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian e foi também professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Terroristas, dissidentes ou apenas oposição?

Na Colômbia, desde 1978, já lá vão 30 anos, as Forças Armadas governamentais têm combatido as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), sem sucesso, como se vê pelas notícias mais recentes.

No Sri Lanka, que já teve os nomes de Taprobana, Serendib e Ceilão, a família Bandaranaike, sucessivamente no Governo, tem enfrentado o conflito com a população tamil, alimentado por razões étnicas e religiosas. Os Tigres Libertadores do Eeelam Tamil (LTTE) controlam totalmente a província de Jaffna, no norte e reivindicam a fusão das províncias do Norte e do Leste para constituírem um Estado a que chamam de Eeelam Tamil.

Os curdos querem criar um Estado que se estende por parte da Turquia, do Iraque e do Irão, mas têm sido contrariados com as consequentes perdas de vidas.

Além destes, há muitos outros casos, mais ou menos conhecidos, de dissidências ou de oposições menos respeitadas e mais oprimidas, que, devido à arrogância do Poder instituído, muitas vezes de forma fraudulenta, ocasionam violência excessiva e inútil de que resultam perdas de vária ordem e a criação de um clima de insegurança e de medo que nada contribui para a paz de espírito e a felicidade dos povos. E, com isso, endurecem os ódios que tornam menos viável uma resolução pacífica da situação.

Pode afirmar-se, de uma forma geral, que, em cada caso, se as partes em confronto se interessassem verdadeiramente pela felicidade dos habitantes e o desenvolvimento sócio –cultural do País, tudo se poderia resolver pacificamente pelas negociações, a bem das pessoas.

Agora na América Latina desenhou-se uma perspectiva de guerra entre a Venezuela e a Colômbia, com o perigo de atrair terceiros em apoio de um e de outro, podendo atingir dimensões de tragédia continental. Mas, entretanto, surgiram mediadores que procuraram amaciar as relações entre as partes. Oxalá seja obtido o melhor resultado e que, entretanto, a Colômbia se entenda da melhor forma com as FARC, em benefício do País em que todos devem viver em harmonia.

Sobre os perigos das guerras e as vantagens das resoluções pacíficas de conflitos já aqui foram colocados os seguintes textos, entre outros:

Negociar, coligar em vez de utilizar as armas
A Paz pelas conversações
Guerra a pior forma de resolver conflitos
Paz pela negociação.
A Paz como valor supremo

06 março 2008

PARA MEDITAR

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa
bem
afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos
que
dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de
programação num
sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem
de férias,
coisa que há tempos que não sei o que são.


Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e
um sumo
de
laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?


Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha
atrás de mim:


- Senhor, não tem umas moedinhas?


- Não tenho, menino.


- Só uma moedinha para comprar um pão.


- Está bem, eu compro um.


Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail.

Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as

piadas
malucas.

Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos
áureos.


- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.


Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.


- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito
ocupado, está
bem?


Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do
menino, e
o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora.


O peso na consciência, impedem-me
de o dizer.

Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma
refeição
decente para ele.


Então sentou-se à minha frente e perguntou:


- Senhor o que está fazer?


- Estou a ler uns e-mail.


- O que são e-mail?


- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet
(sabia que
ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de

questionários desses):


- É como se fosse uma
carta, só que via Internet.


- Senhor você tem Internet?


- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.


- O que é Internet ?


- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas
coisas,
notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar,
trabalhar,
aprender. Tem de tudo no mundo virtual.


- E o que é virtual?


Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que
ele pouco
vai entender e deixar-me-ia almoçar,
sem culpas.


- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar,
apanhar,
pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de
fazer.
Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como
queríamos
que fosse.


- Que bom isso. Gostei!


- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?


- Sim, também vivo neste mundo virtual.


- Tens computador?! - Exclamo eu!!!


- Não, mas o meu mundo também é
vivido dessa maneira...Virtual.

A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a
vejo,
enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar
de fome e
eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais
velha sai todo
dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque
ela volta
sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas
imagino
sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos
brinquedos
de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.

Isto é virtual não é senhor???


Fechei o
portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas
caíssem
sobre o teclado.


Esperei que o menino acabasse de literalmente 'devorar' o prato
dele,
paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos
e sinceros
sorrisos que já recebi na vida e com um


'Brigado senhor, você é muito simpático!'.


Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo
insensato em que
vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de
verdade e
fazemos de conta que não
percebemos!


Agora, tem duas escolhas...


1. Enviar esta mensagem aos amigos e amigas ou


2. Apagá-la, fingindo que não foste tocado por ela!!!

Como podes ver, escolhi a nº1

AUTOR:ROSA PENA

03 março 2008

O consumidor pobre é o mais explorado

As despesas correntes, obrigatórias, constituem uma percentagem dos rendimentos muito maior nos pobres do que nos ricos, pelo que qualquer aumento de preços vai aprofundar e alargar o fosso entre os menos e os mais favorecidos. Se dois agregados familiares com igual número de pessoas gastam 90 nas despesas correntes, o que ganha 100 gastou 90% do seu salário e o que ganha 500 gastou apenas 18% do seu salário. E há preços com aumentos exorbitantes, não apenas o do pão.

Vou relatar um caso concreto. Em 29 /2 comprei no JUMBO de Cascais lâmpadas de 40W Philips das que agora estão a ser aconselhadas para poupança de energia e protecção ecológica, ao preço de 6,89€. Hoje 3/3 tive de voltar ao JUMBO de Cascais e vi que as mesmas lâmpadas custam 8,99€.

Fazendo contas, verifica-se que o preço foi aumentado, durante o fim-de-semana e mudança de mês, de 30,48%.

Poderá perguntar-se porquê? A resposta será certamente relacionada com a grande publicidade feita a estas lâmpadas, que resultará numa maior procura que o JUMBO aproveita para obter maiores lucros. A ganância e a falta de controlo dos interesses dos consumidores, principalmente os mais carentes, permite estes abusos.

Depois desta constatação, nunca mais comprarei nada no JUMBO, sem antes comparar os preços com os de outros vendedores. O consumidor deve abrir os olhos para evitar ser explorado de forma tão despudorada. E deixo aqui este alerta para os visitantes desta folha.

02 março 2008

O GAMANÇO CONTINUA, A NOSSA LUTA TAMBÉM...

Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.

Este até que nem está muito mal, com 20 anos de descontos... Mas há coisas que me fazem confusão, por exemplo, a que descrevo a seguir, é de uma trafulhice de bradar aos céus.


António Preto, deputado do PSD cujo nome apareceu associado a um processo de corrupção em 2003 no Centro de Exames da Tábua e que foi apanhado numa escuta policial em que recebia uma mala de dinheiro de um empresário da Amadora, será o relator do novo projecto de transposição da Directiva europeia de combate ao branqueamento de capitais.

E as razões da nomeação, são: (rufo de tambores...)

1. O Carnaval ainda não acabou
2. Para grandes males, grandes remédios: chame-se um especialista
3. Era a única opção do PSD que permitia pôr tudo Preto no branco
4. É dia 1 de Abril e ninguém nos disse nada
5. A presunção da inocência é uma coisa muito bonita e as escutas são ilegais.

O que é certo, é que nós somos como o Eça nos dizia à uns bons largos anos atrás:

«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...»


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01 março 2008

CADA VEZ TENHO MAIS FORÇA...

Como todos devem saber, escrevo neste espaço, bem como noutros bem descritos aqui nesta barra lateral, mas para melhor entenderem, eles são: A VOZ DO POVO; DEMOCRACIA EM PORTUGAL; Ó ROSA TU NÃO CUMPRENDES e PASQUIM DO POVO. Eu já tinha sofrido ataques de muita ordem, aos textos que escrevo, aliás pessoas pelas quais tenho grande apreço, e elas sabem quem são, também foram alvo desses ataques, levados a cabo por pessoas movidas pela doença, ou pela maldade, ou pela inveja, ou por outro motivo maquiavélico qualquer. Isto tinha um fundamento, os textos que escrevo parecem incomodar, incomodar os poderes instalados ou interesses obscuros.

Nunca tive a intenção de ofender ninguém, mesmo aqueles que se sentiram ofendidos, mas esses paciência, apenas digo o que penso, e se pensam que me amedrontam... Estão mal enganados, pois não temo por feitio, e não temo por teimosia, e quando falo do que sei, e dou uma opinião, não será um lápis azul, ou um ameaça física ou verbal que me intimidará.

Éramos uma equipa de uns dez ou doze, os comentadores e autores do Blog "A VOZ DO POVO", a mesma que alguém tentou calar, que está aí para durar, está aí para mostrar, que a nós ninguém nos cala e a mim muito menos. Embora alguns destes colaboradores, tenham saído do blog, por razões que a razão desconhece, mas eu não sou ninguém para obrigá-los a ficar. Depois de uma ausência, em que reflecti no que tinha dito, de que jamais escreveria um texto na voz, eis que na minha mente se fez luz, e eu disse para os meus botões:

NÃO, SE ALGUÉM QUER CALAR A VOZ, EU, ENQUANTO PUDER JAMAIS PERMITIREI, NEM QUE SEJA O ÚNICO A POSTAR, E A COMENTAR, ELA JAMAIS SUCUMBIRÁ...

Depois de eu ter voltado novamente a postar na voz, surgiram os ataques novamente, desta feita agora bem dirigidos, àqueles que não pensam da forma que algumas pessoas querem que elas pensem. Estes ataques, de extrema-direita surgem, a alguém que não tem partido, mas que tem ideais de esquerda, aliás, bem patentes nos textos que escrevo e que não faço intenção de esconder. Os ataques, lembram na sua grande maioria, a ilustrações do tempo do PREC com referências da data, que hoje estão descontextualizadas face ao exposto nesses textos. Mas o mais grave, é o fazerem-se passar, por outras pessoas, outros colaboradores deste blog, que outrora deram o seu contributo em prol da sua divulgação, e do seu crescimento. A utilização dos nomes, das fotos destes, é um roubo de identidade grave, e atenta contra a liberdade, seguida de comentários, que em nada se identificam com as verdadeiras pessoas detentoras dessa mesma identidade.

É uma vergonha que isto aconteça, onde nós deveríamos concentrar esforços em prol de discutimos as verdadeiras maleitas do país, andam uns senhores armados em parvos, brincando ao esconde esconde, e ao diz que disse. Era bom que serenassem esses ímpetos malfeitores, pois quem não gosta de certo artigo, não comente, ou deixe a sua opinião fundamentada, ou serei forçado a fazer o que já o fiz, APAGAREI TODOS OS COMENTÁRIOS DOS MEUS POSTS, por estarem fora do contexto e serem de pura brincadeira de mau gosto.


Gostaria muito que tivéssemos, uma VOZ bem activa e interventiva no quadro da blogosfera, e para isso conto convosco, companheiros de luta.

A LUTA CONTINUA, A MIM NINGUÉM ME CALA!!!


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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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